Brasil

Pacientes receberão medicação para doença rara fenilcetonúria

Publicado em 03/01/2019 às 15h51

Ministério da Saúde incorpora no SUS o medicamento dicloridato de sapropterina para tratar doença que exerce ação tóxica nos órgãos 

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ofertar o medicamento dicloridrato de sapropterina, destinado ao tratamento da doença rara fenilcetonúria (FNC). O insumo será disponibilizado em até 180 dias às mulheres portadoras da doença que estejam no período pré-concepcional ou em período gestacional. A doença tem herança genética e faz com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima (fenilalanina-hidroxilase), dificultando o trabalho do organismo na quebra adequada de moléculas de aminoácido presente em proteínas animais e vegetais (fenilalanina-FAL). Os altos níveis desse aminoácido e de substâncias associadas a ele, no corpo, exerce ação tóxica em vários órgãos, especialmente no cérebro.

O uso do Dicloridato de sapropterina para tratamento da fenilcetonúria é usado de forma complementar à realização de dieta alimentícia, com restrição de alimentos, como carne, ovo, trigo e feijão; além de uso de fórmula metabólica rica em aminoácidos, vitaminas e minerais. O fármaco será disponibilizado na saúde pública às pacientes que estejam no período pré-concepcional ou em período gestacional, e que tenham feito teste de responsividade positivo ao medicamento.

Para incorporar o medicamento ao SUS, foram realizadas discussões com profissionais da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec). O objetivo foi verificar a possibilidade de benefícios clínicos do medicamento, que apontou maior eficácia entre as mulheres. Também foram avaliados estudos para comparar se o uso do medicamento isolado ou associado à dieta e a fórmula metabólica era eficaz e seguro, quando comparado ao uso de dieta e fórmula metabólica em pacientes com FNC. A conclusão foi positiva nos dois aspectos. Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença. 

A incorporação de novas tecnologias e medicamentos no SUS, é feita a partir da análise realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS. Para isso, é levado em consideração a eficácia, efetividade e custo-benefício e acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso.

TESTE DO PEZINHO

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), um em cada doze mil nascidos vivos é diagnosticado com fenilcetonúria (FNC). A doença é identificada durante logo quando a criança nasce por meio do teste do pezinho, a triagem é ofertada no Sistema Único de Saúde. Além da fenilcetonúria, o teste identifica mais cinco doenças: Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, popularmente conhecido como teste do pezinho, é um programa de rastreamento populacional que tem como objetivo geral identificar distúrbios e doenças no recém-nascido, em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo às pessoas com diagnóstico positivo. O teste é oferecido integralmente pelo SUS. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas e tratadas, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças.

O SUS também garante tratamento adequado gratuitamente e o acompanhamento da criança com a doença por toda a vida nos serviços de referência em triagem neonatal (SRTN) existentes em todos os estados. A orientação e acompanhamento das crianças é sempre feito por equipe multidisciplinar composta por pediatra, endocrinologista, nutricionista, psicólogo e serviço social. Caso seja necessário, o paciente será encaminhado para acompanhamento por outros especialistas.

Atualmente, a coleta do Teste do Pezinho está disponível em todo o país e conta com 21.446 pontos de coleta distribuídos na rede de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades. As mães podem garantir a realização do teste do pezinho comparecendo à Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa.

DOENÇAS RARAS

O SUS oferece atendimento integral e gratuito a todas as doenças raras, conforme a necessidade clínica de cada caso. O atendimento é feito com base na Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras do Ministério da Saúde. O principal objetivo é ampliar o acesso desses pacientes aos serviços de saúde e à informação, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. Desde a criação da política, em 2014, o SUS incorporou 19 exames de diagnóstico, além de organizar a rede de assistência. O Brasil possui sete serviços de referência no atendimento a doenças raras.

Também nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde incorporou 11 medicamentos no Sistema Único de Saúde para o tratamento de diversas doenças raras, como a Mucopolissacaridose, fibrose cística, hemoglobinúria paroxística noturna e polineuropatia amiloidótica familiar. A expectativa da pasta federal é de que essas tecnologias possam beneficiar cerca de 50 mil brasileiros que possuem ao menos uma doença rara.

Clique aqui e acesse o relatório de recomendação.

 

Da Agência Saúde

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9 concursos abrem 1.400 vagas. Salários até R$ 13 mil

Publicado em 03/12/2018 às 09h58

A semana começa com pelo menos 9 concursos públicos com inscrições abertas. São 1.462 vagas para todos os níveis de escolaridade. O maior concurso é o da Secretaria de Educação de São Paulo, que oferece 539 vagas de nível médio e superior.

O maior salário é o da Prefeitura de Paraisópolis (MG): R$ 13 mil. Também continua aberto o concurso da  Polícia Rodoviária Federal (PRF), para preencher 500 oportunidades, com salários de até R$ 9.473,57.

O G1 postou e a gente compartilha com você:

Câmara Municipal de Cláudio (MG)

  • Inscrições: até 11/01/2019
  • 6 vagas
  • Salários de até R$ 4.017,60
  • Cargos de nível fundamental e médio
  • Veja o edital

Polícia Rodoviária Federal (PRF) – vários estados

  • Inscrições: até 18/12/2018
  • 500 vagas
  • Salários de até R$ 9.473,57
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Conceição da Aparecida (MG)

  • Inscrições: até 03/01/2019
  • 74 vagas
  • Salários de até R$ 2.455,38
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Franco da Rocha (SP)

  • Inscrições: até 07/01/2019
  • 67 vagas
  • Salários de até R$ 3.991,10
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Novo Gama (GO)

  • Inscrições: até 04/12/2018
  • 157 vagas
  • Salário: não informado
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Paraisópolis (MG)

  • Inscrições: até 02/01/2019
  • 105 vagas
  • Salários de até R$ 13.104,77
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de São Luís de Montes Belos (GO)

  • Inscrições: até 07/12/2018
  • 4 vagas
  • Salários de até R$ 1.636,42
  • Cargos de nível fundamental incompleto
  • Veja o edital

Prefeitura de Volta Redonda (RJ)

  • Inscrições: até 17/12/2018
  • 10 vagas
  • Salários de até R$ 954,00 (acréscimo para nível superior)
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SP)

  • Inscrições: até 17/12/2018
  • 539 vagas
  • Salários de até R$ 4.538,86
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Veja aqui a lista completa dos concursos

Com informações do G1

 

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Profissionais formados no Brasil terão 8.517 vagas do Mais Médicos

Publicado em 20/11/2018 às 08h29

A medida emergencial do Ministério da Saúde deve atender a necessidade de profissionais médicos em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas

O novo edital do Programa Mais Médicos será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (20/11). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo ministro Saúde, Gilberto Occhi. Serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba.

As inscrições começam a partir das 8h desta quarta-feira (21/11) e seguem até o dia 25 deste mês para os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país. Os profissionais podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro.

“A nossa preocupação foi diminuir os prazos da inscrição até a chegada do médico no município. Essa foi uma medida imediata, melhor forma, mais rápida e mais eficaz de não deixar faltar assistência médica em áreas com médico da cooperação”, ressaltou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos.

Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba. Está prevista a abertura de uma nova chamada no dia 27 de novembro para brasileiros formados no exterior e estrangeiros.

“Teremos um edital aberto permanentemente com chamadas a partir do momento que a vaga não é preenchida. A expectativa é que o município ou o DSEI fiquem menor tempo possível sem o médico”, complementou o ministro.

A diminuição da participação dos médicos cubanos no Mais Médicos foi implementada pelo Ministério da Saúde desde 2016. Até aquela data, cerca de 11.400 médicos de Cuba trabalhavam no Mais Médicos e, neste momento, são 8.332 profissionais cubanos em atividade. Além dos médicos ativos, também serão substituídos 185 médicos da cooperação que estavam no período de recesso ou encerrado a participação.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, avaliou que a medida adotada pelo Ministério da Saúde foi mais rápida do que o esperado. “Antes, a validação da documentação do médico demorava cerca de 90 dias. Com essa facilitação, teremos o profissional em dezembro. O prazo é curto, por isso é importante envolver os municípios e chamar os médicos para não deixarmos a população desassistida”, afirmou Mauro Junqueira.

PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs, levando assistência para cerca de 63 milhões de brasileiros.

Os profissionais do Mais Médicos recebem bolsa-formação (atualmente no valor de R$ 11,8 mil) e uma ajuda de custo inicial entre R$ 10 e R$ 30 mil para deslocamento para o município de atuação. Além disso, todos têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras. Desde 2017, a pasta passou a reajustar o valor da bolsa anualmente aos médicos participantes, e concedeu, também, um acréscimo de 10% nos auxílios moradia e alimentação de profissionais alocados em DSEI.

DISTRIBUIÇÃO DAS VAGAS POR ESTADO:

UF

VAGAS DO MUNICÍPIOS

VAGAS DO DSEI

TOTAL

AC

89

15

104

AL

123

5

128

AM

230

92

322

AP

67

9

76

BA

834

19

853

CE

439

4

443

DF

21

0

21

ES

213

0

213

GO

202

0

202

MA

449

20

469

MG

597

6

603

MS

104

11

115

MT

96

36

132

PA

497

29

526

PB

124

4

128

PE

423

13

436

PI

199

0

199

PR

452

6

458

RJ

228

0

228

RN

139

0

139

RO

151

12

163

RR

43

29

72

RS

630

0

630

SC

246

12

258

SE

94

0

94

SP

1.406

0

1.406

TO

89

10

99

BRASIL

8.185

332

8.517

 

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde

Categoria: Brasil, Geral
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Municípios têm nova chance de entrar no Saúde na Escola

Publicado em 20/11/2018 às 08h15

Inscrição no Programa Saúde na Escola vai até fevereiro. Escolas participantes deverão desenvolver doze ações de prevenção e promoção da saúde por dois anos

 

Até o dia 15 de fevereiro, gestores municipais de saúde e de educação deverão apontar as escolas públicas para participar do novo ciclo do Programa Saúde na Escola (PSE). O Programa, desenvolvido pelos Ministérios da Saúde (MS) e Educação (MEC), prevê recursos financeiros para os municípios realizarem ações de prevenção e promoção da saúde no ambiente escolar.

Com o credenciamento, essas unidades deverão desenvolver doze ações envolvendo temas como incentivo à atividade física, combate ao aedes aegypti, prevenção de violências e acidentes, verificação e atualização da situação vacinal. Atualmente, o programa atende 90% dos municípios brasileiros, envolvendo mais de 20 milhões de estudantes de 85.706 escolas e mais de 36 mil equipes da atenção básica do SUS.

O programa tem um investimento anual de R$ 89 milhões. Este ciclo de adesão será de dois anos, com liberação dos recursos a cada 12 meses. O valor é 2,5 vezes maior que o executado nos anos anteriores e passou a ser pago em parcela única, facilitando a realização das ações e o cumprimento das metas propostas na adesão ao PSE.

Ao contrário das edições anteriores, para participar do PSE os municípios deverão indicar a escola e não mais o nível de ensino. Desta forma, em conjunto com as equipes da atenção básica, as instituições assumem o compromisso de desenvolver atividades envolvendo doze ações para o cuidado à saúde no ambiente escolar.

As estratégias estão previstas na Portaria nº 1.055 de 2017 e podem ser combinadas, levando em consideração o nível de ensino, as demandas da escola, do território e a análise de situação de saúde do território.“A expectativa é que o programa atenda o maior número de estudantes com monitoramento mensal pelos profissionais de saúde dos municípios”, explica a Michele Lessa, a coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde. 

Para aderir ao PSE, os gestores terão que incluir as escolas no site e-Gestor Atenção Básica, espaço para informação e acesso aos sistemas da Atenção Básica. O acesso deve ser feito com CPF e senha do perfil cadastrado como “gestor municipal” vinculado ao “módulo PSE”. Caso o gestor não tenha entrada habilitada ou perfil no módulo PSE, é o CNPJ e a senha do Fundo Municipal de Saúde que deve gerenciar o cadastro.

O acompanhamento das ações do PSE será feito pelo Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB), alimentado pelas equipes de saúde da atenção básica. No ciclo de dois anos para execução do programa, o Ministério da Saúde acompanhará o desempenho dos municípios por meio do registro de ações do programa e indicadores de resultados. Caso os recursos não sejam integralmente executados, os valores deverão ser devolvidos. 

SAÚDE NA ESCOLA

Criado em 2007 pelo governo federal, o Programa Saúde na Escola surgiu como uma política intersetorial entre os ministérios da Saúde e da Educação, com o objetivo de promover qualidade de vida aos estudantes da rede pública de ensino por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde. 

O Programa tem como objetivo a integração e articulação intersetorial das redes públicas de ensino, por meio de ações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e redes de educação pública. A iniciativa prevê ações para acompanhar as condições de saúde dos estudantes por meio de avaliações e orientação, fortalecendo o enfrentamento das vulnerabilidades que possam comprometer o pleno desenvolvimento escolar.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Categoria: Brasil
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Muriaeenses podem se inscrever em cursos online de qualificação profissional

Publicado em 16/11/2018 às 07h53

Projeto Progredir também proporciona acesso ao mercado de trabalho e ações de incentivo ao empreendedorismo; são mais de 190 mil opções de cursos

Os muriaeenses podem se inscrever em cursos profissionalizantes online gratuitos. No portal do Programa Progredir estão disponíveis, atualmente, mais de 190 cursos de qualificação profissional a distância, com inscrições abertas em diversas áreas do conhecimento. Além disso, oferece aproximadamente 9 mil vagas de emprego em todo país.

O objetivo é preparar as pessoas para o mercado de trabalho. O Progredir também propõe ações de incentivo ao empreendedorismo, por meio do microcrédito produtivo, para quem já possui ou quer começar um negócio.

Para conhecer os cursos, saber mais sobre as vagas de emprego e ações empreendedoras, basta acessar o site www.mds.gov.br/progredir e fazer o cadastro.

Para participar é necessário ser inscrito no Cadastro Único (CadÚnico). Os interessados também podem entrar em contato com a equipe do Programa Acessuas Trabalho em Muriaé pelo telefone (32) 3696-3386 ou pelo email acessuastrabalho.muriae@gmail.com

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e o Programa Acessuas Trabalho, é a articuladora do Portal Progredir na cidade.

Categoria: Brasil, Muriaé
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Febre amarela: risco se aproxima e Ministério alerta para a vacinação

Publicado em 14/11/2018 às 14h57

O período de maior transmissão da febre amarela é de dezembro a março. Estados como RJ, MG e SP  têm um grande contingente populacional sem vaicinação

A população que mora em áreas recomendadas para a vacina da febre amarela deve buscar a vacinação antes do início do verão, período de maior risco de transmissão da doença. O alerta do Ministério da Saúde se dá porque áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, ainda possuem um quantitativo elevado de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de adoecer. A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave.

Desde o surto registrado em dezembro de 2017, a vacinação para febre amarela foi ampliada para 4.469 municípios. Isso se deu, a partir da inclusão de 940 cidades localizadas principalmente nas proximidades das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde houve evidência da circulação viral. A cobertura vacinal deve ser de, no mínimo, 95% da população.

“Precisamos garantir que, principalmente nos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde aconteceram muitos casos nos dois últimos anos, haja uma vacinação preventiva antecipando ao período de verão, quando tradicionalmente há uma maior circulação do vírus”, explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Neste ano já foram enviados, para todo o país, 30 milhões de doses da vacina de febre amarela. Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. As pessoas devem tomar a dose pelo menos 10 dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas.

 

“A necessidade dessa vacinação preventiva é fundamental na febre amarela porque se a maioria da população dessas áreas recomendadas estiver vacinada, quando houver o pico da doença em dezembro, a necessidade será apenas de um bloqueio vacinal e não veremos correria e enormes filas em busca da vacina”, afirma Carla Domingues.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove meses de idade, que não tenham comprovação de vacinação. “Convocamos a todos da faixa etária das áreas recomendadas a buscarem as salas de vacinação. Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode picar qualquer pessoa. Não devemos esperar pelo aparecimento da doença”, enfatiza Carla Domingues.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida. 

NÚMEROS FEBRE AMARELA

Segundo o novo boletim epidemiológico, de 1º de julho a 8 de novembro deste ano, foram notificados 271 casos humanos suspeitos de febre amarela, dos quais 150 foram descartados, 120 permanecem em investigação e 1 foi confirmado. Também neste período, foram notificadas 1.079 epizootias em primatas não humanos. O novo período de monitoramento é de 1º de julho de 2018 a 30 de junho de 2019. Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperaturas e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão.

O boletim ainda traz a confirmação do primeiro óbito por febre amarela no segundo semestre deste ano. O caso foi registrado em São Paulo, com local provável de infecção no município de Caraguatatuba, onde casos em macacos (epizootias) haviam sido detectados meses antes da ocorrência do caso. Neste novo período de monitoramento também foram registradas epizootias em macacos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso.

Diante disso, o Ministério da Saúde alerta a rede de serviços de saúde de vigilância epidemiológica e ambiental para antecipar a resposta e prevenir a ocorrência da doença em humanos. Entre as orientações para a intensificação da vigilância, estão: avaliar as coberturas vacinais nos municípios da Área com recomendação de Vacina (ACRV) e vacinar pessoas a partir de 9 meses de idade antes do período sazonal da doença; orientar viajantes com destino à ACRV sobre a importância da vacinação preventiva (pelo menos 10 dias antes da viagem), sobretudo aqueles que pretendem realizar atividades em áreas silvestres ou rurais; sensibilizar instituições e profissionais dos setores de saúde e extra saúde (meio ambiente, agricultura/pecuária, entre outros) sobre a importância da notificação e investigação da morte em macacos.

No período de monitoramento anterior (de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2018), foram confirmados 1.376 casos de febre amarela no país e 483 óbitos. Ao todo, foram notificados, neste período, 7.518 casos suspeitos, sendo que 5.364 foram descartados e 778 continuam em investigação. Desde o início do ano (de 1º de janeiro a 8 de novembro), foram confirmados 1.311 casos de febre amarela no país e 450 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram confimados 736 casos e 230 mortes.

Da Agência Saúde, Nivaldo Coelho

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Remédio capaz de eliminar chikungunya e febre amarela é identificado

Publicado em 08/11/2018 às 15h22

O tratamento, já usado contra hepatite C, traz a esperança de conter os estragos dessas doenças em pessoas infectadas

Por José Tadeu Arantes, Agência Fapesp

Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) mostrou que o remédio sofosbuvir, comumente utilizado no tratamento da hepatite C crônica, é capaz de eliminar também os vírus da chikungunya e da febre amarela.

“Células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya foram tratadas com sofosbuvir e o fármaco eliminou o vírus sem danificar as células. A droga se mostrou 11 vezes mais efetiva contra o vírus do que contra as células”, disse uma das autoras do estudo, Rafaela Milan Bonotto.

O estudo relativo à chikungunya foi realizado no âmbito do doutorado de Bonotto com bolsa da Fapesp, com orientação do professor Lucio Freitas-Junior. O artigo a respeito está disponível na plataforma aberta F1000Research. O artigo sobre a pesquisa relativa à febre amarela deverá ser publicado brevemente.

A descoberta tem enorme importância para a saúde pública, pois uma epidemia de chikungunya está prevista para os próximos dois anos no Brasil.

“O processo para obtenção de um medicamento é extremamente demorado e caro. O tempo entre o início da pesquisa e a disponibilização do produto no mercado é, em média, de 12 anos. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão ou mais”, disse Freitas-Junior. “Já o sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela possa vir a ser utilizada contra a chikungunya em um a três anos. O custo, estimado em cerca de US$ 500 mil, seria muito menor”, compara.

O cientista lembra que a chikungunya é uma doença grave não apenas pelo episódio agudo em si – que apresenta um quadro semelhante ao da dengue –, mas por poder deixar como sequela dores articulares altamente debilitantes, que se estendem por meses ou anos, e podem eventualmente incapacitar a pessoa a exercer sua atividade profissional e até mesmo a sair da cama.

“Não há vacina desenvolvida e as ferramentas para diagnóstico ainda precisam ser otimizadas. O sofosbuvir é algo concreto, que pode se tornar uma ferramenta poderosa para lutar contra esse vírus. Os resultados de nossa pesquisa possibilitam que as instituições eventualmente interessadas deem início aos ensaios clínicos”, disse Freitas-Junior. Ou seja, são necessários mais estudos antes de aplicar a medicação nos pacientes com febre amarela ou chikungunya.

“Ainda não sabemos com precisão como a droga atua em termos moleculares. O que constatamos foi o resultado macroscópico: a eliminação do vírus e a preservação das células. No tratamento da hepatite C, o sofosbuvir se mostrou efetivo por inibir a proteína que sintetiza o genoma viral. Pode ser que ocorra o mesmo no caso da chikungunya, mas o mecanismo de ação ainda precisa ser elucidado”, afirmou Bonotto.

Além de Bonotto e de Freitas-Junior, participaram do estudo: Glaucia Souza-Almeida, Soraya Jabur Badra, Luiz Tadeu Figueiredo e Carolina Borsoi Moraes.

Este conteúdo é da Agência Fapesp.

Fonte: Saúde Abril

Categoria: Brasil, Geral
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Horário de verão começa hoje; moradores de 10 estados e DF devem adiantar relógio em 1 hora

Publicado em 03/11/2018 às 10h13
 Fonte: G1
Categoria: Brasil
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Começa em novembro vacinação contra aftosa

Publicado em 31/10/2018 às 11h15

No próximo dia 1º de novembro, a maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Desta vez, serão imunizados os animais com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vacinarão todo o rebanho (jovens e adultos).

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Atualmente o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são o Mato Grosso com 30 milhões de animais, seguido de Minas Gerais com 23,3 milhões de cabeças. A cidade com maior rebanho é São Félix do Xingu, no Pará: 2,2 milhões de cabeças.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, diz que “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de Estados para a retirada completa da vacinação no país.

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800  doses  de vacinas; em 2019, serão 308.235.501; em 2020, 269.395.197; em 2021, 155.118.834. Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e, em 2022, de R$ 506 milhões, alcançando quase R$ 1 bilhão, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação (mão de obra, cadeia de frio, transporte e outros).

PNEFA

O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país. Pelo cronograma de suspensão da vacina de Febre Aftosa, será feita da seguinte forma: 2019/2:

·       Bloco I – região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 2020/2
·       Bloco II – região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 2020/2
·       Bloco III – região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 2021/2
·       Bloco IV – região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 2021/2
·       Bloco V – região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o Brasil começando a retirar a vacinação, assim como outros países da América do Sul, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação:

·       Compre as vacinas somente em lojas registradas.
·       Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C.
·       Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.
·       Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação.
·       Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.
·       Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação.
·       Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma. Para evitar a formação de caroço no local da vacina.
·       Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência.
·       Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas.

Calendário de vacinação para novembro:

http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/CalendriodeVacinao_2_2018siteMAPA.pdf

Dados da  campanha realizada em maio:

http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/febre-aftosa/documentos-febre-aftosa/Dados_fechamento_Vacinacao_20181.pdf

Fonte: MAPA

Categoria: Brasil
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Concursos: 9 órgãos abriram inscrições. Salários até R$ 9 mil

Publicado em 10/10/2018 às 08h59

A semana começou com pelo menos 9 órgãos com inscrições abertas para concursos públicos.

São 131 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

Os salários chegam a R$ 9.861,66 na Prefeitura de Santa Rita de Caldas (MG).

 

O G1 publicou e a gente reproduz pra você.

Veja os detalhes dos concursos:

Câmara Municipal de Duas Barras (RJ)

Inscrições: até 08/11/2018

5 vagas

Salários de até R$ 3.000,00

Cargos de nível médio e superior

Veja o edital

Câmara Municipal de Ponte Nova (MG)

Inscrições: até 06/11/2018

9 vagas

Salários de até R$ 3.669,02

Cargos de nível médio e superior

Veja o edital

Câmara Municipal de Quintana (SP)

Inscrições: até 15/10/2018

1 vaga

Salário de R$ 3.200,00

Cargo de procurador jurídico

Veja o edital

Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar de São Paulo (Famesp)

Inscrições: até 18/10/2018

4 vagas

Salários de até R$ 8.097,32

Cargos de jardineiro, médico da família, médico pediatra e terapeuta ocupacional

Vagas para Botucatu (SP)

Veja os editais

Prefeitura de Alto Feliz (RS)

Inscrições: até 22/10/2018

4 vagas

Salários de até R$ 1.569,55

Cargos de nível fundamental, médio e superior

Veja o edital

Prefeitura de Avelinópolis (GO)

Inscrições: até 09/11/2018

73 vagas

Salários de até R$ 5.000,00

Cargos de nível fundamental, médio e superior

Veja o edital

Prefeitura de Campo Novo do Parecis (MT)

Inscrições: até 22/10/2018

30 vagas

Salários de até R$ 2.824,95

Cargos de nível médio e superior

Veja o edital

Prefeitura de Catanduva (SP)

Inscrições: até 13/11/2018

Salários de até R$ 17,28 por hora

Cargos de berçarista, recreacionista e professor

Veja o edital

Prefeitura de Santa Rita de Caldas (MG)

Inscrições: até 09/11/2018

87 vagas

Salários de até R$ 9.861,66

Cargos de nível fundamental, médio e superior

Veja o edital

Com informações do G1

Categoria: Brasil
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