Geral

Pacientes receberão medicação para doença rara fenilcetonúria

Publicado em 03/01/2019 às 15h51

Ministério da Saúde incorpora no SUS o medicamento dicloridato de sapropterina para tratar doença que exerce ação tóxica nos órgãos 

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a ofertar o medicamento dicloridrato de sapropterina, destinado ao tratamento da doença rara fenilcetonúria (FNC). O insumo será disponibilizado em até 180 dias às mulheres portadoras da doença que estejam no período pré-concepcional ou em período gestacional. A doença tem herança genética e faz com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima (fenilalanina-hidroxilase), dificultando o trabalho do organismo na quebra adequada de moléculas de aminoácido presente em proteínas animais e vegetais (fenilalanina-FAL). Os altos níveis desse aminoácido e de substâncias associadas a ele, no corpo, exerce ação tóxica em vários órgãos, especialmente no cérebro.

O uso do Dicloridato de sapropterina para tratamento da fenilcetonúria é usado de forma complementar à realização de dieta alimentícia, com restrição de alimentos, como carne, ovo, trigo e feijão; além de uso de fórmula metabólica rica em aminoácidos, vitaminas e minerais. O fármaco será disponibilizado na saúde pública às pacientes que estejam no período pré-concepcional ou em período gestacional, e que tenham feito teste de responsividade positivo ao medicamento.

Para incorporar o medicamento ao SUS, foram realizadas discussões com profissionais da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec). O objetivo foi verificar a possibilidade de benefícios clínicos do medicamento, que apontou maior eficácia entre as mulheres. Também foram avaliados estudos para comparar se o uso do medicamento isolado ou associado à dieta e a fórmula metabólica era eficaz e seguro, quando comparado ao uso de dieta e fórmula metabólica em pacientes com FNC. A conclusão foi positiva nos dois aspectos. Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença. 

A incorporação de novas tecnologias e medicamentos no SUS, é feita a partir da análise realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS. Para isso, é levado em consideração a eficácia, efetividade e custo-benefício e acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso.

TESTE DO PEZINHO

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), um em cada doze mil nascidos vivos é diagnosticado com fenilcetonúria (FNC). A doença é identificada durante logo quando a criança nasce por meio do teste do pezinho, a triagem é ofertada no Sistema Único de Saúde. Além da fenilcetonúria, o teste identifica mais cinco doenças: Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal, popularmente conhecido como teste do pezinho, é um programa de rastreamento populacional que tem como objetivo geral identificar distúrbios e doenças no recém-nascido, em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo às pessoas com diagnóstico positivo. O teste é oferecido integralmente pelo SUS. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas e tratadas, maior a possibilidade de evitar sequelas nas crianças.

O SUS também garante tratamento adequado gratuitamente e o acompanhamento da criança com a doença por toda a vida nos serviços de referência em triagem neonatal (SRTN) existentes em todos os estados. A orientação e acompanhamento das crianças é sempre feito por equipe multidisciplinar composta por pediatra, endocrinologista, nutricionista, psicólogo e serviço social. Caso seja necessário, o paciente será encaminhado para acompanhamento por outros especialistas.

Atualmente, a coleta do Teste do Pezinho está disponível em todo o país e conta com 21.446 pontos de coleta distribuídos na rede de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades. As mães podem garantir a realização do teste do pezinho comparecendo à Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa.

DOENÇAS RARAS

O SUS oferece atendimento integral e gratuito a todas as doenças raras, conforme a necessidade clínica de cada caso. O atendimento é feito com base na Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras do Ministério da Saúde. O principal objetivo é ampliar o acesso desses pacientes aos serviços de saúde e à informação, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida. Desde a criação da política, em 2014, o SUS incorporou 19 exames de diagnóstico, além de organizar a rede de assistência. O Brasil possui sete serviços de referência no atendimento a doenças raras.

Também nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde incorporou 11 medicamentos no Sistema Único de Saúde para o tratamento de diversas doenças raras, como a Mucopolissacaridose, fibrose cística, hemoglobinúria paroxística noturna e polineuropatia amiloidótica familiar. A expectativa da pasta federal é de que essas tecnologias possam beneficiar cerca de 50 mil brasileiros que possuem ao menos uma doença rara.

Clique aqui e acesse o relatório de recomendação.

 

Da Agência Saúde

Categoria: Brasil, Geral
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SISTEMA FAEMG participa do desafio internacional para reduzir a perda de alimentos

Publicado em 04/12/2018 às 15h38

Entre 10 e 14 de dezembro, BH vai sediar o Biobased Battle 2018, desafio internacional para transformar conhecimento em inovação, e encontrar soluções para o desenvolvimento sustentável.  O Sistema FAEMG é apoiador e participa ativamente da edição, que este ano tem foco na redução da perda de alimentos.
Para o superintendente do INAES (Instituto Antonio Ernesto de Salvo), braço de pesquisa do SISTEMA FAEMG, Pierre Vilela, o problema é crônico e precisa de uma solução urgente: "Toda a sociedade sofre com o impacto desse processo de perda, que começa na colheita e termina nos pontos de venda". Vilela acrescenta que, além de propor soluções para o problema, a ação promove o intercâmbio entre participantes do Brasil e da Holanda, e aproximação entre universidade e empresas.
Saiba mais
No Brasil, as perdas na comercialização de frutas e hortaliças podem ultrapassar 50% do total produzido, enquanto em outros países o descarte não supera 10%. As perdas na cadeia de hortifrúti alcançam 200 mil hectares desperdiçados durante as etapas de pré-colheita, colheita, beneficiamento e comercialização do produto.

Principais causas de perdas:
• Colheita
• Demora excessiva na comercialização
• Distribuição
• Produtos de baixa qualidade
• Embalagem inadequada
• Condições climáticas
• Transporte inadequado
• Armazenamento impróprio

Mesmo com a variedade de causas, cerca de 50% das perdas na cadeia estão concentradas no  manuseio e no transporte, e não no momento final da venda. Assim, se a prevenção de perdas atuasse com eficiência neste setor, seria grande a redução nos custos e o crescimento do volume de vendas do produtor e distribuidor.
BIOECONOMIA

De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), bioeconomia é “o conjunto de atividades econômicas relacionadas com a invenção, desenvolvimento, produção e utilização de produtos e processos biológicos”.  Tais atividades podem melhorar a saúde, aumentar a produtividade da agricultura e dos processos industriais e contribuir para a sustentabilidade ambiental.

Biobased Battle

Sustentabilidade e inovação juntas em um evento internacional de impacto ambiental! Equipes multidisciplinares compostas por brasileiros e holandeses trabalham simultaneamente, desenvolvendo soluções inovadoras para os problemas da indústria.

O objetivo é aproximar universitários da realidade das empresas colocando-o frente a frente aos grandes desafios mundiais. Não precisa ser um expert no assunto para participar - durante a semana as equipes farão uma imersão no desafio proposto e conhecerão diversas ferramentas que podem ajudar a transformar conhecimento em ideias e ideias em negócio!

Categoria: Geral, Minas Gerais
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Drone reduz em 50% tempo de transporte de órgãos para transplante

Publicado em 25/11/2018 às 08h55

Drone para salvar vidas. Pesquisadores norte-americanos conseguiram demonstrar, pela primeira vez, que o equipamento é uma boa opção no transporte de órgãos para transplante, principalmente em grandes cidades afetadas pelos congestionamentos. Com o equipamento, os especialistas da Escola de Medicina da Universidade de Maryland gastaram a metade do tempo que levaria o transporte em vôos comerciais, por exemplo, que têm uma logística complicada. “Você pode mover um órgão do ponto A para o ponto B, reduzindo entre 50% e 70% o tempo do explante até o implante, dependendo da distância e da velocidade”, disse Joseph R. Scalea, professor-assistente e cirurgião de transplantes na Universidade de Maryland, em Baltimore.

 

O especialista acredita que, ao reduzir o tempo dos órgãos na viagem, o transporte por drones vai aumentar a qualidade dos transplantes. “Nós acreditamos que isso pode acrescentar milhares de anos de vida ao sistema. Esse é o objetivo”, afirma.

O coordenador de transplante de intestino e multivisceral do Hospital Israelita Albert Einstein, Sérgio Meira, em São Paulo, acredita que os drones têm potencial para ajudar na logística dentro de grandes centros urbanos, como São Paulo. “Nós estamos no Einstein. Se aparece um doador no Santa Marcelina, na Zona Leste, são duas horas e meia de trânsito na hora do rush”, disse.

O especialista conta que a logística é ponto fundamental nas redes de transplantes porque os órgãos têm um tempo máximo de sobrevida sem circulação de sangue. Em muitos casos, órgãos são perdidos pela impossibilidade de transporte. “Existe um acordo com a aviação comercial para o transporte de órgãos, mas é preciso casar o horário da retirada do doador com os voos, o que nem sempre é possível, explicou Meira.

O teste

No experimento feito nos EUA, a equipe de Scalea fez pequenas modificações no drone comercial DJI Matrice 600, com seis motores e capacidade para carregar até 6 kg. Originalmente, o drone carrega uma câmera, mas ela foi substituída por uma caixa especialmente projetada para este fim, batizada como Human Organ Monitoring and Quality Assurance Apparatus for Long-Distance Travel- aparato de monitoramento de órgãos humanos e garantia de qualidade para viagens de longa distância.

Ela monitora a temperatura, a pressão, a altitude, a vibração e a localização por GPS durante o transporte. Em março, eles receberam um rim, que não estava saudável para um transplante, mas serviria para a pesquisa. Antes, ele passou por uma biópsia para que a condição pudesse ser comparada com exames posteriores. Foram 14 voos, que demoraram 1 hora e 2 minutos, sendo o mais longo de cinco quilômetros, para simular a transporte entre dois hospitais numa mesma cidade.

Vantagens

Durante todos os voos a temperatura dentro da caixa se manteve estável, e a variação média da pressão foi de 0,69 quilopascal.

O que chamou atenção foi a vibração, menor que nos métodos atuais de transporte. Na biópsia posterior ao experimento, o órgão não apresentou alterações. “A distância é limitada pela legislação, que exige que o drone esteja no campo de visão do piloto, entretanto, eu prevejo um futuro de drones para o transporte de órgãos de longo alcance, com mais de mil milhas de autonomia. Esses drones ainda estão na infância, mas vamos começar a ouvir falar deles em breve”, explicou Scalea.

Desperdício

A estimativa é que nos EUA 20% dos rins para transplante sejam descartados, mas uma boa parcela deles poderia ser aproveitada se a logística fosse aprimorada. Com essa base, os pesquisadores estimam que cerca de 2,7 mil rins a mais poderiam ser transplantados por anos.

Sobre o tempo, os cientistas calculam que, com novas tecnologias, será possível transportar um órgão de Los Angeles a Baltimore, distantes 4,2 mil quilômetros, em 7,5 horas. De Nova York a Baltimore, 310 quilômetros, a viagem levará apenas 33 minutos. Hoje, a média dos transportes de órgãos é de 16h a 18h, incluindo trajetos dentro da mesma cidade.

Scalea e sua equipe agora querem ampliar os estudos para outros órgãos e, talvez, aplicar a tecnologia para situações reais. “Nós sabemos que essa tecnologia pode ajudar pacientes, por isso continuamos indo em frente mesmo sabendo que questões regulatórias ainda precisam ser resolvidas. Nós estamos avançando rápido nos esforços de oferecer aos pacientes órgãos melhores, de forma mais eficiente. Fique ligado, que mostraremos novos dados em 2019, prometeu.

Com informações de OGlobo

Fonte: Só Boa Notícia

Categoria: Geral
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Profissionais formados no Brasil terão 8.517 vagas do Mais Médicos

Publicado em 20/11/2018 às 08h29

A medida emergencial do Ministério da Saúde deve atender a necessidade de profissionais médicos em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas

O novo edital do Programa Mais Médicos será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (20/11). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo ministro Saúde, Gilberto Occhi. Serão ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba.

As inscrições começam a partir das 8h desta quarta-feira (21/11) e seguem até o dia 25 deste mês para os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país. Os profissionais podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro.

“A nossa preocupação foi diminuir os prazos da inscrição até a chegada do médico no município. Essa foi uma medida imediata, melhor forma, mais rápida e mais eficaz de não deixar faltar assistência médica em áreas com médico da cooperação”, ressaltou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos.

Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba. Está prevista a abertura de uma nova chamada no dia 27 de novembro para brasileiros formados no exterior e estrangeiros.

“Teremos um edital aberto permanentemente com chamadas a partir do momento que a vaga não é preenchida. A expectativa é que o município ou o DSEI fiquem menor tempo possível sem o médico”, complementou o ministro.

A diminuição da participação dos médicos cubanos no Mais Médicos foi implementada pelo Ministério da Saúde desde 2016. Até aquela data, cerca de 11.400 médicos de Cuba trabalhavam no Mais Médicos e, neste momento, são 8.332 profissionais cubanos em atividade. Além dos médicos ativos, também serão substituídos 185 médicos da cooperação que estavam no período de recesso ou encerrado a participação.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, avaliou que a medida adotada pelo Ministério da Saúde foi mais rápida do que o esperado. “Antes, a validação da documentação do médico demorava cerca de 90 dias. Com essa facilitação, teremos o profissional em dezembro. O prazo é curto, por isso é importante envolver os municípios e chamar os médicos para não deixarmos a população desassistida”, afirmou Mauro Junqueira.

PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs, levando assistência para cerca de 63 milhões de brasileiros.

Os profissionais do Mais Médicos recebem bolsa-formação (atualmente no valor de R$ 11,8 mil) e uma ajuda de custo inicial entre R$ 10 e R$ 30 mil para deslocamento para o município de atuação. Além disso, todos têm a moradia e a alimentação custeadas pelas prefeituras. Desde 2017, a pasta passou a reajustar o valor da bolsa anualmente aos médicos participantes, e concedeu, também, um acréscimo de 10% nos auxílios moradia e alimentação de profissionais alocados em DSEI.

DISTRIBUIÇÃO DAS VAGAS POR ESTADO:

UF

VAGAS DO MUNICÍPIOS

VAGAS DO DSEI

TOTAL

AC

89

15

104

AL

123

5

128

AM

230

92

322

AP

67

9

76

BA

834

19

853

CE

439

4

443

DF

21

0

21

ES

213

0

213

GO

202

0

202

MA

449

20

469

MG

597

6

603

MS

104

11

115

MT

96

36

132

PA

497

29

526

PB

124

4

128

PE

423

13

436

PI

199

0

199

PR

452

6

458

RJ

228

0

228

RN

139

0

139

RO

151

12

163

RR

43

29

72

RS

630

0

630

SC

246

12

258

SE

94

0

94

SP

1.406

0

1.406

TO

89

10

99

BRASIL

8.185

332

8.517

 

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde

Categoria: Brasil, Geral
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Febre amarela: risco se aproxima e Ministério alerta para a vacinação

Publicado em 14/11/2018 às 14h57

O período de maior transmissão da febre amarela é de dezembro a março. Estados como RJ, MG e SP  têm um grande contingente populacional sem vaicinação

A população que mora em áreas recomendadas para a vacina da febre amarela deve buscar a vacinação antes do início do verão, período de maior risco de transmissão da doença. O alerta do Ministério da Saúde se dá porque áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, ainda possuem um quantitativo elevado de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de adoecer. A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave.

Desde o surto registrado em dezembro de 2017, a vacinação para febre amarela foi ampliada para 4.469 municípios. Isso se deu, a partir da inclusão de 940 cidades localizadas principalmente nas proximidades das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde houve evidência da circulação viral. A cobertura vacinal deve ser de, no mínimo, 95% da população.

“Precisamos garantir que, principalmente nos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde aconteceram muitos casos nos dois últimos anos, haja uma vacinação preventiva antecipando ao período de verão, quando tradicionalmente há uma maior circulação do vírus”, explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Neste ano já foram enviados, para todo o país, 30 milhões de doses da vacina de febre amarela. Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. As pessoas devem tomar a dose pelo menos 10 dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas.

 

“A necessidade dessa vacinação preventiva é fundamental na febre amarela porque se a maioria da população dessas áreas recomendadas estiver vacinada, quando houver o pico da doença em dezembro, a necessidade será apenas de um bloqueio vacinal e não veremos correria e enormes filas em busca da vacina”, afirma Carla Domingues.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove meses de idade, que não tenham comprovação de vacinação. “Convocamos a todos da faixa etária das áreas recomendadas a buscarem as salas de vacinação. Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode picar qualquer pessoa. Não devemos esperar pelo aparecimento da doença”, enfatiza Carla Domingues.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida. 

NÚMEROS FEBRE AMARELA

Segundo o novo boletim epidemiológico, de 1º de julho a 8 de novembro deste ano, foram notificados 271 casos humanos suspeitos de febre amarela, dos quais 150 foram descartados, 120 permanecem em investigação e 1 foi confirmado. Também neste período, foram notificadas 1.079 epizootias em primatas não humanos. O novo período de monitoramento é de 1º de julho de 2018 a 30 de junho de 2019. Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperaturas e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão.

O boletim ainda traz a confirmação do primeiro óbito por febre amarela no segundo semestre deste ano. O caso foi registrado em São Paulo, com local provável de infecção no município de Caraguatatuba, onde casos em macacos (epizootias) haviam sido detectados meses antes da ocorrência do caso. Neste novo período de monitoramento também foram registradas epizootias em macacos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso.

Diante disso, o Ministério da Saúde alerta a rede de serviços de saúde de vigilância epidemiológica e ambiental para antecipar a resposta e prevenir a ocorrência da doença em humanos. Entre as orientações para a intensificação da vigilância, estão: avaliar as coberturas vacinais nos municípios da Área com recomendação de Vacina (ACRV) e vacinar pessoas a partir de 9 meses de idade antes do período sazonal da doença; orientar viajantes com destino à ACRV sobre a importância da vacinação preventiva (pelo menos 10 dias antes da viagem), sobretudo aqueles que pretendem realizar atividades em áreas silvestres ou rurais; sensibilizar instituições e profissionais dos setores de saúde e extra saúde (meio ambiente, agricultura/pecuária, entre outros) sobre a importância da notificação e investigação da morte em macacos.

No período de monitoramento anterior (de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2018), foram confirmados 1.376 casos de febre amarela no país e 483 óbitos. Ao todo, foram notificados, neste período, 7.518 casos suspeitos, sendo que 5.364 foram descartados e 778 continuam em investigação. Desde o início do ano (de 1º de janeiro a 8 de novembro), foram confirmados 1.311 casos de febre amarela no país e 450 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram confimados 736 casos e 230 mortes.

Da Agência Saúde, Nivaldo Coelho

Categoria: Brasil, Geral
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Em Minas Gerais, homens afirmam cuidar mais da saúde após participar do pré-natal

Publicado em 12/11/2018 às 08h36

Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, do Ministério da Saúde, aponta que 86% dos pais que fizeram o pré-natal em MG passaram a ficar mais cuidadosos com sua saúde

A terceira etapa da pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, realizada pelo Ministério da Saúde, indica que 76% dos pais ou cuidadores entrevistados participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras em Minas Gerais. Desse total, 86% afirmaram que esse envolvimento os motivaram a cuidar melhor da sua saúde. Os dados demonstram que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide.

“Na saúde brasileira, por barreiras socioculturais, por exemplo, diferentemente da mulher, a população masculina tende a buscar os serviços de saúde já na atenção especializada - e não no atendimento primário, por meio da promoção da saúde e da prevenção - o que traz como consequência o agravamento de doenças” explica o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Francisco Norberto Moreira da Silva.

Nesta terceira etapa da pesquisa foram realizadas 37.322 entrevistas com pais ou cuidadores que assumiram a figura paterna e que acompanharam o pré-natal, parto e pós-parto de crianças nascidas no Sistema Único de Saúde (SUS) no ano de 2015. O objetivo da pesquisa é obter dados sobre o acesso, acolhimento e cuidados com a saúde masculina nos serviços públicos de saúde; e levantar informações sobre o envolvimento do pai no pré-natal e nascimento da criança. A coleta de dados foi feita entre março de 2017 e março de 2018. Em Minas Gerais foram feitas 5.480 entrevistas.

Embora a pesquisa aponte maior conscientização em relação à saúde, devido a participação no pré-natal, ainda é alto o número de homens que não têm na sua rotina o cuidado com a saúde. Quando questionados sobre o costume de buscar os estabelecimentos públicos de saúde, 34% dos entrevistados  de Minas Gerais afirmaram não ter o hábito de ir nesses locais. Desse total, 50% informaram que o desinteresse é motivado por nunca ter precisado; falta de interesse ou porque não gosta de hospital. Contudo, muitos agravos poderiam ser evitados, caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção.

A pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado integra a estratégia Pré-Natal do Parceiro, presente no eixo Paternidade e Cuidado, da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), do Ministério da Saúde. A Política visa qualificar a saúde da população masculina, na perspectiva de linhas de cuidado, resguardando a integralidade da atenção (primária - promoção da saúde e prevenção do adoecimento; e especializada) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

ATENDIMENTO NO SUS

O atendimento do homem, assim como da população em geral, inicia na Atenção Básica (atendimento primário), pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A partir da consulta, o profissional de saúde pode encaminhar o paciente para os serviços e centros especializados, como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), no caso da saúde bucal.

Neste mês, novembro azul, período em que é reforçada a conscientização sobre cuidados de prevenção à saúde do homem, serão intensificadas as ações de comunicação no portal e nas redes sociais do Ministério da Saúde, tv e rádio, além da realização e participação da pasta em eventos relacionados ao mês. Também já está no ar, no portal da pasta, página exclusiva voltada à Saúde do Homem.

Na Atenção Básica a população masculina pode fazer uma série de exames de check-up, buscando a prevenção, como: sangue (hemograma e dosagem dos níveis de colesterol total e frações, triglicerídios, glicemia e insulina); aferição de pressão arterial, teste de glicemia, atualização do cartão de vacina, verificação de peso e cálculo de IMC (índice de massa corporal); e função pulmonar (indicada aos fumantes). Também integra a lista, pesquisa de antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg); teste de detecção de sífilis; e pesquisa de anticorpos anti-HIV e dos vírus da hepatite C. Esses cuidados de prevenção, devem ser feitos da infância à vida adulta e velhice.

Em 2017, no SUS, foram registrados 533 milhões de atendimentos ambulatoriais; e 4,3 milhões de procedimentos hospitalares em homens. Ainda no ano passado, no âmbito da estratégia Pré-Natal do Parceiro, foram registradas 3.795 consultas e  31.732 exames de detecção do HIV e sífilis no parceiro ou na gestante.

O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra que em 2016, 736.842 homens morreram em todo o país. Entre as principais causas de morte estão cânceres (112.272), como de próstata, fígado, pulmonar e de pele; doenças do coração (68.018), como infarto e AVC; agressões (56.409); acidentes (84.139), em especial de transportes (31.565); e doenças cerebrovasculares (51.753); e gripe e pneumonia (41.695).

Por Carolina Valadares, da Agência Saúde

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Remédio capaz de eliminar chikungunya e febre amarela é identificado

Publicado em 08/11/2018 às 15h22

O tratamento, já usado contra hepatite C, traz a esperança de conter os estragos dessas doenças em pessoas infectadas

Por José Tadeu Arantes, Agência Fapesp

Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) mostrou que o remédio sofosbuvir, comumente utilizado no tratamento da hepatite C crônica, é capaz de eliminar também os vírus da chikungunya e da febre amarela.

“Células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya foram tratadas com sofosbuvir e o fármaco eliminou o vírus sem danificar as células. A droga se mostrou 11 vezes mais efetiva contra o vírus do que contra as células”, disse uma das autoras do estudo, Rafaela Milan Bonotto.

O estudo relativo à chikungunya foi realizado no âmbito do doutorado de Bonotto com bolsa da Fapesp, com orientação do professor Lucio Freitas-Junior. O artigo a respeito está disponível na plataforma aberta F1000Research. O artigo sobre a pesquisa relativa à febre amarela deverá ser publicado brevemente.

A descoberta tem enorme importância para a saúde pública, pois uma epidemia de chikungunya está prevista para os próximos dois anos no Brasil.

“O processo para obtenção de um medicamento é extremamente demorado e caro. O tempo entre o início da pesquisa e a disponibilização do produto no mercado é, em média, de 12 anos. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão ou mais”, disse Freitas-Junior. “Já o sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela possa vir a ser utilizada contra a chikungunya em um a três anos. O custo, estimado em cerca de US$ 500 mil, seria muito menor”, compara.

O cientista lembra que a chikungunya é uma doença grave não apenas pelo episódio agudo em si – que apresenta um quadro semelhante ao da dengue –, mas por poder deixar como sequela dores articulares altamente debilitantes, que se estendem por meses ou anos, e podem eventualmente incapacitar a pessoa a exercer sua atividade profissional e até mesmo a sair da cama.

“Não há vacina desenvolvida e as ferramentas para diagnóstico ainda precisam ser otimizadas. O sofosbuvir é algo concreto, que pode se tornar uma ferramenta poderosa para lutar contra esse vírus. Os resultados de nossa pesquisa possibilitam que as instituições eventualmente interessadas deem início aos ensaios clínicos”, disse Freitas-Junior. Ou seja, são necessários mais estudos antes de aplicar a medicação nos pacientes com febre amarela ou chikungunya.

“Ainda não sabemos com precisão como a droga atua em termos moleculares. O que constatamos foi o resultado macroscópico: a eliminação do vírus e a preservação das células. No tratamento da hepatite C, o sofosbuvir se mostrou efetivo por inibir a proteína que sintetiza o genoma viral. Pode ser que ocorra o mesmo no caso da chikungunya, mas o mecanismo de ação ainda precisa ser elucidado”, afirmou Bonotto.

Além de Bonotto e de Freitas-Junior, participaram do estudo: Glaucia Souza-Almeida, Soraya Jabur Badra, Luiz Tadeu Figueiredo e Carolina Borsoi Moraes.

Este conteúdo é da Agência Fapesp.

Fonte: Saúde Abril

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Famoso doa R$ 37 milhões a hospital que curou filho com câncer

Publicado em 24/10/2018 às 10h29

Um famoso produtor de séries como American Horror Story e Glee, anunciou nesta terça-feira, 23, a doação de 10 milhões de dólares – 37 milhões de reais – ao Children’s Hospital, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ryan Murphy fez o anúncio no perfil dele no Instragram. A doação é em agradecimento ao tratamento do filho dele que foi um sucesso e também para que outras crianças possam ter acesso ao mesmo tratamento.

Ryan contou que o menino, de 4 anos, chamado Ford Theodore Miller Murphy, foi diagnosticado com um tumor do tamanho de uma bola de tênis, aos 2 anos de idade. Segundo o produtor, o garoto teve um câncer pediátrico e o tratamento deu certo.

Veja o que ele escreveu no Instagram.

“Gostaria que vocês conhecessem Ford Theodore Miller Murphy. Hoje é um grande dia em sua vida e na vida de nossa família. Dois anos atrás, esse garotinho dócil e inocente …  e com uma obsessão com caminhões monstros foi diagnosticado com neuroblastoma, um câncer pediátrico geralmente fatal”

“O câncer de Ford – um tumor abdominal do tamanho de uma bola de tênis – foi encontrado durante um check-up normal por seu brilhante pediatra Dr. Lauren Crosby @drlaurencrosby. A partir daí, a Ford passou por uma enorme cirurgia e vários procedimentos difíceis”. “Ford foi forte e hoje está prosperando. Ele acabou de celebrar seu quarto aniversário, um marco que todos nós estamos tão entusiasmados. E Ford está indo tão bem por causa do Children’s Hospital Los Angeles @childrensla”.

“Hoje, no hospital, estamos doando uma ala em homenagem à Ford e nossa família, fazendo uma doação de US $ 10 milhões para que outras crianças possam experimentar o amor e o cuidado desta instalação excepcional”. “Nenhuma criança é recusada no Hospital Infantil. Estamos muito honrados e felizes por contribuir e encorajar todos que podem fazer o mesmo. Nós amamos você, Ford”, concluiu o pai.

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“Dentinho Feliz” realiza ações de prevenção de saúde bucal

Publicado em 20/10/2018 às 09h18

Projeto desenvolvido pela Prefeitura percorre escolas e instituições da cidade

O Projeto “Dentinho Feliz” está percorrendo escolas e instituições da cidade para conscientizar sobre a importância do cuidado com os dentes. De forma lúdica, o projeto desenvolvido pela Prefeitura, por meio do Setor de Saúde Bucal, leva ao público informações sobre higienização, uso do fio dental e do flúor, entre outras orientações. 

A coordenadora da Saúde Bucal de Muriaé, cirurgiã-dentista Simone Lacerda Goulart, destaca que o objetivo é trabalhar a prevenção. “Desde 2018, a preocupação é levar a saúde bucal não só para escolas, mas para outras instituições, devido à importância da prevenção da saúde bucal. Estamos presentes em várias instituições, como Apae, Lar Ozanam, Casa Lar, AABB, entre outras”, exemplifica. “Investimos muito na prevenção. A saúde começa pela boca”, completa.

Os interessados em receber o projeto podem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Setor de Saúde Bucal) pelo telefone (32) 3721-8838.

Ações da Saúde Bucal – Além do “Dentinho Feliz”, a Ação de Saúde Bucal também realiza palestras, escovação, bochechos com flúor, atendimento e orientação a gestantes, visitas domiciliares com cirurgiões-dentistas, entre outras.

Já o atendimento clínico - restaurações, remoção de tártaro, cirurgias dentárias, tratamento de canal de crianças, selantes, aplicação de flúor e tratamento periodontal (de gengiva) - é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) da cidade. Os atendimentos complexos são encaminhados para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da Prefeitura, que realiza tratamento de canal em dentes permanentes, cirurgias, tratamento de gengiva, atendimento a pacientes especiais e ações preventivas e curativas.

Os serviços são prestados, tanto nas UBS’s quanto no CEO, por profissionais especializados em diversas áreas e que possuem experiência clínica. A Prefeitura também está adquirindo novos equipamentos e investindo na infraestrutura para aprimorar o atendimento aos pacientes. 

 

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Mulher salva mãe e bebê de 3 meses de explosão em acidente

Publicado em 20/10/2018 às 09h09

Você já passou por algum momento traumático no qual pensou que não sairia com vida? Pois é, o medo, com certeza, te deixou convencida de que não haveria nenhuma saída para sua sobrevivência. E esse foi o caso de Catharina Lirya que sofreu um terrível acidente de carro na Dutra, em São Paulo. Tudo aconteceu por conta de um carro que ‘entrou com tudo’ na estrada e um ônibus acabou ‘fechando-os’ na mesma hora. Logo, eles bateram na lateral da pista e o carro capotou. “Eu amamentava meu filho na época, ele tinha 3 meses quando batemos e eu fiquei escondida com ele pra ele mamar e pra ele não dormir enquanto chegava o resgate”, revela ela.

Na mesma hora, todos que estavam no ônibus começaram a descer para ver o ocorrido, fazendo que a pista parasse. Foi aí que, de repente, uma mulher chamada Alessandra começou a chamar Catharina para dentro de seu carro. “Eu só conseguia falar pra ela que o carro ia explodir, porque era isso que gritavam na hora. Ela disse ‘não vai! vem aqui’ e me colocou dentro do carro dela; eu tava toda cheia de sangue na boca. E ela só falava que não tinha nada demais! Coisa mais linda”, contou.

Na hora do trauma, tudo o que Catharina conseguia pensar era para que Deus deixasse seu filho e, depois que tudo passou, o carro terminou de capotar e ambos conseguiram sair pela janela. “Eu pensava nele e se ele tava machucado por dentro. Eu não chorei para não passar a sensação de susto pra ele, já bastava toda situação”, revelou. Sem falar em todo o esforço que Alessandra fez para se mostrar forte para ajudar os dois a enfrentarem aquela situação. “Ela foi uma fortaleza incrível naquela hora. Ela conseguiu passar uma calma e um conforto que eu jamais pensei! Nem no resgate me senti tão segura. Eu só queria dizer pra ela, pro filho dela, Pedro, que eles são pessoas incríveis. Foram anjos em forma de gente naquela noite”, disse Catharina.

O que mais impressionou foi o fato de que apenas Alessandra ofereceu ajuda quando diversas outras pessoas só olhavam e gritavam “tinha um bebê, tinha um bebê”. Para ela, o choque de ter uma criança no acidente fez com que todos ficassem receosos, impedindo-os de agir. Mas, de qualquer forma, Catharina entende que “se tivessem mais Alessandra’s o mundo seria muito melhor”. Você concorda? Seria realmente maravilhoso se todos pudessem ter atitudes incríveis assim no dia a dia, não acha?!

Fonte: razões para acreditar

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