Ciência

Suco de laranja todo dia reduz risco de demência em 50%

Publicado em 10/12/2018 às 16h27

Beber um copo de suco de laranja todos os dias pode reduzir significativamente o risco de contrair demência, revela estudo da Universidade de Harvard.

Pesquisadores rastrearam quase 28 mil homens por duas décadas para examinar como o consumo de frutas e verduras afetou a capacidade cerebral.Eles descobriram que os homens que bebiam um copo pequeno de suco de laranja tinham 47% menos chances de dificuldade na memória, de seguir instruções, ou andar em áreas familiares.

O principal autor do estudo, Changzheng Yuan, disse que a ingestão a longo prazo de vegetais, frutas e suco de laranja “pode ser benéfica” para manter a função cognitiva. “Frutas e vegetais são ricos em vitaminas e nutrientes, incluindo antioxidantes, que podem ajudar a proteger o cérebro”, disse a pesquisadora Hannah Gardener, da Universidade de Miami, que não participou da pesquisa.

Esses benefícios para a saúde podem proteger o cérebro de um acúmulo de moléculas indesejáveis e manter um suprimento saudável de sangue para o cérebro. Lapsos na memória, compreensão e episódios de confusão podem ser sinais precoces de declínio cerebral que podem, em última análise, levar à demência com risco de vida. Não há cura para a doença, mas os cientistas tentam encontrar uma cura para o distúrbio que rouba a memória há anos.

A pesquisa

Os participantes do estudo da Universidade de Harvard, publicado na revista Neurology, responderam a questionários sobre o que comeram a cada quatro anos. Esta nova evidência reitera a importância de uma dieta saudável para evitar a degeneração do cérebro que vem com a velhice.

Os pesquisadores classificaram os homens – com idade média de 51 anos no início do estudo – em cinco grupos com base na ingestão de frutas e verduras. O grupo com o maior consumo comeu cerca de seis porções de legumes por dia, em comparação com duas porções para o grupo com o menor consumo.

Uma porção de vegetais é considerada uma xícara de vegetais crus, ou duas xícaras de verduras. Para frutas, o grupo de topo comeu cerca de três porções por dia, em comparação com metade de uma porção no grupo de fundo. Uma porção de fruta é considerada uma xícara de fruta ou meia xícara de suco de fruta.

Para medir como isso afetava a saúde do cérebro, os pesquisadores realizaram testes de raciocínio e habilidades de memória quando os homens estavam com 73 anos, em média. Os testes perguntaram coisas como se as pessoas poderiam se lembrar de eventos recentes ou itens em listas de compras.

No geral, 6,6% dos homens que consumiram a maioria dos vegetais desenvolveram pouca função cognitiva e tiveram desempenho ruim nos testes, em comparação com 7,9% dos homens que comeram menos.

Suco de Laranja

O consumo de frutas, em geral, não pareceu influenciar o risco de problemas cognitivos moderados. Apenas 6,9 pessoas que bebiam suco de laranja todos os dias desenvolveram uma função cognitiva ruim. Em comparação, o número era de 8,4% dos homens que tomavam suco de laranja menos de uma vez por mês. “O papel protetor do consumo regular de suco de frutas foi observado principalmente entre os homens mais velhos”, disse Yuan.

“Como o suco de frutas é geralmente rico em calorias provenientes de açúcares de frutas concentrados, geralmente é melhor consumir não mais do que um copo pequeno por dia.”

O estudo não pretendia encontrar a ligação entre uma dieta saudável e memória, mas faltavam dados sobre as habilidades de memória dos participantes no início do estudo, o que teria mostrado como sua dieta poderia ter influenciado isso ao longo do tempo. A Dra. Hannah Gardener acrescentou: “O consumo de frutas e vegetais pode ser uma peça do quebra-cabeça para manter a saúde cognitiva e deve ser visto em conjunto com outros comportamentos”.

Com informações do Daily Mail

Fonte: Só Notícia Boa

 

Categoria: Ciência, Saúde
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Atlas traz ações que podem reduzir morte por câncer ligado ao trabalho

Publicado em 06/12/2018 às 08h36

Na publicação, o Ministério da Saúde identificou 900 agentes cancerígenos que, se evitados, podem reduzir o risco de adoecimento por câncer no ambiente laboral

Evitar o contato com poeiras orgânicas, agrotóxicos, metais, solventes, produtos petroquímicos, radiação podem reduzir em até 37% os casos de alguns cânceres relacionados ao trabalho no país. Para subsidiar ações de prevenção à exposição ocupacional, o Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (4/12) durante a 2ª Jornada Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora que acontece em Brasília, o Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho. A publicação, que é inédita, estima a doença ou evento relacionado à saúde que seria prevenido caso o fator de risco fosse eliminado. No mapeamento da mortalidade por cânceres relacionada ao trabalho, foram identificados os 900 agentes com alto potencial cancerígeno mais presentes nos ambientes de trabalho e que podem ser evitados com medidas preventivas, como o uso de materiais e equipamentos.

“O câncer relacionado ao trabalho possui impacto importante no potencial de anos de vida perdidos, de anos de trabalho perdidos e no tempo de vida. Por isso, identificar os agentes cancerígenos e avaliar os riscos a que os trabalhadores estão expostos é o primeiro passo para adotar medidas preventivas que impactam no não adoecimento do trabalhador”, explica Daniela Buosi, Coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental na Ministério da Saúde do Brasil.

A publicação relaciona 18 tipos de cânceres efetivamente ligados à atividade diária dos trabalhadores, seja pela ocorrência de um longo período de exposição a fatores ou condições de risco do ambiente de trabalho. “O Mesotelioma é uma doença totalmente causada pelo ambiente de trabalho já que é provocada pelo contato direto com o amianto, ou seja, a ação de prevenção é não ter esse contato com uma substância que já é proibida no país”, ressalta Daniela Buosi. A não exposição aos agentes ainda impactaria na redução de até 37% das mortes por câncer por Leucemias; até 15% de mortes relacionadas a câncer por Tireoide, até 15,6 dos óbitos por câncer de Pulmão,Brônquios e Traqueia e até 14,25% dos óbitos por Linfomas Não-Hodgkin.

“O Atlas e as análises que ele traz possibilita entender o comportamento desta doença, no tempo e no espaço, subsidiando a avaliação e o planejamento de políticas públicas de atenção integral a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, envolvendo desde a detecção precoce da doença até o acesso aos serviços de saúde, incluindo as ações de promoção e prevenção, com o aprimoramento da vigilância em saúde", ressalta a coordenadora.

Clique aqui para conhecer o Altas

AÇÕES DE VIGILÂNCIA

O mais recente projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde que busca eliminar fatores de risco evitáveis associados ao câncer, bem como o diagnóstico precoce,

É o projeto Carex Brasil, uma base de dados que contém estimativas do número de trabalhadores ocupacionalmente expostos a cancerígenos por ramo de atividade, de trabalhadores empregados, dados e definições sobre os agentes cancerígenos, número de expostos por ocupação, detalhamento dos procedimentos metodológicos e bibliografia empregada. Esse projeto permite que matrizes de exposição sejam elaboradas para que a vigilância em saúde do trabalhador realize ações de prevenção nos ambientes de trabalho, incluindo inspeções, por exemplo.

Outra ação realizada pelo órgão são as Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento de Intoxicações por Agrotóxicos. Uma série de publicações com diretrizes para exposição à agrotóxicos estão sendo elaboradas para prevenção da exposição e manejo de paciente intoxicado. Essas diretrizes abordam tanto exposições gerais como exposições aos agrotóxicos mais comercializados no Brasil, que é o maior mercado de agrotóxicos do mundo.

Além disso, o Ministério da Saúde vem realizando ações de vigilância de populações expostas a contaminantes químicos e a poluição atmosférica. Por meio dos mais de 213 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador distribuídos pelo território brasileiro, são realizadas ações de vigilância, promoção e prevenção em saúde do trabalhador.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Coceira nos olhos: Especialistas explicam o que pode ser e como fazer para resolver o problema

Publicado em 28/11/2018 às 07h59

A coceira nos olhos é tão comum entre as pessoas que já virou um hábito coçar a região ocular todos os dias. Mas, pare e pense, será que a coceira nos olhos pode ser sinal de alguma doença? Sim, ficar com olhos coçando por mais de três dias precisa de uma avaliação de um médico oftalmologista para verificar as possíveis causas. Afinal, o que pode ser e como tratar  olhos coçando cronicamente?

Tempo seco, alergias, poeira, pólen, pelos de animais e certas doenças, são as principais causas na maioria das pessoas que reclamam de coceira nos olhos. Além disso, o Dr. Renato Augusto Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye CareHospital de Olhos, nos diz que além de causar vermelhidão, irritação e até mesmo uma infecção, levar os dedos sujos aos olhos pode aumentar ainda mais a coceira e que pode levar o agravamento do astigmatismo.

DOENÇAS E CAUSAS DE COCEIRA NOS OLHOS

ALERGIAS

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a alergia ocular atinge entre 15% a 20% da população mundial, afetando as pálpebras e a córnea e tendo sua maior incidência em pessoas que sofrem com algum outro tipo de alergia, como asma, rinite e sinusite.

Ao mesmo tempo, um exposição  a diferentes produtos de higiene pessoal pode desencadear alergia. A pele que cobre as pálpebras é muito fina. Então os olhos olhos e pálpebras são sensíveis a diferentes alérgenos em seu ambiente. Ou talvez você seja alérgico ao travesseiro ou à poeira no seu quarto. Alguns possíveis gatilhos incluem:

  • sabões, detergentes e outros produtos químicos
  • poeira, pólen e pelos de animais
  • fumaça de cigarro, exaustão de carros e perfume
  • maquiagem dos olhos, como delineador, sombra e rímel
  • produtos de cuidados pessoais como tintura de cabelo, esmalte, sabonetes, shampoos
  • protetor solar
  • e, por fim, removedor de maquiagem

SÍNDROME DO OLHO SECO

Outra causa comum, é a síndrome do olho seco, na qual há uma diminuição na produção da lágrima, fazendo com o que olho fique mais irritado, a melhor forma de tratar essa coceira é utilizar lubrificantes oculares e manter os olhos hidratados.

LENTES DE CONTATO

O uso de lentes de contato também causa muita coceira nos olhos, principalmente quando usado inadequadamente, com as mãos sujas ou higienização e manuseio incorretos das lentes de contato, isso pode levar microrganismos ao olho e causar vários tipos de infecções, principalmente a conjuntivite infecciosa (bacteriana ou viral) que dura em torno de uma a duas semanas, onde muitas vezes é necessário o uso de antibióticos na forma de colírios.

TERÇOL OU CONJUNTIVITE

De acordo com o Oftalmologista Reinaldo Leite, o terçol e a conjuntivite causam muita coceira na região dos olhos. O terçol é uma inflamação nas glândulas da pálpebra e a conjuntivite na membrana conjuntiva. Ele fala que pode ser usado compressa morna até 4 vezes ao dia para ajudar a melhorar a inflamação, porém se o terçol durar mais de 15 dias é necessário procurar um oftalmologista.

BLEFARITE

A blefarite é outra condição que pode causar inflamação palpebral. Essa condição, decerto,  ocorre quando as glândulas sebáceas localizadas nos folículos pilosos das pálpebras ficam entupidas e irritadas.  Além da coceira nos olhos, você pode sentir crostas em torno das pálpebras e cílios. Além disso, a coceira piora muito à noite. Curiosamente, a blefarite ocorre, com frequência, em 42% dos portadores de Síndrome de Down, de acordo com estudo publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia [1]. Há vários gatilhos para desenvolvimento de blefarite, incluindo:

  • ácaros
  • infecção bacteriana
  • efeitos colaterais de medicação
  • glândulas sebáceas com mal funcionamento

ESTRESSE OCULAR

Uma causa bastante atual da coceira nos olhos é o estresse ocular, isso acontece devido ao esforço excessivo causado pela tela do computador e do celular, causando cansaço nos olhos, além disso, pode causar dores de cabeça e dificuldades de aprendizado. A melhor forma de prevenir ou melhorar os sintomas é fazer pausas regulares no uso de computador ou celular e tirar o foco da tela, realizando um descanso a sua visão.

Você saberá que está com estresse ocular se tiver os seguintes sintomas, além da coceira nos olhos:

  • visão embaçada
  • olhos inchados
  • dor de cabeça constante
  • dor no pescoço, ombros ou costas
  • sensibilidade à luz
  • dificuldade de concentração
  • dificuldade para manter os olhos abertos

Na maioria dos casos, a coceira nos olhos é um sintoma de alergia ou inflamação, por isso, caso persista, é necessária ajuda de um especialista.

OPINIÃO MÉDICA: DR. RENATO A. NEVES ARTIGO MÉDICO-CIENTÍFICO: REVISTA BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA [1]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Sintomas de colesterol alto

Publicado em 25/11/2018 às 08h48

Os sintomas de colesterol alto, em geral, não existem, só sendo possível identificar o problema através do exame de sangue. Porém, o excesso de colesterol pode levar a um depósito de gordura no fígado, o que pode gerar alguns sinais como:

  1. Bolinhas de gordura na pele, conhecido como (xantelasma);
  2. Inchaço do abdômen sem razão aparente;
  3. Aumento da sensibilidade na região da barriga.

O xantelasma forma-se nos tendões e na pele e são carocinhos de diversos tamanhos, geralmente rosados e com bordas bem definidas. Eles aparecem em grupos, numa determinada região, como no antebraço, nas mãos ou em volta dos olhos, como mostram as imagens:

O inchaço abdominal e a sensibilidade nessa região normalmente são provocados pelo aumento do fígado e do baço que ocorre quando as concentrações de triglicerídeos no sangue atingirem valores próximos ou superiores a 800 mg/dl de sangue, podendo até produzir outros sintomas como dor abdominal intensa e náuseas frequentes.

Como os níveis de colesterol têm que estar muito altos para o surgimento destes sintomas, na maioria das vezes a pessoa nem sabe que está com colesterol alto, o que facilita a sua progressão. A única maneira de descobrir se o colesterol está alto ou não é através de um exame de sangue para o colesterol total, ruim, bom e triglicerídeos. 

O que causa o colesterol alto

A principal causa do colesterol alto é ter uma alimentação pouco saudável, rica em alimentos com gordura como queijos amarelos, embutidos, frituras ou produtos industrializados, o que faz com que o colesterol no sangue aumente muito rápido, não permitindo que o corpo o elimine adequadamente.

No entanto, a falta de exercício físico ou os hábitos de vida pouco saudáveis como o cigarro ou o consumo de álcool também aumentam o risco de ter mais colesterol ruim.

Além disso, existem ainda pessoas que sofrem com colesterol alto hereditário que acontece mesmo quando têm cuidado com a alimentação e fazem exercício físico, estando relacionado com uma tendência genética para a doença e que, normalmente, também afeta outros membros da família.

Como se trata o colesterol alto

A melhor forma de reduzir o colesterol alto e evitar o uso de remédios é fazer atividade física regularmente e ter uma alimentação saudável, pobre em gorduras e com bastantes frutas e legumes. Além disso, também existem alguns remédios caseiros que podem ajudar a desintoxicar o corpo e o fígado, eliminando o excesso de colesterol, como o chá-mate ou de alcachofra, por exemplo. 

No entanto, existem casos em que é muito difícil reduzir o colesterol e, por isso, o médico pode receitar o uso de alguns remédios para colesterol, como Sinvastatina ou Atorvastatina, que ajudam o corpo a eliminar o colesterol, especialmente em casos de colesterol alto hereditário. 

É importante baixar o colesterol alto porque ele pode ter graves consequências para a saúde que incluem aterosclerose, pressão alta, insuficiência cardíaca e infarto.

Uma boa dica para reduzir o colesterol, é o suco de cenoura que auxilia no processo depurativo do sangue, atuando diretamente sobre o fígado, reduzindo assim os níveis de colesterol. 

Fonte: Tua Saúde

 

 
Categoria: Ciência, Saúde
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Saiba quais são os sinais de câncer de pele

Publicado em 21/11/2018 às 14h42

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer. As características observadas são:

  1. Assimetria da lesão: se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer;
  2. Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.

Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:

  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

Carcinoma Basocelular - comum no rosto

Carcinoma espinocelular

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo. 

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.

Melanoma maligno com diferentes cores

Melanoma maligno com casca

O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma. A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol, daí a importância de se usar protetor solar diariamente e evitar ficar muito tempo exposto ao sol. 

Quando ir no médico

Deve-se ir ao dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. 

Fonte: Tua Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Pesquisadores da UFMG estudam HTLV e atendem pacientes

Publicado em 14/11/2018 às 15h36

Retrovírus da família do HIV/Aids, o HTLV pode causar leucemia/linfoma e mielopatia

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e da Faculdade de Medicina da UFMG dedicam-se, há mais de duas décadas, a investigar a ação do HTLV, retrovírus da família do HIV/Aids. O HTLV-1 pode causar doença neurodegenerativa/desmielinizante e leucemia/linfoma, e o HTLV-2, embora tenha em geral consequências bem menos graves, pode induzir a síndrome desmielinizante (doença que provoca fraqueza nas pernas, acarretando dificuldade para andar e podendo levar à paralisia).

Em suas duas formas, o vírus infecta células do sistema imune e pode ser transmitido pela amamentação, transfusão de sangue, transplante de órgãos e uso de drogas ilegais injetáveis. Como há pouca informação, geralmente suas consequências não são tratadas desde o início, o que impede medidas mais eficazes para atenuar o sofrimento dos pacientes.

A UFMG integra o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em HTLV, do qual fazem parte também a Fundação Hemominas, Fiocruz, Hospital Eduardo de Menezes e Rede Sarah. Virologistas, biólogos, neurologistas, dermatologistas e outros profissionais e pesquisadores estudam dados epidemiológicos, buscam marcadores de diagnóstico e prognóstico e investigam a interação do vírus com as mulheres – elas são infectadas por homens mais facilmente que o contrário e adoecem muito mais que eles.

Além de teses e dissertações, os estudos da UFMG já geraram patente de teste diagnóstico, com financiamento do SUS, que está sendo licenciada para empresa mineira. Ainda neste ano, deverá ser patenteada uma vacina terapêutica. A ação do HTLV, assim como acontece com o HIV, ainda não pode ser evitada, mas medicações paliativas e fisioterapia têm sido desenvolvidas contra alguns sintomas.

De célula para célula
O retrovírus foi descrito em 1977, depois de isolado no Japão. Segundo a professora Edel Barbosa Stancioli, coordenadora do Laboratório de Virologia Básica e Aplicada do ICB, os retrovírus têm forma peculiar de interagir com o hospedeiro. “Eles inserem seu genoma no genoma da célula hospedeira, e a infecção é para o resto da vida”, diz Edel.

Enquanto o HIV circula no sangue e se multiplica quando a imunidade baixa, o HTLV não cai na corrente sanguínea, mas passa de uma célula a outra. “O HIV é tratado quando está em grande quantidade, e o HTLV não tem tratamento. Nós, na UFMG, e outros grupos testamos produtos naturais que possibilitam pequena melhora do sistema imune, mas ainda não há como bloquear o vírus”, explica a professora do ICB.

O HTLV-1 circula mais na África, América Latina e em países como Japão, China e Austrália. A prevalência é mais alta no Japão, mas o Brasil lidera em números absolutos. Estima-se que haja entre cinco e dez milhões de infectados no mundo, e no Brasil seriam 2,5 milhões. “Como há muito pouca informação sobre o vírus, esses números são obtidos por projeções matemáticas”, diz Edel Stancioli.

Edel informa que apenas 5% dos infectados desenvolvem um dos dois polos principais de doenças – leucemia/linfoma das células T de adulto e a mielopatia associada ao HTLV, em que o vírus ataca a medula. Mas ressalva que há intercorrências de adoecimento graves, como uma dermatite difícil de tratar. O HTLV-2, por sua vez, infecta cerca de 200 mil pessoas no Brasil, e os grupos mais atingidos são os indígenas e usuários de drogas injetáveis.

Ambulatório
Também há mais de 20 anos, o HTLV é tema de estudos no âmbito da pós-graduação em Infectologia e Medicina Tropical, da Faculdade de Medicina da UFMG, sob coordenação de Denise Utsch Gonçalves. E desde abril deste ano, o projeto de extensão Cuidar HTLV oferece assistência e educação em saúde a pacientes e familiares, no Centro de Tratamento e Referência em Doenças Infectocontagiosas Orestes Diniz. “Os pacientes trazem suas dúvidas e dificuldades e se encontram com certa frequência, o que favorece a identidade de grupo e o aprendizado”, conta a infectologista e professora Julia Caporali, que coordena o projeto.


Os pacientes assintomáticos recebem orientações relacionadas à prevenção e apoio para proteção contra o estigma. As pessoas que apresentam a mielite associada ao HTLV – que causa problemas motores, retenção urinária e intestinal e dores nas costas e membros, entre outros problemas – recebem os cuidados específicos no próprio ambulatório. E os que desenvolveram leucemia ou linfoma são encaminhados para o Hospital das Clínicas da UFMG.

Força-tarefa
De acordo com Edel Stancioli, nem a Organização Mundial de Saúde (OMS) lida com o HTLV da forma como deveria. “Não se conhecem números, há pouquíssimos ambulatórios, e os testes diagnósticos ainda são importados. Os sintomas causam sofrimento e péssima qualidade de vida”, sustenta. Boa notícia é que, há cerca de quatro anos, entrou em ação uma força-tarefa mundial que persegue metas como a expansão do conhecimento sobre prevalência, produção de testes diagnósticos em cada país – como forma de reduzir custos – e a produção de vacinas destinadas a bloquear a progressão do vírus nas pessoas infectadas.

 

Categoria: Ciência, Saúde
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Sintomas de Alzheimer: o cérebro já começa a encolher 10 anos antes dos primeiros sinais

Publicado em 08/11/2018 às 15h10

Os sintomas de Alzheimer nem sempre podem ser notados. O Alzheimer é causado como resultado de disfunções proteicas das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares do cérebro. Quando isso acorre, há vários episódios de morte em massa de neurônios e, portanto, redução de seu tamanho.

A doença de Alzheimer é uma condição crônica em andamento. Os sintomas de Alzheimer surgem gradualmente, e os efeitos no cérebro são degenerativos (causam declínio lento). Infelizmente, não há cura para o Alzheimer. Mas o tratamento pode ajudar a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.

SINTOMAS DE ALZHEIMER

Não há uma expectativa de vida para pessoas com Alzheimer. Algumas pessoas vivem muito tempo com danos cognitivos leves, enquanto outras, experimentam um início mais rápido dos sintomas e uma progressão mais rápida da doença.

PRIMEIROS SINTOMAS DE ALZHEIMER

  • perda de objetos que usa no dia-a-dia (óculos, celular, por exemplo) e impossibilidade de refazer um caminho
  • perda de memória que afeta a vida cotidiana (incapaz de dirigir até um local, por exemplo)
    • dificuldade de planejamento ou resolução de problemas
    • demorar muito mais tempo para realizar tarefas diárias normais
    • perder a noção do tempo
    • ter dificuldade em determinar a distância e distinguir cores
    • dificuldade em completar uma conversa
    • julgamento pobre levando a decisões ruins
    • isolamento social
    • alterações de humor e personalidade
    • sintomas de ansiedade e depressão

SINTOMAS MODERADOS DE ALZHEIMER

Eventualmente, o mal de Alzheimer se espalha para mais regiões do cérebro. A família e os amigos podem reconhecer mudanças comportais antes do paciente. Afinal, isso é comum, muitas vezes, é difícil identificar problemas de memória em nós mesmos. Mas, à medida que a doença progride, a pessoa passa a reconhecer sintomas reveladores em si mesmo. À medida que mais células do seu cérebro morrem, o paciente passa para a fase moderada, e terá:

  • problemas em reconhecer amigos e familiares
  • dificuldade com a linguagem e problemas de leitura, escrita ou trabalho com números
  • dificuldade em organizar pensamentos lógicos
  • incapacidade de aprender novas tarefas ou de lidar com situações novas ou inesperadas
  • explosões de raiva sem razão
  • problemas motores, como por exemplo, levantar da cadeira ou arrumar a cama
  • repetição de frases ou de movimento
  • alucinações, delírios, desconfiança ou paranoia, e irritabilidade
  • perda de controle de impulso, como por exemplo, pode se despir em momentos ou lugares inapropriados ou usar linguagem vulgar
  • exacerbação de sintomas comportamentais, como inquietação, agitação, ansiedade e choro.

Assim, em resumo, no estágio inicial, aparecem pequenas dificuldades de raciocínio, desorientação espacial e problemas com a linguagem, esquecimento de palavras, por exemplo. Nos estágios leve e moderado, os lapsos de memória são mais comuns e o raciocínio é incompleto. É comum haver confusões sobre eventos do passado distante com o passado recente e dificuldade em lidar com dinheiro. E por fim, o estágio grave, quando há pouco a se fazer. Ocorre a esquece como falar, não reconhece pessoas próximas e perde a capacidade de atividades fisiológicas, como alimentação ou evacuação.

REGRESSÃO CEREBRAL COMEÇA 10 ANOS ANTES

O citado acima, representa o que era conhecido até agora sobre a evolução da doença. No entanto, um estudo publicado na revista científica Neurology [1] descobriu quando os primeiros sintomas do Alzheimer começam a dar sinal, o cérebro do paciente já está comprometido com os efeitos da enfermidade há pelo menos uma década. Isso quer dizer, que muito antes dos sinais de “demência”, esquecimentos, confusões mentais, o cérebro já vem sendo encolhido.

O estudo acompanhou 65 pessoas por 11 anos. Dessas, apenas 15 desenvolveram a doença e foi comprovado, que realmente existe uma relação entre a diminuição do volume da atividade cerebral e o surgimento do Alzheimer com até dez anos de antecedência. Bradford Dickerson, autor do estudo, foi descoberto também que  os pacientes que tinham o marcador do Alzheimer no cérebro, eram três vezes mais propensos a desenvolver demência nos 10 anos seguintes do que os outros.

ARTIGO CIENTÍFICO: DICKERSON ET AL

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

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Ministério da Saúde chama atenção para a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal

Publicado em 05/11/2018 às 16h45

Hábitos simples e saudáveis como boa higiene, não beber e não fumar podem ajudar a reduzir incidência da doença. O SUS oferece prevenção e tratamento do câncer de boca em todo o país

De 5 a 9 de novembro acontece a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal no país. O período, previsto na Lei nº 13.230/2015, é realizado sempre na primeira semana de novembro. O  objetivo da data é estimular junto aos gestores e à população, ações preventivas, campanhas educativas, debater políticas públicas, apoiar atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil, entre outros. Durante toda esta semana, o Ministério da Saúde irá realizar ações de comunicação, nas redes sociais, tv e rádio, para informar o que é a doença, como preveni-la, e orientar sobre onde e quais os serviços de saúde bucal estão disponíveis à população no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta também criou página exclusiva sobre a doença em seu portal.

O câncer de boca está mais presente entre os homens e 70% dos casos são diagnosticados em indivíduos com idade superior a 50 anos. Afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Dentro da boca devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua. O câncer do lábio é mais comum em pessoas brancas e ocorre mais frequentemente no lábio inferior. A estimativa de novos casos de câncer de boca para 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é de 14,7 mil, sendo 11,2 mil homens e 3,5 mil mulheres.

Atitudes simples como abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, dieta rica em alimentos saudáveis e boa higiene oral diminuem as chances de desenvolver a maioria das doenças malignas, inclusive os tumores na boca, que são os mais comuns tipos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevenção pode ajudar a reduzir a incidência de câncer em até 25% até 2025.

ATENDIMENTO NO SUS

No Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Saúde Bucal, são desenvolvidas ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal da população brasileira. Hoje, o Brasil é referência mundial na oferta de saúde bucal pública. Nos últimos 12 anos, foram criados  mecanismos de ampliação desse acesso de forma universal e integral, por meio de ações coletivas e individuais, inserindo-se simultaneamente na atenção básica, especializada e hospitalar. 

A coordenadora de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Lívia Maria Almeida de Souza, ressalta que o país tem muito a comemorar com os resultados obtidos com a Política Nacional de Saúde Bucal, que neste ano completou 14 anos de existência. “Conseguimos implantar o programa na atenção básica, secundária e terciária. O indivíduo que necessitar de tratamento odontológico poderá ser atendido nesses três níveis de atenção. Na atenção especializada, ele pode ser atendido em um Centro Especializado Odontológico (CEO) para tratamento de canal, por exemplo. Temos 1.121 CEO que atende cinco especialidades mínimas obrigatórias. Caso esse paciente necessite, poderá ser atendido nos hospitais públicos que oferecem a rede de cuidado para as pessoas com deficiência. Desta forma, temos um quantitativo que abrange toda a população brasileira em termos de atendimento odontológico”, disse Lívia.

A PREVENÇÃO AO CÂNCER DE BOCA COMEÇA PELO DENTISTA

O atendimento bucal, no SUS, começa na Atenção Básica e é realizado pelas equipes de Saúde Bucal, que integram as equipes da estratégia Saúde da Família. O primeiro passo a ser dado por quem precisa de atendimento bucal é buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência. O SUS conta ainda com 302 Unidades Odontológicas Móveis, sendo que destas, 33 são Unidades Odontológicas Móveis (UOM) nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEI) e 7 são Unidades Odontológicas Móveis (UOM) em Consultórios na Rua (CnaR). Esses serviços permitem ampliar o acesso de saúde bucal a populações específicas e vulneráveis.

A partir da avaliação inicial do dentista, o paciente pode ser encaminhado à atenção especializada, nos CEO. Essas unidades especializadas realizam serviços de diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca; periodontia especializada; cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros; endodontia; e atendimento a portadores de necessidades especiais. Hoje são 1.121 CEO em todo o país.

As equipes de Saúde Bucal podem ser compostas por: cirurgião-dentista; técnico ou auxiliar em saúde bucal ou pelo cirurgião-dentista; e técnico em saúde bucal + auxiliar ou técnico em saúde bucal. Toda equipe é responsável por um território que, em geral, concentra de 3 mil a 4 mil pessoas. As equipes, que atuam na Atenção Básica, são responsáveis por realizar minimamente, ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e  manutenção da saúde, buscando resolver pelo menos 80% das demandas apresentadas pelos cidadãos.

Há ainda, no âmbito do SUS, 1.921 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD), que realizam o serviço de prótese dentária total, prótese dentária parcial removível e/ou prótese coronária/intrarradiculares e fixas/adesivas.

Atualmente são  26.655 Equipes de Saúde Bucal presentes em 5.043 municípios brasileiros. Desta forma, cerca de 90,53% dos municípios do país têm, ao menos, uma das principais linhas de ação da Política Nacional de Saúde Bucal.

Em 2017 foram realizados pelo SUS 626.910 procedimentos de próteses dentárias. Entre janeiro a maio de 2018 já foram 243.937. Já as atividades de diagnóstico bucal, periodontia especializada, cirurgia e endodontia ofertadas nos CEO somaram 836.964 procedimentos. Nos estabelecimentos especializados que atendem a pessoas com deficiência foram registrados 734.800 procedimentos.

OUTRAS AÇÕES

Também por meio da saúde bucal do SUS, atualmente, 111,7 milhões de pessoas, que moram em 5.060 municípios, dispõem de fluoretação regular da água para consumo humano.

O Ministério da Saúde conta ainda com articulação intersetorial envolvendo o Ministério da Educação (MEC). O Programa Saúde na Escola estabelece ações voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira. Entre as ações, estão medidas como incentivo à aplicação do flúor, escovação supervisionada e rodas de conversas com alunos, pais, responsáveis e professores. Atualmente, 18,3 milhões de estudantes de 78.934 escolas participantes são beneficiados pela iniciativa.

Por Zinda Perrú, da Agência Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Sintomas de anemia: Como saber se tenho anemia sem fazer exame de sangue?

Publicado em 05/11/2018 às 08h48

Os sintomas de anemia passam, na maioria das vezes, despercebidos. A anemia pode ser definida como um sintoma de algum problema que reduziu as hemácias do sangue. A melhor forma de saber se estamos anêmicos é fazendo um exame de sangue, como o hemograma, por exemplo. Mas, há sinais no seu corpo que indicam anemia. Por isso, muitas pessoas perguntam: Como saber se tenho anemia sem fazer o exame de sangue? Leia: Como interpretar um Hemograma Completo.

De acordo com a Dra. Mary Jane Browm, existem diversos tipos de anemia. Contudo, a mais comum, é conhecida como anemia ferropriva, ou seja, anemia causada por falta de ferro no organismo. O ferro, é na verdade um grande aliado da hemácia no transporte de oxigênio no sangue. Assim, quando falta ferro, falta a oxigenação adequada no organismo. Quanto menos hemácias e quanto menos ferro, mais o corpo sentirá os sintomas listados abaixo.

ANALISE OS SINTOMAS DE ANEMIA

SENTE CANSAÇO E FALTA DE ENERGIA O TEMPO TODO?

Um estudo publicado no New England Journal of Medicine [2], apesar de este ser um sintoma bastante comum para doenças como a diabetes, este é também um dos sinais de anemia.  Isso acontece porque quando as hemácias do sangue diminuem, o transporte de oxigênio fica comprometido. O resultado é que nossos órgãos e tecidos não recebem oxigenação. Como o oxigênio é um combustível essencial para as células funcionarem, sem ele, o corpo estará sempre cansado e fraco. Além disso, a pessoa terá tonturas, falta de ânimo, dificuldade de concentração, sono em excesso e dor de cabeça constante. Normalmente os jovens e pessoas saudáveis quando estão anêmicas, só sentem cansaço quando fazem esforços. Já uma pessoa debilitada por sintomas de anemia crônica ou idosos os sintomas serão mais acentuados.

VOCÊ SENTE FALTA DE AR?

Quando uma pessoa está muito anêmica, a falta de oxigênio nas células de todo o corpo, leva a uma espécie de cansaço cardíaco e pulmonar. Afinal, o coração e o pulmão estão lutando para oxigenar o corpo em vão. O estudo publicado no periódico Lancet [3], diz que como a quantidade de oxigênio que chega às células não é adequada, o organismo responde com aumento da frequência respiratória, na esperança de aumentar a oxigenação do sangue. Assim, é comum que uma pessoa anêmica sinta falta de ar e apresente uma respiração ofegante, um dos sintomas de amenia mais marcantes.

SE CORAÇÃO VIVE ACELERADO?

Episódios de taquicardia podem acontecer com pessoas anêmicas. De fato, com o aumento da frequência respiratória, ocorre ao, mesmo tempo um aumento da atividade do coração. O coração acelera na tentativa de aumentar a quantidade de sangue e oxigênio em todo corpo. É fácil entender, pois, se o sangue está pobre em oxigênio, o coração precisa trabalhar dobrado para que chegue mais sangue para as células.

VOCÊ SEMPRE SENTE CÂIMBRAS?

A falta de oxigenação dos músculos, associado à redução considerável da circulação sanguínea, leva a distúrbios no funcionamento normal da musculatura, podendo surgir contrações involuntárias.

SUA PELE E CONJUNTIVA ESTÃO PÁLIDAS?

Para suprir a oxigenação e a quantidade de hemácias circulando, essas células se concentram em tecidos mais vitais para manter esses órgãos funcionando adequadamente. Como a pele é um tecido que precisa de pouco sangue, assim, quando o organismo está anêmico, ela recebe menos quantidades. O resultado disso é que quando as pessoas estão com anemia, a pele fica pálida e sem cor. Além disso, basta examinar a conjuntiva, aquela pele que fica embaixo dos olhos. Quando uma pessoa é saudável, a conjuntiva tem uma cor forte bem rosada ou até vermelha. Com anemia, essa parte do olho fica praticamente branca.

DOR NO PEITO, VOCÊ SENTE?

As pessoas que sofrem de problemas cardíacos sofrerão muito mais com os sintomas de anemia. Isso porque, a redução da oxigenação dos tecidos e a aceleração dos batimentos cardíacos irão exigir de um coração doente. Um órgão debilitado terá dificuldade de aumentar o seu funcionamento. Uma pessoa com problemas no coração deve estar sempre fazendo exame de sangue para saber se está anêmico. Baixo valor das hemácias por ser fatal para um doente cardíaco. Assim, pode, de fato, desencadear sintomas de infarto.

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Novembro Azul 2018: mensagens sobre câncer de próstata que salvam vidas

Publicado em 01/11/2018 às 09h40

O câncer de próstata só perde para o de pele no número de casos entre homens 

Até o fim de 2018, 68 220 homens devem ser diagnosticados com câncer de próstata. E tanto para prevenir novos casos desse tumor como para fazer um diagnóstico precoce e garantir um tratamento de qualidade que existe o Novembro Azul. Em homenagem a esse mês, SAÚDE compilou textos, notícias e mensagens que visam conscientizar os homens e seus familiares a lidarem bem com essa doença.

PSA

PSA é a sigla para Prostate-Specific Antigens, ou antígenos específicos da próstata em português. O que são esses tais antígenos? Tratam-se de moléculas produzidas por essa glândula, inclusive quando ela está saudável. O que muda, na verdade, é a quantidade de PSA em circulação quando algum homem apresenta um câncer de próstata, por exemplo. Daí veio a ideia dos especialistas: fazer um exame para medir a concentração dessa partícula no sangue para verificar a presença dessa e de outras doenças.

Para que serve o exame de PSA

Para detectar precocemente casos de câncer de próstata e outras condições, como a hiperplasia prostática benigna e a prostatite. O PSA é solicitado no início das investigações médicas. Outros exames complementam o diagnóstico, como o toque retal.

Aliás, o toque retal – ainda cercado de preconceitos bobos – não seria indicado para o rastreamento inicial do câncer de próstata, mas é frequentemente pedido por ser rápido e barato. Converse com um profissional para avaliar o seu caso especificamente.

Como o teste é feito

Uma amostra de sangue é colhida e enviada ao laboratório para análise. No geral, os médicos pedem a medição do PSA total, mas podem também requisitar a quantidade de PSA livre – ou seja, a quantidade que não está ligada à nenhuma proteína, se houver alterações nos resultados.

Recentemente, chegou ao Brasil o Prostate Health Index (PHI), ou Índice de Saúde da Próstata. Ele usa uma terceira fração do PSA para fazer um diagnóstico mais certeiro e reduzir a necessidade de biópsias.

Os resultados

O PSA total é considerado normal quando está em até 2,5 ng/ml. Se varia entre 2 e 10ng/ml, o médico pode pedir o PSA fracionado para avaliar melhor o quadro.

Mas atenção: a taxa de PSA no corpo aumenta naturalmente com a idade. Fora que alguns casos de câncer sequer apresentam alterações significativas nos níveis da molécula. Em outras palavras, a interpretação do resultado deve ser individualizada.

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