Ciência

Fluoxetina emagrece? Estudo alerta que você pode engordar ainda mais

Publicado em 05/04/2019 às 17h50

Se falarmos que fluoxetina emagrece, fica claro que as pessoas não estão se importando muito com sua ação no organismo. Há uma busca grande por uso dessa substância com fins de emagrecimento. Na verdade, há tempos que  a fluoxetina tem sindo considerada o melhor antidepressivo para emagrecer.

Assim, fomos buscar o esclarecimento de porque você não deve usar cloridrato de fluoxetina para emagrecer. Na verdade, você pode engordar!

O QUE É FLUOXETINA?

É um antidepressivo que age no sistema nervoso atuando no cérebro e interferindo na produção e absorção de serotonina, um neurotransmissor responsável pelo nosso bom humor e sensação de bem-estar. Começar o texto com definições é, algumas vezes, muito importante.

Assim é possível ter noção do tipo de medicamento que estamos tratando. Na farmácia você pode encontrar a fluoxetina genérica (Cloridrato de fluoxetina) ou os nomes fantasia: Prozac, Fluxene, Verotina, Eufor 20, Fludac e Daforin.

POR QUE FLUOXETINA EMAGRECE?

De acordo com o Dr. Juliano Pimentel, a não ser no tratamento de bulimia nervosa ou compulsão alimentar severa, a fluoxetina não é indicada para emagrecimento.

Ou seja, ela não atua no centro da fome, como muitas pessoas pensam. O resultado que leva ao emagrecimento em muitos casos, é um efeito colateral do medicamento. O médico explica que por tirar a ansiedade e alterar o paladar e o apetite, muitos usuários acabam por perder peso, sobretudo no início do tratamento.

Por causa disso, há sempre a pergunta se a fluoxetina emagrece ou engorda.

QUANDO A FLUOXETINA ENGORDA?

O cérebro é uma máquina com várias peças ainda desconhecidas. Assim, o que funciona para uns, pode ter efeito contrário para outros. Por isso, não dá para definir exatamente se a fluoxetina engorda ou emagrece.

Um estudo publicado na revista científica Molecular Psychiatry (1) estudou os efeitos da fluoxetina no hipocampo do cérebro e concluiu que a perda de peso está relacionada com a perda do apetite. Contudo, ao aumentar a serotonina no organismo, o medicamento promove o bem-estar. Assim, se sentindo melhor, o apetite pode aumentar e não diminuir como esperam muitas pessoas.

Outro estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition (2), estudou 45 pessoas obesas, em dois grupos. Um dos grupos usou fluoxetina diariamente por 52 semanas, enquanto o segundo, tomou placebo. No início do tratamento, até a semana 29, os usuários de fluoxetina perderam mais peso que o grupo placebo.

Mas, no final do estudo, os usuários de fluoxetina engordaram novamente e atingiram o mesmo peso anterior. E, por fim, alguns estavam ainda mais gordos.

FLUOXETINA EMAGRECE EM QUANTO TEMPO?

Este efeito de perda de peso limitado ao início do tratamento foi relatado em diversos outros estudos. Uma compilação publicada no The Journal of Clinical Psychiatry (3), revelou que o efeito “emagrecedor” da fluoxetina é limitado à fase aguda inicial do tratamento.

Ao mesmo tempo, não há como definir quantos quilos a fluoxetina emagrece em um mês. “O efeito do antidepressivo pode variar muito e depende das características de cada indivíduo”, disseram os autores.

Por fim, o estudo diz que a longo prazo, fica evidente de que a perda de peso é ilusória e que fluoxetina pode engordar.

A explicação para esta perda de peso seguida de ganho de peso foi explicada no estudo publicado na revista Biological Psychiatry (5). “A inversão no padrão da semana 1 à semana 6, sugere um processo de adaptação em regiões cerebrais específicas ao longo do tempo.” “É uma resposta à inibição sustentada da recaptação da serotonina”, diz o estudo.

Com isso, alguns pesquisadores até mesmo alertam que é possível que parar de tomar fluoxetina engorda.

QUEM PODE TOMAR FLUOXETINA PARA EMAGRECER

A princípio, ninguém deve tomar fluoxetina para emagrecer. Isso deve ser seriamente controlado por um médico. Mas um estudo publicado na International Journal of Obesity (4) sugere que os efeitos emagrecedores da fluoxetina podem funcionar bem para pessoas obesas que estão dentro do grupo de obesidade mórbida, diabético tipo II e o grupo dos hipertensos.

No entanto, segundo o estudo, este tratamento precisa ser acompanhado por um psiquiatra que deverá avaliar as mudanças de comportamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há uma dúvida se o cloridrato de fluoxetina emagrece. Hoje, há diversas pessoas buscando formas de  incluir a fluoxetina na sua rotina na esperança de não emagrecer. Contudo, alguns estudos estão afirmando que, para algumas pessoas, o cloridrato de fluoxetina engorda.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 5 DE ABRIL DE 2019 ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: MOLECULAR PSYCHIATRY (1)/ THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION (2) /THE JOURNAL OF CLINICAL PSYCHIATRY (3) / INTERNATIONAL JOURNAL OF OBESITY (4) / BIOLOGICAL PSYCHIATRY (5)

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Ao mesmo tempo, não há como definir quantos quilos a fluoxetina emagrece em um mês.

O efeito do antidepressivo pode variar muito e depende das características de cada indivíduo”, disseram os autores.

Por fim, o estudo diz que a longo prazo, fica evidente de que a perda de peso é ilusória e que fluoxetina pode engordar.

A explicação para esta perda de peso seguida de ganho de peso foi explicada no estudo publicado na revista Biological Psychiatry (5).

“A inversão no padrão da semana 1 à semana 6, sugere um processo de adaptação em regiões cerebrais específicas ao longo do tempo.”

“É uma resposta à inibição sustentada da recaptação da serotonina”, diz o estudo.

Com isso, alguns pesquisadores até mesmo alertam que é possível que parar de tomar fluoxetina engorda.

QUEM PODE TOMAR FLUOXETINA PARA EMAGRECER

A princípio, ninguém deve tomar fluoxetina para emagrecer.

Isso deve ser seriamente controlado por um médico.

Mas um estudo publicado na International Journal of Obesity (4) sugere que os efeitos emagrecedores da fluoxetina podem funcionar bem para pessoas obesas que estão dentro do grupo de obesidade mórbida, diabético tipo II e o grupo dos hipertensos.

Fluoxetina emagrecer: Você pode engordar mais ainda

Imagem mostra a sinapse de um neurônio. Há uma transmissão de impulso usando neurotransmissores que são liberados e continuamente sujeitos a recaptação. Antidepressivos, como a Fluoxetina, funcionam bloqueando a recaptação da serotonina, deixando-a disponível.

No entanto, segundo o estudo, este tratamento precisa ser acompanhado por um psiquiatra que deverá avaliar as mudanças de comportamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há uma dúvida se o cloridrato de fluoxetina emagrece.

 

Hoje, há diversas pessoas buscando formas de  incluir a fluoxetina na sua rotina na esperança de não emagrecer.

Contudo, alguns estudos estão afirmando que, para algumas pessoas, o cloridrato de fluoxetina engorda.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 5 DE ABRIL DE 2019 ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: MOLECULAR PSYCHIATRY (1)/ THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION (2) /THE JOURNAL OF CLINICAL PSYCHIATRY (3) / INTERNATIONAL JOURNAL OF OBESITY (4) / BIOLOGICAL PSYCHIATRY (5)

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 


 
 
 


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Categoria: Ciência, Saúde
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Em Macaé, (RJ) estudante cria óculos que detecta obstáculos e emite alertas para cegos

Publicado em 13/03/2019 às 09h36

Um estudante de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, criou óculos com sensor ultrassônico, capazes de detectar obstáculos e facilitar a vida dos cegos. A ideia de Flávio Pires Viana, de 17 anos, para ajudar os deficientes visuais surgiu durante as aulas de mecatrônica.

Viana foi aprovado via Enem em engenharia em duas universidades públicas, mas quer mesmo é se tornar médico e virar oftalmologista. Ele considera a invenção simples: ele acoplou sensores de ré nos óculos, os mesmos usados em carros para estacionar, que emitem um som.

O projeto “Óculos sonar: tecnologia destinada aos deficientes visuais” foi fruto do trabalho de conclusão do curso de Mecatrônica da Educação Técnica do Instituto Nossa Senhora da Glória-INSG/Castelo. Os óculos produzem um sinal para um vibracall e para um buzzer (apito) fixado na armação, indicando a existência e a direção de qualquer objeto.

Para construir o protótipo, Viana gastou R$ 100 e reutilizou materiais que tinha em casa. Para o estudante, foi a possibilidade de unir duas paixões: a biologia e a mecatrônica.

O agricultor José Batista, de 67 anos, foi o primeiro a experimentar a invenção. Com problemas de visão desde os 35 anos, Batista parou de enxergar totalmente há um ano e meio depois de uma retinose pigmentar. O idoso muitas vezes acaba esbarrando em orelhões, relógios de energia elétrica e árvores.

Com o objetivo de testar o projeto e verificar a funcionalidade do aparelho, o estudante visitou a Associação Macaense de Apoio aos Cegos (Amac). Viana continua aperfeiçoando a sua criação. Ele diz que quer patentear os óculos e prosseguir estudando para entrar em uma faculdade de medicina e fazer a diferença no futuro dos deficientes visuais.

Fonte: G1

Categoria: Ciência
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Taxas de óbito por AVC e doenças cardíacas caem entre as mulheres

Publicado em 08/03/2019 às 16h01

Estudo do Ministério da Saúde apontou que em seis anos, índice caiu 11% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral e 6,2% por doenças cardíacas, nas mulheres entre 30 e 69 anos

Entre 2010 e 2016, as taxas de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Doenças Cardíacas Isquêmicas, em mulheres, com idades entre 30 a 69 anos, caíram em 11% e 6,2%, respectivamente. A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, realizado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta sexta-feira (08/03), em alusão ao Dia Internacional da Mulher. No mesmo período, o índice para AVC caiu de 39,5 para 35,2 óbitos por 100 mil habitantes do sexo feminino. Já as Doenças Cardíacas apresentaram queda de 55 para 51,6 óbitos por 100 mil.

Para o cálculo destes números, o estudo Saúde Brasil utilizou as populações publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e para a taxa padronizada, o Censo Brasileiro de 2010.

O registro da redução de óbitos nas duas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT’s) que mais matam no país, já demonstra impacto das ações do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde com estados e municípios junto à população.

O Plano tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações de enfrentamento das DCNT’s, uma vez que nessa área é possível resolver até 80% dos problemas de saúde. O conjunto de ações também têm resultado no aumento do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além de ações de promoção da saúde.

Apesar da queda, as duas doenças continuam sendo as que mais matam a população feminina entre 30 e 69 anos. Somando todas as idades (de 5 a mais de 70 anos), as doenças cardíacas, AVC, Alzheimer, Infecções Respiratórias e o Diabetes são as cinco principais causas de óbitos entre elas. Das cinco, quatro são Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT’s), as quais possuem quatro fatores de risco em comum: tabagismo, atividade física insuficiente, uso nocivo do álcool e alimentação saudável, todas elas preveníveis.

O levantamento apontou que, na população com faixas etárias entre 30 e 69 anos e com mais de 70 anos, as doenças cardíacas isquêmicas apresentaram as maiores taxas de mortalidade em todas as regiões do país, tanto nos homens como nas mulheres. Já o AVC, ocupou o segundo lugar no ranking das principais causas de óbitos entre as brasileiras de todas as regiões e os brasileiros do Sul e Sudeste, com idades entre 30 a 69 anos. Nas demais localidades, as causas externas (acidentes de trânsito e agressões) ocuparam as segundas e terceiras posições, nesta mesma faixa etária.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o AVC e as Doenças Cardíacas Isquêmicas, respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil, as DCNT também se constituem como um problema de saúde, correspondendo a 54,0% de todas as mortes, no ano de 2016. Na faixa etária de 30-69 anos, as DCNT representaram 56,1% dos óbitos.

A ocorrência das doenças crônicas não transmissíveis é muito influenciada pelos estilos e condições de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui como importantes DCNT as doenças do aparelho circulatório (cerebrovasculares, cardiovasculares), neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus. Esse conjunto de doenças tem em comum uma série de fatores de risco resultando na possibilidade de se ter uma abordagem comum para a sua prevenção.

AÇÕES PARA CONTER AS DCNT’s

Para reduzir no número de internações e óbitos, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) que tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações de enfrentamento. Atualmente são 42,9 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento, 42,6 mil equipes de Saúde da Família que cobrem 64,6% da população, e 263,4 mil Agentes Comunitários de Saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde também tem implementado ações de promoção à saúde, com o repasse de recursos para os municípios para para implantar o programa Academia da Saúde. Atualmente, o programa conta com mais 3.800 polos habilitados. O Ministério da Saúde também tem pactuado com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos para tratamento de problemas, como cardiovasculares e de hipertensão. 

No geral, dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

Por Victor Maciel, Da Agência Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Como saber se estou ovulando? Absolutamente tudo que você precisa saber sobre ovulação

Publicado em 08/03/2019 às 09h09

Como saber se estou ovulando?

Na verdade, assim como os ciclos menstruais são diferentes para cada mulher, o mesmo acontece com a ovulação. Aprendendo a reconhecer os sinais da ovulação, você poderá sincronizar as atividades sexuais para aumentar ou diminuir as chances de engravidar.

De fato, muitas mulheres utilizam uma espécie de “calculadora de ovulação” para evitar gravidez ou engravidar mais facilmente. Existem até mesmo um método contraceptivo natural que funciona apostando nesses sinais.

O QUE É OVULAÇÃO

Cada mulher nasce com milhares de óvulos imaturos que esperam ser libertados, normalmente um de cada vez, todos os meses. Então, a ovulação acontece em ciclos com toda mulher em idade fértil. É o momento em que, a partir de estímulos hormonais, o ovário libera um dos milhares de óvulos que armazena.

Depois de sua saída, ele segue pela tuba uterina, onde pode ser fecundado ou não. Para a maioria das mulheres saudáveis, a ovulação ocorre algumas semanas após o início da menstruação.

Quantos dias dura a ovulação? 

Não é possível saber os dias exatos da ovulação, mas o período fértil pode durar em média 8 dias e a fase do corrimento tipo clara de ovo é a mais garantida para engravidar.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO? SINTOMAS MAIS IMPORTANTES

1. OBSERVE A SECREÇÃO VAGINAL

Uma publicação do The Lancet [1] revela que um dos sintomas de ovulação mais nítidos é observar a secreção vaginal. Segundo os autores, a ovulação pode ser identificado clinicamente sem recorrer a medidas e testes especializados. Isso porque, durante a ovulação, o muco vaginal aumenta bastante. A mulher poderá sentir a calcinha molhada, inclusive.

Neste período a secreção tem aparência de clara de ovo, é bem pegajosa, forma um fio quando se pega com os dois dedos e não tem cheiro e nem cor. Se quer engravidar, esse é o melhor momento de fazer sexo, pois esse muco irá durar de 3 a 4 dias.

2. DORES (PONTADINHAS ABDOMINAIS)

Geralmente, os ovários se revezam a cada ovulação. Por isso, é normal sentir dor em um dos lados da barriga, referente ao órgão que está trabalhando naquele período. A Dra. Fernanda Rodrigues, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, explicou no site do grupo que como a ovulação é o rompimento do folículo (bolsinha com líquido) para a liberação do óvulo. Na maioria das mulheres, este momento causa um desconforto abdominal.  Assim, um dos sintomas de ovulação. Seria uma espécie de cólica fraquinha.

Essa dor, decerto pode ser  dor do lado esquerdo da barriga ou dor do lado direito da barriga.

3. SANGRAMENTO

Apesar de não acontecer com todas as mulheres, muitas liberam a secreção vaginal tipo clara de ovo com algumas estrias de sangue. Isso é normal e ocorre devido ao extravazamento do conteúdo intrafolicular. Ou seja, a saída do óvulo de dentro do folículo pode vir acompanhado de um pequeno sangramento local, outro dos sinais  para saber se está ovulando.

Algumas vezes o sangramento é maior e o líquido com sangue pode se misturar ao corrimento vaginal. Ótimo momento para intensificar o sexo, pois ele indica que o óvulo já foi desprendido do folículo e está a caminho do útero.

4. TEMPERATURA

Outra forma clássica que um dos sintomas de ovulação, é o aumento da temperatura basal. Isso acontece porque o corpo está passando por um período diferenciado e a temperatura interna sofre um aumento de pelo menos 1° C. Para usar esse método é preciso medir a temperatura todos os dias antes de levantar da cama.

Assim, quando observar que ele aumentou pelo menos um grau, é o indicativo que a ovulação pode estar acontecendo. Ótimo momento para encomendar um bebê para a cegonha.

OUTROS SINAIS SUTIS:

  • Intensidade do olfato. Seu olfato pode ficar mais sensível quando você está ovulando
  • Sensibilidade nos seios. A sensibilidade mamária ou senção de peso também pode ser outro sinal de ovulação.
  • Dor pélvica. Algumas mulheres podem sentir a oculação como uma dor leve no baixo-ventre, mas somente de um lado.
  • Alterações na libido. Normalmente as mulheres sentem mais desejo sexual enquanto estão ovulando.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO PELO MUCO

Como já dito, a secreção vaginal muda durante a ovulação. Isso acontece porque, à medida que você se aproxima da ovulação, seu corpo produz mais estrogênio.  

Isso torna o muco cervical mais elástico e claro, como clara de ovo, para facilitar que o espermatozoide possa nadar até o óvulo liberado durante a ovulação.

A quantidade de muco cervical e a textura pode variar de mulher para mulher. Então, para testar a ovulação, insira um dedo limpo na vagina, remova um pouco do muco e depois estique a secreção entre o polegar e o dedo. Se é pegajoso e elástico ou muito molhado e escorregadio, isso é um sinal de que você está ovulando.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO DURANTE A AMAMENTAÇÃO?

Bem, se você está planejando amamentar exclusivamente, ou seja, o bebê não terá outra fonte de nutrição, você provavelmente não irá ovular durante esse período. Mas sempre há exceções, então você não pode depender da amamentação como meio de controle de natalidade, pois pode ter surpresas.

E uma vez que o bebê é introduzido a outros alimentos, mesmo que seja uma única mamadeira por dia, a ovulação provavelmente irá retornar e então, você precisa saber se está ovulando ou não.

Então, mesmo que esteja amamentando, faça uso de métodos contraceptivos, de acordo com a orientação médica, a menos que você queira dar ao bebê um novo irmão ou irmã!

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO TOMANDO ANTICONCEPCIONAL

Há, na verdade três situações em que a mulher saudável não ovula, são elas:

  1. Se estiver grávida
  2. Se passou pela menopausa
  3. Se faz uso regular de anticoncepcional

Sendo assim, se você faz uso de anticoncepcionais hormonais, como a pílula e o intradérmico, você não terá período fértil, portanto, na ovula. Um estudo publicado no American Journal Manager Care [2], os anticoncepcionais liberam hormônios que evitam que a mulher ovule. Contudo, o esquecimento de uma pílula que seja, pode alterar as coisas e o ovário liberar o óvulo.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO SE MINHA MENSTRUAÇÃO É IRREGULAR?

Se você está tem seus ciclos menstruais irregulares ou curtos (menos de 21 dias) ou longos (mais de 35 dias), a recomendação é que você seja avaliada pelo seu médico. Isso irá descartar quaisquer condições médicas que possam estar causando esses ciclos irregulares. Contudo, de fato saber se está ovulando com ciclos irregulares pode ser mais difícil do que as mulheres com ciclos normais.

Mas, tenha em mente que a ovulação ocorre 14 dias antes do início da menstruação, portanto, mesmo com períodos irregulares, você ainda pode engravidar em algum momento do ciclo. Para não engravidar, procure evitar essa fase, ou usar preservativos para a atividade sexual.

CONCLUSÃO

Em resumo, a ovulação é a fase em que o óvulo é liberado e caminha pelas tubas uterinas até o útero. Se a mulher tem relações sexuais sem proteção durante essa fase, é possível que o espermatozoide alcance o óvulo e ela engravide. Para saber se está ovulando, observe a temperatura basal, o muco cervical, dores pélvicas leves e outros sinais. Mulheres que fazem uso de métodos contraceptivos hormonais, normalmente, não ovulam.

Para evitar a gravidez, evite atividade sexual durante os dias da ovulação.

ARTIGOS MÉDICOS-CIENTÍFICOS: THE LANCET [1] AMERICAN JOURNAL MANAGER CARE [2]

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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TSH Ultra Sensível: O que é? Por que o médico pede? Veja a importância deste exame na sua vida

Publicado em 25/02/2019 às 09h17

O TSH ultra sensível é um tipo de exame de sangue capaz de detectar o mínimo possível do do hormônio TSH no sangue. Assim, esse exame de sangue para dosagem do TSH, não é tão comum quanto exame de sangue de hemograma. Mas, deveria ser.

Este exame é indispensável, principalmente para pessoas com 40 anos ou mais. Sua função é avaliar a saúde da tireoide, uma glândula que fica no meio do cérebro. Ela controla o funcionamento de várias funções do organismo.

Mas quando o médico pede o exame de TSH, fica a dúvida: o que é? O que significa TSH alto e TSH baixo? Qual a importância deste exame?

Se o médico passou este exame para você, ele desconfia de que sua tireoide não anda trabalhando bem. Mas, se você já tem 38 anos ou mais, é comum que os médicos já iniciem um monitoramento da sua tireoide. A princípio não há motivos para preocupação.

O fato é que ultimamente, uma grande quantidade de pessoas sem qualquer sintoma de alterações na tireoide, tem descoberto terem hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Assim, tem se tornado rotina, que os médicos peçam o exame de TSH ultra sensível em pacientes com mais de 40 anos.

O QUE É TSH?

De acordo com o endocrinologista Dr. Marcello Bronstein [2], o TSH, sigla para Hormônio Estimulador da Tireoide, é um hormônio fabricado pela hipófise. Este hormônio tem um poder importante no organismo.

É ele que controla o funcionamento de várias glândulas, entre elas os testículos, os ovários, as adrenais e a tireoide. “Existe um sincronismo entre a produção de TSH e a tireoide semelhante ao funcionamento do termostato da geladeira, que liga e desliga automaticamente de acordo com a flutuação da temperatura interna do aparelho”, disse o médico.

Certamente, as doenças de tireoide ocorrem, principalmente, nas mulheres. Há uma proporção de cinco, seis ou sete mulheres para cada homem. De acordo com Dr. Bronstein, o TSH ultra sensível deve ser feito rotineiramente após os 40 anos.

Isso porque, em casos de hipotireiodismo, a pessoa pode apresentar sintomas como: cansaço e adinamia (falta de iniciativa). Por isso, normalmente, são diagnosticadas com depressão.

TSH ULTRA SENSÍVEL, O QUE É?

De acordo com a endocrinologista  Dra. Natália Lobo [1], as disfunções da glândula tireoide são comuns. Muitas vezes essas alterações na função tireoidiana podem ser transitórias, subclínicas ou associadas ao uso de alguma outra medicação.

Uma avaliação cuidadosa deve ser feita na procura da causa dessa alteração e avaliada a necessidade de tratamento direcionado a doença tireoidiana.

Assim, o exame de TSH ultra sensível é o método de diagnóstico mais avançado que consegue detectar quantidades mínimas de TSH no sangue. Esse, ao contrário do exame comum, pode “enxergar” taxas imperceptíveis do hormônio.

O método de diagnostico utilizado nos laboratórios é bastante sensível e específico. Dessa forma, a maioria dos médicos já sugerem esse tipo de exame de TSH ultra sensível como rotina.

O TSH ultra sensível é feito a partir de uma pequena amostra de sangue, que deve ser coletada em jejum de pelo menos 4 horas. Contudo, alguns laboratórios não exigem o jejum para este exame.

Ao mesmo tempo, o  melhor horário para fazer esse exame é pela manhã, já que a concentração de TSH no sangue varia ao longo do dia. É indispensável relatar ao laboratorista o uso de medicamentos, especialmente aqueles para tireoide, como a Levotiroxina, já que pode interferir no resultado do exame.

QUANDO O TSH ESTÁ ALTERADO?

Qualquer resultado na qual o exame sai dos parâmetros normais de acordo com a idade, sexo, peso é considerado alterado. Assim o TSH pode vir elevado, o que indicaria uma baixa produção de T3 e T4 pela tireoide.

Da mesma forma, quando o TSH no sangue é baixo, pode significar uma alta produção de T3 e T4 pela tireoide.

O QUE PODE SIGNIFICAR OS RESULTADOS

TSH ALTO

Indica que a tireoide não está produzindo hormônio suficiente, e por isso a hipófise, tenta compensar isso aumentando os níveis de TSH no sangue para que a tireoide exerça sua função de forma adequada.

Alguns medicamentos como propranolol e furosemida, podem também aumentar a concentração de TSH no sangue. Além disso, um tumor hipofisário pode levar a produção excessiva de TSH.

Dessa forma, um TSH alto, indicaria um hipotireoidismo primário. Mas também podem ser casos de tiroidite de Hashimoto (tireoidite autoimune), tireoidite sub-aguda e, muito raramente, secreção inapropriada de TSH (tumores hipofisários produtores de TSH).

Se o seu TSH está alto, é possível que você esteja sentindo os seguintes sintomas de hipotireodismo:

  • cansaço
  • aumento de peso
  • prisão de ventre,
  • sensação de frio
  • aumento de pelos na face
  • dificuldade de concentração
  • pele seca
  • cabelos e unhas frágeis e quebradiças

TSH BAIXO

Indica que a tireoide está produzindo hormônios de forma excessiva, aumentado estes valores, e por isso a hipófise diminui a liberação do TSH para tentar regular a função da tireoide. Indica hipertireoidismo.

Assim, medicamentos como aspirina, corticoides, heparina, fenclofenaco, e outros podem deixar o TSH baixo. Da mesma forma, o tumor da hipófise pode reduzir o TSH no sangue.

Essa alteração pode ocorrer pela utilização de doses excessivas de hormônio tireoidiano (em pacientes em tratamento do hipotiroidismo), alguma fase transitória da tireoidite e, muito menos frequente, lesões na hipófise que levem a uma queda na síntese do hormônio TSH.  Os sintomas de quando o TSH está baixo são:

  • agitação
  • palpitação cardíaca e taquicardia
  • insônia
  • perda de peso
  • nervosismo e irritação
  • intolerância ao calor
  • tremores
  • e, por fim, diminuição da massa muscular

QUAL O RESULTADO NORMAL DO TSH ULTRA SENSÍVEL?

Os valores de referência de TSH normal, frequentemente aceitos estão entre 0,5 e 5,0 µUI/mL. Contudo, tais valores podem variar em função do método utilizado pelo laboratório. Por isso, somente o médico que solicitou a coleta do exame pode interpretar corretamente os resultados obtidos.

Ao mesmo tempo, normalmente, o próprio laboratório disponibiliza junto ao resultado do exame de TSH ultra sensível os valores normais de acordo com o método utilizado. Assim, você poderá saber se está alterado ou não, através dessa referência.

O QUE É  TSH SUPRIMIDO?

Nos casos de hipertireoidismo, o TSH considerado suprimido porque o excesso de hormônios de tireoide inibe o funcionamento da hipófise. Os sintomas são opostos aos do hipotireodismo.

A pessoa fica nervosa e irritadiça, dorme pouco, tem taquicardia, seu coração bate rápido. Como apresenta intolerância ao calor, numa sala em que todos estão com frio, ela transpira muito.

CONCLUSÃO

O exame de TSH ultra sensível serve para medir a quantidade desse hormônio no sangue. Quando o valor está baixo demais, indica que a pessoa pode ter Hipertireoidismo. Ao mesmo tempo, quando os valores ultrapassam a normalidade, indica hipotireoidismo.

Os sintomas das duas doenças são opostos: enquanto o hipotireoidismo (TSH alto) deixa a pessoa cansada e com ganho de peso, o hipertireoidismo (TSH baixo) causa agitação, irritação e perda de peso.

OPINIÃO MÉDICA: DRA. NATÁLIA LOBO [1]   DR. MARCELLO BRONSTEIN [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Males físicos e psicológicos podem atingir sobreviventes e moradores de Brumadinho

Publicado em 06/02/2019 às 15h39

Contaminação dos rejeitos pode afetar a saúde de sobreviventes e moradores como ocorreu em Mariana. São doenças variadas, como problemas respiratórios, infecciosos e mentais

Como se não bastasse toda a dor da perda, os atingidos pela tragédia do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terão de lidar com problemas de saúde e doenças das mais variadas, físicas e psíquicas. O impacto da contaminação dos rejeitos sobre a população acarretará mazelas respiratórias, intoxicações, afecções de pele, doenças mentais e comportamentais, doenças infecciosas e muito mais. Enfermidades que os moradores e sobreviventes do desastre de Mariana enfrentam desde novembro de 2015.
Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo Vormittag, médica patologista clínica e microbiologista com doutorado em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista em gestão de sustentabilidade pela Faculdade de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) e em gestão de políticas em saúde informadas por evidências pelo Ministério de Saúde e Hospital Sírio-Libanês, alerta que “os efeitos da saúde vão além de doença, as consequências são irreparáveis”.

Idealizadora e diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em março de 2017, Evangelina foi uma das autoras do estudo “Avaliação dos riscos em saúde da população afetada pelo desastre de Mariana”, a partir de iniciativa da sociedade civil com gestão de recursos do Greenpeace. O foco dos pesquisadores foi o município de Barra Longa, o segundo alcançado pela lama tóxica da Barragem do Fundão, cuja população representa uma das mais expostas aos riscos da degradação ambiental. O estudo teve como objetivo identificar a saúde física, mental e social, além do atendimento das suas necessidades. Foram 507 entrevistas com os moradores residentes nas áreas urbana e rural, dos quais 37% confirmaram saúde pior do que antes do desastre.

Entre os problemas de saúde relatados, 40,5% são respiratórios, 15,8% doenças de pele e tecido subcutâneo, 11% transtornos mentais e comportamentais, 6,8% doenças infecciosas, 6,3% doenças do olhos e 3,1% problemas do aparelho digestório. Outras enfermidades, 16,5%. Em relação às crianças de até 13 anos, 60% queixaram de doenças respiratórias.
A saúde dos atingidos pelo desastre de barragem está comprometida de diversas formas e para o resto da vida. Terão de lidar com vetores de doenças como dengue, chikungunya, zika vírus, esquistossomose, Chagas, leishmaniose e problemas com animais peçonhentos deslocados do seu habitat. Em Brumadinho, já foi confirmada a contaminação do Rio Paraopeba pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Copasa. Foram verificadas concentrações de chumbo e mercúrio 21 vezes maior do que o limite permitido pelas normas ambientais. Também foram constatadas a presença no manancial de outros metais, como níquel, cádmio e zinco, acima dos valores que podem ser tolerados, apresentando riscos à saúde humana e animal”.

Evangelina Vormittag alerta que para tratar as pessoas afetadas a medida esperada é afastá-las do local. Para a médica, “em Brumadinho, a primeira atuação deve ser assistência à saúde”. “A omissão, vivida em Barra Longa, é desesperadora e não pode se repetir. É preciso que saibam que o adoecimento tem fases. A primeira, que dura de dias a um mês, a que vive Brumadinho agora, é a de lesões, acidentes, fraturas e mortes. A segunda, de dois a seis meses, chamada de recuperação, é a das doenças infecciosas, crônicas, pressão alta, descontrole do diabetes, doenças psicológicas e mentais, o acúmulo de lixo com a proliferação do mosquito. E a última fase, a da reconstrução, é a da intoxicação (gravíssima), derrame cerebral, que pode durar anos e piorar.” Ela lembra os desastres de Chernobil, ocorrido em 1986, na Ucrânia, que na época fazia parte da então União Soviética; e Fukushima, no Japão, em 2011. Com consequências para a saúde dos afetados até hoje.



DISTÚRBIOS PÓS-TRAUMÁTICOS 

A médica patologista clínica alerta que “o desastre em Brumadinho não é natural, é tecnológico, ou seja, há um culpado”. “Nesse caso, o risco é que a comunidade não se organiza bem e as decisões são morosas. Quando o desastre é químico, envolve toxicidade, as pessoas ficam inseguras, estigmatizadas, receosas e a saúde mental é a mais afetada, há maior propensão dos distúrbios pós-traumáticos e aumento do risco de suicídio”, explica. Por isso, Evangelina Vormittag avisa, é preciso que “imediatamente ocorra a assistência, o reparo e o resgate dessa população com acesso a psicólogos e assistentes sociais. Nesse primeiro momento, não é necessário médico psiquiatra.”

Fonte: www.em.com.br

 

 

Categoria: Ciência, Meio Ambiente, Saúde
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O que é tricomoníase? Quais são os sintomas e como pega?

Publicado em 06/02/2019 às 15h24

O que é tricomoníase? A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis que ataca o colo do útero, a vagina e a uretra. Acredita-se que 80% das pessoas com a doença não tenham sintomas. Contudo, quando ocorrem os primeiros sinais são coceira e ardência vaginal.

Embora poucos saibam, tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível. Aliás, mesmo que, normalmente seja a mulher a interessada em saber o que é tricomoníase, os homens também podem desenvolver a infecção. Nas mulheres, o organismo causa uma infecção na vagina , na uretra ou em ambos. No entanto, nos homens, a infecção só acontece na uretra. Uma vez que a infecção começa, ela pode ser facilmente transmitida através do contato genital desprotegido.

Assim, sua transmissão ocorre por meio das relações sexuais ou contato íntimo com secreções de uma pessoa contaminada. Pode ser transmitida por mulher/homem e mulher/mulher. Em geral, afeta mais as mulheres. No entanto, é necessário que o companheiro (a) também faça o tratamento recomendado pelo médico.

 Uma publicação da Johns Hopkins Medicine [2] mostrou que mulheres com mais de 40 anos têm o dobro de chances de serem infectadas. Contudo, o grupo de risco são pessoas que:

  • Tem múltiplos parceiros sexuais
  • Tem uma história de outras DSTs
  • Teve infecções prévias por tricomoníase
  • Faz sexo sem camisinha

Atenção: Além de saber o que é tricomoníase, é importante entender que a doença não se espalha através do contato físico normal, como abraçar, beijar, compartilhar pratos ou sentar-se em um assento de toalete. Além disso, não pode ser transmitido através de contato sexual que não envolva os genitais.

 QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA TRICOMONÍASE?

Estranhamente, a tricomoníase, geralmente, não apresenta sintomas. Uma publicação da Clinical Infectious Diseases [1] revelou que 85% das mulheres que pegam o protozoário não apresentam qualquer sintoma. Contudo, quando os sintomas ocorrem, eles geralmente começam de cinco a 28 dias depois da infecção. Mesmo assim, em algumas pessoas o processo pode levar muito mais tempo. Os sintomas mais comuns entre as mulheres são:

  • Corrimento amarelo, mas que também pode ser branco, cinza ou esverdeado, e geralmente espumoso
  • Corrimento com mau cheiro
  • Sangramento vaginal fraco
  • Coceira e ardência vaginal
  • Genitais vermelhos e inchados
  • Desejo frequente de urinar e dor durante a micção
  • Dor na relação sexual

Para os homens, os sintomas são poucos, porém, intensos:

  • corrimento na uretra
  • Queimação enquanto urina ou após ejacular
  • vontade de urinar com frequência

POR QUE OCORRE COCEIRA E ARDÊNCIA NA VAGINA?

Trichomonas vaginalis é um parasita que só infecta o ser humano; costuma viver na vagina ou na uretra, mas pode também ser encontrado em outras partes do sistema geniturinário. Por viver principalmente na parte interna da vagina, essa doença causa microlesões e dores, e pode até levar ao desenvolvimento de outras DSTs. Um dos primeiros sintomas da tricomoníase é a coceira na vagina e a ardência ao urinar. Se não for tratada a mulher poderá ter um corrimento amarelo ou esverdeado e corrimento com mau cheiro. Além disso, dores durante o sexo, culminado com dor na barriga.

Nos homens a tricomoníase raramente apresentam sintomas e geralmente, eles nem sabem que estão infectados. Entretanto, em casos que a infecção alcança um nível elevado, podem passar a sentir irritação na parte interna do pênis, um leve corrimento e ardor ao urinar ou ejacular.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico para coceira vaginal consiste em um exame pélvico mostra manchas vermelhas na parede vaginal ou colo do útero. Em seguida, utiliza-se o exame do conteúdo vaginal ao microscópio, de fácil interpretação e realização. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica. Em seguida, observa-se ao microscópio, buscando o parasita flagelado. Vários deles, decerto, estarão movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos. O achado de T. vaginalis impõe o tratamento da pessoa e também do seu parceiro ou parceira sexual, já que se trata de uma DST. Além disso, o médico pode pedir exames de sangue, como hemograma completo e exame de urina. A coceira na vagina e a ardência ao urinar só irá parar com o tratamento.

COMO A TRICOMONÍASE É TRATADA?

A tricomoníase pode ser curada com antibióticos. O médico pode recomendar metronidazol (Flagyl) ou tinidazol (Tindamax). É importante, contudo, não beber álcool nas primeiras 24 horas após tomar metronidazol ou nas primeiras 72 horas após tomar tinidazol. Pode causar náuseas e vômitos graves.

Outra atitude importante é cuidar para que seus parceiros sexuais examinados e que tomem a medicação. Não ter os sintomas não significa que eles não tenham a infecção. Ao mesmo tempo, é preciso evitar contato sexual por uma semana após todos os parceiros terem sido tratados. Logo no início do tratamento a coceira na vagina e o corrimento com mau cheiro devem parar completamente.

ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: CLINICAL INFECTIOUS DISEASES [1]  JOHNS HOPKINS MEDICINE [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

 

Categoria: Ciência, Saúde
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Sintomas da menopausa precoce: tudo sobre menopausa antes dos 45 anos

Publicado em 04/02/2019 às 16h18

Os sintomas da menopausa precoce são basicamente os mesmos que a menopausa em idade normal. À medida que as mulheres envelhecem, o organismo produz menos estrogênio e progesterona, os principais hormônios envolvidos na reprodução feminina. Então, quando esses hormônios atingem um nível baixo o suficiente, a mulher irá interromper o ciclo menstrual.

A menopausa começa, oficialmente, 12 meses após a última menstruação. Assim, para a maioria das mulheres a menopausa começa entre 45 e 55 anos. Contudo, em média a idade é 51 anos. Mas para algumas mulheres, a menopausa pode chegar cedo.

Sendo assim, os médicos consideram que quando a mulher deixa de menstruar entre 35 e 45 anos, pode estar passando pelos sintomas da menopausa precoce.

MENOPAUSA PRECOCE OU PREMATURA?

Há uma grande dúvida, sobretudo das mulheres, entre menopausa precoce  e prematura. A definição do estudo publicado na Annals Of Medicine Health Science Research [1] a menopausa precoce é a que começa entre as idades de 40 e 45 anos. Ao mesmo tempo, a menopausa prematura começa ainda mais cedo, antes dos 40 anos e atinge menos de 1% das mulheres. Por isso, muitos médicos agora se referem à menopausa prematura como “insuficiência ovariana prematura” ou “insuficiência ovariana primária”. Esses termos, decerto, reduzem parte do estigma para mulheres mais jovens que passam pela menopausa.

SINTOMAS DA MENOPAUSA PRECOCE

Como já dito, os sintomas da menopausa precoce são semelhantes à menopausa normal, na qual podemos citar:

  • menstruação atrasada ou irregular
  • ausência de menstruação ( amenorreia )
  • ondas de calor
  • suor noturno
  • secura vaginal
  • mau humor e lapsos de memória
  • por fim, diminuição do desejo sexual

Assim, quando a mulher tem a menstruação atrasada por três ou mais meses, deve consultar seu médico. Existem na verdade, mais motivos para atrasar ou parar a menstruação, como por exemplo:

  • estresse
  • gravidez
  • doença
  • obesidade
  • mudança na dieta ou exercício
  • resposta a um medicamento ou anticoncepcional
  • por fim, distúrbios na tireoide

Os baixos níveis de estrogênio associados a períodos perdidos podem levar à perda óssea. Por isso, é importante acompanhar sempre os períodos para saber quando estão regulares ou não. De qualquer forma, o tratamento precoce pode ajudar a prevenir danos nos ossos.

O QUE CAUSA MENOPAUSA PRECOCE?

A menopausa precoce ou prematura pode ocorrer por folículo danificado ou com disfunção. Quando isso ocorre, os óvulos não amadurecem ou não são liberados, fazendo com que a menstruação pare. Contudo, esses processos são naturais quando ocorrem na idade acima dos 45 anos. Se ocorrerem precocemente, um especialista deve investigar as causas, por exemplo:

  • Idade. Os riscos da menopausa precoce aumentam após os 35 anos.
  • História de família. Quando há mulheres na família que têm uma história de menopausa precoce ou prematura.
  • Distúrbios genéticos. Ter cromossomos ou genes anormais, como ocorre na síndrome de Turner ou na síndrome do X-frágil .
  • A exposição a medicamentos quimioterápicos e radioterapia no tratamento de câncer.
  • Condições auto-imunes. Quando o sistema imunológico ataca erroneamente os órgãos produtores de hormônios.
  • Infecção. Ter certas infecções, como o vírus da caxumba.
  • Procedimentos para remover os ovários  ou útero podem causar menopausa precoce.

COMO É O DIAGNÓSTICO?

  • O médico perguntará sobre sua história de exposição a toxinas, como quimioterapia e radioterapia
  • Realizará um exame físico (incluindo um exame pélvico)
  • Realizará um teste de gravidez
  • Exames de sangue para certos hormônios, incluindo: hormônio folículo-estimulante (FSH) , estradiol , prolactina e hormônio anti-Mülleriano (AMH)
  • Por fim, pode pedir um teste de DNA para ver se há genes causando os sintomas da menopausa precoce.

QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES?

Os sintomas da menopausa precoce podem aumentar a chance de desenvolver outras condições. Esses incluem:

  • Infertilidade. A maioria das mulheres que passam pela menopausa precoce ou prematura não consegue engravidar.
  • Estresse, ansiedade e depressão. Essas mudanças de humor geralmente são sintomas da menopausa precoce.
  • Perda óssea (osteoporose ): A osteoporose é causada por baixos níveis de estrogênio e deixa maiores riscos de fraturas ósseas.
  • Doença cardíaca. A doença cardíaca também pode resultar de baixos níveis de estrogênio.

QUAIS SÃO AS OPÇÕES DE TRATAMENTO?

Geralmente, os médicos decidem o tratamento baseado nos sintomas da menopausa precoce de cada mulher, individualmente. Assim, o tratamento de uma, não necessariamente, o mesmo que outra. Alguns tratamentos comuns para a menopausa precoce são:

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

O estrogênio e progesterona suplementar podem ajudar a substituir alguns dos hormônios reprodutivos que o corpo não é mais capaz de produzir. Além disso, esse tratamento também ajuda a prevenir a perda óssea e apoia a saúde do coração.

CÁLCIO SUPLEMENTAR E VITAMINA D

Cálcio e vitamina D suplementares podem ajudar a prevenir a osteoporose naquelas mulheres que não estão recebendo o suficiente desses nutrientes da alimentação. Assim, mulheres com idades entre 19 e 50 anos devem receber 1.000 miligramas de cálcio por dia através de alimentos ou suplementos. AO mesmo tempo, mulheres com mais de 51 anos devem receber 1.200 miligramas por dia.

Uma publicação da National Institutes of Health  [2], a quantidade diária recomendada de vitamina D é de cerca de 600-800 UI por dia através de alimentos ou suplementos.

ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM A INFERTILIDADE

Algumas mulheres com menopausa prematura ainda podem engravidar sem qualquer tratamento. Assim, quando a mulher quer ter filhos e não conseguem por estarem com sintomas da menopausa precoce, devem considerar a fertilização in vitro com o uso de óvulos de doadores ou a adoção.

ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: ANNALS OF MEDICINE HEALTH SCIENCE RESEARCH [1]  NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH  [2]

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Como fazer aromaterapia para diminuir a ansiedade

Publicado em 04/02/2019 às 16h09

A aromaterapia é uma das formas naturais mais eficazes para reduzir o estresse e a ansiedade, mesmo em pessoas que sofrem com transtorno de ansiedade. No entanto, a aromaterapia também pode ser usada no dia-a-dia antes de situações mais estressantes, como prestar uma prova, ir em uma entrevista de emprego ou fazer um discurso importante.

Já nos casos mais graves, em que a ansiedade surge frequentemente sem razão aparente, além da aromaterapia também é necessário consultar um psicólogo para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado. 

Como usar o óleo essencial

A melhor via para utilização do óleo essencial é a inalação, pois dessa forma as moléculas do óleo conseguem chegar rapidamente até ao cérebro, causando alterações rápidas nas emoções. Para fazer corretamente essa inalação é aconselhado respirar o óleo essencial diretamente do frasco.

Assim, deve-se abrir a tampa, encostar o frasco perto do nariz e inspirar profundamente, depois manter o ar dentro dos pulmões por 2 a 3 segundos e depois liberar novamente o ar. Inicialmente, deve-se fazer 3 inalações seguidas várias vezes ao dia, mas ao longo do tempo deve-se ir aumentando para 5 ou 7 inalações.

O ideal é sempre utilizar óleos essenciais biológicos, pois têm menos risco de conter toxinas ou qualquer outro tipo de contaminantes.

5 melhores óleos essenciais para ansiedade

Os óleos essenciais podem ser inalados diretamente do frasco, usados num aromatizador ou aplicados na pele. Além disso, alguns tipos de óleos também podem ser ingeridos, no entanto, essa prática só deve ser feita com a indicação de um naturopata, já que pode causar queimaduras no esôfago se não for feita com os óleos adequados.

1. Alfazema

Este é provavelmente o óleo essencial mais conhecido e utilizado para tratar a ansiedade. Isto porque alguns estudos identificaram que o óleo essencial de alfazema, ou lavanda, como também é conhecida, é capaz de reduzir os níveis de cortisol, um hormônio responsável pela sensação de estresse.

Além disso, tem ação protetora do sistema cardiovascular e ajuda a restaurar a paz interior, diminuindo a irritabilidade, ataques de pânico e a inquietação.

2. Bergamota

A bergamota faz parte da família do cítricos e, por isso, possui um aroma revitalizante que reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca, balanceando a atividade nervosa e diminuindo o estresse. Em alguns estudos, a bergamota demonstrou ser capaz de diminuir os níveis de glicocorticoides no organismo, hormônios que são responsáveis pelo aumento da ansiedade e do estresse.

3. Nardo

O óleo essencial de Nardo, conhecido cientificamente como Nardostachys jatamansi, tem excelentes propriedades relaxantes, ansiolíticas e antidepressivas que permitem aliviar casos de ansiedade persistente e variações emocionais frequentes. É um tipo de óleo que ajuda a libertas as causas mais profundas de ansiedade e que cria uma sensação de paz interior.

4. Ilangue-ilangue

O Ilangue-ilangue é uma planta que possui um aroma revitalizante que, além de acalmar e melhorar a disposição, estimula sentimentos de coragem e otimismo. Este óleo essencial, quando utilizado frequentemente também reduz a ação do cortisol no corpo.

5. Patchouli

O patchouli é o óleo essencial ideal para pessoas que sofrem com excesso de trabalho e ansiedade crônica, pois tem ação calmante, ansiolítica e antidepressiva.

Onde comprar os óleos essenciais

Os óleos essenciais normalmente podem ser comprados em lojas de produtos naturais e, até, em algumas drogarias. No entanto, sempre que possível é aconselhado consultar o vendedor para pedir óleos essenciais de origem biológica que, embora sejam mais caros, trazem menos riscos para a saúde, por não possuírem toxinas que possam ser inaladas.

Além disso, o preço de cada óleo essencial pode variar bastante de acordo com a planta que é utilizada na sua preparação. Algumas marcas de óleos essenciais que têm produtos biológicos são a Florame ou Folha D'Água, por exemplo.

Fonte: Tua Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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O que é água boricada, para que serve e como usar?

Publicado em 01/02/2019 às 15h51

O QUE É ÁGUA BORICADA?

Saber o que é água boricada é uma dúvida recorrente, uma vez que, há muitos sites oferecendo receitas com esse produto. Trata-se, então, de uma solução preparada com 3% de Ácido bórico (H3BO3), que vem do elemento químico boro. Algumas preparações de ácido bórico podem causar irritação da pele e podem até mesmo ser tóxicas se ingeridas.

Sendo assim, pode parecer uma substância química perigosa, mas o ácido bórico possui uma gama de usos tanto na área de saúde tratando infecções fúngicas, como em preparações em produtos caseiros de limpeza. Você pode encontrar ácido bórico em:

  • Produtos químicos de revelação fotográfica
  • Produtos para controle de baratas
  • Alguns produtos para lavagem dos olhos

 Perigo no manuseio do ácido bórico: O ácido bórico é um pó branco e cristalino, que é um componente de certos minerais e águas vulcânicas ou fontes termais. Contudo, seu manuseio deve ser evitado, sobretudo sem equipamentos de proteção. Embora o composto seja popular, ele é tóxico se ingerido. Por isso, é importante evitá-lo em casas com animais de estimação e crianças.

PARA QUE SERVE ÁGUA BORICADA?

Além de entender o que é água boricada, muita gente quer saber para que serve essa solução. A água boricada é um produto do ácido bórico. Uma preparação muito fraca com pouquíssimo do ácido, apenas 3%, às vezes menos. Então, esse componente confere propriedades antissépticas para uso tópico. Contudo, a água boricada não deve ser ingerida em hipótese alguma, pois pode causar intoxicação.

Mesmo assim, a água boricada é indicada para uma série de problemas como fungos vaginais e limpeza ocular. É importante que sua leitura não pare aqui e que todas as considerações sejam levadas em conta.

1- MICOSE VAGINAL

O ácido bórico está presente em algumas fórmulas de medicamentos intravaginais contra fungo. Um estudo publicado no Disease Control and Prevention [1] analisou os tratamentos disponíveis para doenças sexualmente transmissíveis. Os  autores constataram que as cápsula de gelatina intravaginais contendo ácido bórico eliminaram o fungo Candida albicans, causador da candidíase em 70% dos casos.

Ao mesmo tempo, uma publicação na revista Diabetes Care [2] descobriu que os supositórios vaginais contendo ácido bórico eram mais eficazes contra os sintomas da candidíase  em mulheres diabéticas do que a medicação oral comum.

Aliás, o banho de assento Lucretin [bula] da Farmasa, por exemplo, contém ácido bórico como principal princípio ativo. Além de explicar o que é água boricada e ácido bórico, a bula indica o uso para vulvovaginites, tricomoníase, candidíase, leucorreias e pós-operatório ginecológico.

Embora não tenhamos encontrado um estudo científico comprovando a eficácia, ao que parece fazer banho de assento com água boricada pode funcionar bem contra micose vaginal.

2- LAVAGEM DOS OLHOS

Um estudo publicado no periódico Clinics [3] por médicos brasileiros revelou que as lavagens oculares com água boricada chegam a 53% dos tratamentos caseiros relatados pelos pacientes. De fato, diversos medicamentos para limpeza ocular listam a presença de ácido bórico na sua fórmula, como o Higicler [bula] e o Colírio Legrand [bula].

Dessa forma, lavar os olhos com água boricada tem sido a preferência de muitas pessoas. Acredita-se que as propriedades antibacterianas e antifúngicas são suaves. Isso significa que ele pode ajudar a retardar ou impedir o crescimento de bactérias ou fungos no olho, sem causar problemas. Ao mesmo tempo, pode ser usado como um agente de ajuste de tonicidade para tornar as lavagens oculares mais compatíveis com o ambiente químico do olho.

Mas, nem tudo são flores. Uma publicação no Arquivos Brasileiros de Oftalmonologia [4] revelou que a aplicação incorreta da água boricada pode agravar quadros infecciosos. Os autores dizem que os frascos de água boricada podem ser veículos de transferência de micro-organismos patógenos para os olhos.

No estudo, as tampas de frascos que continham água boricada tinham bactérias da espécie Staphylococus aureus. Ao mesmo tempo, na conjuntiva do paciente foi encontrada a bactéria Morganella morganii. Ao mesmo tempo, o uso de lavagens oculares com água boricada pode ter alguns efeitos colaterais negativos, que podem incluir:

  • alterações na visão, incluindo visão turva
  • irritação e dor nos olhos
  • olhos vermelhos
  • feridas ou em torno dos olhos

4- PARONÍQUIA

Uma publicação da The Oncologist [5] estudou tratamentos alternativos para pacientes de câncer que estavam em processo de quimioterapia e radioterapia. Para paroníquia, uma infecção da pele que rodeia a unha, habitualmente causada pela levedura Candida albicans e, mais raramente, por bactérias, os autores recomendaram o uso de água boricada para lavagem do local.

OUTROS USOS DO ÁCIDO BÓRICO

O ácido bórico tem vários usos domésticos, médicos e industriais. Dessa forma, pode aparecer em produtos que vão desde garrafas de amostras de urina a tratamentos com inseticidas.

PISCINAS

Os proprietários de piscinas usam ácido bórico para manutenção. A substância, a saber, pode ajudar a estabilizar o nível de pH da água e evitar problemas com algas. Ao mesmo tempo sua utilização a quantidade de cloro na piscina. O composto pode ajudar a manter a água limpa e brilhante.

FRASCOS DE URINA

Os frascos de amostras de urina podem conter ácido bórico como conservante. O objetivo é manter a qualidade da urina até o momento da análise em laboratório. Dessa forma, evitará a ação precoce de fungos e bactérias. Inclusive, pesquisas mostram que a adição dessa substância ajuda a diminuir os resultados falso-positivos. Também preserva os glóbulos brancos na urina para análise.

MATA BARATAS

Uma das formas mais conhecidas de acabar com infestação de baratas é, justamente, usando o ácido bórico. Em uma publicação do College Of Agriculture, Food and Enviroment [6], o autor revelou que para o controle de baratas, o ácido bórico tende a ser mais eficaz. Baratas sucumbem ao ácido bórico depois de rastejar sobre superfícies tratadas. As minúsculas partículas de pó aderem ao corpo do inseto e são ingeridas quando a barata as preenche de suas pernas e antenas. O ácido bórico retém sua potência quase indefinidamente desde que o depósito de poeira permaneça seco.

Atenção: Nunca use ácido bórico internamente pela boca, em feridas abertas ou em crianças. A ingestão de ácido bórico pode ser fatal. Agora que você sabe o que é água boricada, se ingerir o produto, procure atendimento médico de emergência.

ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: DISEASE CONTROL AND PREVENTION [ 1 ] DIABETES CARE [ 2 ] CLINICS [ 3 ] ARQUIVOS BRASILEIROS DE OFTALMONOLOGIA [ 4 ] THE ONCOLOGIST [ 5 ]  COLLEGE OF AGRICULTURE, FOOD AND ENVIROMENT [ 6 

 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência
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