Ciência

Pesquisadores descobrem proteína que pode reverter surdez

Publicado em 06/08/2019 às 08h38

Pesquisadores da Johns Hopkins Medicine podem ter encontrado a chave para restaurar a audição em pessoas com surdez irreversível.

Usando ferramentas genéticas em ratos, pesquisadores da Johns Hopkins Medicine afirmaram ter identificado proteínas que controlam as células que detectam o som, conhecidas como células ciliadas, nascem no ouvido interno dos mamíferos.

Um relatório sobre as proteínas foi publicado no eLife . “Os cientistas  vêm procurando os sinais moleculares que desencadeiam a formação das células ciliadas que detectam e transmitem o som”, diz a Dra. Angelika Doetzlhofer, professora associada de neurociência da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. “Essas células ciliadas são um dos principais agentes na perda de audição, e saber mais sobre como elas se desenvolvem nos ajudará a descobrir maneiras de substituir as células ciliadas que estão danificadas.”

Para que os mamíferos possam ouvir, as vibrações sonoras viajam através de uma estrutura oca de aparência de caracol chamada cóclea.

No interior da cóclea existem dois tipos de células de detecção de som, células ciliadas internas e externas, que transmitem informações sonoras ao cérebro.

Estima-se que 90% da perda auditiva genética seja causada por problemas nas células ciliadas ou danos nos nervos auditivos que conectam as células ciliadas ao cérebro.

A surdez devido à exposição a ruídos altos ou a certas infecções virais resulta de danos nas células ciliadas.

Ao contrário de suas contrapartes em outros mamíferos e aves, as células ciliadas humanas não podem se regenerar.

Então, uma vez que as células ciliadas estão danificadas, a perda auditiva é permanente. Os cientistas sabem que o primeiro passo no nascimento de células ciliadas começa na parte mais externa da cóclea em espiral.

As células precursoras começam a se transformar em células ciliadas. Então, como os fãs de esportes realizando “a onda” em um estádio, as células precursoras ao longo da forma espiral da cóclea se transformam em células ciliadas ao longo de uma onda de transformação que pára quando atinge a parte interna da cóclea. Sabendo onde as células ciliadas começam seu desenvolvimento, Doetzlhofer e sua equipe foram em busca de pistas moleculares que estavam no lugar certo e na hora certa ao longo da espiral da cóclea.

A descoberta

Das proteínas analisadas pelos pesquisadores, o padrão de duas proteínas, Activina A e folistatina, destacou-se do resto. “Na natureza, sabíamos que a Activina A e a folistatina funcionam de maneiras opostas para regular as células”, diz Doetzlhofer. “E assim, parece, com base em nossas descobertas como no ouvido, as duas proteínas realizam um ato de equilíbrio nas células precursoras para controlar a formação ordenada de células ciliadas ao longo da espiral coclear.”

Para descobrir como exatamente a Activina A e a folistatina coordenam o desenvolvimento das células ciliadas, os pesquisadores estudaram os efeitos de cada uma das duas proteínas individualmente. “A ação da Activina A e da folistatina é tão precisamente cronometrada durante o desenvolvimento que qualquer perturbação pode afetar negativamente a organização da cóclea”, diz Doetzlhofer.

“É como construir uma casa – se a fundação não é colocada corretamente, qualquer coisa construída sobre ela é afetada”, acrescentou ela.

Os pesquisadores descobriram que altos níveis dessa proteína faziam com que as células  se dividissem com mais frequência, o que fez com que mais delas se convertessem em células ciliadas internas de maneira aleatória.

Tratamento surdez irreversível

Doetzlhofer observa que sua pesquisa em desenvolvimento de células ciliadas, embora fundamental, tem aplicações potenciais para tratar a surdez causada por células ciliadas danificadas: “Estamos interessados em como as células ciliadas evoluíram porque é uma questão biológica interessante”, diz ela.

“Mas também queremos usar esse conhecimento para melhorar ou desenvolver novas estratégias de tratamento para perda auditiva.”

Com informações do GNN

Fonte: Só Notícia Boa

Categoria: Ciência
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Lente de contato com zoom é criada por cientistas dos EUA

Publicado em 31/07/2019 às 09h24

Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA, anunciaram a criação de uma lente de contato capaz de dar zoom, de acordo com o movimento ocular. Se o usuário piscar duas vezes, seguidamente, ela aproxima a imagem que ele quer enxergar.

A nova lente é capaz de detectar sinais elétricos gerados pela movimentação dos olhos e alterar sua forma para ampliar a imagem.

Como

Os cientistas mediram os sinais eletro-oculográficos gerados quando os olhos fazem movimentos específicos – para cima, para baixo, para a esquerda, para a direita, piscam, piscam duas vezes – e criaram uma lente que responde diretamente a esses impulsos elétricos. Ela é capaz de mudar sua distância focal dependendo dos sinais gerados.

Feita de polímeros que “esticam” quando a corrente elétrica é aplicada, a lente é controlada por cinco eletrodos ao redor do olho, que agem como músculos.

Quando o polímero se torna mais convexo, ela aumenta o zoom. ‘Mesmo que seu olho não consiga ver nada, muitas pessoas ainda podem mover o globo ocular e gerar este sinal eletro-oculográfico’, explica Shengqiang Cai, coordenador da pesquisa, em entrevista ao site New Scientist.

Os criadores acreditam que no futuro, a inovação poderá ser usada em ‘próteses visuais, óculos ajustáveis e robótica operada remotamente.

Com informações de OGlobo

Fonte: Só Notícia Boa

Categoria: Ciência
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Acordar com enjoo: 6 causas mais comuns para seu enjoo matinal

Publicado em 22/04/2019 às 09h57

Acordar com enjoo é um sintoma extremamente desagradável, até porque, nessa hora, não temos nada no estômago por isso, um enjoo matinal é a pior coisa.

Caso o vômito aconteça o corpo sofre com náuseas sem conteúdo para expelir. Sempre que uma mulher, de vida sexual ativa, tem enjoos matinais, ela (e todo mundo!) pensa que é gravidez. No entanto, nem sempre a causa é essa. Há doenças importantes que levam a este sintoma e precisam ser diagnosticadas. Veja o que pode ser.

ACORDAR COM ENJOO, O QUE PODE SER?

1. GRAVIDEZ, LÓGICO

Como já dito, um dos primeiros sintomas de gravidez é o enjoo matinal, náuseas e vômitos pela manhã. Nem toda mulher tem esse sintoma, no entanto, acontece em 80% das gestações. Alguns especialistas garantem que este sintoma é provocado pelas toxinas que invadem o organismo durante o processo. Outros preferem acreditar que o deslocamento do estômago, vesícula e fígado para acomodar melhor o útero pode ser a principal causa.

Também se sabe que nesta fase, a formação do suco gástrico diminui bastante e com isso a digestão fica muito lenta, o que causaria enjoo e prisão de ventre. Assim, se você corre o risco de estar grávida, pode desconfiar deste sintoma como a chegada de um bebê. Por outro lado, o enjoo matinal fora da gravidez, pode ter outras causas.

2. LABIRINTITE

Um estudo publicado no British Medical Journal [1], diz que a labirintite se caracteriza por uma inflamação no labirinto, local responsável pelas noções de equilíbrio e percepção de posição do nosso corpo. Os sintomas clássicos da doença são: vertigens e tonturas geralmente que são relatadas. Contudo, náuseas e vômitos matinais também são um sintoma recorrente.

No caso da labirintite, a pessoa já pode acordar com enjoo todo dia, e estes sintomas podem durar o dia todo se não forem devidamente tratados. Além disso, a pessoa poderá sentir ao longo do dia coisas como perda de audição, zumbidos fortes, desequilíbrio e desorientação. Se acordou com enjoo e passou o dia com estes sintomas citados, é bem possível que seja labirintite o seu problema.

3. INTOXICAÇÃO ALIMENTAR

A intoxicação alimentar acontece quando ingerimos alimentos ou bebidas contaminadas com bactérias, parasitas e/ou vírus. Um dos primeiros sintomas é o enjoo matinal, de acordo com comunicado da NHS [3]. Caso a pessoa tenha comido o alimento contaminado a noite, a digestão aconteceu enquanto dormia e o corpo, certamente, já terá reconhecido a toxina e, já irá responder com vômitos pela manhã.

Às vezes, nem dá tempo de amanhecer, a pessoa já irá acordar com enjoo na madrugada.

4. ENXAQUECA

De acordo com Dr. Alexandre Feldman, neurologista especialista em enxaqueca, a dor de cabeça é um dos sintomas mais dramáticos de uma crise de enxaqueca, mas não é o único. Enjoo e até vômitos, hipersensibilidade à luz, barulho e cheiros, são alguns dos principais sintomas da enxaqueca, de acordo com publicação da Expert Review [2]. Diante de uma crise, é normal que a pessoa já saia da cama com enjoo matinal e dor de cabeça.

5. RESSACA

Quando ingerimos bebida alcoólica na noite anterior, é bem comum que uma ressaca nos tire da cama pela manhã. Dor de cabeça, enjoo, indisposição, vontade zero de levantar da cama são os principais sintomas. O metabolismo das mulheres é naturalmente mais lento do que o dos homens.

Por isso, a ressaca pode durar mais nas mulheres do que nos homens. Então, é comum que as mulheres acordem com enjoo matinal sem estar grávida depois da bebedeira. Enquanto isso, os homens costumam não sentir tanto. O álcool deixa o sistema gástrico irritado e ainda desequilibra o pH do sangue, deixando a pessoa mais propícia a ter enjoos.

Nestes casos, é indicado reidratar o organismo com água ou isotônicos.

6. GASTRITE

Quem sofre de gastrite pode ter suas manhãs de enjoo. Médicos dizem que a causa provável da gastrite é a fraqueza da barreira mucosa que protege a parede estomacal. Isso, certamente, permite que os sucos digestivos produzidos pelo estômago causem danos ao tecido que reveste o órgão. Essa alteração na parede do estômago pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori. 

Os sintomas da gastrite começam devagar, com características ignoradas na maioria das vezes.

  • Dor no estômago
  • Queimação
  • Barriga inchada
  • Enjoo após as refeições, e eventualmente, acordar com enjoo
  • Indigestão
  • Gases ou arrotos

ACORDAR COM ENJOO DE MADRUGADA

Se você acordou enjoado ou até vomitando, considere a possibilidade de estar com alguma intoxicação alimentar severa, uma das causas comuns de enjoo matinal. Os períodos de incubação são diferentes para cada causa de intoxicação alimentar. Algumas causas produzem sinais no espaço de 30 minutos a algumas horas, mas, geralmente, desenvolve sintomas depois das 12 – 48 horas.

Outros tipos demoram alguns dias ou até uma semana para os sintomas aparecerem.

  • Enjoo e náuseas;
  • Fraqueza no corpo todo ou cansaço;
  • Dor de cabeça constante;
  • Dor abdominal e cólicas;
  • Vômitos abruptos;
  • Diarreia (algumas vezes dando fezes com muco ou sangue);
  • Desidratação;
  • Por fim, febre;

HOMEM ACORDAR COM ENJOO

Além da gravidez, lógico, os homens não são tão suscetíveis a crise de labirintite e enxaqueca, como as mulheres. No caso da labirintite, estatisticamente, os homens com mais de 40 anos estão entre o grupo de risco. Contudo, segundo o Ministério da Saúde, de 5% a 25% das mulheres e 2% a 10% dos homens sofrem de enxaqueca.

Assim, o enjoo matinal no homem, tem a ver, na maioria das vezes com intoxicação alimentar por comida ou bebida e ressaca que levou afetou o trabalho do fígado. Ao mesmo tempo, considere os sintomas da gastrite.

ENJOO MATINAL EM JEJUM

É comum que algumas pessoas já acordem enjoadas quando estão com o estômago muito vazio. Não comer depois das 17h, por exemplo, vai resultar em um jejum bem longo de várias horas. O suco gástrico produzido, mesma em pequena escala, irrita a parede do estômago e pode causar enjoo. Por outro lado, isso não acontece com todo mundo, e, ao mesmo tempo, é possível que haja causas subjacentes acima citadas.

RESUMO

Em suma, o enjoo matinal é uma condição já conhecida pelas gestantes.

Contudo, nem sempre essa é a causa de já acordar com enjoo, pois, doenças como intoxicação alimentar, labirintite também podem resultar nesse sintoma.

No caso dos homens, é mais comum caso de intoxicação por alimentos contaminados, resseca, gastrite.Já, nas mulheres, há uma maior susceptibilidade de sofrerem de enxaqueca e labirintite. 

ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICO: BRITISH MEDICAL JOURNAL [1], EXPERT REVIEW [2] NHS [3]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Dor na Ovulação: quando é normal? Como tratar? Quais os sintomas. Saiba tudo!

Publicado em 22/04/2019 às 09h40

A dor na ovulação, também conhecida como Mittelschmerz, é uma dor geralmente em um dos lados da região inferior do abdômen da mulher durante a ovulação. Cerca de 20% das mulheres passam por esta experiência.

Ela pode ser chamada de “dor do meio do ciclo” porque justamente acontece aproximadamente na metade do ciclo menstrual, conforme afirma o estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, publicado na revista British Medical Journal [1]. Algumas mulheres apresentam a dor de forma leve a moderada, porém, algumas podem sentir dores mais intensas.

Outras apresentam as dores em todos os ciclos, embora algumas mulheres apresentem de forma aleatória. A dor da ovulação é normal, pois, a ovulação causa um pequeno sangramento no interior da cavidade abdominal.

Com isso, surge a dor súbita na região lateral do abdômen. Que pode ser em apenas um lado ou em ambos os lados ao mesmo tempo. Essa dor na ovulação aparece subitamente e pode desaparecer com alguns minutos ou horas.

Todavia, algumas mulheres podem sentir a dor durante alguns dias, por isso é bom ficar alerta aos sintomas.

SINTOMAS DE DOR NA OVULAÇÃO

Os sintomas da ovulação podem variar para cada mulher, inclusive na intensidade da dor, porém, seguem os principais:

  • Dor da ovulação no lado direito;
  • Dor da ovulação no lado esquerdo;
  • Dor no período da ovulação;
  • Pode ser leve a intensa, mas é bastante variável;
  • Pequenas fisgadas no abdômen;
  • Câimbra ou desconforto abdominal;
  • Desconforto em algum lado do abdômen. Mas pode ser nos dois lados;
  • Sangramento vaginal;
  • Enjoo e náuseas;
  • Leves pontadas no baixo ventre;
  • Aumento da temperatura;

Tudo isso são sinais da ovulação. Mas que devem ser observados com atenção.

CAUSAS DA DOR NA OVULAÇÃO

A principal causa da dor na ovulação se deve ao fato do rompimento do folículo que sai do ovário. Essa dor, que muitas vezes pode ser como uma leve pancada no abdômen, geralmente é súbita e pode aumentar com o tempo. Quando o óvulo é liberado, uma pequena quantidade de sangue e líquido também é liberada no trajeto causando irritação no peritônio, que também explica as dores no abdômen.

A dor também é causada pelo aumento de volume dos óvulos. Isso porque a cada ciclo, o estrogênio aumenta seu volume para que um óvulo esteja adequado para fecundação. A expansão dos ovários também é uma condição para causar algum desconforto em algumas mulheres.

Todavia, algumas condições ou fatores pode ser sinal de outro problema que deve ser observado:

  • Doenças sexualmente transmissíveis como a Clamídia. Na qual pode causar uma inflamação em volta das tubas uterinas;
  • Cistos nos ovários. Muitas mulheres sofrem com os cistos que são “bolsas” cheias de líquido. Elas podem se formar ao redor dos ovários ou dentro deles;
  • Gravidez ectópica. Ou seja, uma gravidez que ocorre fora da cavidade uterina. Geralmente acontece nas tubas uterinas.
  • Apendicite. Principalmente após uma cirurgia, pois, pode formar tecido cicatricial ao redor dos ovários. De acordo com o estudo científico da British Journal of Hospital Medicine [2]

 DOR NA OVULAÇÃO PODE SER ENDOMETRIOSE?

Sim! A endometriose é uma doença inflamatória que afeta os ovários, as tubas uterinas, abdômen, entre outros.

A dor pode ser confundida com essa doença por isso deve ser observada com atenção. Como a endometriose pode não apresentar nenhum sintoma, é necessário observar com atenção os sinais e sintomas durante a ovulação. Mulheres com endometriose também apresentam menstruação anormal, com muita dor, um fluxo intenso, constipação e muitas náuseas.

Também afeta a fertilidade, ou seja, com endometriose fica bem mais difícil de engravidar. Com isso, prejudica também a produção de óvulos e sua liberação pelas tubas uterinas, uma vez que essas estruturas podem ser danificadas com a doença.

QUANTO TEMPO PODE DURAR A DOR NA OVULAÇÃO?

De modo geral, a dor na ovulação pode variar entre as mulheres. Muitas vezes a dor é súbita e rápida apenas durante a ovulação.

 Algumas vezes podem durar horas e até dias com momentos mais fortes e suaves nesse período.

A dor na ovulação pode ser sinal para evitar gravidez? 

Não necessariamente, pois, a dor é normal. Porém, com intensidade e por muitos dias, é bom acompanhar.

A dor na ovulação dura quantos dias?  

Uma média geral aponta que a dor dure em torno de uma semana, não mais que isso!

Lembrando que a intensidade da dor é bastante variável, porém, dores intensas por muito tempo é recomendado procurar um médico.

O QUE TOMAR PARA DOR DA OVULAÇÃO?

Não existe um tratamento a dor da ovulação!

Até porque a dor na ovulação faz parte do processo. Porém, não significa que a mulher precise suportar todas as dores durante vários dias, claro que não!

Por isso, quando as dores são muito intensas alguns analgésicos podem ser tomados para aliviar a dor. Algumas compressas quentes no abdômen podem ajudar a diminuir a dor e deve ajudar no relaxamento.

Tomar banhos mornos também é uma forma de contribuir para diminuição da dor, principalmente deixando a água escorrer pelo ventre. Uma dica importante: nunca segure a urina!

Isso pode aumentar o desconforto e ainda causar problemas como infecção urinária.

QUEM TOMA ANTICONCEPCIONAL PODE OVULAR?

Se a mulher tomar o anticoncepcional todos os dias, no mesmo horário, sem esquecer nenhum um dia, ela não vai apresentar período fértil, portanto, não pode ovular. Isso ocorre porque os anticoncepcionais inibem a ovulação, ou seja, eles fazem os ovários “adormecerem” e com isso não conseguem produzir óvulos.

No entanto, se a mulher esquecer de tomar um comprimido, pelo menos uma única vez, ela corre um risco de engravidar, pois, os ovários podem produzir um óvulo nesse momento e ele poderá ser fecundado.

NÃO É 100% EFICAZ!

Entretanto, mesmo tomando o anticoncepcional a mulher poderá engravidar. É bem mais difícil, mas é possível!

Você deve lembrar que mesmo com o uso constante e correto do anticoncepcional, ele não é 100% eficaz, por isso em alguns casos podem ocorrer  gravidezes. Tomar algum medicamento que diminua o efeito da pílula também pode alterar sua eficácia e com isso engravidar.

Por isso, é sempre recomendado consultar um especialista para se certificar de que a combinação não afetará a eficácia do anticoncepcional. Vômitos ou diarreia até duas horas após o uso da pílula também podem afetar sua eficácia e com isso uma gravidez pode aparecer. O mais importante é tomar o anticoncepcional bem certinho. Lembrando que há 1% de chance de ocorrer a gravidez mesmo assim.

QUANTOS DIAS DEPOIS DA OVULAÇÃO POSSO ENGRAVIDAR?

A gravidez só será consolidada se a mulher estiver no seu período fértil.

Mulheres com ciclos regulares com 28 dias, a ovulação pode ocorrer 14 dias antes da menstruação. O período fértil começa 3 dias antes da ovulação e termina 3 dias após a ovulação.

Todavia, mulheres que apresentam ciclos irregulares se tornam quase impossível determinar o seu período fértil e definir com precisão o período favorável para engravidar. No entanto, no mesmo dia da ovulação é possível engravidar. Isso porque o corpo da mulher está totalmente preparado para receber uma gravidez.

É o melhor momento para conceber a fecundação.

CÓLICA MENSTRUAL X DOR NA OVULAÇÃO

Nunca confunda a cólica menstrual com a dor na ovulação!

São dores completamente diferentes com intensidades distintas e formas diferentes de acontecer.

CÓLICAS

A cólica, também chamada de dismenorreia, é um sintoma natural e comum que acompanha a menstruação. Ela é provocada quando há liberação de prostaglandinas, uma substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio. O principal sintoma é a dor no baixo ventre.

A intensidade é variável, mas pode se irradiar para as costas e membros inferiores.

Geralmente, as cólicas intensas deixam as mulheres bem irritadas e com outros sintomas como, náuseas, vômitos, dores de cabeça e nas mamas, além de inchaço. Cerca de 50% das mulheres sentem cólicas menstruais em alguma fase da vida.

Lembrando que a cólica pode ser primária, quando a sua causa é natural por causa da eliminação do endométrio, e secundária, quando há alguma alteração patológica no sistema reprodutivo, como o caso de endometriose, miomas, tumores, entre outros.

DOR DA OVULAÇÃO

Já a dor na ovulação, como já foi dito, é uma dor que ocorre quando o ovário libera o óvulo. As cólicas geralmente acontecem alguns dias antes da menstruação e pode durar alguns dias após o seu término. Enquanto a dor da ovulação pode durar apenas 24 horas, apenas durante o processo, mas isso pode se estender por alguns dias. O mais importante é observar os sintomas e entender que: a cólica menstrual antecede a menstruação e a dor na ovulação antecede a liberação do óvulo.

QUANDO DEVO PROCURAR UM MÉDICO?

Procurar um médico especialista é sempre recomendado quando se tem alguma dúvida sobre o que está acontecendo com o seu corpo. Por isso, observar os sinais e sintomas que surgem é fundamental para que seja realizado um diagnóstico preciso e eficaz.

A dor na ovulação é normal, porém, dores intensas por mais de uma semana é sinal de algo não está certo, por isso é bom consultar o médico. Além disso, nunca se automedique!

Isso também é fundamental para evitar agravamentos e problemas futuros. Tendo em vista que algumas medicações podem atrapalhar a eficácia de outras e até mesmo interferir no efeito do anticoncepcional, por isso cuidado!

Então, sentiu algo diferente por vários dias, é melhor procurar um médico, assim poderá verificar com mais clareza o que está acontecendo e ainda poderá fazer exames para um diagnóstico correto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A dor na ovulação é algo normal. Resultado da liberação do óvulo pelos ovários para que haja uma fecundação. Essa dor varia entre leve e moderada, mas pode ficar intensa em algumas mulheres. Em alguns dias ela pode cessar, caso contrário procure um médico.

Nunca se automedique e fique atenta aos sintomas!

ULTIMA ATUALIZAÇÃO 19 DE ABRIL DE 2019 – ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: BRITISH MEDICAL JOURNAL [1].BRITISH JOURNAL OF HOSPITAL MEDICINE [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

 
Categoria: Ciência, Saúde
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Fluoxetina emagrece? Estudo alerta que você pode engordar ainda mais

Publicado em 05/04/2019 às 17h50

Se falarmos que fluoxetina emagrece, fica claro que as pessoas não estão se importando muito com sua ação no organismo. Há uma busca grande por uso dessa substância com fins de emagrecimento. Na verdade, há tempos que  a fluoxetina tem sindo considerada o melhor antidepressivo para emagrecer.

Assim, fomos buscar o esclarecimento de porque você não deve usar cloridrato de fluoxetina para emagrecer. Na verdade, você pode engordar!

O QUE É FLUOXETINA?

É um antidepressivo que age no sistema nervoso atuando no cérebro e interferindo na produção e absorção de serotonina, um neurotransmissor responsável pelo nosso bom humor e sensação de bem-estar. Começar o texto com definições é, algumas vezes, muito importante.

Assim é possível ter noção do tipo de medicamento que estamos tratando. Na farmácia você pode encontrar a fluoxetina genérica (Cloridrato de fluoxetina) ou os nomes fantasia: Prozac, Fluxene, Verotina, Eufor 20, Fludac e Daforin.

POR QUE FLUOXETINA EMAGRECE?

De acordo com o Dr. Juliano Pimentel, a não ser no tratamento de bulimia nervosa ou compulsão alimentar severa, a fluoxetina não é indicada para emagrecimento.

Ou seja, ela não atua no centro da fome, como muitas pessoas pensam. O resultado que leva ao emagrecimento em muitos casos, é um efeito colateral do medicamento. O médico explica que por tirar a ansiedade e alterar o paladar e o apetite, muitos usuários acabam por perder peso, sobretudo no início do tratamento.

Por causa disso, há sempre a pergunta se a fluoxetina emagrece ou engorda.

QUANDO A FLUOXETINA ENGORDA?

O cérebro é uma máquina com várias peças ainda desconhecidas. Assim, o que funciona para uns, pode ter efeito contrário para outros. Por isso, não dá para definir exatamente se a fluoxetina engorda ou emagrece.

Um estudo publicado na revista científica Molecular Psychiatry (1) estudou os efeitos da fluoxetina no hipocampo do cérebro e concluiu que a perda de peso está relacionada com a perda do apetite. Contudo, ao aumentar a serotonina no organismo, o medicamento promove o bem-estar. Assim, se sentindo melhor, o apetite pode aumentar e não diminuir como esperam muitas pessoas.

Outro estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition (2), estudou 45 pessoas obesas, em dois grupos. Um dos grupos usou fluoxetina diariamente por 52 semanas, enquanto o segundo, tomou placebo. No início do tratamento, até a semana 29, os usuários de fluoxetina perderam mais peso que o grupo placebo.

Mas, no final do estudo, os usuários de fluoxetina engordaram novamente e atingiram o mesmo peso anterior. E, por fim, alguns estavam ainda mais gordos.

FLUOXETINA EMAGRECE EM QUANTO TEMPO?

Este efeito de perda de peso limitado ao início do tratamento foi relatado em diversos outros estudos. Uma compilação publicada no The Journal of Clinical Psychiatry (3), revelou que o efeito “emagrecedor” da fluoxetina é limitado à fase aguda inicial do tratamento.

Ao mesmo tempo, não há como definir quantos quilos a fluoxetina emagrece em um mês. “O efeito do antidepressivo pode variar muito e depende das características de cada indivíduo”, disseram os autores.

Por fim, o estudo diz que a longo prazo, fica evidente de que a perda de peso é ilusória e que fluoxetina pode engordar.

A explicação para esta perda de peso seguida de ganho de peso foi explicada no estudo publicado na revista Biological Psychiatry (5). “A inversão no padrão da semana 1 à semana 6, sugere um processo de adaptação em regiões cerebrais específicas ao longo do tempo.” “É uma resposta à inibição sustentada da recaptação da serotonina”, diz o estudo.

Com isso, alguns pesquisadores até mesmo alertam que é possível que parar de tomar fluoxetina engorda.

QUEM PODE TOMAR FLUOXETINA PARA EMAGRECER

A princípio, ninguém deve tomar fluoxetina para emagrecer. Isso deve ser seriamente controlado por um médico. Mas um estudo publicado na International Journal of Obesity (4) sugere que os efeitos emagrecedores da fluoxetina podem funcionar bem para pessoas obesas que estão dentro do grupo de obesidade mórbida, diabético tipo II e o grupo dos hipertensos.

No entanto, segundo o estudo, este tratamento precisa ser acompanhado por um psiquiatra que deverá avaliar as mudanças de comportamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há uma dúvida se o cloridrato de fluoxetina emagrece. Hoje, há diversas pessoas buscando formas de  incluir a fluoxetina na sua rotina na esperança de não emagrecer. Contudo, alguns estudos estão afirmando que, para algumas pessoas, o cloridrato de fluoxetina engorda.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 5 DE ABRIL DE 2019 ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: MOLECULAR PSYCHIATRY (1)/ THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION (2) /THE JOURNAL OF CLINICAL PSYCHIATRY (3) / INTERNATIONAL JOURNAL OF OBESITY (4) / BIOLOGICAL PSYCHIATRY (5)

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Ao mesmo tempo, não há como definir quantos quilos a fluoxetina emagrece em um mês.

O efeito do antidepressivo pode variar muito e depende das características de cada indivíduo”, disseram os autores.

Por fim, o estudo diz que a longo prazo, fica evidente de que a perda de peso é ilusória e que fluoxetina pode engordar.

A explicação para esta perda de peso seguida de ganho de peso foi explicada no estudo publicado na revista Biological Psychiatry (5).

“A inversão no padrão da semana 1 à semana 6, sugere um processo de adaptação em regiões cerebrais específicas ao longo do tempo.”

“É uma resposta à inibição sustentada da recaptação da serotonina”, diz o estudo.

Com isso, alguns pesquisadores até mesmo alertam que é possível que parar de tomar fluoxetina engorda.

QUEM PODE TOMAR FLUOXETINA PARA EMAGRECER

A princípio, ninguém deve tomar fluoxetina para emagrecer.

Isso deve ser seriamente controlado por um médico.

Mas um estudo publicado na International Journal of Obesity (4) sugere que os efeitos emagrecedores da fluoxetina podem funcionar bem para pessoas obesas que estão dentro do grupo de obesidade mórbida, diabético tipo II e o grupo dos hipertensos.

Fluoxetina emagrecer: Você pode engordar mais ainda

Imagem mostra a sinapse de um neurônio. Há uma transmissão de impulso usando neurotransmissores que são liberados e continuamente sujeitos a recaptação. Antidepressivos, como a Fluoxetina, funcionam bloqueando a recaptação da serotonina, deixando-a disponível.

No entanto, segundo o estudo, este tratamento precisa ser acompanhado por um psiquiatra que deverá avaliar as mudanças de comportamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há uma dúvida se o cloridrato de fluoxetina emagrece.

 

Hoje, há diversas pessoas buscando formas de  incluir a fluoxetina na sua rotina na esperança de não emagrecer.

Contudo, alguns estudos estão afirmando que, para algumas pessoas, o cloridrato de fluoxetina engorda.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 5 DE ABRIL DE 2019 ARTIGOS MÉDICO-CIENTÍFICOS: MOLECULAR PSYCHIATRY (1)/ THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION (2) /THE JOURNAL OF CLINICAL PSYCHIATRY (3) / INTERNATIONAL JOURNAL OF OBESITY (4) / BIOLOGICAL PSYCHIATRY (5)

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Categoria: Ciência, Saúde
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Em Macaé, (RJ) estudante cria óculos que detecta obstáculos e emite alertas para cegos

Publicado em 13/03/2019 às 09h36

Um estudante de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, criou óculos com sensor ultrassônico, capazes de detectar obstáculos e facilitar a vida dos cegos. A ideia de Flávio Pires Viana, de 17 anos, para ajudar os deficientes visuais surgiu durante as aulas de mecatrônica.

Viana foi aprovado via Enem em engenharia em duas universidades públicas, mas quer mesmo é se tornar médico e virar oftalmologista. Ele considera a invenção simples: ele acoplou sensores de ré nos óculos, os mesmos usados em carros para estacionar, que emitem um som.

O projeto “Óculos sonar: tecnologia destinada aos deficientes visuais” foi fruto do trabalho de conclusão do curso de Mecatrônica da Educação Técnica do Instituto Nossa Senhora da Glória-INSG/Castelo. Os óculos produzem um sinal para um vibracall e para um buzzer (apito) fixado na armação, indicando a existência e a direção de qualquer objeto.

Para construir o protótipo, Viana gastou R$ 100 e reutilizou materiais que tinha em casa. Para o estudante, foi a possibilidade de unir duas paixões: a biologia e a mecatrônica.

O agricultor José Batista, de 67 anos, foi o primeiro a experimentar a invenção. Com problemas de visão desde os 35 anos, Batista parou de enxergar totalmente há um ano e meio depois de uma retinose pigmentar. O idoso muitas vezes acaba esbarrando em orelhões, relógios de energia elétrica e árvores.

Com o objetivo de testar o projeto e verificar a funcionalidade do aparelho, o estudante visitou a Associação Macaense de Apoio aos Cegos (Amac). Viana continua aperfeiçoando a sua criação. Ele diz que quer patentear os óculos e prosseguir estudando para entrar em uma faculdade de medicina e fazer a diferença no futuro dos deficientes visuais.

Fonte: G1

Categoria: Ciência
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Taxas de óbito por AVC e doenças cardíacas caem entre as mulheres

Publicado em 08/03/2019 às 16h01

Estudo do Ministério da Saúde apontou que em seis anos, índice caiu 11% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral e 6,2% por doenças cardíacas, nas mulheres entre 30 e 69 anos

Entre 2010 e 2016, as taxas de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Doenças Cardíacas Isquêmicas, em mulheres, com idades entre 30 a 69 anos, caíram em 11% e 6,2%, respectivamente. A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, realizado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta sexta-feira (08/03), em alusão ao Dia Internacional da Mulher. No mesmo período, o índice para AVC caiu de 39,5 para 35,2 óbitos por 100 mil habitantes do sexo feminino. Já as Doenças Cardíacas apresentaram queda de 55 para 51,6 óbitos por 100 mil.

Para o cálculo destes números, o estudo Saúde Brasil utilizou as populações publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e para a taxa padronizada, o Censo Brasileiro de 2010.

O registro da redução de óbitos nas duas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT’s) que mais matam no país, já demonstra impacto das ações do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde com estados e municípios junto à população.

O Plano tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações de enfrentamento das DCNT’s, uma vez que nessa área é possível resolver até 80% dos problemas de saúde. O conjunto de ações também têm resultado no aumento do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além de ações de promoção da saúde.

Apesar da queda, as duas doenças continuam sendo as que mais matam a população feminina entre 30 e 69 anos. Somando todas as idades (de 5 a mais de 70 anos), as doenças cardíacas, AVC, Alzheimer, Infecções Respiratórias e o Diabetes são as cinco principais causas de óbitos entre elas. Das cinco, quatro são Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT’s), as quais possuem quatro fatores de risco em comum: tabagismo, atividade física insuficiente, uso nocivo do álcool e alimentação saudável, todas elas preveníveis.

O levantamento apontou que, na população com faixas etárias entre 30 e 69 anos e com mais de 70 anos, as doenças cardíacas isquêmicas apresentaram as maiores taxas de mortalidade em todas as regiões do país, tanto nos homens como nas mulheres. Já o AVC, ocupou o segundo lugar no ranking das principais causas de óbitos entre as brasileiras de todas as regiões e os brasileiros do Sul e Sudeste, com idades entre 30 a 69 anos. Nas demais localidades, as causas externas (acidentes de trânsito e agressões) ocuparam as segundas e terceiras posições, nesta mesma faixa etária.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o AVC e as Doenças Cardíacas Isquêmicas, respondem por cerca de 36 milhões, ou 63% das mortes no mundo, com destaque para as doenças do aparelho circulatório, diabetes, câncer e doença respiratória crônica. No Brasil, as DCNT também se constituem como um problema de saúde, correspondendo a 54,0% de todas as mortes, no ano de 2016. Na faixa etária de 30-69 anos, as DCNT representaram 56,1% dos óbitos.

A ocorrência das doenças crônicas não transmissíveis é muito influenciada pelos estilos e condições de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui como importantes DCNT as doenças do aparelho circulatório (cerebrovasculares, cardiovasculares), neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus. Esse conjunto de doenças tem em comum uma série de fatores de risco resultando na possibilidade de se ter uma abordagem comum para a sua prevenção.

AÇÕES PARA CONTER AS DCNT’s

Para reduzir no número de internações e óbitos, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) que tem a expansão da Atenção Básica como uma das principais ações de enfrentamento. Atualmente são 42,9 mil Unidades Básicas de Saúde em funcionamento, 42,6 mil equipes de Saúde da Família que cobrem 64,6% da população, e 263,4 mil Agentes Comunitários de Saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde também tem implementado ações de promoção à saúde, com o repasse de recursos para os municípios para para implantar o programa Academia da Saúde. Atualmente, o programa conta com mais 3.800 polos habilitados. O Ministério da Saúde também tem pactuado com a indústria para a redução de açúcar e sal nos alimentos. Para o tratamento, o Governo Federal disponibiliza no SUS medicamentos gratuitos para tratamento de problemas, como cardiovasculares e de hipertensão. 

No geral, dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos). Com isso, o país já cumpre a meta para reduzir mortalidade por doenças crônicas parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011-2022. O objetivo inicial era de reduzir as taxas de mortalidade prematuras em 2% ao ano até 2022.

Por Victor Maciel, Da Agência Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Como saber se estou ovulando? Absolutamente tudo que você precisa saber sobre ovulação

Publicado em 08/03/2019 às 09h09

Como saber se estou ovulando?

Na verdade, assim como os ciclos menstruais são diferentes para cada mulher, o mesmo acontece com a ovulação. Aprendendo a reconhecer os sinais da ovulação, você poderá sincronizar as atividades sexuais para aumentar ou diminuir as chances de engravidar.

De fato, muitas mulheres utilizam uma espécie de “calculadora de ovulação” para evitar gravidez ou engravidar mais facilmente. Existem até mesmo um método contraceptivo natural que funciona apostando nesses sinais.

O QUE É OVULAÇÃO

Cada mulher nasce com milhares de óvulos imaturos que esperam ser libertados, normalmente um de cada vez, todos os meses. Então, a ovulação acontece em ciclos com toda mulher em idade fértil. É o momento em que, a partir de estímulos hormonais, o ovário libera um dos milhares de óvulos que armazena.

Depois de sua saída, ele segue pela tuba uterina, onde pode ser fecundado ou não. Para a maioria das mulheres saudáveis, a ovulação ocorre algumas semanas após o início da menstruação.

Quantos dias dura a ovulação? 

Não é possível saber os dias exatos da ovulação, mas o período fértil pode durar em média 8 dias e a fase do corrimento tipo clara de ovo é a mais garantida para engravidar.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO? SINTOMAS MAIS IMPORTANTES

1. OBSERVE A SECREÇÃO VAGINAL

Uma publicação do The Lancet [1] revela que um dos sintomas de ovulação mais nítidos é observar a secreção vaginal. Segundo os autores, a ovulação pode ser identificado clinicamente sem recorrer a medidas e testes especializados. Isso porque, durante a ovulação, o muco vaginal aumenta bastante. A mulher poderá sentir a calcinha molhada, inclusive.

Neste período a secreção tem aparência de clara de ovo, é bem pegajosa, forma um fio quando se pega com os dois dedos e não tem cheiro e nem cor. Se quer engravidar, esse é o melhor momento de fazer sexo, pois esse muco irá durar de 3 a 4 dias.

2. DORES (PONTADINHAS ABDOMINAIS)

Geralmente, os ovários se revezam a cada ovulação. Por isso, é normal sentir dor em um dos lados da barriga, referente ao órgão que está trabalhando naquele período. A Dra. Fernanda Rodrigues, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, explicou no site do grupo que como a ovulação é o rompimento do folículo (bolsinha com líquido) para a liberação do óvulo. Na maioria das mulheres, este momento causa um desconforto abdominal.  Assim, um dos sintomas de ovulação. Seria uma espécie de cólica fraquinha.

Essa dor, decerto pode ser  dor do lado esquerdo da barriga ou dor do lado direito da barriga.

3. SANGRAMENTO

Apesar de não acontecer com todas as mulheres, muitas liberam a secreção vaginal tipo clara de ovo com algumas estrias de sangue. Isso é normal e ocorre devido ao extravazamento do conteúdo intrafolicular. Ou seja, a saída do óvulo de dentro do folículo pode vir acompanhado de um pequeno sangramento local, outro dos sinais  para saber se está ovulando.

Algumas vezes o sangramento é maior e o líquido com sangue pode se misturar ao corrimento vaginal. Ótimo momento para intensificar o sexo, pois ele indica que o óvulo já foi desprendido do folículo e está a caminho do útero.

4. TEMPERATURA

Outra forma clássica que um dos sintomas de ovulação, é o aumento da temperatura basal. Isso acontece porque o corpo está passando por um período diferenciado e a temperatura interna sofre um aumento de pelo menos 1° C. Para usar esse método é preciso medir a temperatura todos os dias antes de levantar da cama.

Assim, quando observar que ele aumentou pelo menos um grau, é o indicativo que a ovulação pode estar acontecendo. Ótimo momento para encomendar um bebê para a cegonha.

OUTROS SINAIS SUTIS:

  • Intensidade do olfato. Seu olfato pode ficar mais sensível quando você está ovulando
  • Sensibilidade nos seios. A sensibilidade mamária ou senção de peso também pode ser outro sinal de ovulação.
  • Dor pélvica. Algumas mulheres podem sentir a oculação como uma dor leve no baixo-ventre, mas somente de um lado.
  • Alterações na libido. Normalmente as mulheres sentem mais desejo sexual enquanto estão ovulando.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO PELO MUCO

Como já dito, a secreção vaginal muda durante a ovulação. Isso acontece porque, à medida que você se aproxima da ovulação, seu corpo produz mais estrogênio.  

Isso torna o muco cervical mais elástico e claro, como clara de ovo, para facilitar que o espermatozoide possa nadar até o óvulo liberado durante a ovulação.

A quantidade de muco cervical e a textura pode variar de mulher para mulher. Então, para testar a ovulação, insira um dedo limpo na vagina, remova um pouco do muco e depois estique a secreção entre o polegar e o dedo. Se é pegajoso e elástico ou muito molhado e escorregadio, isso é um sinal de que você está ovulando.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO DURANTE A AMAMENTAÇÃO?

Bem, se você está planejando amamentar exclusivamente, ou seja, o bebê não terá outra fonte de nutrição, você provavelmente não irá ovular durante esse período. Mas sempre há exceções, então você não pode depender da amamentação como meio de controle de natalidade, pois pode ter surpresas.

E uma vez que o bebê é introduzido a outros alimentos, mesmo que seja uma única mamadeira por dia, a ovulação provavelmente irá retornar e então, você precisa saber se está ovulando ou não.

Então, mesmo que esteja amamentando, faça uso de métodos contraceptivos, de acordo com a orientação médica, a menos que você queira dar ao bebê um novo irmão ou irmã!

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO TOMANDO ANTICONCEPCIONAL

Há, na verdade três situações em que a mulher saudável não ovula, são elas:

  1. Se estiver grávida
  2. Se passou pela menopausa
  3. Se faz uso regular de anticoncepcional

Sendo assim, se você faz uso de anticoncepcionais hormonais, como a pílula e o intradérmico, você não terá período fértil, portanto, na ovula. Um estudo publicado no American Journal Manager Care [2], os anticoncepcionais liberam hormônios que evitam que a mulher ovule. Contudo, o esquecimento de uma pílula que seja, pode alterar as coisas e o ovário liberar o óvulo.

COMO SABER SE ESTOU OVULANDO SE MINHA MENSTRUAÇÃO É IRREGULAR?

Se você está tem seus ciclos menstruais irregulares ou curtos (menos de 21 dias) ou longos (mais de 35 dias), a recomendação é que você seja avaliada pelo seu médico. Isso irá descartar quaisquer condições médicas que possam estar causando esses ciclos irregulares. Contudo, de fato saber se está ovulando com ciclos irregulares pode ser mais difícil do que as mulheres com ciclos normais.

Mas, tenha em mente que a ovulação ocorre 14 dias antes do início da menstruação, portanto, mesmo com períodos irregulares, você ainda pode engravidar em algum momento do ciclo. Para não engravidar, procure evitar essa fase, ou usar preservativos para a atividade sexual.

CONCLUSÃO

Em resumo, a ovulação é a fase em que o óvulo é liberado e caminha pelas tubas uterinas até o útero. Se a mulher tem relações sexuais sem proteção durante essa fase, é possível que o espermatozoide alcance o óvulo e ela engravide. Para saber se está ovulando, observe a temperatura basal, o muco cervical, dores pélvicas leves e outros sinais. Mulheres que fazem uso de métodos contraceptivos hormonais, normalmente, não ovulam.

Para evitar a gravidez, evite atividade sexual durante os dias da ovulação.

ARTIGOS MÉDICOS-CIENTÍFICOS: THE LANCET [1] AMERICAN JOURNAL MANAGER CARE [2]

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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TSH Ultra Sensível: O que é? Por que o médico pede? Veja a importância deste exame na sua vida

Publicado em 25/02/2019 às 09h17

O TSH ultra sensível é um tipo de exame de sangue capaz de detectar o mínimo possível do do hormônio TSH no sangue. Assim, esse exame de sangue para dosagem do TSH, não é tão comum quanto exame de sangue de hemograma. Mas, deveria ser.

Este exame é indispensável, principalmente para pessoas com 40 anos ou mais. Sua função é avaliar a saúde da tireoide, uma glândula que fica no meio do cérebro. Ela controla o funcionamento de várias funções do organismo.

Mas quando o médico pede o exame de TSH, fica a dúvida: o que é? O que significa TSH alto e TSH baixo? Qual a importância deste exame?

Se o médico passou este exame para você, ele desconfia de que sua tireoide não anda trabalhando bem. Mas, se você já tem 38 anos ou mais, é comum que os médicos já iniciem um monitoramento da sua tireoide. A princípio não há motivos para preocupação.

O fato é que ultimamente, uma grande quantidade de pessoas sem qualquer sintoma de alterações na tireoide, tem descoberto terem hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Assim, tem se tornado rotina, que os médicos peçam o exame de TSH ultra sensível em pacientes com mais de 40 anos.

O QUE É TSH?

De acordo com o endocrinologista Dr. Marcello Bronstein [2], o TSH, sigla para Hormônio Estimulador da Tireoide, é um hormônio fabricado pela hipófise. Este hormônio tem um poder importante no organismo.

É ele que controla o funcionamento de várias glândulas, entre elas os testículos, os ovários, as adrenais e a tireoide. “Existe um sincronismo entre a produção de TSH e a tireoide semelhante ao funcionamento do termostato da geladeira, que liga e desliga automaticamente de acordo com a flutuação da temperatura interna do aparelho”, disse o médico.

Certamente, as doenças de tireoide ocorrem, principalmente, nas mulheres. Há uma proporção de cinco, seis ou sete mulheres para cada homem. De acordo com Dr. Bronstein, o TSH ultra sensível deve ser feito rotineiramente após os 40 anos.

Isso porque, em casos de hipotireiodismo, a pessoa pode apresentar sintomas como: cansaço e adinamia (falta de iniciativa). Por isso, normalmente, são diagnosticadas com depressão.

TSH ULTRA SENSÍVEL, O QUE É?

De acordo com a endocrinologista  Dra. Natália Lobo [1], as disfunções da glândula tireoide são comuns. Muitas vezes essas alterações na função tireoidiana podem ser transitórias, subclínicas ou associadas ao uso de alguma outra medicação.

Uma avaliação cuidadosa deve ser feita na procura da causa dessa alteração e avaliada a necessidade de tratamento direcionado a doença tireoidiana.

Assim, o exame de TSH ultra sensível é o método de diagnóstico mais avançado que consegue detectar quantidades mínimas de TSH no sangue. Esse, ao contrário do exame comum, pode “enxergar” taxas imperceptíveis do hormônio.

O método de diagnostico utilizado nos laboratórios é bastante sensível e específico. Dessa forma, a maioria dos médicos já sugerem esse tipo de exame de TSH ultra sensível como rotina.

O TSH ultra sensível é feito a partir de uma pequena amostra de sangue, que deve ser coletada em jejum de pelo menos 4 horas. Contudo, alguns laboratórios não exigem o jejum para este exame.

Ao mesmo tempo, o  melhor horário para fazer esse exame é pela manhã, já que a concentração de TSH no sangue varia ao longo do dia. É indispensável relatar ao laboratorista o uso de medicamentos, especialmente aqueles para tireoide, como a Levotiroxina, já que pode interferir no resultado do exame.

QUANDO O TSH ESTÁ ALTERADO?

Qualquer resultado na qual o exame sai dos parâmetros normais de acordo com a idade, sexo, peso é considerado alterado. Assim o TSH pode vir elevado, o que indicaria uma baixa produção de T3 e T4 pela tireoide.

Da mesma forma, quando o TSH no sangue é baixo, pode significar uma alta produção de T3 e T4 pela tireoide.

O QUE PODE SIGNIFICAR OS RESULTADOS

TSH ALTO

Indica que a tireoide não está produzindo hormônio suficiente, e por isso a hipófise, tenta compensar isso aumentando os níveis de TSH no sangue para que a tireoide exerça sua função de forma adequada.

Alguns medicamentos como propranolol e furosemida, podem também aumentar a concentração de TSH no sangue. Além disso, um tumor hipofisário pode levar a produção excessiva de TSH.

Dessa forma, um TSH alto, indicaria um hipotireoidismo primário. Mas também podem ser casos de tiroidite de Hashimoto (tireoidite autoimune), tireoidite sub-aguda e, muito raramente, secreção inapropriada de TSH (tumores hipofisários produtores de TSH).

Se o seu TSH está alto, é possível que você esteja sentindo os seguintes sintomas de hipotireodismo:

  • cansaço
  • aumento de peso
  • prisão de ventre,
  • sensação de frio
  • aumento de pelos na face
  • dificuldade de concentração
  • pele seca
  • cabelos e unhas frágeis e quebradiças

TSH BAIXO

Indica que a tireoide está produzindo hormônios de forma excessiva, aumentado estes valores, e por isso a hipófise diminui a liberação do TSH para tentar regular a função da tireoide. Indica hipertireoidismo.

Assim, medicamentos como aspirina, corticoides, heparina, fenclofenaco, e outros podem deixar o TSH baixo. Da mesma forma, o tumor da hipófise pode reduzir o TSH no sangue.

Essa alteração pode ocorrer pela utilização de doses excessivas de hormônio tireoidiano (em pacientes em tratamento do hipotiroidismo), alguma fase transitória da tireoidite e, muito menos frequente, lesões na hipófise que levem a uma queda na síntese do hormônio TSH.  Os sintomas de quando o TSH está baixo são:

  • agitação
  • palpitação cardíaca e taquicardia
  • insônia
  • perda de peso
  • nervosismo e irritação
  • intolerância ao calor
  • tremores
  • e, por fim, diminuição da massa muscular

QUAL O RESULTADO NORMAL DO TSH ULTRA SENSÍVEL?

Os valores de referência de TSH normal, frequentemente aceitos estão entre 0,5 e 5,0 µUI/mL. Contudo, tais valores podem variar em função do método utilizado pelo laboratório. Por isso, somente o médico que solicitou a coleta do exame pode interpretar corretamente os resultados obtidos.

Ao mesmo tempo, normalmente, o próprio laboratório disponibiliza junto ao resultado do exame de TSH ultra sensível os valores normais de acordo com o método utilizado. Assim, você poderá saber se está alterado ou não, através dessa referência.

O QUE É  TSH SUPRIMIDO?

Nos casos de hipertireoidismo, o TSH considerado suprimido porque o excesso de hormônios de tireoide inibe o funcionamento da hipófise. Os sintomas são opostos aos do hipotireodismo.

A pessoa fica nervosa e irritadiça, dorme pouco, tem taquicardia, seu coração bate rápido. Como apresenta intolerância ao calor, numa sala em que todos estão com frio, ela transpira muito.

CONCLUSÃO

O exame de TSH ultra sensível serve para medir a quantidade desse hormônio no sangue. Quando o valor está baixo demais, indica que a pessoa pode ter Hipertireoidismo. Ao mesmo tempo, quando os valores ultrapassam a normalidade, indica hipotireoidismo.

Os sintomas das duas doenças são opostos: enquanto o hipotireoidismo (TSH alto) deixa a pessoa cansada e com ganho de peso, o hipertireoidismo (TSH baixo) causa agitação, irritação e perda de peso.

OPINIÃO MÉDICA: DRA. NATÁLIA LOBO [1]   DR. MARCELLO BRONSTEIN [2]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Males físicos e psicológicos podem atingir sobreviventes e moradores de Brumadinho

Publicado em 06/02/2019 às 15h39

Contaminação dos rejeitos pode afetar a saúde de sobreviventes e moradores como ocorreu em Mariana. São doenças variadas, como problemas respiratórios, infecciosos e mentais

Como se não bastasse toda a dor da perda, os atingidos pela tragédia do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terão de lidar com problemas de saúde e doenças das mais variadas, físicas e psíquicas. O impacto da contaminação dos rejeitos sobre a população acarretará mazelas respiratórias, intoxicações, afecções de pele, doenças mentais e comportamentais, doenças infecciosas e muito mais. Enfermidades que os moradores e sobreviventes do desastre de Mariana enfrentam desde novembro de 2015.
Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo Vormittag, médica patologista clínica e microbiologista com doutorado em patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista em gestão de sustentabilidade pela Faculdade de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) e em gestão de políticas em saúde informadas por evidências pelo Ministério de Saúde e Hospital Sírio-Libanês, alerta que “os efeitos da saúde vão além de doença, as consequências são irreparáveis”.

Idealizadora e diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) em março de 2017, Evangelina foi uma das autoras do estudo “Avaliação dos riscos em saúde da população afetada pelo desastre de Mariana”, a partir de iniciativa da sociedade civil com gestão de recursos do Greenpeace. O foco dos pesquisadores foi o município de Barra Longa, o segundo alcançado pela lama tóxica da Barragem do Fundão, cuja população representa uma das mais expostas aos riscos da degradação ambiental. O estudo teve como objetivo identificar a saúde física, mental e social, além do atendimento das suas necessidades. Foram 507 entrevistas com os moradores residentes nas áreas urbana e rural, dos quais 37% confirmaram saúde pior do que antes do desastre.

Entre os problemas de saúde relatados, 40,5% são respiratórios, 15,8% doenças de pele e tecido subcutâneo, 11% transtornos mentais e comportamentais, 6,8% doenças infecciosas, 6,3% doenças do olhos e 3,1% problemas do aparelho digestório. Outras enfermidades, 16,5%. Em relação às crianças de até 13 anos, 60% queixaram de doenças respiratórias.
A saúde dos atingidos pelo desastre de barragem está comprometida de diversas formas e para o resto da vida. Terão de lidar com vetores de doenças como dengue, chikungunya, zika vírus, esquistossomose, Chagas, leishmaniose e problemas com animais peçonhentos deslocados do seu habitat. Em Brumadinho, já foi confirmada a contaminação do Rio Paraopeba pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Copasa. Foram verificadas concentrações de chumbo e mercúrio 21 vezes maior do que o limite permitido pelas normas ambientais. Também foram constatadas a presença no manancial de outros metais, como níquel, cádmio e zinco, acima dos valores que podem ser tolerados, apresentando riscos à saúde humana e animal”.

Evangelina Vormittag alerta que para tratar as pessoas afetadas a medida esperada é afastá-las do local. Para a médica, “em Brumadinho, a primeira atuação deve ser assistência à saúde”. “A omissão, vivida em Barra Longa, é desesperadora e não pode se repetir. É preciso que saibam que o adoecimento tem fases. A primeira, que dura de dias a um mês, a que vive Brumadinho agora, é a de lesões, acidentes, fraturas e mortes. A segunda, de dois a seis meses, chamada de recuperação, é a das doenças infecciosas, crônicas, pressão alta, descontrole do diabetes, doenças psicológicas e mentais, o acúmulo de lixo com a proliferação do mosquito. E a última fase, a da reconstrução, é a da intoxicação (gravíssima), derrame cerebral, que pode durar anos e piorar.” Ela lembra os desastres de Chernobil, ocorrido em 1986, na Ucrânia, que na época fazia parte da então União Soviética; e Fukushima, no Japão, em 2011. Com consequências para a saúde dos afetados até hoje.



DISTÚRBIOS PÓS-TRAUMÁTICOS 

A médica patologista clínica alerta que “o desastre em Brumadinho não é natural, é tecnológico, ou seja, há um culpado”. “Nesse caso, o risco é que a comunidade não se organiza bem e as decisões são morosas. Quando o desastre é químico, envolve toxicidade, as pessoas ficam inseguras, estigmatizadas, receosas e a saúde mental é a mais afetada, há maior propensão dos distúrbios pós-traumáticos e aumento do risco de suicídio”, explica. Por isso, Evangelina Vormittag avisa, é preciso que “imediatamente ocorra a assistência, o reparo e o resgate dessa população com acesso a psicólogos e assistentes sociais. Nesse primeiro momento, não é necessário médico psiquiatra.”

Fonte: www.em.com.br

 

 

Categoria: Ciência, Meio Ambiente, Saúde
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