Saúde

Suco de laranja todo dia reduz risco de demência em 50%

Publicado em 10/12/2018 às 16h27

Beber um copo de suco de laranja todos os dias pode reduzir significativamente o risco de contrair demência, revela estudo da Universidade de Harvard.

Pesquisadores rastrearam quase 28 mil homens por duas décadas para examinar como o consumo de frutas e verduras afetou a capacidade cerebral.Eles descobriram que os homens que bebiam um copo pequeno de suco de laranja tinham 47% menos chances de dificuldade na memória, de seguir instruções, ou andar em áreas familiares.

O principal autor do estudo, Changzheng Yuan, disse que a ingestão a longo prazo de vegetais, frutas e suco de laranja “pode ser benéfica” para manter a função cognitiva. “Frutas e vegetais são ricos em vitaminas e nutrientes, incluindo antioxidantes, que podem ajudar a proteger o cérebro”, disse a pesquisadora Hannah Gardener, da Universidade de Miami, que não participou da pesquisa.

Esses benefícios para a saúde podem proteger o cérebro de um acúmulo de moléculas indesejáveis e manter um suprimento saudável de sangue para o cérebro. Lapsos na memória, compreensão e episódios de confusão podem ser sinais precoces de declínio cerebral que podem, em última análise, levar à demência com risco de vida. Não há cura para a doença, mas os cientistas tentam encontrar uma cura para o distúrbio que rouba a memória há anos.

A pesquisa

Os participantes do estudo da Universidade de Harvard, publicado na revista Neurology, responderam a questionários sobre o que comeram a cada quatro anos. Esta nova evidência reitera a importância de uma dieta saudável para evitar a degeneração do cérebro que vem com a velhice.

Os pesquisadores classificaram os homens – com idade média de 51 anos no início do estudo – em cinco grupos com base na ingestão de frutas e verduras. O grupo com o maior consumo comeu cerca de seis porções de legumes por dia, em comparação com duas porções para o grupo com o menor consumo.

Uma porção de vegetais é considerada uma xícara de vegetais crus, ou duas xícaras de verduras. Para frutas, o grupo de topo comeu cerca de três porções por dia, em comparação com metade de uma porção no grupo de fundo. Uma porção de fruta é considerada uma xícara de fruta ou meia xícara de suco de fruta.

Para medir como isso afetava a saúde do cérebro, os pesquisadores realizaram testes de raciocínio e habilidades de memória quando os homens estavam com 73 anos, em média. Os testes perguntaram coisas como se as pessoas poderiam se lembrar de eventos recentes ou itens em listas de compras.

No geral, 6,6% dos homens que consumiram a maioria dos vegetais desenvolveram pouca função cognitiva e tiveram desempenho ruim nos testes, em comparação com 7,9% dos homens que comeram menos.

Suco de Laranja

O consumo de frutas, em geral, não pareceu influenciar o risco de problemas cognitivos moderados. Apenas 6,9 pessoas que bebiam suco de laranja todos os dias desenvolveram uma função cognitiva ruim. Em comparação, o número era de 8,4% dos homens que tomavam suco de laranja menos de uma vez por mês. “O papel protetor do consumo regular de suco de frutas foi observado principalmente entre os homens mais velhos”, disse Yuan.

“Como o suco de frutas é geralmente rico em calorias provenientes de açúcares de frutas concentrados, geralmente é melhor consumir não mais do que um copo pequeno por dia.”

O estudo não pretendia encontrar a ligação entre uma dieta saudável e memória, mas faltavam dados sobre as habilidades de memória dos participantes no início do estudo, o que teria mostrado como sua dieta poderia ter influenciado isso ao longo do tempo. A Dra. Hannah Gardener acrescentou: “O consumo de frutas e vegetais pode ser uma peça do quebra-cabeça para manter a saúde cognitiva e deve ser visto em conjunto com outros comportamentos”.

Com informações do Daily Mail

Fonte: Só Notícia Boa

 

Categoria: Ciência, Saúde
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Mãe vê filho acordar do coma após 12 anos: “Nunca desisti dele”

Publicado em 10/12/2018 às 09h22

Uma mãe que cuidou do filho durante 12 anos, viu o rapaz finalmente acordar do coma. O chinês Wang Shubao sofreu um grave acidente de carro e ficou tetraplégico, na cama durante todo esse tempo. “Nunca desisti dele”, afirmou a mãe, Wei Mingying, de 75 anos, em entrevista a jornalistas chineses.

O caso surpreendeu o país e se espalhou nas redes sociais.

História

Wang Shubao tinha 36 anos quando sofreu o acidente que tirou os movimentos do corpo dele, em 2006. Sem a presença do pai, que havia morrido quando ele ainda era criança, o chinês passou a ser cuidado todos os dias por sua mãe. Wei Mingying dava banhos, fazia massagem em seu corpo e o alimentava por meio de um tubo ligado ao estômago. Em imagens captadas pela televisão chinesa, o homem sorri ao sentir o carinho de sua mãe.

De acordo com Wei Mingying, a risada é a única maneira de seu filho comunicar-se com ela.

Sem dinheiro

Apesar de contrair diversas dívidas para manter o tratamento do filho — chegando a ficar sem dinheiro para comprar alimentos para si própria — a senhora de 75 anos afirma que tudo valeu à pena. “Espero que ele se recupere e possa me chamar de ‘mãe’ de novo um dia”, afirmou Mingying à TV chinesa.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

Categoria: Opinião, Saúde
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Atlas traz ações que podem reduzir morte por câncer ligado ao trabalho

Publicado em 06/12/2018 às 08h36

Na publicação, o Ministério da Saúde identificou 900 agentes cancerígenos que, se evitados, podem reduzir o risco de adoecimento por câncer no ambiente laboral

Evitar o contato com poeiras orgânicas, agrotóxicos, metais, solventes, produtos petroquímicos, radiação podem reduzir em até 37% os casos de alguns cânceres relacionados ao trabalho no país. Para subsidiar ações de prevenção à exposição ocupacional, o Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (4/12) durante a 2ª Jornada Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora que acontece em Brasília, o Atlas do Câncer Relacionado ao Trabalho. A publicação, que é inédita, estima a doença ou evento relacionado à saúde que seria prevenido caso o fator de risco fosse eliminado. No mapeamento da mortalidade por cânceres relacionada ao trabalho, foram identificados os 900 agentes com alto potencial cancerígeno mais presentes nos ambientes de trabalho e que podem ser evitados com medidas preventivas, como o uso de materiais e equipamentos.

“O câncer relacionado ao trabalho possui impacto importante no potencial de anos de vida perdidos, de anos de trabalho perdidos e no tempo de vida. Por isso, identificar os agentes cancerígenos e avaliar os riscos a que os trabalhadores estão expostos é o primeiro passo para adotar medidas preventivas que impactam no não adoecimento do trabalhador”, explica Daniela Buosi, Coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental na Ministério da Saúde do Brasil.

A publicação relaciona 18 tipos de cânceres efetivamente ligados à atividade diária dos trabalhadores, seja pela ocorrência de um longo período de exposição a fatores ou condições de risco do ambiente de trabalho. “O Mesotelioma é uma doença totalmente causada pelo ambiente de trabalho já que é provocada pelo contato direto com o amianto, ou seja, a ação de prevenção é não ter esse contato com uma substância que já é proibida no país”, ressalta Daniela Buosi. A não exposição aos agentes ainda impactaria na redução de até 37% das mortes por câncer por Leucemias; até 15% de mortes relacionadas a câncer por Tireoide, até 15,6 dos óbitos por câncer de Pulmão,Brônquios e Traqueia e até 14,25% dos óbitos por Linfomas Não-Hodgkin.

“O Atlas e as análises que ele traz possibilita entender o comportamento desta doença, no tempo e no espaço, subsidiando a avaliação e o planejamento de políticas públicas de atenção integral a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, envolvendo desde a detecção precoce da doença até o acesso aos serviços de saúde, incluindo as ações de promoção e prevenção, com o aprimoramento da vigilância em saúde", ressalta a coordenadora.

Clique aqui para conhecer o Altas

AÇÕES DE VIGILÂNCIA

O mais recente projeto desenvolvido pelo Ministério da Saúde que busca eliminar fatores de risco evitáveis associados ao câncer, bem como o diagnóstico precoce,

É o projeto Carex Brasil, uma base de dados que contém estimativas do número de trabalhadores ocupacionalmente expostos a cancerígenos por ramo de atividade, de trabalhadores empregados, dados e definições sobre os agentes cancerígenos, número de expostos por ocupação, detalhamento dos procedimentos metodológicos e bibliografia empregada. Esse projeto permite que matrizes de exposição sejam elaboradas para que a vigilância em saúde do trabalhador realize ações de prevenção nos ambientes de trabalho, incluindo inspeções, por exemplo.

Outra ação realizada pelo órgão são as Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento de Intoxicações por Agrotóxicos. Uma série de publicações com diretrizes para exposição à agrotóxicos estão sendo elaboradas para prevenção da exposição e manejo de paciente intoxicado. Essas diretrizes abordam tanto exposições gerais como exposições aos agrotóxicos mais comercializados no Brasil, que é o maior mercado de agrotóxicos do mundo.

Além disso, o Ministério da Saúde vem realizando ações de vigilância de populações expostas a contaminantes químicos e a poluição atmosférica. Por meio dos mais de 213 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador distribuídos pelo território brasileiro, são realizadas ações de vigilância, promoção e prevenção em saúde do trabalhador.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Coceira nos olhos: Especialistas explicam o que pode ser e como fazer para resolver o problema

Publicado em 28/11/2018 às 07h59

A coceira nos olhos é tão comum entre as pessoas que já virou um hábito coçar a região ocular todos os dias. Mas, pare e pense, será que a coceira nos olhos pode ser sinal de alguma doença? Sim, ficar com olhos coçando por mais de três dias precisa de uma avaliação de um médico oftalmologista para verificar as possíveis causas. Afinal, o que pode ser e como tratar  olhos coçando cronicamente?

Tempo seco, alergias, poeira, pólen, pelos de animais e certas doenças, são as principais causas na maioria das pessoas que reclamam de coceira nos olhos. Além disso, o Dr. Renato Augusto Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye CareHospital de Olhos, nos diz que além de causar vermelhidão, irritação e até mesmo uma infecção, levar os dedos sujos aos olhos pode aumentar ainda mais a coceira e que pode levar o agravamento do astigmatismo.

DOENÇAS E CAUSAS DE COCEIRA NOS OLHOS

ALERGIAS

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a alergia ocular atinge entre 15% a 20% da população mundial, afetando as pálpebras e a córnea e tendo sua maior incidência em pessoas que sofrem com algum outro tipo de alergia, como asma, rinite e sinusite.

Ao mesmo tempo, um exposição  a diferentes produtos de higiene pessoal pode desencadear alergia. A pele que cobre as pálpebras é muito fina. Então os olhos olhos e pálpebras são sensíveis a diferentes alérgenos em seu ambiente. Ou talvez você seja alérgico ao travesseiro ou à poeira no seu quarto. Alguns possíveis gatilhos incluem:

  • sabões, detergentes e outros produtos químicos
  • poeira, pólen e pelos de animais
  • fumaça de cigarro, exaustão de carros e perfume
  • maquiagem dos olhos, como delineador, sombra e rímel
  • produtos de cuidados pessoais como tintura de cabelo, esmalte, sabonetes, shampoos
  • protetor solar
  • e, por fim, removedor de maquiagem

SÍNDROME DO OLHO SECO

Outra causa comum, é a síndrome do olho seco, na qual há uma diminuição na produção da lágrima, fazendo com o que olho fique mais irritado, a melhor forma de tratar essa coceira é utilizar lubrificantes oculares e manter os olhos hidratados.

LENTES DE CONTATO

O uso de lentes de contato também causa muita coceira nos olhos, principalmente quando usado inadequadamente, com as mãos sujas ou higienização e manuseio incorretos das lentes de contato, isso pode levar microrganismos ao olho e causar vários tipos de infecções, principalmente a conjuntivite infecciosa (bacteriana ou viral) que dura em torno de uma a duas semanas, onde muitas vezes é necessário o uso de antibióticos na forma de colírios.

TERÇOL OU CONJUNTIVITE

De acordo com o Oftalmologista Reinaldo Leite, o terçol e a conjuntivite causam muita coceira na região dos olhos. O terçol é uma inflamação nas glândulas da pálpebra e a conjuntivite na membrana conjuntiva. Ele fala que pode ser usado compressa morna até 4 vezes ao dia para ajudar a melhorar a inflamação, porém se o terçol durar mais de 15 dias é necessário procurar um oftalmologista.

BLEFARITE

A blefarite é outra condição que pode causar inflamação palpebral. Essa condição, decerto,  ocorre quando as glândulas sebáceas localizadas nos folículos pilosos das pálpebras ficam entupidas e irritadas.  Além da coceira nos olhos, você pode sentir crostas em torno das pálpebras e cílios. Além disso, a coceira piora muito à noite. Curiosamente, a blefarite ocorre, com frequência, em 42% dos portadores de Síndrome de Down, de acordo com estudo publicado na Revista Brasileira de Oftalmologia [1]. Há vários gatilhos para desenvolvimento de blefarite, incluindo:

  • ácaros
  • infecção bacteriana
  • efeitos colaterais de medicação
  • glândulas sebáceas com mal funcionamento

ESTRESSE OCULAR

Uma causa bastante atual da coceira nos olhos é o estresse ocular, isso acontece devido ao esforço excessivo causado pela tela do computador e do celular, causando cansaço nos olhos, além disso, pode causar dores de cabeça e dificuldades de aprendizado. A melhor forma de prevenir ou melhorar os sintomas é fazer pausas regulares no uso de computador ou celular e tirar o foco da tela, realizando um descanso a sua visão.

Você saberá que está com estresse ocular se tiver os seguintes sintomas, além da coceira nos olhos:

  • visão embaçada
  • olhos inchados
  • dor de cabeça constante
  • dor no pescoço, ombros ou costas
  • sensibilidade à luz
  • dificuldade de concentração
  • dificuldade para manter os olhos abertos

Na maioria dos casos, a coceira nos olhos é um sintoma de alergia ou inflamação, por isso, caso persista, é necessária ajuda de um especialista.

OPINIÃO MÉDICA: DR. RENATO A. NEVES ARTIGO MÉDICO-CIENTÍFICO: REVISTA BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA [1]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

Categoria: Ciência, Saúde
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Sintomas da falta de vitamina D

Publicado em 27/11/2018 às 09h07

A falta de vitamina D é muito comum mas inicialmente não apresenta nenhum sintoma característico. Normalmente só há suspeita de falta de vitamina D quando esta carência é muito grande, após um tempo prolongado na falta de vitamina D, que é quando podem surgir sinais e sintomas, como: 

  • Retardo do crescimento nas crianças;
  • Arqueamento das pernas na criança;
  • Alargamento das extremidades dos ossos da perna e dos braços;
  • Atraso no nascimento dos dentes do bebê e cáries desde muito cedo;
  • Osteomalácia ou osteoporose em adultos;
  • Fraqueza nos ossos, que os torna mais fáceis de quebrar, especialmente os ossos da coluna, quadril e pernas; 
  • Dor nos músculos;
  • Sensação de fadiga, fraqueza e mal-estar;
  • Dor nos ossos;
  • Espasmos musculares. 

As situações que favorecem a carência de vitamina D são a falta de exposição solar de forma saudável e adequada, maior pigmentação da pele, idade superior a 50 anos, pouca ingestão de alimentos ricos em vitamina D e morar em locais frios, onde a pele raramente é exposta ao sol.

Pessoas de pele clara precisam de cerca de 20 minutos de exposição solar por dia, enquanto que pessoas de pele mais escura precisam de, pelo menos, 1 hora de exposição solar direta, sem protetor solar nas primeiras horas da manhã ou final da tarde. 

Como confirmar a falta de vitamina D 

O médico pode desconfiar que a pessoa pode ter deficiência de vitamina D quando observa que ela não se expõe ao sol de forma adequada, usa sempre protetor solar e não consome alimentos ricos em vitamina D. Em idosos, pode-se suspeitar da carência de vitamina D em caso de osteopenia ou osteoporose.

O diagnóstico é feito através de uma exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D, e os valores de referência são:

  • Deficiência grave: menor que 20 ng/ml;
  • Deficiência leve: entre 21 e 29 ng/ml;
  • Valor adequado: a partir de 30 ng/ml.

Esse exame pode ser pedido pelo clínico geral ou pediatra, que podem avaliar se há necessidade de tomar algum suplemento de vitamina D. 

Quando tomar suplemento de vitamina D 

O médico pode recomendar a toma da vitamina D2 e D3 quando a pessoa vive num local onde existe pouca exposição solar e onde os alimentos ricos em vitamina D não são muito acessíveis à população em geral. Além disso, pode ser indicado suplementar as grávidas e os bebês recém nascidos até 1 ano de idade, e sempre em caso de confirmação de carência de vitamina D.

A suplementação em caso de carência deve ser feita durante 1 ou 2 meses, e após esse período o médico pode solicitar um novo exame de sangue para avaliar se é necessário continuar tomando o suplemento por mais tempo, porque é perigosa a toma excessiva de vitamina D, que pode aumentar muito os níveis de cálcio no sangue, o que também favorece a quebra dos ossos. 

Principais causas da falta de vitamina D

Além do baixo consumo de alimentos que contém vitamina D, da falta de exposição solar adequada, devido ao uso excessivo de protetor solar, pele morena, mulata ou negra, a falta de vitamina D pode estar relacionada a algumas situações, como por exemplo:

  • Insuficiência renal crônica;
  • Lúpus;
  • Doença celíaca;
  • Doença de Crohn;
  • Síndrome do intestino curto;
  • Fibrose cística;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Pedras na vesícula.

Assim, na presença dessas doenças, deve-se fazer acompanhamento médico para verificar os níveis de vitamina D no corpo através de exame de sangue específico e, se necessário, tomar suplementos de vitamina D.

Importantes fontes de vitamina D

A vitamina D pode ser obtida da alimentação, ao consumir alimentos como salmão, ostras, ovo e sardinha, ou através da produção interna do corpo, que depende dos raios solares na pele para ser ativada.

Pessoas com deficiência em vitamina D têm maiores chances de desenvolver doenças como diabetes e obesidade, e por isso devem aumentar o tempo de exposição solar ou tomar suplementos de vitamina D de acordo com orientação médica.

Consequências da falta de vitamina D

A falta de vitamina D aumenta a chances de se ter doenças graves que afetam os ossos como raquitismo e osteoporose, mas também pode aumentar o risco de desenvolver outras doenças como:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Hipertensão arterial;
  • Artrite reumatoide e
  • Esclerose múltipla.

A exposição solar é importante para prevenir deficiências de vitamina D porque apenas cerca de 20% das necessidades diárias dessa vitamina são alcanças pela alimentação. Adultos e crianças com pele clara precisam de cerca de 20 minutos diários de exposição no sol para produzirem essa vitamina, enquanto pessoas negras precisam de cerca de 1 hora de exposição solar. 

Categoria: Saúde
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Sintomas de colesterol alto

Publicado em 25/11/2018 às 08h48

Os sintomas de colesterol alto, em geral, não existem, só sendo possível identificar o problema através do exame de sangue. Porém, o excesso de colesterol pode levar a um depósito de gordura no fígado, o que pode gerar alguns sinais como:

  1. Bolinhas de gordura na pele, conhecido como (xantelasma);
  2. Inchaço do abdômen sem razão aparente;
  3. Aumento da sensibilidade na região da barriga.

O xantelasma forma-se nos tendões e na pele e são carocinhos de diversos tamanhos, geralmente rosados e com bordas bem definidas. Eles aparecem em grupos, numa determinada região, como no antebraço, nas mãos ou em volta dos olhos, como mostram as imagens:

O inchaço abdominal e a sensibilidade nessa região normalmente são provocados pelo aumento do fígado e do baço que ocorre quando as concentrações de triglicerídeos no sangue atingirem valores próximos ou superiores a 800 mg/dl de sangue, podendo até produzir outros sintomas como dor abdominal intensa e náuseas frequentes.

Como os níveis de colesterol têm que estar muito altos para o surgimento destes sintomas, na maioria das vezes a pessoa nem sabe que está com colesterol alto, o que facilita a sua progressão. A única maneira de descobrir se o colesterol está alto ou não é através de um exame de sangue para o colesterol total, ruim, bom e triglicerídeos. 

O que causa o colesterol alto

A principal causa do colesterol alto é ter uma alimentação pouco saudável, rica em alimentos com gordura como queijos amarelos, embutidos, frituras ou produtos industrializados, o que faz com que o colesterol no sangue aumente muito rápido, não permitindo que o corpo o elimine adequadamente.

No entanto, a falta de exercício físico ou os hábitos de vida pouco saudáveis como o cigarro ou o consumo de álcool também aumentam o risco de ter mais colesterol ruim.

Além disso, existem ainda pessoas que sofrem com colesterol alto hereditário que acontece mesmo quando têm cuidado com a alimentação e fazem exercício físico, estando relacionado com uma tendência genética para a doença e que, normalmente, também afeta outros membros da família.

Como se trata o colesterol alto

A melhor forma de reduzir o colesterol alto e evitar o uso de remédios é fazer atividade física regularmente e ter uma alimentação saudável, pobre em gorduras e com bastantes frutas e legumes. Além disso, também existem alguns remédios caseiros que podem ajudar a desintoxicar o corpo e o fígado, eliminando o excesso de colesterol, como o chá-mate ou de alcachofra, por exemplo. 

No entanto, existem casos em que é muito difícil reduzir o colesterol e, por isso, o médico pode receitar o uso de alguns remédios para colesterol, como Sinvastatina ou Atorvastatina, que ajudam o corpo a eliminar o colesterol, especialmente em casos de colesterol alto hereditário. 

É importante baixar o colesterol alto porque ele pode ter graves consequências para a saúde que incluem aterosclerose, pressão alta, insuficiência cardíaca e infarto.

Uma boa dica para reduzir o colesterol, é o suco de cenoura que auxilia no processo depurativo do sangue, atuando diretamente sobre o fígado, reduzindo assim os níveis de colesterol. 

Fonte: Tua Saúde

 

 
Categoria: Ciência, Saúde
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Saiba quais são os sinais de câncer de pele

Publicado em 21/11/2018 às 14h42

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer. As características observadas são:

  1. Assimetria da lesão: se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer;
  2. Borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;
  3. Cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
  4. Diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

Estas características podem ser observadas em casa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele, mas o diagnóstico deve sempre ser feito por um médico. Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com estas características é recomendado marcar consulta no dermatologista.

A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho. Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.

Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.

Outros sinais que podem indicar câncer de pele

Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:

1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:

  • Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
  • Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
  • Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
  • Verruga que cresce.

Carcinoma Basocelular - comum no rosto

Carcinoma espinocelular

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo. 

2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.

Melanoma maligno com diferentes cores

Melanoma maligno com casca

O melanoma maligno é o câncer de pele mais perigoso de todos, podendo causar alterações num sinal já existente, como aumento do seu tamanho e a alteração da sua coloração ou forma. A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol, daí a importância de se usar protetor solar diariamente e evitar ficar muito tempo exposto ao sol. 

Quando ir no médico

Deve-se ir ao dermatologista sempre que verificar alterações num sinal, pinta ou mancha. Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas periódicas para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, para evitar que o câncer se desenvolva.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do câncer de pele

O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCD, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha. No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer na pele, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da lesão, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.

O tratamento do câncer da pele depende do tipo de câncer e do estado do câncer, e pode incluir a realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento do câncer de pele, maiores chances existem de cura. 

Fonte: Tua Saúde

Categoria: Ciência, Saúde
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Pesquisadores da UFMG estudam HTLV e atendem pacientes

Publicado em 14/11/2018 às 15h36

Retrovírus da família do HIV/Aids, o HTLV pode causar leucemia/linfoma e mielopatia

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e da Faculdade de Medicina da UFMG dedicam-se, há mais de duas décadas, a investigar a ação do HTLV, retrovírus da família do HIV/Aids. O HTLV-1 pode causar doença neurodegenerativa/desmielinizante e leucemia/linfoma, e o HTLV-2, embora tenha em geral consequências bem menos graves, pode induzir a síndrome desmielinizante (doença que provoca fraqueza nas pernas, acarretando dificuldade para andar e podendo levar à paralisia).

Em suas duas formas, o vírus infecta células do sistema imune e pode ser transmitido pela amamentação, transfusão de sangue, transplante de órgãos e uso de drogas ilegais injetáveis. Como há pouca informação, geralmente suas consequências não são tratadas desde o início, o que impede medidas mais eficazes para atenuar o sofrimento dos pacientes.

A UFMG integra o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em HTLV, do qual fazem parte também a Fundação Hemominas, Fiocruz, Hospital Eduardo de Menezes e Rede Sarah. Virologistas, biólogos, neurologistas, dermatologistas e outros profissionais e pesquisadores estudam dados epidemiológicos, buscam marcadores de diagnóstico e prognóstico e investigam a interação do vírus com as mulheres – elas são infectadas por homens mais facilmente que o contrário e adoecem muito mais que eles.

Além de teses e dissertações, os estudos da UFMG já geraram patente de teste diagnóstico, com financiamento do SUS, que está sendo licenciada para empresa mineira. Ainda neste ano, deverá ser patenteada uma vacina terapêutica. A ação do HTLV, assim como acontece com o HIV, ainda não pode ser evitada, mas medicações paliativas e fisioterapia têm sido desenvolvidas contra alguns sintomas.

De célula para célula
O retrovírus foi descrito em 1977, depois de isolado no Japão. Segundo a professora Edel Barbosa Stancioli, coordenadora do Laboratório de Virologia Básica e Aplicada do ICB, os retrovírus têm forma peculiar de interagir com o hospedeiro. “Eles inserem seu genoma no genoma da célula hospedeira, e a infecção é para o resto da vida”, diz Edel.

Enquanto o HIV circula no sangue e se multiplica quando a imunidade baixa, o HTLV não cai na corrente sanguínea, mas passa de uma célula a outra. “O HIV é tratado quando está em grande quantidade, e o HTLV não tem tratamento. Nós, na UFMG, e outros grupos testamos produtos naturais que possibilitam pequena melhora do sistema imune, mas ainda não há como bloquear o vírus”, explica a professora do ICB.

O HTLV-1 circula mais na África, América Latina e em países como Japão, China e Austrália. A prevalência é mais alta no Japão, mas o Brasil lidera em números absolutos. Estima-se que haja entre cinco e dez milhões de infectados no mundo, e no Brasil seriam 2,5 milhões. “Como há muito pouca informação sobre o vírus, esses números são obtidos por projeções matemáticas”, diz Edel Stancioli.

Edel informa que apenas 5% dos infectados desenvolvem um dos dois polos principais de doenças – leucemia/linfoma das células T de adulto e a mielopatia associada ao HTLV, em que o vírus ataca a medula. Mas ressalva que há intercorrências de adoecimento graves, como uma dermatite difícil de tratar. O HTLV-2, por sua vez, infecta cerca de 200 mil pessoas no Brasil, e os grupos mais atingidos são os indígenas e usuários de drogas injetáveis.

Ambulatório
Também há mais de 20 anos, o HTLV é tema de estudos no âmbito da pós-graduação em Infectologia e Medicina Tropical, da Faculdade de Medicina da UFMG, sob coordenação de Denise Utsch Gonçalves. E desde abril deste ano, o projeto de extensão Cuidar HTLV oferece assistência e educação em saúde a pacientes e familiares, no Centro de Tratamento e Referência em Doenças Infectocontagiosas Orestes Diniz. “Os pacientes trazem suas dúvidas e dificuldades e se encontram com certa frequência, o que favorece a identidade de grupo e o aprendizado”, conta a infectologista e professora Julia Caporali, que coordena o projeto.


Os pacientes assintomáticos recebem orientações relacionadas à prevenção e apoio para proteção contra o estigma. As pessoas que apresentam a mielite associada ao HTLV – que causa problemas motores, retenção urinária e intestinal e dores nas costas e membros, entre outros problemas – recebem os cuidados específicos no próprio ambulatório. E os que desenvolveram leucemia ou linfoma são encaminhados para o Hospital das Clínicas da UFMG.

Força-tarefa
De acordo com Edel Stancioli, nem a Organização Mundial de Saúde (OMS) lida com o HTLV da forma como deveria. “Não se conhecem números, há pouquíssimos ambulatórios, e os testes diagnósticos ainda são importados. Os sintomas causam sofrimento e péssima qualidade de vida”, sustenta. Boa notícia é que, há cerca de quatro anos, entrou em ação uma força-tarefa mundial que persegue metas como a expansão do conhecimento sobre prevalência, produção de testes diagnósticos em cada país – como forma de reduzir custos – e a produção de vacinas destinadas a bloquear a progressão do vírus nas pessoas infectadas.

 

Categoria: Ciência, Saúde
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Mulher desaba ao ver seu cão tetraplégico andar novamente: vídeo

Publicado em 12/11/2018 às 08h56

Uma mulher desabou a chorar quando viu seu cachorrinho tetraplégico andar de novo. Sammi teve uma alteração degenerativa no pescoço e perdeu os movimentos do corpo. Ele foi deixado durante 3 meses em uma clínica de reabilitação em Santa Monica, na Califórnia, EUA, para fazer uma cirurgia seguida de fisioterapia.

E o trabalho dos veterinários e fisioterapeutas do California Animal Rehabilitation deu certo.

No mês passado Sammi teve alta e os funcionários da clínica fizeram uma surpresa para a tutora dele. Quando a mulher entrou na clínica, os veterinários soltaram o cachorrinho e ele correu em direção à dona. Emocionada, ela não sabia se chorava ou se abraçava o bichinho.

Só pela festa que fez para a tutora, já dá pra ver que Sammi agora está bem.

Assista:

Com informações do SunnySkyz

Fonte: Só Boa Notícia

Categoria: Animais, Saúde
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Sangue na urina, é grave? Quais doenças deixam a urina com sangue

Publicado em 12/11/2018 às 08h17

Perceber sangue na urina é assustador. Isso porque a gente sabe que sangramento no trato urinário não indica boa coisa. Na realidade, a hematúria, termo médico para urina com sangue, pode ser visível a olho nu. Contudo, muitas vezes nem se sabe do problema, quando ocorre em pequenas quantidades e não é visível. Quando o sangue é visível a olho nu, deixa a urina escura, rosada ou avermelhada.

O sangue na urina é o indicativo de muitos problemas de saúde. Estes incluem infecções, doenças renais, câncer e doenças raras do sangue. Mesmo que perceba sangue na urina apenas uma vez, ou de vez enquanto, é preciso ir ao médico. Isso porque, ignorar hematúria pode levar ao agravamento de condições muito graves, como câncer e doença renal.

O médico, certamente, fará o diagnóstico com base em exame clínico, exame de sangue, exame de urina. Pode, inclusive, solicitar exames de imagem para determinar a causa do sangue na urina. Só aí, a causa poderá ser descoberta e tratada. O Dr. Thimothy Legg [1], geriatra do California Southern University, enumerou as causas mais comuns para a presença de sangue na urina.

DOENÇAS QUE PROVOCAM SANGUE NA URINA

INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO

Sim, a infecção urinária é uma das causas bastante comuns de sangue na urina. A infecção pode estar em algum ponto do sistema urinário, na bexiga ou nos rins. Decerto, a infecção ocorre quando as bactérias sobem a uretra, o canal que leva a urina para fora do corpo da bexiga. Dessa forma, o processo infeccioso pode entrar na bexiga e chegar até os rins. Muitas vezes, os sintomas de infecção urinária incluem dor e necessidade de urinar com frequência. Ao mesmo tempo, pode ocorrer a hematúria macroscópica, que pode ser vista ao urinar, ou microscópica, que só pode ser vista no microscópio, durante o exame de urina.

CÁLCULO RENAL

Outra razão comum para o sangue na urina é a presença de pedras nos rins ou na bexiga. Os cálculos renais se formam, a saber, a partir dos minerais da nossa urina. Eles, então,  podem se desenvolver dentro de seus rins ou bexiga. O sintoma de cálculo renal surge quando minerais cristalizados causam um bloqueio que muitas vezes resulta em hematúria e dor renal significativa. Dor nas costas, dor na barriga ou lateralmente são sintomas marcantes. Além disso, ardor ao fazer xixi, pode ocorrer.

PRÓSTATA AUMENTADA

Em homens de meia-idade e mais velhos, uma causa bastante comum de sangue na urina é a próstata aumentada. Esta glândula, a saber, está logo abaixo da bexiga e perto da uretra. Quando a próstata fica maior, como acontece com os homens na meia-idade, ela comprime a uretra. Algumas vezes, a condição causa problemas para urinar e pode, inclusive, impedir que a bexiga se esvazie completamente. Como consequência, pode se desenvolver uma infecção urinária com presença de sangue na urina.

DOENÇA RENAL

Uma razão menos comum para ver sangue na urina é a doença renal. Assim, quando há um rim doente ou inflamado, a urina pode vir com traços de sangue. Este tipo de problema pode ocorrer sozinho ou como consequência de outra doença. Aliás, em alguns casos a hematúria é um dos sintomas de diabetes.

Em crianças com idade entre 6 a 10 anos, o distúrbio renal chamado glomerulonefrite pós-estreptocócica pode, também, resultar em hematúria. Embora seja raro esse distúrbio, decerto, pode se desenvolver de uma a duas semanas após uma infecção por estreptococos que não tenha sido corretamente tratada.

CÂNCER

Câncer de bexiga, rim ou próstata podem causar sangue na urina. Esse é um sintoma que geralmente ocorre em casos avançados de câncer quando o diagnóstico já foi feito. Contudo, algumas vezes o sangue na urina pode ser um sinal precoce do problema.

MEDICAMENTOS

Certos medicamentos podem causar sangue na urina. Podemos citar, por exemplo, penicilina, aspirina, diluentes do sangue, como heparina e varfarina. Ao mesmo tempo, muitas vezes, a ciclofosfamida, droga usada para tratar certos tipos de câncer, pode ter este efeito colateral.

CAUSAS MENOS COMUNS

Existem algumas outras causas de hematúria que não são muito comuns. Podemos citar, por exemplo:

  • anemia falciforme
  • síndrome de Alport
  • hemofilia
  • exercícios extenuantes
  • golpe nos rins

QUANDO É EMERGÊNCIA MÉDICA

O sangue na urina sempre será motivo de agendar uma consulta. Você não deve ignorar nem mesmo uma pequena quantidade de sangue na sua urina. Consulte o seu médico se não vir sangue na sua urina, mas tiver micção frequente, difícil ou dolorosa, dor abdominal ou dor nos rins. Todos estes podem ser indicações de hematúria microscópica. Porém, em alguns casos, é preciso buscar atendimento médico de urgência, como um pronto socorro. Então, vá imediatamente ao médico se:

  • não conseguir urinar
  • ver coágulos sanguíneos
  • tiver náusea e vômito
  • tiver febre e calafrios
  • dor abdominal, lateral ou dor nas costas.

COMO PREVENIR O PROBLEMA

  • Para evitar infecções, beba bastante água diariamente. Urine imediatamente após a relação sexual e pratique uma boa higiene íntima.
  • Para evitar pedras nos rins, beba muita água e evite o excesso de sal. Ao mesmo tempo, evite certos alimentos como espinafre e ruibarbo, que são ricos em oxalato de cálcio.
  • Para prevenir o câncer de bexiga, precisa parar de fumar, limitar a exposição a produtos químicos e beber, sempre, muita água.
OPINIÃO MÉDICA: DR. THIMOTHY LEGG [1]

Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos. 

Fonte: Diário de Biologia

 

Categoria: Opinião, Saúde
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