Meio Ambiente

Tecnologia "blindará" mosquito contra dengue em teste de cidades com até 1,5 milhão de habitantes

Publicado em 16/04/2019 às 08h56

Foto: Alexandre Penido / ASCOM MS

O método Wolbachia, já aplicado no Rio de Janeiro, será levado às cidades de Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG). Medida reduz doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Três cidades brasileiras irão realizar a etapa final do método “Wolbachia” para o combate ao mosquito Aedes aegypti, antes da sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A nova fase do projeto World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) da Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde será testado nos municípios de Campo Grande (MS), Belo Horizonte (BH) e Petrolina (PE). Para isso, a pasta vai destinar R$ 22 milhões. A metodologia é inovadora, autossustentável e complementar às demais ações de prevenção ao mosquito. Consiste na liberação do Aedes com o microrganismo Wolbachia na natureza, reduzindo sua capacidade de transmissão de doenças.

O anúncio da etapa final de avaliação da Wolbachia, nos três municípios, foi feito pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nesta segunda-feira, (15), durante a abertura do evento “Atualização em Manejo Clínico da Dengue e febre do chikungunya e no controle vetorial do Aedes aegypti”, em Campo Grande (MS).  O evento tem como objetivo capacitar médicos, enfermeiros, coordenadores e supervisores de Controle de Vetores dos 79 municípios do estado de Mato Grosso do Sul em relação à técnica de manejo, controle do mosquito e operação de campo.

Ao fazer o lançamento, em Campo Grande, o ministro da Saúde reforçou que a estratégia de combate ao mosquito Aedes continua sendo responsabilidade de todos. “Essa é uma estratégia complementar. Governo e população precisam continuar fazendo sua parte. No âmbito da pesquisa, hoje estamos dando um importante passo. Tínhamos duas linhas de trabalho, sendo uma voltada ao controle do mosquito com o uso de inseticidas, e outra direcionada ao controle biológico, que é o caso do uso da Wolbachia. Essa última pesquisa foi muito bem em todas as etapas, desde a parte teórica até o ensaio clínico em laboratório, e no teste em cidades de pequeno porte. E agora, vamos testar em cidades acima de 1,5 milhão de habitantes”, disse o ministro Henrique Mandetta.

De acordo com o ministro, as três cidades, onde serão trabalhadas a última fase, vão servir de base para verificar a eficácia da metodologia nas regiões do Centro-Oeste, a partir de Campo Grande; Nordeste, por meio de Petrolina; e Sudeste, a partir da experiência em Belo Horizonte. “Em breve, devemos fazer em outras cidades, para colhermos os frutos com o desenvolvimento. Isso vai envolver trabalho da assistência, com o acompanhamento do número de casos; de entomologistas, para saber a prevalência do mosquito; com agentes comunitários de Saúde; e por meio de armadilhas colocadas a campo”, explicou o ministro.

A última fase de teste, agora em cidades com mais de 1,5 mil habitantes, com o mosquito Aedes aegypti infectados com Wolbachia, terá início, em Campo Grande, Belo Horizonte e Petrolina, no segundo semestre de 2019 e tenha uma duração de cerca de três anos. O método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos. No caso do município de Belo Horizonte, o Ministério da Saúde apoiará a realização de Ensaio Clínico Randomizado Controlado (em inglês Randomized Controlled Trial, RCT) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e apoio do National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID).

A medida é complementar e ajuda a proteger a região das doenças propagadas pelos mosquitos, uma vez que o Aedes aegypti com Wolbachia - que têm a capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika, chikungunya – ao serem soltos na natureza se reproduzem com os mosquitos de campo e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável. Esta iniciativa não usa qualquer tipo de modificação genética.

As liberações de mosquitos são precedidas por uma série de ações educativas e de comunicação, com o objetivo de informar a população sobre o método Wolbachia. Esta etapa tem o apoio e a participação de parceiros do WMP no território, como lideranças comunitárias e associações de moradores, unidades de saúde, escolas e organizações não-governamentais.

A Wolbachia é um microrganismo presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente no Aedes aegypti. Uma vez inserida artificialmente em ovos de Aedes aegypti, a capacidade do Aedes transmitir o vírus da zika, Chikungunya e Febre Amarela fica reduzida. Com a liberação de mosquitos com a Wolbachia, a tendência é que esses mosquitos se tornem predominante e diminua o número de casos associado a essas doenças nos três municípios.

INVESTIMENTOS

Desde 2011, o Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates e National Institutes of Health já investiram no método Wolbachia R$ 31,5 milhões. As primeiras liberações dos mosquitos contendo Aedes aegypti com wolbachia no Brasil ocorreram em 2015 nos bairros de Jurujuba em Niterói e Tubiacanga na Ilha do Governador ambos no estado do Rio de Janeiro.

Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala em Niterói e em 2017 no município do Rio de Janeiro. Atualmente o WMP Brasil atende 29 bairros na cidade do Rio de Janeiro e 28 bairros de Niterói. No total, já são 1,3 milhão de pessoas beneficiadas no estado com o método Wolbachia. Além do Brasil, também desenvolvem ações do programa países como: Austrália, Colômbia, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Vietnã, e as ilhas do oceano pacífico Fiji, Kiribati e Vanuatu.

AÇÕES DE COMBATE AO MOSQUITO

As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos. A Sala Nacional articula com as 2.166 Salas Estaduais e Municipais as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil, que são vistoriados pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais. Para o diagnóstico das doenças zika e chikungunya, e também dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular. Também são investidos recursos em ações de comunicação, como campanhas publicitárias e divulgação nas redes sociais, junto à população.

Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,73 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas denguezika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios.

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde 

Categoria: Brasil, Geral
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Prefeitura revitaliza canteiros, praças e horto florestal

Publicado em 12/04/2019 às 16h25

Espaços são restabelecidos em sistema de rodízio, recebendo poda, corte de grama, reposição de plantas e varrição

A Prefeitura continua realizando a manutenção das praças, jardins e canteiros por toda a cidade e distritos. Esta semana, de segunda-feira (8) a sexta-feira (12), os locais contemplados foram os trevos de acesso à Rua Professor Carvalho (Morro do Castelo) e BNH, praça do bairro São Francisco e horto florestal.

Os espaços foram amplamente restabelecidos, recebendo poda nos arbustos, corte da grama, reposição de plantas, recolhimento de troncos e folhagens secas, assim como limpeza e recolhimento dos entulhos.

A manutenção dos jardins e canteiros de todo o município vem sendo mantida pela Secretaria de Meio Ambiente por meio de sua equipe de Jardinagem e Urbanismo. O trabalho é executado de segunda a sexta-feira, dentro de cronograma de prioridades e emergências.

O serviço funciona em sistema de rodízio. O projeto torna as praças mais limpas e revitalizadas para que crianças, jovens e adultos possam circular em um espaço apropriado ao entretenimento e convivência social.

Categoria: Muriaé
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Prefeitura alerta para importância da prevenção da dengue

Publicado em 05/04/2019 às 17h27

Enquanto cidades da região estão com alto índice de infestação do Aedes e de casos suspeitos, situação de Muriaé está controlada

Enquanto cidades da região estão com elevados índices de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, e de casos suspeitos e confirmados, a situação em Muriaé está controlada. Até o momento não há casos confirmados da doença no município.

Para que o município continue com essa estabilidade, se comparada com outros municípios que estão vivendo uma epidemia de dengue, a Prefeitura de Muriaé, através da Secretaria Municipal de Saúde, faz um alerta à população sobre a importância de se combater a proliferação do Aedes, principalmente após as chuvas que caíram na cidade nas últimas semanas.

“Apesar da situação estar sob controle em Muriaé, temos que ficar alerta e continuar fazendo a nossa parte quanto à prevenção da dengue, pois é uma doença séria e que pode levar à morte, principalmente agora, com a circulação do vírus tipo 2”, destaca o secretário Municipal Adjunto de Saúde, Wescley de Souza.

A orientação é para que os muriaeenses não deixem água parada em vasos sanitários e de flores, pneus velhos, latas e outros recipientes que posam servir de criadouros para o mosquito; despejem cloro em ralos de banheiro, tenham uma atenção especial para a disposição correta do lixo, além de aplicar repelente em crianças e idosos diariamente. “É importante que a gente se previna, pois o tipo 2 da dengue é muito agressivo, principalmente com crianças e pessoas idosas”, frisa a diretora da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Carla Morcerf.

A Prefeitura continua com o trabalho de prevenção e combate aos focos do Aedes. Entre as ações estão visitas domiciliares pelos agentes de endemias e projetos de educação ambiental em escolas, unidades de saúde, praças, entre outros.

 

Suspeita – Em caso de suspeita de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, para preenchimento de notificação e posterior bloqueio vetorial.

Já quem for à rede particular deve pedir ao médico para que faça uma notificação de suspeita de dengue e envie à Secretaria Municipal de Saúde o formulário que está disponível no site do Ministério da Saúde. Com a notificação, o cidadão também terá atendimento prioritário, além de poder fazer exames de forma gratuita. Denúncias e orientações podem ser feitas e solicitadas pelo telefone 3729-1301.

 

Categoria: Muriaé
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Prefeitura realiza serviço de manutenção das estradas rurais

Publicado em 05/04/2019 às 15h44

Objetivo é garantir segurança de moradores e facilitar deslocamentos de agricultores e estudantes

O serviço de manutenção das estradas rurais está atendendo a todas as vias de terra. Neste momento, quinta e sexta-feira (4 e 5), cinco pontos importantes estão sendo patrolados, de acordo com um cronograma preestabelecido e devem continuar para a próxima semana. A Prefeitura, através da Secretaria de Agricultura, pretende garantir a segurança dos moradores da área rural, facilitando os deslocamentos de agricultores que precisam escoar as suas mercadorias e assegurando o direito de ir e vir de estudantes.

Esta semana os maquinários (patrol) estão trabalhando nas estradas da Embaúba, localizada nas proximidades de Pirapanema; no Córrego Serrano na região conhecida como Alto Macuco; em Bom Jardim, no Pontão; Siricuite, em Bom Jesus e Sofocó, na direção Usina da Fumaça. Os caminhões caçamba fazem o transporte do saibro e dão o suporte necessário para a execução do serviço.

“Existem muitas solicitações em relação às estradas rurais, mas no período chuvoso existe muita umidade nas vias de terra, o que dificulta a realização do serviço. Mesmo assim, não paramos. Seguimos com o trabalho permanentemente. A partir de abril, quando o período de chuva passar, as atividades serão reforçadas”, disse o secretário de Agricultura, Manoel Carvalho.

Muriaé possui uma malha viária rural extensa. São mais de 2.300 quilômetros de vias de terra. Por toda à extensão existem propriedades rurais, galpões comerciais, áreas de plantio e grandes lavouras. Para os moradores trafegarem com segurança é preciso que as estradas estejam adequadas, já que alguns usam os seus carros, outros motocicletas, bicicleta ou charrete.

Categoria: Muriaé
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Biotecnologia pode evitar a extinção da banana

Publicado em 28/03/2019 às 08h55

 

Evolução do fungo fusarium oxysporum, que devastou culturas de banana décadas atrás, ameaça o alimento mais uma vez

A produção de banana é distribuída por todo o território nacional, somando quase 7 milhões de toneladas em 2018. A principal região produtora é o Nordeste, com 38% da safra nacional, seguida pelo Sudeste, com 28%. Os dados são do relatório Cenário Hortifruti Brasil, lançado recentemente pelo programa Hortifruti Saber & Saúde, CNA e ABRAFRUTAS. No entanto, apesar da grande produção, cientistas acreditam que o alimento pode estar próximo de sua extinção e essa não é a primeira vez.

O motivo tem a ver com a forma de plantação da fruta, que é realizada por meio de clones de uma única planta mãe, que gera bananas geneticamente iguais e, portanto, suscetíveis às mesmas doenças. Uma, em especial, preocupa os produtores do alimento: a causada pelo o fungo fusarium oxysporum, que está presente no solo e age impedindo que o vegetal retire água e nutrientes da terra, levando-o à morte.

Na década de 1890, no Panamá, a doença causada pelo fungo foi identificada pela primeira vez e por isso ficou conhecida como "Mal do Panamá". Em 1950, os produtores de bananas da variedade Gros Michel perderam a guerra contra o fungo, que não foi eliminado por nenhum fungicida ou defensivo químico, permanecendo no solo. Naquela época, ele já tinha se alastrado por todo o planeta e já não existia área viável para as plantações da fruta.

A variedade Cavendish (aqui chamada de banana nanica ou d'água), por sua vez, era cultivada na propriedade de um palácio na Inglaterra e, por ser geneticamente diferente da banana Gros Michel, foi capaz de resistir ao "Mal do Panamá". Hoje, apesar de existirem algumas variedades diferentes, como a "maçã" e a "prata" (plantadas no Brasil e suscetíveis ao Mal do Panamá), a Cavendish é a mais produzida e comercializada pelo mundo.

No entanto, ela corre perigo, pois o fusarium oxysporum evoluiu ao longo dos anos e agora ameaça também as plantações dessa variedade. "Assim como aconteceu com a variedade Gros Michel no passado, as plantações de Cavendish não apresentam nenhuma resistência contra o novo fusarium oxysporum, pois a forma de produção de banana não mudou", esclarece Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

O novo fungo é ainda mais agressivo e foi descoberto na década 1990, no sul da Ásia. Hoje, ele já é encontrado na Austrália e países do norte da Ásia, como a China, um dos maiores produtores de banana no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações de banana Cavendish já foram destruídos no país.

Para que a extinção da banana não ocorra é necessário impedir o avanço da doença, através de medidas de controle de exportação/importação. Cientistas também trabalham com o objetivo de encontrar ou desenvolver uma nova variedade que seja resistente ao fungo e que agrade o paladar da população mundial. Entretanto, por conta da forma com que a banana sempre foi cultivada, encontrar variedades geneticamente diferentes é raro. Por isso, talvez seja necessário recorrer a genes de resistência em outras espécies.

Segundo Adriana, a biotecnologia pode ajudar a aumentar a variabilidade genética da banana por meio do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas. "A transgenia é uma ferramenta poderosa para a preservação da biodiversidade. Por meio dela, podemos identificar e transferir genes que permitiriam a sobrevivência de espécies em condições antes inviáveis. Se essa espécie for a banana, estaria aí uma chance superar os riscos que rondam a cultura", afirma.

 

Sobre o CIB
O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não governamental, cuja missão é atuar na difusão de informações técnico-científicas sobre biotecnologia e suas aplicações. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do site www.cib.org.br e de nossos perfis no Facebook, no LinkedIn e noYouTube.

 

 

Categoria: Dicas, Geral
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Elevação da temperatura nos últimos anos deve impactar clima de 2019, como a ocorrência de chuvas irregulares

Publicado em 23/03/2019 às 09h29

Pesquisadores trabalham no monitoramento de eventos climáticos a fim de aplicar melhor essas informações na atividade agrícola

 A ocorrência de eventos climáticos extremos, como fortes temporais, ondas de calor ou frio intenso e o aumento do período de estiagem tem desafiado os agricultores brasileiros nos últimos anos. Ás vésperas do Dia Mundial da Meteorologia, celebrado neste sábado, 23 de março, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), alerta que a tendência neste ano de 2019 é de que se repitam irregularidades climáticas. “Quando as temperaturas estão mais elevadas como está acontecendo, isso provoca maior instabilidade na atmosfera. E, consequentemente, faz com que haja fenômenos meteorológicos mais intensos”, alerta Francisco de Assis, diretor do instituto.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os anos de 2015, 2016, 2017 e 2018 foram os mais quentes registrados até hoje. O relatório mais recente da organização mostra ainda que, no ano passado, a temperatura média global foi 1°C acima da base pré-industrial (1850-1900). “Devido à dimensão territorial, o Brasil também sofre essas variações de padrões atmosféricos, o que muda o comportamento climático e faz com que haja alta irregularidade na precipitação em determinadas regiões do país. As estiagens que aconteciam normalmente de 10 a 15 dias estão mais prolongadas e mais frequentes”, explica Assis.

O diretor acrescenta que as regiões mais afetadas são produtoras de grãos como o Sul, Sudeste, o norte de Minas Gerais, Espírito Santo e parte da Bahia. Ele lembra que este ano já ocorreu estiagem no Paraná, no Mato Grosso do Sul, no norte de Minas, afetando parte de Goiás e do Distrito Federal.
“A agricultura tem aplicado muito o desenvolvimento tecnológico, novas variedades (de culturas), mais resistentes às condições das variações e às estiagens mais prolongadas. Mesmo assim, tem sido muito afetada”, ressalta.

Agrometeorologia

A forte dependência das práticas agrícolas, como plantio, adubação, irrigação, colheita, em relação às condições de tempo tem aumentado a demanda pela utilização de dados climáticos para a produção agropecuária. Estas informações servem para na tomada de decisão das propriedades rurais e podem evitar perdas na produção de alimentos.

Em fevereiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu um grupo de trabalho de agrometeorologia para fazer diagnóstico dos serviços de meteorologia agrícola do Governo Federal. O grupo é formado por representantes do Mapa, Inmet, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Federação Nacional de Seguros Gerais e Federação Nacional das Empresas de Resseguros. o prazo final para apresentar todas as propostas é 7 de maio.

As informações meteorológicas e climatológicas compõem as políticas agrícolas como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), Garantia Safra (GS) e Zoneamento Agrícola de Risco Climáticos (Zarc), que oferecem ao produtor a possibilidade de mitigar riscos das perdas decorrentes de intempéries climáticas adversas.

Parcerias

Uma das regiões brasileiras que tem apresentado forte demanda por informações climáticas é o oeste da Bahia, grande produtora de grãos e fibras. Sob predomínio do cerrado semiárido, a região é muito vulnerável a condições de tempo consideradas limitantes. Para melhorar a percepção sobre as implicações das alterações climáticas na produção agrícola no estado, a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) firmaram parceria com a Embrapa Territorial.

O objetivo é desenvolver uma plataforma com dados agroclimáticos gerados em tempo real que auxilie os agricultores da região a terem acesso antecipado a fatores climáticos que interferem no plantio, pulverização e colheita. A expectativa é facilitar as decisões dos agricultores e reduzir custos do processo produtivo. Os dados captados das estações meteorológicas serão disponibilizados para os usuários em portal e aplicativo de celular.

“Uma vez que estes produtos estejam funcionando adequadamente no oeste da Bahia, a intenção é expandir para outras áreas. A gente espera que em médio prazo consiga colocar todos esses produtos on line para o Brasil inteiro”, afirmou Paulo Barroso, supervisor do grupo de monitoramento estratégico da Embrapa Territorial.

Segundo o engenheiro agrônomo, os produtores rurais poderão acessar as informações sobre condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das principais doenças que atingem as plantações de soja e algodão, como a ferrugem asiática e a mancha de ramulária, respectivamente.

Outro tipo de informação que ficará disponível na plataforma é o índice de evapotranspiração do local para apoiar a análise da necessidade de irrigação de diferentes culturas, entre outros dados meteorológicos. “Nós vamos disponibilizar também estimativas de biomassa, que podem ser utilizadas como parâmetro para saber o nível de desenvolvimento da lavoura e comparar com anos anteriores”, completou Barroso.

Outras unidades da Embrapa também desenvolvem pesquisas para encontrar soluções a problemas enfrentados pela agricultura e instrumentos de análise de risco climático. A Embrapa Informática Agropecuária desenvolveu um sistema de monitoramento agrometeorológico, o Agritempo. A base de dados do sistema é formada a partir da articulação entre uma rede física de sensores que enviam dados para uma rede de tecnologia de informação e comunicação e outra rede de instituições e especialistas que compartilham informações.

Sisdagro

Atualmente, o Inmet também oferece a agricultores, engenheiros agrônomos e outros profissionais que atuam no campo serviços e aplicativos de consulta às informações meteorológicas, como o AgromaisClima e o Sisdagro (Sistema de Suporte à Decisão Agropecuária).

O Sisdagro (link) permite acesso às condições agrometeorológicas registrados até a data da consulta e dos próximos cinco dias. Pelo sistema, os produtores acessam ferramentas com informações sobre balanço hídrico e perda de produtividade, índice de vegetação, alerta sobre a ocorrência de geada, possibilitando a análise das datas mais propícias para preparo do solo, plantio e colheita e da necessidade de irrigação.

“Isso vem crescendo no país. Há uma discussão bastante forte, inclusive com a criação do grupo de trabalho pelo Ministério da Agricultura, para que se tenha cada vez mais informações e produtos para o agricultor ter maior capacidade de gerenciar danos causados por eventos climáticos e melhor gerenciamento do processo produtivo”, ressaltou Barroso.

Para o especialista, a perspectiva é de que no curto prazo o país tenha uma variedade maior de recursos com informações meteorológicas desenvolvidos por várias instituições, inclusive privadas. “O Brasil acordou para a importância da agrometeorologia para gerenciamento das atividades agrícolas das diferentes áreas”.

O Sol, a Terra e o Tempo

O Dia Mundial da Meteorologia foi instituído pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 1961, com o objetivo de reforçar o propósito dos serviços meteorológicos em monitorar o clima e entregar diariamente previsões do tempo e aconselhar gestores de políticas públicas.

O tema escolhido pela ONU deste ano é “O Sol, a Terra e o Tempo”. A organização ressalta que o sol é fonte primária de energia para a vida na Terra e que rege o tempo, as correntes oceânicas e o ciclo hidrológico. Segundo o diretor do Inmet, que representa a OMM no Brasil, a escolha deste tema tem o objetivo de estimular o aproveitamento do sol como fonte de energia, inclusive nas atividades rurais.

“ A energia fotovoltaica pode ser cada vez mais aproveitada na terra como um todo, principalmente nas regiões tropicais. Aqui no Brasil praticamente tudo é região tropical e há uma incidência muito grande de radiação e de energia solar. Então, há um potencial solar a ser aproveitado”, comenta Assis.

O Inmet celebrará a data na próxima segunda-feira (25), com palestra sobre variabilidade climática do pesquisador Luiz Carlos Baldicero Molion. O evento ocorrerá, às 10h, no auditório Adalberto Serra, no campus do Inmet, em Brasília, com a presença do Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo.

Categoria: Geral
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Baixa pressão pode formar um ciclone tropical no litoral da BA e norte do ES

Publicado em 23/03/2019 às 09h09

 

Previsão do Inmet é de chuvas fortes e rajadas de ventos de até 100km/hora neste fim de semana


Devido à formação de um sistema de pressão atmosférica de forte intensidade no litoral sul da Bahia e norte do Espírito Santo, bem como o aumento da temperatura das águas no Oceano Atlântico, há a possibilidade dessa baixa pressão transformar-se em um ciclone tropical entre os dias 23 e 24 de março de 2019, prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A previsão continua para chuvas intensas e ventos fortes no sudeste da Bahia e rajadas de ventos fortes no norte do Espírito Santo. Os ventos podem atingir em torno de 100Km/h. A Marinha do Brasil também está monitorando o fenômeno meteorológico e a Defesa Civil está em alerta na região.

O ciclone se caracteriza pela queda da pressão atmosférica fechando um centro de baixa pressão resultando em condições adversas do tempo, de acordo com explicação da meteorologista Naiana Araújo, do Centro de Análise e Previsão do Tempo Inmet.

Categoria: Região
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22 de março – Dia Mundial da Água

Publicado em 22/03/2019 às 09h48

O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 22 de março de 1992 e visa à conscientização da população a respeito dessa valiosa substância.

Categoria: Geral, Mundo
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Rio Itatinga: patrimônio hídrico da Serra do Mar

Publicado em 19/03/2019 às 08h57

Com águas limpas e cristalinas, o Itatinga tem importância ambiental e econômica, além de ser um dos últimos habitats para uma espécie de peixe

O Parque das Neblinas é o berço do rio Itatinga, importante patrimônio hídrico que percorre os municípios de Bertioga e Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo.  A reserva da Suzano, gerida Ecofuturo, protege 463 nascentes, o que corresponde a cerca de 50% de sua bacia, além de 14 dos 24 km do curso do rio.

Com água cristalina dentro do Parque, a recuperação do Itatinga – bastante impactado nas décadas de 1940 e 1950 pela produção de carvão para siderurgia – aconteceu devido ao manejo adequado e estratégias de conservação desenvolvidas pelo Instituto na área.

Além da relevância ambiental, uma vez que está inserido no contexto da Serra do Mar Paulista – o maior contínuo remanescente de Mata Atlântica no País –, o rio Itatinga desempenha importante papel para economia: ele move a Usina Hidrelétrica da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que fornece energia para o Porto de Santos, o principal do Brasil e o maior complexo portuário da América Latina.

O Itatinga é também um dos últimos habitats do Coptobrycon bilineatus (conhecido como lambarizinho ou piabinha), espécie de peixe classificada como Vulnerável (VU) à extinção e que não era coletada desde 1910. Nas suas águas vivem ainda outras 15 espécies de peixes. 

“O rio Itatinga é a principal artéria do Parque das Neblinas, que conserva também outras 14 nascentes que desaguam para o Alto Tietê.  Além disso, o Itatinga cruza outras unidades de conservação, como o Parque Estadual Serra do Mar e o Parque Estadual Restinga de Bertioga, sendo de fundamental importância para o equilíbrio de ambientes como o mangue e a restinga do município de Bertioga”, afirma Paulo Groke, diretor de Sustentabilidade do Instituto Ecofuturo.

A dinâmica da floresta e dos recursos hídricos está diretamente interligada: um depende do outro e a conservação de ambos é necessária. De acordo com Groke, a cobertura florestal nas margens dos rios atua como uma camada de proteção e, assim como uma esponja, absorve a força das grandes chuvas e evita, por exemplo, que a água chegue barrenta nos cursos d’água, já que retém os sedimentos que iriam diretamente para o rio, além de reduzir a ocorrência de erosões no solo. A cobertura vegetal permite ainda que a água das chuvas se infiltre no solo, promovendo assim a recarga dos lençóis freáticos.

Para ilustrar essa interligação, o Ecofuturo divulga, na semana do Dia Mundial da Água (celebrado em 22 de março), um novo vídeo com informações e imagens do Parque das Neblinas – Imagens do vídeo: Adventure Camp e Drones4Brasil.

Sobre o Parque das Neblinas

Reconhecido pelo Programa Homem e Biosfera da UNESCO como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o Parque das é uma reserva ambiental da Suzano, gerida pelo Ecofuturo, com 6 mil hectares. No local, são desenvolvidas atividades de ecoturismo, pesquisa científica, educação ambiental, manejo e restauração florestal e participação comunitária. Mais de 1.250 espécies já foram identificadas no Parque e para conhecer mais sobre a diversidade de animais e plantas protegidos na reserva, confira a publicação “A biodiversidade no Parque das Neblinas”, disponível gratuitamente no site do Ecofuturo.

Sobre o Instituto Ecofuturo

O Instituto Ecofuturo contribui para transformar a sociedade por meio da conservação ambiental e promoção de leitura, integrando livros, pessoas e natureza. Entre as principais iniciativas estão o projeto Biblioteca Comunitária Ecofuturo, com a implantação de mais de 100 bibliotecas no País, e a gestão do Parque das Neblinas, onde são desenvolvidas atividades de educação ambiental, pesquisa científica, ecoturismo, manejo e restauração florestal, e participação comunitária. Organização sem fins lucrativos, fundada em 1999 e mantida pela Suzano, o Instituto atua como articulador entre sociedade civil, poder público e o setor privado. Conheça mais sobre o Ecofuturo em www.ecofuturo.org.br, e acompanhe em www.facebook.com/InstitutoEcofuturowww.youtube.com/institutoecofuturo e www.instagram.com/ecofuturo.

Categoria: Brasil
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DEMSUR divulga Nota à Imprensa sobre intervenção na Rua José de Abreu

Publicado em 13/03/2019 às 09h27

A respeito da obra de drenagem pluvial no bairro Augusto de Abreu, o Demsur esclarece que o trabalho que está sendo realizado não tem nenhuma relação com os alagamentos que já ocorrem nas áreas próximas.

No local há um córrego que foi precariamente canalizado na década de 90, pelos proprietários do loteamento Augusto de Abreu.

A galeria é antiga, com paredes de pedra e sem um leito de sustentação. Devido à precariedade dessa estrutura, atualmente, parte dela encontra-se em ruínas, sem qualquer possibilidade de recuperação, inclusive apresentando afundamento da via pública.

A obra que está sendo executada é tão somente para desviar o córrego canalizado no trecho onde houve colapso da estrutura.

Aliás, é importante destacar que a galeria original possui seção quadrada de 1,20m, o que representa uma área interna de 1,44m². Neste local o Demsur está instalando tubos com 1,50m de diâmetro, que possui área interna igual a 1,77m², ou seja, aumentando a área para escoamento das águas neste trecho.

O Setor Técnico do Demsur se coloca inteiramente à disposição dos moradores e comerciantes da região para esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

Categoria: Muriaé
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