Meio Ambiente

Brasil é o 4º país do mundo que mais gera lixo plástico

Publicado em 07/03/2019 às 09h57

Estudo do WWF baseado em dados do Banco Mundial aponta que entre os 15 países que mais geram lixo plástico no Mundo, Brasil é o que menos recicla

Brasil produz 11.355.220 toneladas de lixo plástico por ano. Desse total, apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Bem abaixo da média global de reciclagem de lixo plástico, que é de 9%.
Brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo.
Os maiores produtores de lixo plástico no mundo são; EUA (70,7 milhões de toneladas), China (54,7 milhões de toneladas), Índia (19,3 milhões de toneladas), Brasil (11,3 milhões de toneladas) e Indonésia (9,8 milhões de toneladas).
Aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano – o que equivale à 23.000 Boeing 747 pousando nos oceanos todos os anos.
75% de todo o plástico produzido já foi descartado.
Até 2030, a poluição por plásticos nos oceanos deve chegar a 300 milhões de toneladas – o que corresponde a 26.000 garrafas de 500ml de água a cada km² de oceano.
Abordagens descoordenadas e fragmentadas para resolver esta crise não serão suficientes. Por isso é crucial que os líderes globais se comprometam a reduzir a poluição por plásticos.
A votação de um acordo global sobre o tema acontecerá em março, durante a UNEA-4, em Nairóbi, Quênia.

Brasília - DF, 5 de março de 2019 – A crise mundial da poluição por plásticos só vai piorar a menos que todos os atores da cadeia de valor dos plásticos se responsabilizem pelo custo real do material para a natureza e para as pessoas, alerta um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado hoje. O novo estudo, "Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização", reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

A proposta desse acordo global será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Em fevereiro, o WWF lançou uma petição para pressionar os líderes globais a defenderem esse acordo legalmente vinculativo sobre a poluição dos plásticos marinhos na UNEA-4, que até agora atraiu 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para participar da petição, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

Segundo o estudo lançado pelo WWF hoje, o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2, revela o estudo conduzido pelo WWF.

"Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza", afirma Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

De acordo com o estudo:

"O plástico não é inerentemente nocivo. É uma invenção criada pelo homem que gerou benefícios significativos para a sociedade. Infelizmente, a maneira com a qual indústrias e governos lidaram com o plástico e a maneira com a qual a sociedade o converteu em uma conveniência descartável de uso único transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial. Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado."


No Brasil

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O Brasil recicla apenas 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O levantamento foi realizado pelo WWF com números do Banco do Mundial e analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico a cada semana.

PRODUÇÃO E RECICLAGEM DE PLÁSTICO NO MUNDO

Números em toneladas 

País

Total de lixo plástico gerado*

Total incinerado

Total reciclado

Relação produção e reciclagem

Estados Unidos

70.782.577

9.060.170

24.490.772

34,60%

China

54.740.659

11.988.226

12.000.331

21,92%

Índia

19.311.663

14.544

1.105.677

5,73%

Brasil

11.355.220

0

145.043

1,28%

Indonésia

9.885.081

0

362.070

3,66%

Rússia

8.948.132

0

320.088

3,58%

Alemanha

8.286.827

4.876.027

3.143.700

37,94%

Reino Unido

7.994.284

2.620.394

2.513.856

31,45%

Japão

7.146.514

6.642.428

405.834

5,68%

Canadá

6.696.763

207.354

1.423.139

21,25%

 

Fonte: WWF / Banco Mundial (What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050)
*Valor total de lixo plástico descartado em resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais, resíduos de construção, lixo eletrônico e resíduos agrícolas, na fabricação de produtos durante um ano.

No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

"É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos", afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Impacto socioambiental
A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água. Os impactos diretos estão relacionados a não regulamentação global do tratamento de resíduos de plástico, ingestão de micro e nanoplásticos (invisível aos olhos) e contaminação do solo com resíduos.

A queima ou incineração do plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. O descarte ao ar livre também polui aquíferos, corpos d'água e reservatórios, provocando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.

Na poluição do solo, um dos vilões é o microplástico oriundo das lavagens de roupa doméstica e o nanoplástico da indústria de cosméticos, que acabam sendo filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual. Quando não são filtradas, essas partículas acabam sendo lançadas no ambiente, ampliando a contaminação.

Micro e nanoplásticos vêm sendo ainda consumidos por humanos via ingestão de sal, pescados, principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Estudos indicam que 241 em cada 259 garrafas de água também estão contaminadas com microplásticos. Apesar de alarmante, ainda são pouco conhecidos os impactos desta exposição humana, a longo prazo.

Apesar de ainda haver poucos estudos sobre o impacto da ingestão de plástico por seres humanos e outras espécies de animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 2018, que entender os efeitos do microplástico na água potável é um passo importante para dimensionar o impacto da poluição de plásticos em humanos.

No caminho das soluções
O estudo do WWF também aponta as possíveis soluções e caminhos capazes de estimular a criação de uma cadeia circular de valor ao plástico. Pensados para cada elo do sistema, que envolve a produção, consumo, descarte, tratamento e reúso do plástico, os cuidados necessários propostos oferecem uma orientação para os setores público e privado, indústria de reciclagem e consumidor final, de modo que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e estabeleçam uma cadeia circular completa.

Os principais pontos da proposta, são:

Cada produtor ser responsável pela sua produção de plástico – O valor de mercado do plástico virgem não é real pois não quantifica os prejuízos causados ao meio ambiente e também não considera os investimentos em reúso ou reciclagem. É necessário haver mecanismos para garantir que o preço do plástico virgem reflita seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados.
Zero vazamento de plástico nos oceanos – O custo da reciclagem é afetado pela falta de coleta e por fatores como lixo não confiável, ou seja, misturado ou contaminado. As taxas de coleta serão maiores se a responsabilidade pelo descarte correto for colocada em empresas produtoras dos produtos de plástico e não apenas no consumidor final, uma vez que serão encorajadas a buscar materiais mais limpos desde seu design até o descarte.
Reúso e reciclagem serem base para o uso de plástico – A reciclagem é mais rentável quando o produto pode ser reaproveitado no mercado secundário. Ou seja, o sucesso desse processo depende de que valor esse plástico é negociado e seu volume (que permita atender demandas industriais). Preço, em grande parte, depende de qualidade do material, e essa qualidade pode ser garantida quando há poucas impurezas no plástico, e quando ele é uniforme – em geral, oriundo de uma mesma fonte. Um sistema de separação que envolva as empresas produtoras do plástico ajuda a viabilizar esta uniformidade e volume, ampliando a chance de reúso.
Substituir o uso de plástico virgem por materiais reciclados. Produtos de plástico oriundo de uma única fonte e com poucos aditivos reduzem os custos de gerenciamento desses rejeitos e melhoram a qualidade do plástico para uso secundário. Por isso o design e o material de um produto são essenciais para diminuir esse impacto, e cabe às empresas a responsabilidade por soluções.
Reduzir o consumo de plástico resulta em mais opções de materiais que sirvam como opção ao plástico virgem, garantindo que seu preço reflita plenamente seu custo na natureza e, assim, desencorajando o modelo de uso único. "Criar uma cadeia circular de valor para o plástico requer melhorar os processos de separação e aumentar os custos por descarte, incentivando o desenvolvimento de estruturas para o tratamento de lixo", afirma Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

Biodiversidade
Estima-se que os resíduos plásticos existentes nos solos e rios seja ainda maior do que nos oceanos, impactando a vida de muitos animais e contaminando diversos ecossistemas, abrangendo agora os quatro cantos do mundo – inclusive a Antártida.

"No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico. Nas últimas décadas, o aumento de consumo de pescados aumentou em quase 200%. As pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar têm alto índice de toxinas pesadas geradas a partir do plástico em seu organismo, portanto, há impacto direto dos plásticos na saúde humana. Até as colônias de corais – que são as 'florestas submarinas' – estão morrendo. É preciso lembrar que os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra", afirma Anna Carolina Lobo, gerente do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Criado como uma solução prática para a vida cotidiana e difundido na sociedade a partir da segunda metade do século 20, o plástico há muito vem chamando atenção pela poluição que gera, uma vez que o material, feito principalmente a partir de petróleo e gás, com aditivos químicos, demora aproximadamente 400 anos para se decompor plenamente na natureza.

Estimativas indicam que, desde 1950, mais de 160 milhões de toneladas de plástico já foram depositadas nos oceanos de todo o mundo. Ainda assim, estudos indicam que a poluição de plástico nos ecossistemas terrestres pode ser pelo menos quatro vezes maior do que nos oceanos.

Os principais danos do plástico à natureza podem ser listados como estrangulamento, ingestão e danos ao habitat.

O estrangulamento de animais por pedaços de plástico já foi registrado em mais de 270 espécies animais, incluindo mamíferos, répteis, pássaros e peixes, ocasionando desde lesões agudas e até crônicas, ou mesmo a morte. Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies. A maior parte dos animais desenvolve úlceras e bloqueios digestivos que resultam em morte, uma vez que o plástico muitas vezes não consegue passar por seu sistema digestivo.

Peso na economia
A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –, aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, comércio marítimo e turismo. Enquanto o lixo plástico nos oceanos prejudica barcos e navios utilizados na pesca e no comércio marítimo, o plástico nas águas vem reduzindo o número de turistas em áreas mais expostas, como Havaí, Ilhas Maldivas e Coréia do Sul.


Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Estudo do WWF baseado em dados do Banco Mundial aponta que entre os 15 países que mais geram lixo plástico no Mundo, Brasil é o que menos recicla

  • Brasil produz 11.355.220 toneladas de lixo plástico por ano. Desse total, apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Bem abaixo da média global de reciclagem de lixo plástico, que é de 9%.
  • Brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo.
  • Os maiores produtores de lixo plástico no mundo são; EUA (70,7 milhões de toneladas), China (54,7 milhões de toneladas), Índia (19,3 milhões de toneladas), Brasil (11,3 milhões de toneladas) e Indonésia (9,8 milhões de toneladas).
  • Aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano – o que equivale à 23.000 Boeing 747 pousando nos oceanos todos os anos.
  • 75% de todo o plástico produzido já foi descartado.
  • Até 2030, a poluição por plásticos nos oceanos deve chegar a 300 milhões de toneladas – o que corresponde a 26.000 garrafas de 500ml de água a cada km² de oceano.
  • Abordagens descoordenadas e fragmentadas para resolver esta crise não serão suficientes. Por isso é crucial que os líderes globais se comprometam a reduzir a poluição por plásticos.
  • A votação de um acordo global sobre o tema acontecerá em março, durante a UNEA-4, em Nairóbi, Quênia.

 

Brasília - DF, 5 de março de 2019 – A crise mundial da poluição por plásticos só vai piorar a menos que todos os atores da cadeia de valor dos plásticos se responsabilizem pelo custo real do material para a natureza e para as pessoas, alerta um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado hoje. O novo estudo, "Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização", reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

A proposta desse acordo global será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Em fevereiro, o WWF lançou uma petição para pressionar os líderes globais a defenderem esse acordo legalmente vinculativo sobre a poluição dos plásticos marinhos na UNEA-4, que até agora atraiu 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para participar da petição, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

Segundo o estudo lançado pelo WWF hoje, o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2, revela o estudo conduzido pelo WWF.

"Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza", afirma Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

De acordo com o estudo:

"O plástico não é inerentemente nocivo. É uma invenção criada pelo homem que gerou benefícios significativos para a sociedade. Infelizmente, a maneira com a qual indústrias e governos lidaram com o plástico e a maneira com a qual a sociedade o converteu em uma conveniência descartável de uso único transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial. Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado."

 

No Brasil

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O Brasil recicla apenas 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O levantamento foi realizado pelo WWF com números do Banco do Mundial e analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico a cada semana.

PRODUÇÃO E RECICLAGEM DE PLÁSTICO NO MUNDO

Números em toneladas

 

País

Total de lixo plástico gerado*

Total incinerado

Total reciclado

Relação produção e reciclagem

Estados Unidos

70.782.577

9.060.170

24.490.772

34,60%

China

54.740.659

11.988.226

12.000.331

21,92%

Índia

19.311.663

14.544

1.105.677

5,73%

Brasil

11.355.220

0

145.043

1,28%

Indonésia

9.885.081

0

362.070

3,66%

Rússia

8.948.132

0

320.088

3,58%

Alemanha

8.286.827

4.876.027

3.143.700

37,94%

Reino Unido

7.994.284

2.620.394

2.513.856

31,45%

Japão

7.146.514

6.642.428

405.834

5,68%

Canadá

6.696.763

207.354

1.423.139

21,25%

Fonte: WWF / Banco Mundial (What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050)
*Valor total de lixo plástico descartado em resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais, resíduos de construção, lixo eletrônico e resíduos agrícolas, na fabricação de produtos durante um ano.

No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

"É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos", afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Impacto socioambiental
A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água. Os impactos diretos estão relacionados a não regulamentação global do tratamento de resíduos de plástico, ingestão de micro e nanoplásticos (invisível aos olhos) e contaminação do solo com resíduos.

A queima ou incineração do plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. O descarte ao ar livre também polui aquíferos, corpos d'água e reservatórios, provocando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.

Na poluição do solo, um dos vilões é o microplástico oriundo das lavagens de roupa doméstica e o nanoplástico da indústria de cosméticos, que acabam sendo filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual. Quando não são filtradas, essas partículas acabam sendo lançadas no ambiente, ampliando a contaminação.

Micro e nanoplásticos vêm sendo ainda consumidos por humanos via ingestão de sal, pescados, principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Estudos indicam que 241 em cada 259 garrafas de água também estão contaminadas com microplásticos. Apesar de alarmante, ainda são pouco conhecidos os impactos desta exposição humana, a longo prazo.

Apesar de ainda haver poucos estudos sobre o impacto da ingestão de plástico por seres humanos e outras espécies de animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 2018, que entender os efeitos do microplástico na água potável é um passo importante para dimensionar o impacto da poluição de plásticos em humanos.

No caminho das soluções
O estudo do WWF também aponta as possíveis soluções e caminhos capazes de estimular a criação de uma cadeia circular de valor ao plástico. Pensados para cada elo do sistema, que envolve a produção, consumo, descarte, tratamento e reúso do plástico, os cuidados necessários propostos oferecem uma orientação para os setores público e privado, indústria de reciclagem e consumidor final, de modo que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e estabeleçam uma cadeia circular completa.

Os principais pontos da proposta, são:

  • Cada produtor ser responsável pela sua produção de plástico – O valor de mercado do plástico virgem não é real pois não quantifica os prejuízos causados ao meio ambiente e também não considera os investimentos em reúso ou reciclagem. É necessário haver mecanismos para garantir que o preço do plástico virgem reflita seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados.
  • Zero vazamento de plástico nos oceanos – O custo da reciclagem é afetado pela falta de coleta e por fatores como lixo não confiável, ou seja, misturado ou contaminado. As taxas de coleta serão maiores se a responsabilidade pelo descarte correto for colocada em empresas produtoras dos produtos de plástico e não apenas no consumidor final, uma vez que serão encorajadas a buscar materiais mais limpos desde seu design até o descarte.
  • Reúso e reciclagem serem base para o uso de plástico – A reciclagem é mais rentável quando o produto pode ser reaproveitado no mercado secundário. Ou seja, o sucesso desse processo depende de que valor esse plástico é negociado e seu volume (que permita atender demandas industriais). Preço, em grande parte, depende de qualidade do material, e essa qualidade pode ser garantida quando há poucas impurezas no plástico, e quando ele é uniforme em geral, oriundo de uma mesma fonte. Um sistema de separação que envolva as empresas produtoras do plástico ajuda a viabilizar esta uniformidade e volume, ampliando a chance de reúso.
  • Substituir o uso de plástico virgem por materiais reciclados. Produtos de plástico oriundo de uma única fonte e com poucos aditivos reduzem os custos de gerenciamento desses rejeitos e melhoram a qualidade do plástico para uso secundário. Por isso o design e o material de um produto são essenciais para diminuir esse impacto, e cabe às empresas a responsabilidade por soluções.

Reduzir o consumo de plástico resulta em mais opções de materiais que sirvam como opção ao plástico virgem, garantindo que seu preço reflita plenamente seu custo na natureza e, assim, desencorajando o modelo de uso único. "Criar uma cadeia circular de valor para o plástico requer melhorar os processos de separação e aumentar os custos por descarte, incentivando o desenvolvimento de estruturas para o tratamento de lixo", afirma Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

Biodiversidade
Estima-se que os resíduos plásticos existentes nos solos e rios seja ainda maior do que nos oceanos, impactando a vida de muitos animais e contaminando diversos ecossistemas, abrangendo agora os quatro cantos do mundo – inclusive a Antártida.

"No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico. Nas últimas décadas, o aumento de consumo de pescados aumentou em quase 200%. As pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar têm alto índice de toxinas pesadas geradas a partir do plástico em seu organismo, portanto, há impacto direto dos plásticos na saúde humana. Até as colônias de corais – que são as 'florestas submarinas' – estão morrendo. É preciso lembrar que os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra", afirma Anna Carolina Lobo, gerente do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Criado como uma solução prática para a vida cotidiana e difundido na sociedade a partir da segunda metade do século 20, o plástico há muito vem chamando atenção pela poluição que gera, uma vez que o material, feito principalmente a partir de petróleo e gás, com aditivos químicos, demora aproximadamente 400 anos para se decompor plenamente na natureza.

Estimativas indicam que, desde 1950, mais de 160 milhões de toneladas de plástico já foram depositadas nos oceanos de todo o mundo. Ainda assim, estudos indicam que a poluição de plástico nos ecossistemas terrestres pode ser pelo menos quatro vezes maior do que nos oceanos.

Os principais danos do plástico à natureza podem ser listados como estrangulamento, ingestão e danos ao habitat.

O estrangulamento de animais por pedaços de plástico já foi registrado em mais de 270 espécies animais, incluindo mamíferos, répteis, pássaros e peixes, ocasionando desde lesões agudas e até crônicas, ou mesmo a morte. Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies. A maior parte dos animais desenvolve úlceras e bloqueios digestivos que resultam em morte, uma vez que o plástico muitas vezes não consegue passar por seu sistema digestivo.

Peso na economia
A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –, aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, comércio marítimo e turismo. Enquanto o lixo plástico nos oceanos prejudica barcos e navios utilizados na pesca e no comércio marítimo, o plástico nas águas vem reduzindo o número de turistas em áreas mais expostas, como Havaí, Ilhas Maldivas e Coréia do Sul.

 


Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Brasil, Mundo
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Antes de cair na folia, proteja sua casa contra o mosquito Aedes aegypti

Publicado em 01/03/2019 às 15h00

Foliões devem ficar atentos para não viajar e deixar sua casa aos cuidados do mosquito. O mesmo alerta vale para as pessoas que forem curtir o feriado em casa

Se você vai viajar durante o carnaval, não esqueça de deixar sua casa protegida da proliferação do mosquito Aedes aegypti.  A recomendação também é para quem optar por ficar em casa. Até o dia 02 de fevereiro, o país já notificou 54.777 casos de dengue, um aumento de 149% em relação ao mesmo período no ano passado. O alerta é do Ministério da Saúde, que tem intensificado as ações de comunicação para chamar a atenção da população e dos gestores públicos em relação às formas de prevenção, sintomas e tratamento da dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes.

O ciclo de reprodução do Aedes aegypti, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em uma viagem curta, é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar um foco do mosquito e afetar toda a vizinhança. É possível eliminar o mosquito por meio de medidas simples, como substituir a água dos pratos dos vasos de planta por areia; deixar a caixa d´água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água (garrafas pet, latas e pneus).

A população também deve ficar atenta aos destinos onde vão passar o carnaval, e verificar quais cuidados devem ser tomados, como uso de repelentes e de roupas claras. As áreas com muita vegetação, por exemplo, estão propícias a ter grande circulação de mosquitos. Esse período do ano, que coincide com o verão, é propicio para maior transmissão devido aos fatores climáticos. Esses cuidados servem também para as pessoas que vão passar o feriadão em casa.

Neste ano, 13 estados brasileiros apontaram dados alarmantes em relação ao aumento do número de casos de dengue: Rio de Janeiro, Acre, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Tocantins, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. Para auxiliar a população que reside nesses estados e os turistas que vão em busca dos principais destinos de Carnaval, a pasta deu início a segunda etapa da campanha de combate ao Aedes aegypti, tendo como foco os sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito. Entre os canais utilizados estão as redes sociais, TV aberta, rádios, carro de som, rodoviárias, metrô, ônibus e aeroportos.

A atual campanha publicitária do Ministério da Saúde traz o slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito". A campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante. 

SINTOMAS

Se você apresentar febre acompanhada de dor atrás dos olhos e na barriga, náuseas, coceira, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele ou dores nas articulações, procure uma unidade de saúde. Você pode estar com dengue, chikungunya ou zika. O Ministério da Saúde alerta que muitas doenças têm sintomas parecidos, então é importante ficar atento aos primeiros sinais e procurar rapidamente uma unidade de saúde.

PROTEÇÃO CONTRA O AEDES AEGYPTI

Não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito Aedes aegypti pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir. São suficientes 15 minutos por semana para fazer a vistoria em toda casa e eliminar todos os possíveis focos do mosquito.

É importante ficar atento também com a área externa de casa e condomínios, além das piscinas durante esse período. Deve-se manter piscinas e áreas de hidromassagem cobertas e manutenção periódica. Limpe ralos e canaletas externas. Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água. Atenção com plantas que podem acumular água, como bromélia e babosa.

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde

Categoria: Geral
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Em audiência pública, Demsur apresenta projeto de ampliação do sistema de abastecimento de água

Publicado em 28/02/2019 às 08h54

 

Em audiência pública realizada na noite desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de Muriaé, o Demsur apresentou o projeto de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água na cidade. Durante o evento a autarquia mostrou as intervenções consideradas necessárias e prioritárias para melhorar o atual sistema, observando as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Água, elaborado em 2010, juntamente com as novas demandas.  

A audiência ocorreu após a reunião ordinária e contou com a apresentação, por cerca de uma hora, do Diretor do Departamento de Água e Esgoto do Demsur, Gustavo Goretti, o qual explanou aos vereadores e demais representantes da sociedade civil, as demandas em questão.

Entre as principais ações a serem desenvolvidas estão:

- Projeto Executivo de adução de água tratada da ETA Rio Preto para o Distrito de Vermelho;

- Projeto Executivo de nova saída da adutora de água tratada da ETA Gávea para o centro da cidade;

- Projeto Executivo Travessia da Adutora sob o Rio Muriaé para o Bairro Padre Tiago;

- Revisão/Atualização e Projetos Executivos da Rede Tronco Leste (expansão do abastecimento de água, a partir da ETA Gávea, para atender todos os bairros na direção leste, até a Penitenciária);

- Revisão/Atualização e Projeto Executivo da Rede Tronco Sul (expansão do abastecimento de água, a partir da ETA Gávea, para atender todos os bairros na direção sul, até o distrito Industrial);

- Projeto Executivo de ampliação da adutora de água bruta do Rio Glória até a ETA Gávea;

- Elaboração de Estudo Técnico de Otimização Tecnológica da ETA Gávea;

- Ampliação da Estação Elevatória de Água tratada do bairro Joanópolis;

- Projeto executivo de um reservatório de concreto para o bairro São Francisco. 

O recurso, proveniente do atual Ministério de Desenvolvimento Regional, uma fusão dos ministérios da Integração Nacional e Cidades, é de R$1.222.616,70, no entanto o valor licitado é de R$695.000,00. Esse montante é destinado a elaboração dos projetos.

Com a ampliação do atual sistema de abastecimento a autarquia pretende aumentar a vazão a todas as regiões de Muriaé para acompanhar, adequadamente, o crescimento do município, juntamente com a demanda de água.

Categoria: Muriaé
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Muriaé tem aviso de chuva forte para esta terça-feira

Publicado em 26/02/2019 às 17h47

Previsão divulgada pela Defesa Civil é de que chova entre 20 e 30mm

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), existe "perigo potencial de tempestade" para esta terça-feira (26) em Muriaé, com precipitações variando entre 20 e 30 mm por horas ou até 50 mm por dia e ventos variando entre 40 e 60 km/h.

A Coordenadoria Municipal de Proteção de Defesa Civil (COMPDEC) de Muriaé informa que continuará realizando seus monitoramentos, e quaisquer duvidas, a população pode entrar em contato com o órgão pelos telefones 199 e 98826-9846 (telefone de plantão).

Categoria: Muriaé, Região
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Caia na folia com Segurança

Publicado em 26/02/2019 às 09h22

 

 

O mascote Zé da Luz é um folião animado, mas muito consciente 

Carnaval é época de se deixar levar pelo clima, seja brincando no bloquinho, seguindo o trio elétrico ou aproveitando o feriadão em casa, mas só se for com atenção para a segurança!

E a Energisa tem um folião que é nota 10 em segurança e ao longo dessa semana dará dicas especiais pelas redes sociais da empresa: o mascote Zé da Luz se produziu todo para ensinar adultos e crianças a curtirem a folia sem correr riscos de acidentes com a rede elétrica. Então, siga o Zé da Luz nas páginas oficiais da Energisa nas redes sociais, compartilhe as dicas e venha curtir a folia com segurança:

 

§  Mantenha distância da rede elétrica: fique atento à altura máxima permitida do trio elétrico ou do caminhão de som. Estruturas e foliões precisam ficar, no mínimo, a dois metros de distância das redes elétricas. Quanto mais distante da rede elétrica, melhor. Lembre-se: não é preciso encostar na rede para sofrer choque elétrico, a simples proximidade dos fios pode ser fatal. Por isso, mantenha distância sempre.

 

§  Em caso de colisão entre carros e postes de energia, não toque e não se aproxime dos cabos caídos ao solo e das partes metálicas dos veículos para evitar risco de choque elétrico. Entre em contato com a Energisa pelo 0800 032 0196, pelas redes sociais, pela Agência Virtual da Energisa em www.energisa.com.br ou pelo aplicativo Energisa On.

 

§  Serpentinas de papel ou metálicas, jatos de espumas ou de água e fogos de artifício não devem ser lançados em direção às redes de energia para evitar risco de choque elétrico.

 

§  Decorações e alegorias não podem ser fixadas em postes ou em redes elétricas.

 

§  Nunca toque ou levante os cabos de baixa/média tensão, mesmo se estiver usando luvas isolantes. A rede elétrica só pode ser manuseada por profissionais da Energisa.

 

§  Não use extensões e não sobrecarregue um ponto de energia ligando vários equipamentos ao mesmo tempo. Isso pode causar curto-circuito e incêndios.

 

§  Não faça ligações clandestinas. Além de ser crime, aumenta o risco de acidentes. Se precisar de energia para camarotes ou barracas durante o carnaval, solicite uma ligação de energia temporária na Energisa.

 

§  Não solte fogos de artifício em direção ou próximo à rede elétrica. Isso porque pode romper fios e cabos e causar graves acidentes.

 

Lembre-se: a Energisa está sempre disponível para atendê-lo. Entre em contato com a Energisa pelas redes sociais— e pelo site www.energisa.com.br.

Categoria: Muriaé, Região
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Produtores de café orgânico de Divino buscam aprimorar gestão com ajuda do Senar

Publicado em 21/02/2019 às 17h54

“Sempre fui agricultor, sobrevivendo da atividade rural. Sempre busquei a sustentabilidade na propriedade, mas faltava a visão do negócio”. Para suprir essa demanda do cafeicultor Gilberto Ferreira Correa e de outros produtores de café orgânico de Divino, o Senar Minas está oferecendo o programa Gestão com Qualidade em Campo (GQC) até maio.

O interesse pelo programa partiu dos participantes, que estavam em busca de melhorar a gestão e buscaram o apoio do Senar Minas após terem boas referências do GQC. “Com o curso espero aprender a me organizar melhor para compreender e colocar em prática todas as etapas de uma empresa rural, para garantir qualidade de vida para a minha família”, explicou Gilberto.

Ele começou a trabalhar com a cafeicultura orgânica em 2016. A propriedade de 1,58 hectares fica na comunidade Vargem Grande, sendo que a área destinada ao café é de 0,59 hectares, com 1.300 pés. “A cafeicultura orgânica ainda é novidade no município e, apesar de todos os cursos e reuniões que participamos, a prática ainda se mostra com desafios inesperados”, comentou.

O programa busca ampliar a visão empresarial com investimento em gestão. Para isso, ensina o participante a planejar e a colocar em prática ações que permitam reduzir custos e buscar eficiência na condução do negócio. Desenvolvido em módulos, as aulas são expositivas e há consultorias nas propriedades rurais.


O Sindicato de Produtores Rurais de Divino é parceiro do Senar Minas neste programa. Para a mobilizadora Viviane Souza Cunha, responsável pela formação da turma, a expectativa é que o grupo veja a importância da gestão nos seus negócios. “E, assim, passem a registrar dados, fazer cálculos e planejar ações dentro de um sistema sustentável em harmonia com o meio ambiente”, acrescentou.

Até maio deste ano, os 20 produtores serão estimulados a mudar de atitude - de agricultor para empresário rural, com a orientação do instrutor Jair Monte. Ao final do programa, os alunos terão conhecimento para eliminar desperdícios, agregar valor nas atividades da fazenda, melhorar a qualidade dos processos e do produto e capacidade de utilizar indicadores para tomar decisões.

Além de produtores rurais de Divino, o programa também irá beneficiar cafeicultores de Espera Feliz a partir desta semana, dessa vez em parceria com o Sindicato de Produtores Rurais de Espera Feliz.

Categoria: Geral, Região
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Controle biológico em hortas urbanas: Uma proteção sustentável

Publicado em 21/02/2019 às 17h44

Atualmente, a produção de hortaliças em grandes cidades está aumentando. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo busca fomentar esta prática por meio do Instituto Biológico, trazendo dicas de como tornar as hortas caseiras mais sustentáveis, utilizando inimigos naturais em vez de defensivos agrícolas.

Predadores, parasitoides, nematoides, bactérias e fungos entomopatogênicos são inimigos naturais que protegem as plantações das pragas e doenças. O controle biológico, uma técnica do Manejo Integrado de Pragas (MIP), utiliza esses inimigos para manter o equilíbrio natural, tornando a plantação mais saudável.

"O controle biológico é o componente de maior importância do MIP", menciona o pesquisador Mário Sato, que trabalha no Centro Avançado de Pesquisa em Proteção de Plantas e Saúde Animal do Instituto.

O controle das pragas ocorre naturalmente, em muitos casos não há necessidade da aplicação de inseticidas e acaricidas, pois causam desequilíbrio ao plantio. "O produtor tem de trabalhar para manter o equilíbrio do ambiente, ou seja, não aplicar qualquer produto, fazer uma boa adubação e uma irrigação adequada, para não ter uma infestação elevada de pragas, que pode causar injúrias à cultura", explica Sato.

Em cultivos de hortaliças, a presença de insetos (pragas) é comum e o número de inimigos naturais é baixo. Nesse caso, a introdução de predadores, parasitoides ou nematoides, é necessária para o controle biológico ser efetivo.

Diversos inimigos naturais, como ácaros predadores, já são comercializados e são fáceis de serem utilizados, pois quando liberados no campo se dispersam por conta própria. Já o defensivo agrícola necessidade de pulverização, por toda a horta. Entretanto, "existe a possibilidade de o controle biológico ser associado ao controle químico, mas tem que haver cuidado ao aplicar a técnica, pois o defensivo pode prejudicar o inimigo natural", afirma o agrônomo.

Funciona assim: quando existe praga, o inimigo natural controla e à medida que as pragas vão diminuindo, ele simplesmente vai embora, - não existe risco do inimigo se tornar praga. "Na maioria dos casos, o produtor precisa reintroduzi-los em sua plantação, pois em cultivos de hortaliças há uma troca frequente de cultivares", finaliza Mário Sato.

Dicas

* Utilizar um solo sem contaminantes.

* Se possível, esterilizar o solo antes de plantar (solarização).

* Comprar mudas sadias.

* Não exagerar na adubação.

* Irrigar corretamente.

Observação:

Uma adubação exagerada, com irrigação inadequada (excesso ou falta de água), causa estresse às plantas. Isso favorece a criação de pragas e doenças.

Categoria: Geral
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Novo sistema elétrico na captação do Rio Glória gera economia de, aproximadamente, R$50 mil por ano

Publicado em 21/02/2019 às 16h56

A mais nova iniciativa do setor de Automação do Demsur é a instalação do quadro de controle de fator de potência, na captação de água do rio Glória. Na prática a medida irá gerar uma economia à autarquia de quase R$50 mil reais em um ano.

O novo equipamento serve para manter o fator de potência dentro dos limites previstos pela concessionária e devolve uma energia mais limpa, gerando assim uma economia final significativa na conta da autarquia.

A captação de água do rio Glória é responsável pelo abastecimento do 80% do município de Muriaé e a instalação do controlador de fator de potência representa uma economia que, a curto prazo, poderá será revertida em investimento para outros setores, reafirmando assim o compromisso da atual gestão da autarquia com o dinheiro público. 

Categoria: Muriaé
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Cardoso de Melo: concluída reforma de mais um reservatório

Publicado em 20/02/2019 às 15h54

Um dos reservatórios de 100 mil litros que abastece a região do bairro Cardoso de Melo foi reinstalado nesta segunda-feira (18). O tanque, que está em funcionamento há cerca de 20 anos, acabou de passar por uma reforma e está pronto para reforçar o armazenamento de água para os moradores do bairro.

Após a instalação de um novo reservatório de 100 mil litros no local, o tanque antigo foi retirado em dezembro passado para que pudesse ser reformado. Em quase duas décadas essa foi a primeira vez que o equipamento passou por uma revitalização, necessária em função do desgaste natural do tempo.

Um guindaste foi utilizado e uma grande logística montada para recolocar o reservatório em sua base. Nos próximos dias servidores do Demsur farão as instalações hidráulicas e, em breve, o tanque estará apto novamente a armazenar água potável para a população local.

Além deste, desde o ano passado, já foram reformados tanques dos bairros Padre Tiago e João XXIII, além de instalação de outros 11 novos reservatórios em vários pontos da cidade, inclusive um com capacidade de armazenamento de 1 milhão de litros.

Essas instalações e reformas fazem parte do Programa Mais Água, desenvolvido pela Prefeitura de Muriaé, por meio do Demsur, que tem como meta garantir o fornecimento de água potável a todos os muriaeenses até o final de 2020.

Categoria: Muriaé
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Selo Artesanal está sendo regulamentado

Publicado em 19/02/2019 às 16h54

Identificação servirá para garantir comercialização entre os estados de alimentos de origem animal produzidos de forma artesanal
Brasília (19/02/2019) - As secretarias de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI) e da Defesa Agropecuária (SDA) trabalham em conjunto com outros órgãos de governo e entidades na regulamentação de um selo que será criado para identificar alimentos artesanais. O assunto foi discutido nesta semana durante a II Reunião do Grupo de Trabalho de regulamentação do Selo Arte, que irá identificar e autorizar a comercialização interestadual de alimentos de origem animal produzidos de forma artesanal.

O secretário adjunto de Inovação, Pedro Corrêa Neto, disse que a regulamentação do Selo atende demanda dos produtores rurais e que “será uma ferramenta importante na agregação de valor”. Além disso, afirmou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento optou por regulamentar questões gerais por meio de Decreto e que os assuntos específicos para as cadeias serão tratados em normativas específicas.

O secretário adjunto de Defesa, Fernando Mendes, afirmou que o Mapa é parceiro na criação para garantir a inocuidade, sanidade, qualidade e identidade desses produtos. Afirmou também que o fortalecimento da interface com órgãos estatuais de defesa é uma das prioridades da nova gestão, “fundamental para o Sistema Unificação de Atenção a Sanidade Agropecuária (Suasa)”.

O principal foco da reunião foi a elaboração da minuta de decreto, para regulamentar a Lei º 13.680/2018, que trata da fiscalização de produtos de origem animal produzidos de forma artesanal. Na primeira reunião do GT, que ocorreu em dezembro, foi discutido o que é um alimento artesanal, os requisitos para que seja considerado artesanal e aspectos voltados à segurança sanitária, pontos fundamentais para a diferenciação no mercado.

A regulamentação do Selo Arte visa dar ao consumidor segurança de que o processo de produção é realizado de forma artesanal, que respeita características e métodos tradicionais ou regionais próprios, que atende às boas práticas agropecuárias e de fabricação e que tem segurança sanitária.

A reunião teve a participação de técnicos do Mapa, das Câmaras Temáticas, Embrapa, Anvisa, Sebrae, Fórum Nacional dos Executores da Sanidade Agropecuária (Fonesa), Seagri/DF, Abraleite, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Federal de Medicina Veterinária e Contag.

Categoria: Brasil, Geral
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