Brasil

Levantamento aponta crescimento na participação dos catadores e municípios no setor de reciclagem do país

Publicado em 11/12/2018 às 14h23

Pesquisa Ciclosoft 2018 mostra reflexos do amadurecimento do setor e do investimento nos programas de coleta seletiva

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) acaba de lançar a versão da Pesquisa Ciclosoft2018, um levantamento sobre os avanços da coleta seletiva em cidades brasileiras, indispensável para o desenvolvimento do setor de reciclagem no país. Desenvolvido a cada dois anos, o estudo dessa vez revela um crescimento de 6%, em relação a 2016, na participação das cooperativas de catadores, apoiados com maquinários, galpões de triagem, ajuda de custo com água e energia elétrica, veículos, capacitações e investimento em d ivulgação e educação ambiental.

Para Victor Bicca, presidente do CEMPRE, esse avanço representa um amadurecimento em relação aos agentes mais envolvidos no processo de reciclagem. "Além de todo o esforço do trabalho dos catadores, é visível uma evolução nos investimentos do setor privado e no apoio do setor público nas ações de coleta seletiva", explica o executivo.

A pesquisa que consiste no levantamento de dados por meio do envio de questionário às Prefeituras e visitas técnicas, tem como objetivo demonstrar quais municípios contam com programas estruturados de coleta seletiva. Dessa forma, também foi possível apontar um aumento de 16% no número de municípios brasileiros que possuem esses programas. Atualmente, o país conta com 1227 cidades (cerca de 22% do total), e em 2016 esse número era equivalente a 1055.

No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas tem acesso a programas municipais de coleta seletiva. A partir de uma divisão regional, foi possível constar que a concentração dos programas permanece nas regiões Sudeste e Sul do país. Do total de municípios brasileiros que realizam esse serviço, 87% estão situados nessas regiões. Sendo assim, 45% no Sudeste, seguidos de 42% no Sul, 8% no Nordeste, 4% no Centro-Oeste e apenas 1% no Norte do país.

Além disso, o estudo também revelou que os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação dos modelos de coleta seletiva. A maior parte dos municípios realiza a coleta de porta a porta (80%), outros por meio de pontos de coleta voluntária (45%) e por cooperativas (61%). Os municípios que utilizam a coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais feita pela própria Prefeitura representam 39% do total e 36% contratam serviços de empresas particulares.

Já com relação aos materiais recicláveis, em peso, as aparas de papel/papelão continuam sendo os tipos mais coletados por sistemas municipais de coleta seletiva, seguidos dos plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa vida.

Para Victor, nesses oitos anos, após a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a gestão do lixo no país passou por grandes modificações. "Com o cenário econômico do país atualmente, é muito positivo que não tivemos um retrocesso nos programas de coleta seletiva. Dessa forma, o nosso desafio agora será continuar com as iniciativas para acabar com os lixões espalhados pelo país, aumentar a abrangência da reciclagem e assim evitar os impactos ambientais e sociais", finaliza o executivo

http://drive.google.com/file/d/1VwPAgvP3ARCjw40sGhGhDHJzDPa-DiY8/view?usp=sharing

Sobre o CEMPRE

O CEMPRE é uma associação sem fins lucrativos, que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar lixo por meio de programas de conscientização. A entidade utiliza-se de publicações, pesquisas técnicas e seminários, e mantém para consulta pública um rico banco de dados sobre o assunto em sua sede na capital paulista. Fundado em 1992, o CEMPRE vem sendo mantido por contribuições de empresas privadas de diversos setores. Entre elas estão: Adm, Ajinomoto, Ambev, Arcor, Auducco, Braskem, Brf, Bunge, Cargill, Coca-Cola, Colgate-Pamolive, Danone, Femsa, Heineken Brasil, Hershey's, Hp, Klabin, Mcdonalds, Mondelez, Nestlé, Nestlé Waters, Owens Illinois, Pão De Açúcar, Pepsico Do Brasil, SC Johnson, Sig Combibloc, Suzano, Tetra Pak, Unilever Brasil, Verallia e Vigor.

 

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Ecobarreira de Diego retira 2 toneladas de lixo de rio

Publicado em 04/12/2018 às 08h22

Uma ideia simples e ousada já ajudou a retirar pelo menos 2 toneladas de lixo de um rio no Paraná. É uma ecobarreira construída por Diego Saldanha, de 32 anos, que mora ao lado do rio Atuba, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Vendedor de frutas em um semáforo da cidade, ele estudou até a 8ª série e tem muita consciência ambiental. Diego contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que faz esse trabalho voluntário sozinho e que investiu dinheiro do próprio bolso para montar a ecobarreira. “Pesquisei muito sobre como ajudar o rio, mas tudo estava fora do meu orçamento. Foi aí que tive a ideia de criar uma barreira ecológica feita com matérias recicláveis, com galões de 50 litros e redes para unir os galões e cordas, gastando em média mil reais para finalizar o projeto”, revela.

O projeto bem sucedido completa dois anos em janeiro. Além de garrafas pet, ele já retirou do rio bola de futebol, boneca, pneus, pedaços de geladeira e até um sofá. “Estima-se que já foram retiradas das águas algo em torno de 2 toneladas [de lixo]”, calcula.

Trabalho diário

Diego conta que todo dia, depois que chega do serviço, vai recolher a sujeira contida pela ecobarreira. “Quando chego em casa na parte da tarde, desço até o rio e se tiver lixo eu faço a retirada. Em média meia hora por dia, eu termino o serviço”.

Além do rio, a boa ação de Diego também ajuda a escola, onde estudam os filhos dele, Luan, de 5 anos e Eduardo, de 10. “Eu mesmo separo e encaminho para a escola aonde meu filho estuda. Lá a instituição vende e aplica a verba em melhorias para a escola, pintura no parquinho, livros para biblioteca, horta e etc”, diz.

A ideia

“A ideia surgiu da necessidade de dar uma vida melhor ao rio Atuba, ele que fez parte da minha infância. Percebi que ele estava morrendo porque descia muito lixo. Eu moro perto do rio e decidi dar minha parcela de contribuição e ajudar”, conta. Em vez de reclamar da prefeitura, ele preferiu agir. “Não só reclamar do poder público. Penso que eles têm suas obrigações, mas como cidadãos devemos fazer nossa parte e foi aqui que decidi tomar a atitude”, conta.

Sucesso

Depois da ecobarreira, Diego ficou conhecido na cidade. Ele já apareceu em reportagens na televisão local mostrando sua criação e como faz a coleta do lixo. E também criou uma página no Youtube para mostrar como é possível ajudar a natureza, sem gastar muito. 

No vídeo abaixo, Diego mostra que apesar de a ecobarreira funcionar para produtos maiores, ela não retém as sacolas plásticas. E este é o próximo problema que ele quer resolver.

Veja:

 

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Por uma Black Friday mais consciente

Publicado em 26/11/2018 às 15h19

A partir da meia noite de quinta-feira (22/11) e sexta (23/11) começou oficialmente a 8ª Black Friday brasileira. O movimento do comércio varejista foi herdado dos EUA e inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal.

Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos neste ano. Porém, especialistas alertam que a data não justifica o abandono da consciência na hora de consumir.

"O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gerou a degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia que vivemos hoje. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram. "O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos", explica Gabriela.

Prova disso é o Dia da Sobrecarga da Terra, um estudo da Global Footprint Network, que avalia a data em que a demanda da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Segundo a organização internacional de pesquisa, esse dia tem vindo cada dia mais cedo – neste ano, em 1º de agosto, a humanidade já havia esgotado o estoque de recursos naturais para o ano inteiro.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente?

Independente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto. O consumo consciente é apenas uma chamada para essa reflexão.

O desperdício de recursos não afeta apenas o meio ambiente, mas também o bolso de cada consumidor. E, em tempos de crise econômica, nada melhor do que fazer melhores escolhas e economizar. "Instituições como o Instituto Akatu, Instituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir, finaliza Gabriela.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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Ministério da Saúde lança campanha de combate ao Aedes aegypti

Publicado em 14/11/2018 às 15h11

Chegada das chuvas e calor acende alerta para intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti. Campanha começou nesta terça-feira (13) em todo o país

O Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (13) campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegyptiO objetivo é mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya. Com o slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito", a campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante.

Dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais nas redes sociais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a Semana de Mobilização Integrada para o Combate ao Aedes aegypti. No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de assistência social e 53 mil unidades de saúde. A Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) orientou estados e municípios a realizarem atividades para instruir as comunidades sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito. Também está prevista a mobilização da população em geral, por meio do slogan ‘Sábado sem mosquito. Com ações simples, podemos combater o Aedes aegypti. Os órgãos públicos também farão vistorias em seus prédios.

Outra medida importante para este mês será a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

Durante todo o ano, o Ministério da Saúde realiza ações permanentes de vigilância, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, com apoio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) e das Salas Estaduais. As videoconferências com as 27 salas estaduais ocorrem mensalmente e, durante o período epidêmico, são realizadas quinzenalmente. O Ministério da Saúde também oferece, continuamente, aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais

Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias. Neste ano, o orçamento destinado para as ações de vigilância em saúde é de R$ 1,9 bilhão.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS - AEDES AEGYPTI

DENGUE

Até 27 de outubro, foram notificados 220.921 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (223.171). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 106,4 casos/100 mil habitantes. Com relação ao número de óbitos, a queda é de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 167 mortes em 2017 para 130 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Goiás, Rio Grande do Norte e Acre, que registram as maiores incidências, com 1.025 casos/100 mil habitantes em Goiás; 624,4 casos/100 mil habitantes no Rio Grande do Norte e 420,8 casos/100 mil habitantes no Acre.

CHIKUNGUNYA 

Até 27 de outubro, foram registrados 80.940 casos de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 39,0 casos/100 mil habitantes. A redução é de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.587 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,9 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 189 mortes confirmadas. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Mato Grosso e Rio de Janeiro, que registram as maiores incidências, com 394,5/100 mil habitantes no MS e 210,8 casos/100 mil habitantes no RJ.

ZIKA 

Foram registrados 7.544 casos prováveis de zika em todo país, até 27 de outubro, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (176.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos/100 mil habitantes.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

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Publicação do WWF-Brasil avalia metas nacionais de biodiversidade

Publicado em 12/11/2018 às 08h48

Análise chama a atenção para os compromissos do país na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB)

Às vésperas da 14a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, marcada para novembro, no Egito, o WWF- Brasil avalia a situação da conservação da biodiversidade brasileira em relação às metas estabelecidas nacionalmente. O documento organiza o debate e serve como base para o posicionamento do WWF-Brasil nos fóruns internacionais.

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi lançada em 1992, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, a ECO-92. O Brasil ratificou a convenção em 1994 e participa das negociações globais numa posição peculiar. É o país que detém a maior biodiversidade do planeta e, ao mesmo tempo, é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Produção essa que depende dos serviços ecossistêmicos – da abundância de água, da qualidade de solo e da disponibilidade de polinizadores – e também representa uma ameaça contra a integridade dos ecossistemas, pela relação com o avanço do desmatamento.

A análise feita pelo WWF-Brasil tem como base as Metas Nacionais de Biodiversidade, que integram a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB, ou National Biodiversity Strategies and Action Plans, NBSAPs, em inglês), publicados em 2017, para mesmo período do plano estratégico global, até 2020.

Onde estamos
O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento nos dois maiores biomas, Amazônia e Cerrado, reúne hoje mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de Unidades de Conservação continentais e marinhas, mas não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos e ainda enfrenta grandes desafios para garantir efetividade às áreas protegidas, além de lidar com pressões para reduzir seu tamanho e status de proteção.

A dois anos do fim do segundo período de compromissos, quando deveria reduzir o risco de extinção de espécies ameaçadas, ainda faltam medidas de proteção para centenas delas. E o combate à sobrepesca é fragilizado pela falta de estatísticas recentes.

Mais importante: embora a população reconheça a necessidade de proteger a natureza, a biodiversidade ainda é um tema mantido em segundo plano nas agendas de governo.

Destaques do estudo:

  • As Unidades de Conservação continentais e marinhas brasileiras somam 2,5 milhões de quilômetros quadrados, são o principal trunfo do país nos debates da Convenção da Biodiversidade, mas sua efetividade é considerada moderada;

  • Nos dois maiores biomas _ Amazônia e Cerrado_, o Brasil ainda não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos;

  • A dois anos do prazo para reduzir significativamente o risco de extinção de espécies, diagnóstico avançou, mas centenas de espécies ameaçadas ainda não contam com medidas de proteção;

  • Estatísticas sobre pesca deixaram de ser produzidas há quase uma década, um obstáculo ao monitoramento da sobrepesca;

  • Biodiversidade é tema periférico na agenda do governo, embora uma grande parcela da população (67%) se sinta responsável por proteger a biodiversidade e a natureza. Outra pesquisa mostra que 39% dos brasileiros veem no meio ambiente e nas riquezas naturais o maior motivo de orgulho para o país.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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Legado das Águas oferece ecoturismo com travessias em trechos conservados de Mata Atlântica

Publicado em 12/11/2018 às 08h23

Iniciativa de montanhismo possibilita aos visitantes percorrer trilha de curta distância em trechos da Mata Atlântica. Atividade será no dia 24/11. 

Nada melhor do que aproveitar a natureza para relaxar a mente e exercitar o corpo. Para quem gosta do trekking, o Legado das Águas - maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com 31 mil hectares, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo – oferece duas opções: a volta maior (23 km) e a volta menor (12km). A próxima data para a travessia de volta menor será em 24/11.

A travessia será pelo trecho "Dezembro – Cantagalo", que tem duas opções de trajeto, cada uma com características para atender a diferentes perfis de visitantes. Ambos percursos atravessam extensões da floresta em estágio avançado de conservação e passam pela Cachoeira Dezembro, onde há local para belas fotos e, mais adiante, poços para banho.

A travessia possui aproximadamente 12 quilômetros de extensão com belas paisagens! É concluída em um único dia, sem necessidade de dormir na mata. O nível de dificuldade é intermediário.

Todos os participantes serão acompanhados por guias profissionais, além de kits de primeiros socorros e contato permanente com a base da Reserva, com estrutura adequada para atendimento de emergência. Inscrições pelo site.

Serviço

Data: 24/11

Onde: Reserva Legado das Águas – Miracatu/SP (80 km de São Paulo)

Valores, inscrições e informações: http://legadodasaguas.com.br/travessia/

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim

O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.

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Conheça alguns pecados de não ser uma empresa sustentável

Publicado em 03/11/2018 às 10h06

 

Por Rodrigo Reis*

A questão de sustentabilidade é um assunto que está cada vez mais recorrente nos dias de hoje. Uma pesquisa feita com mais de 400 empresas pela Fundação Dom Cabral levantou que somente 36% das empresas têm atos de sustentabilidade e que 68% delas entendem que, além de valorizar a marca e a imagem, cria mídia positiva, motiva seus funcionários e melhora seus processos. Porém, 78% afirmam essa preocupação e que tem em seu planejamento ser sustentável. Há várias formas da empresa se adequar para contribuir com o meio ambiente. Entretanto, cada uma tem que analisar o que cabe ser adotado, mas existem algumas atitudes simples que podem ajudar na preservação.

Consumo de muita energia

Ambientes escuros consomem muita energia. Pensando nisso, uma grande tendência é que as construções serão feitas de forma mais sustentável, como por exemplo, cômodos onde são pintados de branco e há janelas grandes que possibilitam a entrada de bastante luz solar, diminuindo assim o consumo de energia elétrica. Uma grande solução são os painéis solares, sendo ainda capaz de disseminar a energia que não é utilizada para a vizinhança quando a empresa não está ativa, ou seja, durante a noite.

Lixos sem coleta seletiva

Outra solução muito básica, mas muito importante, é a colocação de cestos de coleta seletiva em todos os corredores da empresa, evitando cestos de lixo embaixo de todas as mesas de funcionários. Essa pequena atitude pode ser feita em parceria com cooperativas para retirada do lixo e, em alguns casos, podem levar em centros de reciclagem e ainda receber dinheiro pelo material descartado, o que pode ser um incentivo para cobrir os custos que terá pela separação. A não reciclagem do lixo pode ocasionar a contaminação do solo e a contaminação da água nos lixões.

Uso de copos plásticos

A prática de levar a própria garrafa de água para o trabalho é uma das alternativas que pode ser inserida na empesa. A não utilização de copos plásticos ajuda na não poluição dos rios, vias públicas, entupimento de bueiros, além de não ficar no meio ambiente de 250 a 400 anos para ser decomposto.

Desperdício de água

A reutilização e o tratamento da água são formas de contribuir para causar menos impacto ambiental. Após passarmos por crises hidrográficas nos últimos anos, implementar soluções que usam água de chuva e água que sai do ar-condicionado são de extrema importância. Além de representar uma redução de custo a longo prazo, podem ser reutilizadas pela própria empresa em atividades como lavagem de áreas externas, regar plantas, uso no vaso sanitário, entre outros.

Impressão desnecessária

Outro ponto que vale ressaltar são os softwares de gerenciamento de documentos que estão disponíveis, pois eliminam a impressões desnecessárias de papéis, no qual o arquivamento eletrônico possibilita uma melhor organização e uso consciente do espaço de arquivo físico.

Tendo hábitos conscientes e pequenas soluções, as empresas, ainda que individualmente, podem assim, fazer gradativamente a diferença de redução do impacto ambiental.

*Rodrigo Reis é diretor comercial e sócio da Reis Office, empresa líder em outsourcing de impressão e soluções para digitalização, transmissão e armazenamento de documentos.

 

Sobre a Reis Office:

Sempre orientada pela tecnologia e evoluindo junto ao mercado, a Reis Office (Rua Francisco Antunes, 598 - Guarulhos - SP) acompanha o desenvolvimento do mercado de impressão desde sua fundação, em 1984. A empresa tem como missão imprimir soluções e sempre levar as melhores inovações de outsourcing para seus clientes por meio de uma equipe qualificada e bem treinada. Líder em soluções completas para impressão, digitalização, transmissão e armazenamento de documentos, a companhia atua em parceria com grandes marcas como Brother, Canon, Kyocera e OKI. Além de trabalhar somente com produtos de alta qualidade, a Reis Office também conta com as certificações ISO 14001, que estabelecem diretrizes sobre gestão ambiental, e ISO 9001, que define padrão de qualidade e sistemas em geral. Para mais informações, acesse: www.reisoffice.com.br

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Moradores da floresta: novo vídeo da série ilustra cachorros raros da Amazônia

Publicado em 23/10/2018 às 16h38

Armadilhas fotográficas foram instaladas na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, para monitorar espécies silvestres

O WWF-Brasil lança hoje, 23 de outubro, mais um vídeo da série "Moradores da Floresta", que ilustra dois canídeos raros: o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), e seu parente cachorro-do-mato-de-orelha-curta (Atelocynus microtis).

De caráter educativo, os vídeos da série "Moradores da Floresta" trazem informações sobre algumas das espécies mais marcantes e raras das florestas da Amazônia, a partir de imagens capturadas por armadilhas fotográficas, instaladas na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC).

Com pouco mais de dois minutos, o vídeo apresenta diferenças e semelhanças entre as duas espécies de canídeos, e ilustra imagens inusitadas, como a do cachorro-do-mato-de-orelha-curta saboreando um lagarto, um dos seus principais alimentos. Espécie exclusiva da Amazônia, o cachorro-do-mato-de-orelha-curta, também chamado de raposinha, é um animal que se caracteriza por viver de forma solitária, apesar de existirem registros de casais caçando juntos. Já o cachorro-vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente.

As semelhanças revelam o triste lado da história de cada espécie. Ambos cachorros são classificados como vulneráveis pela Lista Vermelha Fauna Brasileira, e "quase ameaçadas" pela União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN).

De acordo com Felipe Spina, biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil, o monitoramento é importante para revelar informações sobre as espécies, mas, principalmente, para mostrar o impacto da ação humana na vida da floresta. "Sabemos que a perda e a degradação do habitat natural causadas pelo desmatamento e o aumento de obras de infraestrutura, como estradas e hidrelétricas, são algumas das principais ameaças à sobrevivência dessas espécies. Outros fatores como atropelamento também causam muita pressão sobre os animais silvestres. E no caso específico desses cachorros silvestres, eles também podem contrair doenças transmitidas por cães domésticos que adentram a floresta", explica.



Moradores da Floresta
Ao todo, serão 10 vídeos, um a cada mês, que retratam os resultados de uma iniciativa que instalou 20 armadilhas fotográficas no interior da Resex. O trabalho inédito, feito em parceria com os comunitários da reserva extrativista, têm monitorado a fauna presente nas áreas de manejo florestal da unidade de conservação (UC).

O primeiro vídeo, divulgado em abril deste ano, mostrou o primeiro registro em florestas amazônicas da pacarana (Dinomys branickii), espécie rara e pouco conhecida da ciência. Em setembro, a anta, o maior mamífero da América do Sul, foi a espécie de destaque.

O trabalho é uma parceria entre WWF-Brasil, Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta) e Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do conselho gestor da Resex Chico Mendes.

Armadilhas
As armadilhas fotográficas são câmeras normais equipadas com melhorias tecnológicas e apropriadas para o ambiente selvagem. Elas ficam escondidas e amarradas em árvores, funcionando com sensores de luz. Toda vez que um animal passa pela frente do equipamento, a câmera dispara automaticamente e tira uma foto ou inicia uma gravação audiovisual.

Essas câmeras utilizam infravermelho gravando bem à noite sem necessitar de luz adicional, e não espantam ou agridem os animais. Por isso, elas vêm sendo cada vez mais adotadas por conservacionistas ao redor do globo.

Desde que foram instaladas na Resex Chico Mendes, em dezembro de 2017, as câmeras fizeram mais de 2 mil registros. A instalação aconteceu em oficinas que reuniram cerca de 20 extrativistas e quatro deles foram treinados para serem os "operadores locais" dos equipamentos.

Mais de 30 espécies diferentes de animais foram flagradas pelas câmeras, entre elas estão tatus (Dasypus sp.), veados (Mazama sp.), macacos-guariba (Alouatta seniculus), macacos-prego (Cebus apela), jaguatiricas (Leopardus pardalis), entre vários outros.

Sobre a Resex Chico Mendes
A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes foi criada em 1990 e possui mais de 970 mil hectares. Ela abrange sete municípios do Acre e cerca de 10 mil pessoas moram na reserva. A Resex é uma das 117 unidades de conservação apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
 
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Categoria: Brasil, Geral
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Brasileira cria canudo de inhame, biodegradável e comestível

Publicado em 09/10/2018 às 08h33

A estudante Maria Pennachin, de apenas 16 anos, criou um canudo biodegradável à base de inhame. Ela desenvolveu o produto no laboratório da escola em que estuda, o Colégio Estadual Culto à Ciência, em Campinas, São Paulo.

O biocanudo pode ser descartado na natureza sem causar prejuízos para a fauna e flora, é maleável e comestível. A proposta deu tão certo que a aluna vai apresentá-la em uma feira internacional em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, em setembro de 2019.

Ela conta que o projeto partiu da recente discussão sobre o descarte de canudos de plástico na natureza e a proibição de sua circulação. Maria diz que observava o inhame na culinária quando teve a ideia de aplicá-lo na área do bioplástico. “Eu já era uma consumidora e só de observar na cozinha a ‘baba’ que ele solta, achei interessante. Quando comecei a trabalhar com bioplástico, [pensei em] acrescentá-lo, por ser pouco explorado nessa área”, disse ao G1.

“Me despertou muito [o interesse] quando começou a aparecer essa problemática. Quando vem uma proibição, precisa de uma alternativa. Então eu mesma quis ir atrás dela”, relata Maria.

Melhorias

O biocanudo não tem gosto de inhame, nem de nenhum outro ingrediente que vai na sua “massa”.

Além disso, ele não dissolve no líquido. Mesmo assim, Maria, que frequenta o 2º ano do Ensino Médio, tem outras ideias para melhorar seu produto. “Quero investigar e ir mais além na firmeza: fazer uma linha vegana, porque a gelatina [um dos ingredientes na composição] não atenderia esse público, e fazer uma coisa mais interessante para o público infantil”, diz a aluna.

Como

Para chegar na atual fórmula, Maria realizou uma série de testes e contou com a orientação de duas professoras: Aloísa Morreto e Cláudia Caniati. Segundo a professora Aloísa, as disciplinas na escola que trabalham desenvolvimento de projetos são focadas no meio ambiente. “Esse ano, o tema sugerido foi a questão dos resíduos sólidos”, diz.

A aluna conta que, na fase de testes, usou diferentes ingredientes e, analisando os resultados, foi regulando a receita. “Além do inhame, usei outros ingredientes nos testes. Inclusive coloquei vinagre. Nos que eu coloquei menos, teve o aparecimento do fungo. Fui regulando o tanto que precisava de cada ingrediente e obtive a massa final”, explica.

A primeira conquista do projeto foi o 1º lugar na edição deste ano da Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), na categoria meio ambiente. O ouro garantiu a Maria o credenciamento para representar o Brasil na feira dos Emirados Árabes. “Nós estamos buscando patrocínio de quem possa colaborar e investir no projeto”, finaliza a professora Cláudia.

Fonte: Só Noticia Boa

Categoria: Brasil
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Estudo pioneiro sobre solos da Mata Atlântica é publicado na revista Restoration Ecology

Publicado em 24/09/2018 às 15h33

Pesquisa do Centro de Ciência e Sustentabilidade da PUC-Rio levantou indicadores inéditos que podem melhorar a qualidade da restauração de ecossistemas

Um estudo pioneiro sobre as características do solo da Mata Atlântica, desenvolvido pelo Centro de Ciência e Sustentabilidade da PUC-Rio, foi publicado pela revista Restoration Ecology, uma das mais importantes plataformas internacionais do meio acadêmico. A divulgação do artigo é um reconhecimento ao trabalho, que se tornou uma das principais linhas de pesquisa do CSRio e do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS).

As novas perspectivas podem melhorar as atividades de restauração da Mata Atlântica, favorecendo a qualidade e acelerando o crescimento da vegetação. A ideia inicial foi investigar a relação solo versus restauração no bioma Mata Atlântica e surgiu da pesquisa de graduação em Geografia pela PUC-Rio, feita pela aluna Maiara Mendes. Maiara é hoje pesquisadora do CSRio (Centro de Ciência da Sustentabilidade da PUC-Rio).

"A partir da revisão da literatura, nós fomos buscando nas bases de dados trabalhos sobre restauração no bioma Mata Atlântica e que tivessem análises de solo disponíveis. Quando percebemos que não havia muitos, resolvemos nos aprofundar nesse assunto. Integrar o conhecimento entre que acontece na cobertura florestal e no solo é um desafio. A partir de agora, podemos direcionar melhor os esforços de restauração", explica a líder do estudo.

A investigação dos solos da Mata Atlântica foi realizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro de maneira interdisciplinar, integrando os saberes da Geografia e da Ecologia. Com o título traduzido do original em inglês "Olhe para baixo - existe uma lacuna - a necessidade de incluir dados de solo na restauração da Mata Atlântica", a pesquisa revela que o solo continua sendo um aspecto sub-investigado e negligenciado em análises sobre restauração. Coautora do estudo, a doutoranda de Geografia da PUC-Rio, Aline Rodrigues, destaca:

"A maioria das investigações sobre restauração da Mata Atlântica não considera indicadores de qualidade do solo. Ao acessar essas informações, temos uma compreensão melhor sobre os processos que estão ocorrendo nas áreas de restauração. Quanto mais fatores forem levados em consideração, mais chances de sucesso", indica.

De acordo com Agnieszka Latawiec - Professora do Departamento de Geografia da PUC-Rio, Coordenadora do CSRio e diretora executiva IIS - que orientou a pesquisa, a necessidade de aprofundamento na questão dos solos é antiga.

''A escassez dos estudos sobre a relação entre solo e restauração da Mata Atlântica foi percebida há alguns anos e pode, de certa forma, ser explicada pelo maior interesse dos pesquisadores que trabalham com restauração na parte 'verde'. Quem estuda solo se concentra mais nos processos químicos e físicos do que no que acontece acima da terra. A pesquisa é muito importante e por isso alcançou essa conquista rara, que é um aluno da graduação conseguir publicar numa revista de alto impacto".

O trabalho de campo foi realizado entre 2016 e 2017.

Categoria: Brasil
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