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Ecobarreira de Diego retira 2 toneladas de lixo de rio

Publicado em 04/12/2018 às 08h22

Uma ideia simples e ousada já ajudou a retirar pelo menos 2 toneladas de lixo de um rio no Paraná. É uma ecobarreira construída por Diego Saldanha, de 32 anos, que mora ao lado do rio Atuba, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Vendedor de frutas em um semáforo da cidade, ele estudou até a 8ª série e tem muita consciência ambiental. Diego contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que faz esse trabalho voluntário sozinho e que investiu dinheiro do próprio bolso para montar a ecobarreira. “Pesquisei muito sobre como ajudar o rio, mas tudo estava fora do meu orçamento. Foi aí que tive a ideia de criar uma barreira ecológica feita com matérias recicláveis, com galões de 50 litros e redes para unir os galões e cordas, gastando em média mil reais para finalizar o projeto”, revela.

O projeto bem sucedido completa dois anos em janeiro. Além de garrafas pet, ele já retirou do rio bola de futebol, boneca, pneus, pedaços de geladeira e até um sofá. “Estima-se que já foram retiradas das águas algo em torno de 2 toneladas [de lixo]”, calcula.

Trabalho diário

Diego conta que todo dia, depois que chega do serviço, vai recolher a sujeira contida pela ecobarreira. “Quando chego em casa na parte da tarde, desço até o rio e se tiver lixo eu faço a retirada. Em média meia hora por dia, eu termino o serviço”.

Além do rio, a boa ação de Diego também ajuda a escola, onde estudam os filhos dele, Luan, de 5 anos e Eduardo, de 10. “Eu mesmo separo e encaminho para a escola aonde meu filho estuda. Lá a instituição vende e aplica a verba em melhorias para a escola, pintura no parquinho, livros para biblioteca, horta e etc”, diz.

A ideia

“A ideia surgiu da necessidade de dar uma vida melhor ao rio Atuba, ele que fez parte da minha infância. Percebi que ele estava morrendo porque descia muito lixo. Eu moro perto do rio e decidi dar minha parcela de contribuição e ajudar”, conta. Em vez de reclamar da prefeitura, ele preferiu agir. “Não só reclamar do poder público. Penso que eles têm suas obrigações, mas como cidadãos devemos fazer nossa parte e foi aqui que decidi tomar a atitude”, conta.

Sucesso

Depois da ecobarreira, Diego ficou conhecido na cidade. Ele já apareceu em reportagens na televisão local mostrando sua criação e como faz a coleta do lixo. E também criou uma página no Youtube para mostrar como é possível ajudar a natureza, sem gastar muito. 

No vídeo abaixo, Diego mostra que apesar de a ecobarreira funcionar para produtos maiores, ela não retém as sacolas plásticas. E este é o próximo problema que ele quer resolver.

Veja:

 

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Por uma Black Friday mais consciente

Publicado em 26/11/2018 às 15h19

A partir da meia noite de quinta-feira (22/11) e sexta (23/11) começou oficialmente a 8ª Black Friday brasileira. O movimento do comércio varejista foi herdado dos EUA e inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal.

Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos neste ano. Porém, especialistas alertam que a data não justifica o abandono da consciência na hora de consumir.

"O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gerou a degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia que vivemos hoje. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram. "O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos", explica Gabriela.

Prova disso é o Dia da Sobrecarga da Terra, um estudo da Global Footprint Network, que avalia a data em que a demanda da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Segundo a organização internacional de pesquisa, esse dia tem vindo cada dia mais cedo – neste ano, em 1º de agosto, a humanidade já havia esgotado o estoque de recursos naturais para o ano inteiro.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente?

Independente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto. O consumo consciente é apenas uma chamada para essa reflexão.

O desperdício de recursos não afeta apenas o meio ambiente, mas também o bolso de cada consumidor. E, em tempos de crise econômica, nada melhor do que fazer melhores escolhas e economizar. "Instituições como o Instituto Akatu, Instituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir, finaliza Gabriela.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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Startup de alimentos orgânicos dissemina boa alimentação e gera emprego em periferias

Publicado em 21/11/2018 às 14h23

Alimentos saudáveis a um preço justo e geração de emprego na periferia.

É fato que alimentos orgânicos são mais saudáveis do que alimentos com agrotóxicos. As pessoas sabem minimamente o que é uma alimentação saudável. Então, por que a maioria não pratica uma alimentação saudável?

O preço é o maior obstáculo, principalmente para pessoas que têm o dinheiro do mês mais do que contado, como os moradores de periferias e comunidades. A startup Nutriens, dos sócios Henrique e Natalia Castan, surgiu este ano para levar verduras, legumes e frutas orgânicos, da agricultura familiar, para a mesa dessas pessoas.

As cestas, no tamanho pequeno (12 a 14 itens), médio (16 a 18 itens) e grande (21 a 24 itens), são elaboradas por uma nutricionista, seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que devemos consumir pelo menos 400 gramas de verduras, legumes e frutas por dia. São disponibilizados mais de 100 produtos para os consumidores personalizarem suas cestas.

“A população brasileira, de maneira geral, sabe se alimentar de maneira adequada. Se você coloca um alimento saudável ao lado de um não tão saudável, a pessoa vai escolher o alimento saudável. Mas isso não significa que ela pratica uma alimentação saudável”, afirma Natalia, em bate-papo com o Razões para Acreditar.

Natalia explica que a Nutriens consegue oferecer esses alimentos a um preço mais em conta do que aqueles encontrados nos supermercados porque o contato com os produtores é direto.

“A primeira coisa para conseguir um preço bacana é ter contato direto com o produtor. A gente tem uma área de compras que visita esses produtores. Todos obviamente têm um selo de produtos orgânicos. Não ter um intermediário é uma forma de baratear bastante o preço do alimento orgânico. O preço é bacana porque os produtores têm sua venda garantida.”

A segunda coisa é que a startup trabalha com um sistema de assinaturas: toda semana, o consumidor recebe uma cesta diferente na porta da sua casa. As assinaturas são criadas e administradas por parceiros da Nutriens na comunidade, como lideranças locais, cooperativas e ONGs. Em troca, esses novos empreendedores ganham 30% de desconto na sua cesta e um percentual das assinaturas.

“O empreendedor não se envolve na entrega. A ideia é facilitar a vida desse empreendedor. Ele faz o cadastrador do consumidor na rede, mas é a nossa logística que cuida da entrega, para que o empreendedor possa dedicar seu tempo exclusivamente à venda das assinaturas.”

A Nutriens iniciou sua atuação em periferias e comunidades de São Paulo. Um dos seus grandes parceiros é a Agência Solano Trindade, que fomenta diariamente a produção, consumo e comercialização de produtos, serviços e ações culturais nas comunidades do Grajaú, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia. Em breve, a startup deverá chegar em comunidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Fonte: Razões para Acreditar

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Ministério da Saúde lança campanha de combate ao Aedes aegypti

Publicado em 14/11/2018 às 15h11

Chegada das chuvas e calor acende alerta para intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti. Campanha começou nesta terça-feira (13) em todo o país

O Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (13) campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegyptiO objetivo é mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya. Com o slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito", a campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante.

Dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais nas redes sociais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a Semana de Mobilização Integrada para o Combate ao Aedes aegypti. No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de assistência social e 53 mil unidades de saúde. A Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) orientou estados e municípios a realizarem atividades para instruir as comunidades sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito. Também está prevista a mobilização da população em geral, por meio do slogan ‘Sábado sem mosquito. Com ações simples, podemos combater o Aedes aegypti. Os órgãos públicos também farão vistorias em seus prédios.

Outra medida importante para este mês será a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

Durante todo o ano, o Ministério da Saúde realiza ações permanentes de vigilância, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, com apoio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) e das Salas Estaduais. As videoconferências com as 27 salas estaduais ocorrem mensalmente e, durante o período epidêmico, são realizadas quinzenalmente. O Ministério da Saúde também oferece, continuamente, aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais

Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias. Neste ano, o orçamento destinado para as ações de vigilância em saúde é de R$ 1,9 bilhão.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS - AEDES AEGYPTI

DENGUE

Até 27 de outubro, foram notificados 220.921 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (223.171). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 106,4 casos/100 mil habitantes. Com relação ao número de óbitos, a queda é de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 167 mortes em 2017 para 130 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Goiás, Rio Grande do Norte e Acre, que registram as maiores incidências, com 1.025 casos/100 mil habitantes em Goiás; 624,4 casos/100 mil habitantes no Rio Grande do Norte e 420,8 casos/100 mil habitantes no Acre.

CHIKUNGUNYA 

Até 27 de outubro, foram registrados 80.940 casos de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 39,0 casos/100 mil habitantes. A redução é de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.587 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,9 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 189 mortes confirmadas. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Mato Grosso e Rio de Janeiro, que registram as maiores incidências, com 394,5/100 mil habitantes no MS e 210,8 casos/100 mil habitantes no RJ.

ZIKA 

Foram registrados 7.544 casos prováveis de zika em todo país, até 27 de outubro, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (176.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos/100 mil habitantes.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

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Legado das Águas oferece ecoturismo com travessias em trechos conservados de Mata Atlântica

Publicado em 12/11/2018 às 08h23

Iniciativa de montanhismo possibilita aos visitantes percorrer trilha de curta distância em trechos da Mata Atlântica. Atividade será no dia 24/11. 

Nada melhor do que aproveitar a natureza para relaxar a mente e exercitar o corpo. Para quem gosta do trekking, o Legado das Águas - maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com 31 mil hectares, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo – oferece duas opções: a volta maior (23 km) e a volta menor (12km). A próxima data para a travessia de volta menor será em 24/11.

A travessia será pelo trecho "Dezembro – Cantagalo", que tem duas opções de trajeto, cada uma com características para atender a diferentes perfis de visitantes. Ambos percursos atravessam extensões da floresta em estágio avançado de conservação e passam pela Cachoeira Dezembro, onde há local para belas fotos e, mais adiante, poços para banho.

A travessia possui aproximadamente 12 quilômetros de extensão com belas paisagens! É concluída em um único dia, sem necessidade de dormir na mata. O nível de dificuldade é intermediário.

Todos os participantes serão acompanhados por guias profissionais, além de kits de primeiros socorros e contato permanente com a base da Reserva, com estrutura adequada para atendimento de emergência. Inscrições pelo site.

Serviço

Data: 24/11

Onde: Reserva Legado das Águas – Miracatu/SP (80 km de São Paulo)

Valores, inscrições e informações: http://legadodasaguas.com.br/travessia/

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim

O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.

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Museu do Amanhã promove discussão sobre práticas de sustentabilidade para os oceanos

Publicado em 07/11/2018 às 09h36

Seminário Oceanos Sustentáveis será realizado dias 13 e 14/11. Na ocasião, especialistas apresentarão projetos inovadores em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares

Muitas ideias e inovações moldarão nosso relacionamento com os oceanos no futuro. Cuidar de nossos mares é fundamental para enfrentar uma realidade de mudanças climáticas e necessidade de baixo carbono. O Museu do Amanhã, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, a multinacional Innovation Norway, o AquaRio e a Marinha do Brasil promovem dois dias de discussões sobre os oceanos. Dias 13 e 14 de novembro, dezessete especialistas trarão ao público o que há de mais recente em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Museu do Amanhã.

O seminário "Oceanos sustentáveis - Uma onda de inovação" está organizado em quatro temáticas principais: oceano como fonte de alimento; combate ao plástico nos oceanos; biodiversidade e energia. Entre os destaques está a apresentação do Vidar Helgesen, ex-Ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega e atual Enviado Especial para o Painel de Alto Nível sobre Economia Sustentável do Mar. Ele falará sobre as iniciativas globais para a proteção dos oceanos. Ainda haverá palestra, em vídeo, sobre o Direito do Mar com Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outro destaque do evento é o projeto REV (Research Expedition Ship), produzido pela norueguesa Nina Jensen. Trata-se de uma pesquisa com a proposta de retirar resíduos plásticos dos mares. As discussões abordarão os oceanos como fontes de biodiversidade, solução para energia renovável e produção sustentável de alimentos. O evento acontece no Auditório do Museu do Amanhã.

Serviço:

Seminário Oceanos Sustentáveis – Uma onda de inovação

Data: 13 e 14 novembro (terça e quarta)

Horário: a partir das 9h (terça) | a partir 14h (quarta)

Local: Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Credenciamento de jornalistas:imprensa@museudoamanha.org.br

O Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

 

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Radula: O que é e Quais suas funções

Publicado em 03/11/2018 às 09h48

A Radula é na verdade um gênero de planta que contém cerca de 300 espécies diferentes, como a Radula marginata ou a Radula laxiramea, e que parece ter efeitos semelhantes aos da Cannabis, outra planta, conhecida popularmente como maconha, e que tem efeito sedativo e alucinógeno.

Enquanto na Cannabis, a substância que tem efeito no cérebro é o Tetra-hidrocanabinol, ou THC, na Radula a substância se chama Perrotinolene, ou PET, e parece afetar os mesmos receptores cerebrais que o THC, provocando não só as alucinações e a sensação de bem-estar que leva ao consumo da maconha, como também possuir alguns benefícios para a saúde.

A Radula é uma planta tradicional da Nova Zelândia, Costa Rica e Japão, que tem uma estrutura muito simples e pequenas folhas que se assemelham a escamas, sendo comparada muitas vezes com o musgo.

Nesses países, as espécies do gênero Radula já são usadas tradicionalmente pelos povos indígenas há muitos anos para tratar alguns problemas da saúde, mas só agora está sendo investigada pelos cientistas para identificar todos seus efeitos e entender se é segura para a saúde.

Principais funções da Radula no corpo

Por atuar diretamente no cérebro e ter um forte efeito analgésico, o PET da Radula poderá vir a ser utilizado na medicina para ajudar a tratar alguns problemas como:

  • Inflamação em vários locais do corpo;
  • Dor crônica que não melhora com outro tratamento;
  • Problemas psicológicos, como depressão ou ansiedade.

No entanto, assim como no caso da maconha, ainda são precisos vários estudos para confirmar estas propriedades e avaliar sua segurança.

Possíveis efeitos colaterais

Devido à semelhança com os componentes da maconha, o PET da Radula poderá causar vários efeitos colaterais no organismo, especialmente quando utilizado de forma indiscriminada. Alguns desses efeitos podem incluir dificuldade para se movimentar, apatia, diminuição da coordenação motora, alteração dos batimentos cardíacos, diminuição da libido e até alterações a nível hormonal.

No entanto, também é possível que esses efeitos negativos sejam inferiores aos da maconha, já que a concentração de PET na Radula é inferior à de THC na maconha, sendo de aproximadamente 0,7 a 7% contra os 10% do THC na maconha.

Além disso, o PET parece afetar menos negativamente os neurônios do que o THC, parecendo não produzir problemas de memória a longo prazo, desde que usado corretamente.

Fonte: Tua Saúde

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Filtro barato elimina chumbo e metais tóxicos da água

Publicado em 02/10/2018 às 08h06

Cientistas descobriram um filtro que purifica a água contaminada com metais pesados e pode transformá-la em água potável em minutos.

A descoberta é de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) e do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), ambos na Austrália.

Kourosh Kalantar-zadeh, professor da UNSW e seus colegas da RMIT, mostraram que nanofiltros feitos de óxido de alumínio poderiam ser produzidos de forma barata, praticamente sem energia, por meio de uma quantidade fixa de gálio metal líquido. O estudo foi publicado na revista Advanced Functional Materials.

Kalantar-zadeh acredita que a tecnologia poderia ser bem aproveitada na África e na Ásia, principalmente nos lugares aonde íons de metais pesados na água estão em níveis muito além do consumo seguro.

Estima-se que 790 milhões de pessoas do planeta não tenham acesso à água limpa. “Se você tem água de má qualidade, basta levar um aparelho com um desses filtros”, comentou o professor. “Você derrama a água contaminada no topo de um frasco com o filtro de óxido de alumínio. Aguarde dois minutos e água fica limpa, completamente potável. E o bom é que esse filtro é barato.”

Como

Ele explica que quando um pedaço de alumínio é adicionado ao núcleo de gálio líquido em temperatura ambiente, camadas de óxido de alumínio são rapidamente produzidas na superfície do gálio.

Os cientistas também descobriram que as nanofolhas de óxido de alumínio são porosas e adequadas para filtrar íons de metais pesados e contaminação de óleos.

Segundo Kalantar-zadeh, os filtros portáteis e de baixo custo deste novo processo de fabricação podem ser usados por pessoas sem acesso a água potável para remover substâncias como chumbo e outros metais tóxicos em questão de minutos. “Por ser porosa, a água passa muito rapidamente. O chumbo e outros metais pesados têm afinidade com o óxido de alumínio. À medida que a água passa por bilhões de camadas, cada um desses íons de chumbo é atraído por uma dessas folhas de óxido de alumínio”, disse.

“Mas, ao mesmo tempo, é muito seguro, porque com o uso repetido, o fluxo de água não consegue separar os íons de metais pesados do óxido de alumínio.”

Preço

De acordo com os pesquisadores, já existem alguns filtros que removem metais, mas a maioria é cara e custa cerca de US$ 100. Já os filtros de óxido de alumínio podem ser fabricados por 10 centavos de dólar, podendo ser comercializado por um preço baixo. “Para produzir óxido de alumínio, é preciso processar alumínio acima de mil graus ou usar outros processos intensivos de energia”, informou Kalantar-zadeh. “Consumir tanta energia o torna extremamente caro. Agora estamos falando de algo que pode ser feito até sob o sol no verão de 35 graus.”

De acordo com Kalantar-zadeh, a intenção é que esta pesquisa seja usada por outros cientistas, para que eles possam desenvolver melhorias nas águas do mundo.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

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Biodiversidade brasileira apresenta grande potencial de aplicação no setor cosmético

Publicado em 20/09/2018 às 08h07

De acordo com Eduardo Pagani, gerente de desenvolvimento do LNBio, o Brasil possui 55 mil espécies vegetais, sendo que em torno de 600 plantas já estão catalogadas e prontas para uso na indústria

O Brasil conta com amplo mercado para os produtos naturais com aplicação em cosméticos. Em palestra no Workshop Técnico do ITEHPEC, que ocorre em paralelo à feira in-cosmetics Latin America 2018, o gerente de desenvolvimento do LNBio (Laboratório Nacional de Biociência), Eduardo Pagani, explicou sobre a potencialidade da biodiversidade brasileira. "Temos um mercado para produtos naturais com grandes oportunidades de desenvolvimento, inovação e geração de negócios", afirma.

De acordo com ele, a Mata Atlântica apresenta 7% a mais de espécies da biodiversidade do que a Amazônia. "O Brasil é o país mais amplo do mundo em recursos naturais. Temos 55 mil espécies vegetais e já conseguimos catalogar em torno de 600 plantas que podem ser utilizadas pela indústria cosmética em substituição aos compostos sintéticos. Nossa expectativa é chegar a 2 mil espécies naturais que serão utilizadas como os novos ativos para a indústria cosmética", explica Pagani.

Para o gerente do LNBio, a exploração sustentável da biodiversidade brasileira pode contribuir significativamente para a sua preservação. "Temos equipes envolvidas na extração de plantas na Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado e Caatinga. São mais de 3 mil famílias impactadas em 50 mil hectares de área sustentável em um ambiente em desenvolvimento", finaliza.

A feira vai até amanhã, 20 de setembro, das 10 às 19h no Expo Center Norte – Pavilhão Azul, São Paulo – Brasil. Informações sobre a programação: http://latinamerica.in-cosmetics.com/pt-br

Para mais informações sobre a feira, acessar o press kit digital www.kbcomunicacao.com/incosmetics

Sobre a in-cosmetics: plataforma global de negócios voltada especificamente para o mercado de matérias-primas para a indústria de cosméticos. Teve início na Inglaterra em 1990 e já soma dezenas de eventos na Europa, na Ásia e nas Américas. É reconhecida por conectar estas regiões às principais tendências do setor, gerando relações de valor, networking, aprendizado e inovação. O Brasil recebe a quinta edição Latina da feira.

Sobre a Reed Exhibitions: principal organizadora de eventos do mundo, com mais de 500 eventos em mais de 30 países. Em 2016 a Reed reuniu mais de sete milhões de participantes em eventos de todo o mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje os eventos da Reed são realizados em toda a América, Europa, Oriente Médio, Ásia-Pacífico e África, organizados por equipes em 38 escritórios. A Reed Exhibitions atende a 43 setores da indústria com eventos comerciais e de consumo. Faz parte do RELX Group plc, líder mundial no fornecimento de informações e análises para clientes em todas as indústrias. www.reedexpo.com

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1º trem a hidrogênio começa a circular: energia mais limpa do mundo

Publicado em 19/09/2018 às 09h30

Alemanha é o primeiro país a ter um trem que opera com energia limpa.

Em fase de testes, ele está equipado com células de combustível que convertem hidrogênio e oxigênio em eletricidade e não emitem qualquer tipo de poluente.

“Estamos colocando o primeiro trem de passageiros com tecnologia de célula de combustível na pista. Este é um forte sinal para a mobilidade do futuro” disse Enak Ferlemann, Comissário do Governo Federal para o Transporte Ferroviário. “O hidrogênio é uma alternativa real, de baixa emissão e eficiente ao diesel. Esses trens podem ser operados de forma limpa e ecologicamente correta”.

A primeira partida saiu no último fim de semana da estação de Bremervörde, no norte do país. Desde segunda, 17, dois desses trens entraram em serviço comercial na Baixa Saxônia. A viagem é silenciosa mas não tão rápida. A velocidade máxima é de 140 km/h.

O abastecimento

Os novos trens são abastecidos em uma estação móvel de hidrogênio gasoso, que é bombeado para dentro dos veículos a partir de um contêiner de aço de 12 metros de altura próximo aos trilhos da estação de Bremervörde. Com um tanque, eles podem percorrer toda a rede durante todo o dia, graças a uma autonomia total de mil quilômetros.

De resíduo da propulsão, somente vapor e água.

Um posto de combustível estacionário está programado para entrar em operação em 2021, quando estão previstos para entrarem em operação mais 14 trens, totalizando um investimento de cerca de R$ 400 milhões. “Ao provar com sucesso a operacionalidade da tecnologia de célula de combustível no serviço diário, definiremos o curso para o transporte ferroviário ser operado em grande escala e sem emissões de carbono no futuro”, afirmou Bernd Althusmann, Ministro da Economia e dos Transportes da Baixa Saxônia.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

Categoria: Dicas, Geral, Mundo
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