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Biotecnologia pode evitar a extinção da banana

Publicado em 28/03/2019 às 08h55

 

Evolução do fungo fusarium oxysporum, que devastou culturas de banana décadas atrás, ameaça o alimento mais uma vez

A produção de banana é distribuída por todo o território nacional, somando quase 7 milhões de toneladas em 2018. A principal região produtora é o Nordeste, com 38% da safra nacional, seguida pelo Sudeste, com 28%. Os dados são do relatório Cenário Hortifruti Brasil, lançado recentemente pelo programa Hortifruti Saber & Saúde, CNA e ABRAFRUTAS. No entanto, apesar da grande produção, cientistas acreditam que o alimento pode estar próximo de sua extinção e essa não é a primeira vez.

O motivo tem a ver com a forma de plantação da fruta, que é realizada por meio de clones de uma única planta mãe, que gera bananas geneticamente iguais e, portanto, suscetíveis às mesmas doenças. Uma, em especial, preocupa os produtores do alimento: a causada pelo o fungo fusarium oxysporum, que está presente no solo e age impedindo que o vegetal retire água e nutrientes da terra, levando-o à morte.

Na década de 1890, no Panamá, a doença causada pelo fungo foi identificada pela primeira vez e por isso ficou conhecida como "Mal do Panamá". Em 1950, os produtores de bananas da variedade Gros Michel perderam a guerra contra o fungo, que não foi eliminado por nenhum fungicida ou defensivo químico, permanecendo no solo. Naquela época, ele já tinha se alastrado por todo o planeta e já não existia área viável para as plantações da fruta.

A variedade Cavendish (aqui chamada de banana nanica ou d'água), por sua vez, era cultivada na propriedade de um palácio na Inglaterra e, por ser geneticamente diferente da banana Gros Michel, foi capaz de resistir ao "Mal do Panamá". Hoje, apesar de existirem algumas variedades diferentes, como a "maçã" e a "prata" (plantadas no Brasil e suscetíveis ao Mal do Panamá), a Cavendish é a mais produzida e comercializada pelo mundo.

No entanto, ela corre perigo, pois o fusarium oxysporum evoluiu ao longo dos anos e agora ameaça também as plantações dessa variedade. "Assim como aconteceu com a variedade Gros Michel no passado, as plantações de Cavendish não apresentam nenhuma resistência contra o novo fusarium oxysporum, pois a forma de produção de banana não mudou", esclarece Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

O novo fungo é ainda mais agressivo e foi descoberto na década 1990, no sul da Ásia. Hoje, ele já é encontrado na Austrália e países do norte da Ásia, como a China, um dos maiores produtores de banana no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações de banana Cavendish já foram destruídos no país.

Para que a extinção da banana não ocorra é necessário impedir o avanço da doença, através de medidas de controle de exportação/importação. Cientistas também trabalham com o objetivo de encontrar ou desenvolver uma nova variedade que seja resistente ao fungo e que agrade o paladar da população mundial. Entretanto, por conta da forma com que a banana sempre foi cultivada, encontrar variedades geneticamente diferentes é raro. Por isso, talvez seja necessário recorrer a genes de resistência em outras espécies.

Segundo Adriana, a biotecnologia pode ajudar a aumentar a variabilidade genética da banana por meio do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas. "A transgenia é uma ferramenta poderosa para a preservação da biodiversidade. Por meio dela, podemos identificar e transferir genes que permitiriam a sobrevivência de espécies em condições antes inviáveis. Se essa espécie for a banana, estaria aí uma chance superar os riscos que rondam a cultura", afirma.

 

Sobre o CIB
O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não governamental, cuja missão é atuar na difusão de informações técnico-científicas sobre biotecnologia e suas aplicações. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do site www.cib.org.br e de nossos perfis no Facebook, no LinkedIn e noYouTube.

 

 

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Bocas de lobo inteligente seriam a solução para diminuir descarte de lixo nas redes pluviais?

Publicado em 16/01/2019 às 09h42

Algumas cidades brasileiras investem em Bocas de Lobo Inteligente, como forma de diminuir a quantidade de resíduos descartados nos bueiros urbanos. As bocas de lobo inteligente são instalações de cestos para coleta de lixo onde impedem que resíduos sólidos entrem na rede de esgoto, fazendo com que passe somente água pelo canal.

São Paulo, além deste tipo de instalação, alguns pontos já contam com um aparato ainda mais eficaz que emite sinal quando o compartimento atinge 80% da capacidade de armazenamento de resíduos.

Veja o vídeo com uma matéria alusiva ao projeto:

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Suzano Papel e Celulose apresenta primeiro papelcartão para copos 100% biodegradável produzido no Brasil

Publicado em 04/01/2019 às 15h42

Produto de fonte renovável também é compostável e tem emissões de carbono neutralizadas

Suzano Papel e Celulose, uma das maiores fabricantes de papéis de embalagem da América Latina, apresenta ao mercado o primeiro papelcartão para copos que é 100% biodegradável, compostável, de fonte renovável e produzido no Brasil. A principal novidade do produto é a substituição da presença de uma barreira protetora até então feita com polietileno por um material biodegradável que permite a degradação completa do copo quando descartado de maneira que entre em contato com o meio ambiente. Além disso, suas fibras são compostáveis, ou seja, nutrem o solo durante sua biodegradação.

Outro diferencial da nova linha é o fato de o Bluecup Bio® ser o único papelcartão do País totalmente integrado ao programa Carbono Neutro da empresa, tendo o excedente de carbono gerado durante o processo de fabricação do produto compensado pela Suzano, um diferencial compartilhado com os end-users do Bluecup Bio®.

A chegada ao mercado do novo produto está em consonância com as mudanças de comportamento dos consumidores, e também com o foco da Suzano em inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de produtos de base renovável para o mercado levou a empresa a lançar em julho deste ano o papelcartão Bluecup®, primeiro produto da linha destinada à produção de copos descartáveis e que visa revolucionar o mercado nacional, hoje abastecido majoritariamente por papéis importados.

O grande diferencial dos copos descartáveis produzidos com papelcartão, além da matéria-prima de fonte renovável, no caso o eucalipto plantado pela Suzano para essa finalidade, é a característica física propícia para o desenvolvimento de ações de marketing. Sua superfície uniforme, com alta lisura e brancura, permite impressão de alta qualidade para melhor divulgação da marca ou do propósito do cliente. O papelcartão também oferece melhor isolamento térmico, maior aderência na pegada e conforto ao beber.

A linha Bluecup®, há aproximadamente dois anos em desenvolvimento na área de pesquisas da Suzano, tem como objetivo atender um mercado de copos descartáveis de aproximadamente 600 mil toneladas anuais no Brasil, hoje suprido por matéria-prima de origem fóssil ou por papéis importados. “Há uma demanda crescente por produtos mais amigáveis ao meio ambiente e o Bluecup Bio® representa justamente isso. Falamos de uma revolução em um mercado que tem buscado soluções para se reinventar”, explica Alexandre Cezilla, Gerente Executivo de Estratégia e Marketing da Suzano Papel e Celulose.

A Suzano visa, com isso, oferecer competitividade e um serviço diferenciado para o mercado nacional. O novo produto já possui amostras disponíveis para realização da homologação em todos os convertedores. “Os clientes da Suzano têm à disposição uma rede composta por 24 endereços, o que propicia aos convertedores acesso facilitado a estoques e a produtos convertidos, além do suporte de uma equipe técnica especializada e dedicada para este processo” ressalta Leonardo Grimaldi, Diretor Executivo de Papel da Suzano Papel e Celulose.

 

Sobre a Suzano Papel e Celulose

A Suzano Papel e Celulose é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a maior fabricante de papéis de imprimir e escrever da América Latina. Como subsidiária da Suzano Holding, reúne mais de 90 anos de tradição com o que há de mais moderno de tecnologia para a indústria de papel e celulose. Possui sete unidades industriais no Brasil, escritórios internacionais em seis países e estrutura de distribuição global preparada para abastecer mais de 60 países. Produz, além de Celulose, Papéis de imprimir e escrever revestido e não revestido e de Embalagens, Tissue (papéis para fins sanitários) e celulose Fluff (usada na produção de fraldas e absorventes higiênicos), e está investindo na produção de Lignina e derivados, criando uma plataforma de química verde para a substituição de matéria-prima de origem fóssil, entre outras aplicações. Trabalha no desenvolvimento genético de culturas florestais e atua no setor de biotecnologia por meio de sua subsidiária FuturaGene. A empresa possui capital aberto e integra o Novo Mercado, o que reforça seu compromisso com o avanço contínuo das práticas de governança corporativa.  Para mais informações, acesse www.suzano.com.br.

 

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Startup cria dispositivo para transformar qualquer bicicleta em elétrica – de forma super simples!

Publicado em 28/12/2018 às 17h49

Você adora andar de bike, mas sente aquela dificuldade em dias quentes ou longas distâncias? Uma startup austríaca pretende acabar com esse problema da forma mais simples possível! Com a compra do kit e passo-a-passo rápido, qualquer pessoa conseguirá transformar uma bicicleta comum em elétrica.

A solução, batizada de “add-e”, pesa apenas dois quilos e é composto por sensores sem fio que transmite o cálculo do movimento do pedal e velocidade em questão de segundos. A bateria, que pode durar até quatro horas de uso contínuo, é facilmente recarregada. O motor, que é ativado apenas quando os sensores percebem o movimento do pedal, possui cinco diferentes velocidades – e pode ser facilmente desligado.

Outra vantagem é que, devido a fácil instalação, é possível compartilhar o kit com outras pessoas e bicicletas. Assim, além de colaborativo, reduz a dor no coração quando é preciso trocar a magrela!

Por conta do barulho, que costumava incomodar os usuários do dispositivo, a empresa anunciou que está desenvolvendo e testando uma nova geração que tornará a pedalada mais silenciosa e agradável. A nova versão deve estar disponível na europa em abril de 2019. Esperamos ansiosos no Brasil!

Assista ao vídeo do pedido de financiamento coletivo para as alterações mencionadas.

Foto: Divulgação

Fonte: Razões para Acreditar

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Ecobarreira de Diego retira 2 toneladas de lixo de rio

Publicado em 04/12/2018 às 08h22

Uma ideia simples e ousada já ajudou a retirar pelo menos 2 toneladas de lixo de um rio no Paraná. É uma ecobarreira construída por Diego Saldanha, de 32 anos, que mora ao lado do rio Atuba, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Vendedor de frutas em um semáforo da cidade, ele estudou até a 8ª série e tem muita consciência ambiental. Diego contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que faz esse trabalho voluntário sozinho e que investiu dinheiro do próprio bolso para montar a ecobarreira. “Pesquisei muito sobre como ajudar o rio, mas tudo estava fora do meu orçamento. Foi aí que tive a ideia de criar uma barreira ecológica feita com matérias recicláveis, com galões de 50 litros e redes para unir os galões e cordas, gastando em média mil reais para finalizar o projeto”, revela.

O projeto bem sucedido completa dois anos em janeiro. Além de garrafas pet, ele já retirou do rio bola de futebol, boneca, pneus, pedaços de geladeira e até um sofá. “Estima-se que já foram retiradas das águas algo em torno de 2 toneladas [de lixo]”, calcula.

Trabalho diário

Diego conta que todo dia, depois que chega do serviço, vai recolher a sujeira contida pela ecobarreira. “Quando chego em casa na parte da tarde, desço até o rio e se tiver lixo eu faço a retirada. Em média meia hora por dia, eu termino o serviço”.

Além do rio, a boa ação de Diego também ajuda a escola, onde estudam os filhos dele, Luan, de 5 anos e Eduardo, de 10. “Eu mesmo separo e encaminho para a escola aonde meu filho estuda. Lá a instituição vende e aplica a verba em melhorias para a escola, pintura no parquinho, livros para biblioteca, horta e etc”, diz.

A ideia

“A ideia surgiu da necessidade de dar uma vida melhor ao rio Atuba, ele que fez parte da minha infância. Percebi que ele estava morrendo porque descia muito lixo. Eu moro perto do rio e decidi dar minha parcela de contribuição e ajudar”, conta. Em vez de reclamar da prefeitura, ele preferiu agir. “Não só reclamar do poder público. Penso que eles têm suas obrigações, mas como cidadãos devemos fazer nossa parte e foi aqui que decidi tomar a atitude”, conta.

Sucesso

Depois da ecobarreira, Diego ficou conhecido na cidade. Ele já apareceu em reportagens na televisão local mostrando sua criação e como faz a coleta do lixo. E também criou uma página no Youtube para mostrar como é possível ajudar a natureza, sem gastar muito. 

No vídeo abaixo, Diego mostra que apesar de a ecobarreira funcionar para produtos maiores, ela não retém as sacolas plásticas. E este é o próximo problema que ele quer resolver.

Veja:

 

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Por uma Black Friday mais consciente

Publicado em 26/11/2018 às 15h19

A partir da meia noite de quinta-feira (22/11) e sexta (23/11) começou oficialmente a 8ª Black Friday brasileira. O movimento do comércio varejista foi herdado dos EUA e inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal.

Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos neste ano. Porém, especialistas alertam que a data não justifica o abandono da consciência na hora de consumir.

"O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gerou a degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia que vivemos hoje. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram. "O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos", explica Gabriela.

Prova disso é o Dia da Sobrecarga da Terra, um estudo da Global Footprint Network, que avalia a data em que a demanda da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Segundo a organização internacional de pesquisa, esse dia tem vindo cada dia mais cedo – neste ano, em 1º de agosto, a humanidade já havia esgotado o estoque de recursos naturais para o ano inteiro.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente?

Independente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto. O consumo consciente é apenas uma chamada para essa reflexão.

O desperdício de recursos não afeta apenas o meio ambiente, mas também o bolso de cada consumidor. E, em tempos de crise econômica, nada melhor do que fazer melhores escolhas e economizar. "Instituições como o Instituto Akatu, Instituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir, finaliza Gabriela.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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Startup de alimentos orgânicos dissemina boa alimentação e gera emprego em periferias

Publicado em 21/11/2018 às 14h23

Alimentos saudáveis a um preço justo e geração de emprego na periferia.

É fato que alimentos orgânicos são mais saudáveis do que alimentos com agrotóxicos. As pessoas sabem minimamente o que é uma alimentação saudável. Então, por que a maioria não pratica uma alimentação saudável?

O preço é o maior obstáculo, principalmente para pessoas que têm o dinheiro do mês mais do que contado, como os moradores de periferias e comunidades. A startup Nutriens, dos sócios Henrique e Natalia Castan, surgiu este ano para levar verduras, legumes e frutas orgânicos, da agricultura familiar, para a mesa dessas pessoas.

As cestas, no tamanho pequeno (12 a 14 itens), médio (16 a 18 itens) e grande (21 a 24 itens), são elaboradas por uma nutricionista, seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que devemos consumir pelo menos 400 gramas de verduras, legumes e frutas por dia. São disponibilizados mais de 100 produtos para os consumidores personalizarem suas cestas.

“A população brasileira, de maneira geral, sabe se alimentar de maneira adequada. Se você coloca um alimento saudável ao lado de um não tão saudável, a pessoa vai escolher o alimento saudável. Mas isso não significa que ela pratica uma alimentação saudável”, afirma Natalia, em bate-papo com o Razões para Acreditar.

Natalia explica que a Nutriens consegue oferecer esses alimentos a um preço mais em conta do que aqueles encontrados nos supermercados porque o contato com os produtores é direto.

“A primeira coisa para conseguir um preço bacana é ter contato direto com o produtor. A gente tem uma área de compras que visita esses produtores. Todos obviamente têm um selo de produtos orgânicos. Não ter um intermediário é uma forma de baratear bastante o preço do alimento orgânico. O preço é bacana porque os produtores têm sua venda garantida.”

A segunda coisa é que a startup trabalha com um sistema de assinaturas: toda semana, o consumidor recebe uma cesta diferente na porta da sua casa. As assinaturas são criadas e administradas por parceiros da Nutriens na comunidade, como lideranças locais, cooperativas e ONGs. Em troca, esses novos empreendedores ganham 30% de desconto na sua cesta e um percentual das assinaturas.

“O empreendedor não se envolve na entrega. A ideia é facilitar a vida desse empreendedor. Ele faz o cadastrador do consumidor na rede, mas é a nossa logística que cuida da entrega, para que o empreendedor possa dedicar seu tempo exclusivamente à venda das assinaturas.”

A Nutriens iniciou sua atuação em periferias e comunidades de São Paulo. Um dos seus grandes parceiros é a Agência Solano Trindade, que fomenta diariamente a produção, consumo e comercialização de produtos, serviços e ações culturais nas comunidades do Grajaú, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia. Em breve, a startup deverá chegar em comunidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Fonte: Razões para Acreditar

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Ministério da Saúde lança campanha de combate ao Aedes aegypti

Publicado em 14/11/2018 às 15h11

Chegada das chuvas e calor acende alerta para intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti. Campanha começou nesta terça-feira (13) em todo o país

O Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (13) campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegyptiO objetivo é mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya. Com o slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito", a campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante.

Dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais nas redes sociais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a Semana de Mobilização Integrada para o Combate ao Aedes aegypti. No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de assistência social e 53 mil unidades de saúde. A Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) orientou estados e municípios a realizarem atividades para instruir as comunidades sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito. Também está prevista a mobilização da população em geral, por meio do slogan ‘Sábado sem mosquito. Com ações simples, podemos combater o Aedes aegypti. Os órgãos públicos também farão vistorias em seus prédios.

Outra medida importante para este mês será a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

Durante todo o ano, o Ministério da Saúde realiza ações permanentes de vigilância, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, com apoio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) e das Salas Estaduais. As videoconferências com as 27 salas estaduais ocorrem mensalmente e, durante o período epidêmico, são realizadas quinzenalmente. O Ministério da Saúde também oferece, continuamente, aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais

Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias. Neste ano, o orçamento destinado para as ações de vigilância em saúde é de R$ 1,9 bilhão.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS - AEDES AEGYPTI

DENGUE

Até 27 de outubro, foram notificados 220.921 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (223.171). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 106,4 casos/100 mil habitantes. Com relação ao número de óbitos, a queda é de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 167 mortes em 2017 para 130 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Goiás, Rio Grande do Norte e Acre, que registram as maiores incidências, com 1.025 casos/100 mil habitantes em Goiás; 624,4 casos/100 mil habitantes no Rio Grande do Norte e 420,8 casos/100 mil habitantes no Acre.

CHIKUNGUNYA 

Até 27 de outubro, foram registrados 80.940 casos de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 39,0 casos/100 mil habitantes. A redução é de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.587 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,9 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 189 mortes confirmadas. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destacam-se Mato Grosso e Rio de Janeiro, que registram as maiores incidências, com 394,5/100 mil habitantes no MS e 210,8 casos/100 mil habitantes no RJ.

ZIKA 

Foram registrados 7.544 casos prováveis de zika em todo país, até 27 de outubro, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (176.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos/100 mil habitantes.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

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Legado das Águas oferece ecoturismo com travessias em trechos conservados de Mata Atlântica

Publicado em 12/11/2018 às 08h23

Iniciativa de montanhismo possibilita aos visitantes percorrer trilha de curta distância em trechos da Mata Atlântica. Atividade será no dia 24/11. 

Nada melhor do que aproveitar a natureza para relaxar a mente e exercitar o corpo. Para quem gosta do trekking, o Legado das Águas - maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com 31 mil hectares, no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo – oferece duas opções: a volta maior (23 km) e a volta menor (12km). A próxima data para a travessia de volta menor será em 24/11.

A travessia será pelo trecho "Dezembro – Cantagalo", que tem duas opções de trajeto, cada uma com características para atender a diferentes perfis de visitantes. Ambos percursos atravessam extensões da floresta em estágio avançado de conservação e passam pela Cachoeira Dezembro, onde há local para belas fotos e, mais adiante, poços para banho.

A travessia possui aproximadamente 12 quilômetros de extensão com belas paisagens! É concluída em um único dia, sem necessidade de dormir na mata. O nível de dificuldade é intermediário.

Todos os participantes serão acompanhados por guias profissionais, além de kits de primeiros socorros e contato permanente com a base da Reserva, com estrutura adequada para atendimento de emergência. Inscrições pelo site.

Serviço

Data: 24/11

Onde: Reserva Legado das Águas – Miracatu/SP (80 km de São Paulo)

Valores, inscrições e informações: http://legadodasaguas.com.br/travessia/

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim

O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, com extensão aproximada à cidade de Curitiba (PR), é um dos ativos ambientais da Votorantim. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área foi adquirida a partir da década de 1940 e conservada desde então pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que manteve sua floresta e rica biodiversidade local com o objetivo de contribuir para a manutenção da bacia hídrica do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas.

Em 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Hoje, o Legado das Águas é administrado pela empresa Reservas Votorantim, criada para estabelecer um novo modelo de área protegida privada, cujas atividades geram benefícios sociais, ambientais e econômicos de maneira sustentável.

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Museu do Amanhã promove discussão sobre práticas de sustentabilidade para os oceanos

Publicado em 07/11/2018 às 09h36

Seminário Oceanos Sustentáveis será realizado dias 13 e 14/11. Na ocasião, especialistas apresentarão projetos inovadores em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares

Muitas ideias e inovações moldarão nosso relacionamento com os oceanos no futuro. Cuidar de nossos mares é fundamental para enfrentar uma realidade de mudanças climáticas e necessidade de baixo carbono. O Museu do Amanhã, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, a multinacional Innovation Norway, o AquaRio e a Marinha do Brasil promovem dois dias de discussões sobre os oceanos. Dias 13 e 14 de novembro, dezessete especialistas trarão ao público o que há de mais recente em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Museu do Amanhã.

O seminário "Oceanos sustentáveis - Uma onda de inovação" está organizado em quatro temáticas principais: oceano como fonte de alimento; combate ao plástico nos oceanos; biodiversidade e energia. Entre os destaques está a apresentação do Vidar Helgesen, ex-Ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega e atual Enviado Especial para o Painel de Alto Nível sobre Economia Sustentável do Mar. Ele falará sobre as iniciativas globais para a proteção dos oceanos. Ainda haverá palestra, em vídeo, sobre o Direito do Mar com Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outro destaque do evento é o projeto REV (Research Expedition Ship), produzido pela norueguesa Nina Jensen. Trata-se de uma pesquisa com a proposta de retirar resíduos plásticos dos mares. As discussões abordarão os oceanos como fontes de biodiversidade, solução para energia renovável e produção sustentável de alimentos. O evento acontece no Auditório do Museu do Amanhã.

Serviço:

Seminário Oceanos Sustentáveis – Uma onda de inovação

Data: 13 e 14 novembro (terça e quarta)

Horário: a partir das 9h (terça) | a partir 14h (quarta)

Local: Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Credenciamento de jornalistas:imprensa@museudoamanha.org.br

O Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

 

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