Dicas

Palmeira pupunha se destaca como matéria-prima do palmito e na preservação de árvores nativas

Publicado em 10/06/2019 às 08h43

Segundo a Embrapa, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito do mundo


Entre os produtos florestais não madeireiros, a produção de palmito a partir da pupunha tem se destacado como alternativa viável para preservar espécies nativas da Mata Atlântica e como fonte de renda para pequenos e médio produtores. A pupunha é uma palmeira originária da região amazônica que permite a extração do palmito de forma sustentável e econômica.

Uma das plantações de pupunha bem-sucedidas do país está em Antonina, interior do Paraná. Com cerca de 600 mil metros quadrados de área plantada, a propriedade de Geraldo Geiri tem pelo menos 200 mil pés de pupunha, que gera a produção mensal de sete toneladas de palmito e abastece o mercado de Curitiba e região.

Cansado do mercado financeiro, Geiri conta que decidiu apostar na produção de palmito a partir da pupunha por influência da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Florestas.

“Eu queria sair do mercado financeiro, estudei um plano B e cheguei na questão da pupunha. Na época, quase ninguém plantava pupunha. Basicamente, os palmitos eram do extrativismo ilegal. Eu vi uma oportunidade, vi que o futuro da produção de palmito era pupunha”.

A aposta de Geiri deu certo. O investimento no cultivo de pupunha começou em 2005 e já em 2008, ele montou uma pequena indústria e começou a envasar e comercializar os palmitos do próprio cultivo.

“Realmente, é algo que deu certo, já me realizei como produtor rural. É uma pequena indústria. Faço basicamente só o palmito que eu produzo mesmo. Eu plantei 160 mil pés, produzi uns 130 mil pés e hoje eu vivo só da indústria e da plantação”.

Além de ter desenvolvido uma nova fonte de renda, Geiri comemora o ganho ambiental proporcionado pela plantação de pupunha. Quando comprou a propriedade, há 15 anos, o local era tomado por pasto, hoje a região está toda plantada e verde.

Ele também destaca a simplicidade do manejo e dos cuidados com a pupunha, comparada a outras culturas. Uma das vantagens é a economia no uso de fertilizantes e defensivos, já que a planta não atrai pragas.

“É tudo simples, a indústria é toda manual, o corte é manual. Depois todo o resíduo que fica do palmito eu amontoo e jogo na terra. Não tem lixo, todo resíduo do palmito volta para o solo e vira adubo para a própria plantação”, explicou.

Segundo a Embrapa, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito do mundo. Em 2018, o país exportou mais de 291 toneladas de palmito, volume que rendeu ao país o montante de US$ 1,64 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura.

Sistema de Produção de Pupunheira para palmito

Histórico

Os registros apontam que o hábito de consumo de palmito a partir da Juçara existe desde o período colonial com os indígenas e populações ribeirinhas. Segundo o pesquisador da Embrapa Florestas, Álvaro Figueredo, a comercialização do palmito produzido a partir da Juçara foi intensa até meados da década de 1970, mas perdeu força como matéria-prima depois da introdução da pupunha, que leva menos tempo para produzir o palmito.

“A palmeira Juçara sempre foi matéria-prima para preparar aquele palmito que vem envasado no vidro. Mas, o que ocorreu com essa palmeira? Ela é unicaule, quer dizer, quando corta ela morre e há necessidade de ser feito um outro plantio. E ela só vai estar pronta para um novo corte dentro de três, quatro anos. Então, com essa exploração começou a diminuir a oferta da palmeira Juçara na Mata Atlântica”, explicou Figueredo.

A escassez da Juçara levou os agricultores a buscarem outras alternativas de produção de palmito. E a fonte veio de outro importante bioma brasileiro: a Amazônia. Na floresta amazônica, o açaí foi a solução encontrada para substituir a palmeira da Mata Atlântica. E ainda na década de 1980, começaram os trabalhos com a pupunha, nativa da Amazônia Peruana.

“A vantagem da pupunha é que ela é uma palmeira que tem um caule específico, que perfila e forma filhotes, igual a uma bananeira. Então, é possível o produtor cortar essa palmeira ao longo do ano e de vários anos. Enquanto a Juçara demora em torno de três anos pra ter um palmito disponível, a pupunha leva a partir de 15 meses de idade”, explicou o pesquisador.

Outra característica da pupunha destacada por Figueredo é que ela não escurece, podendo ser comercializada in natura, o que despertou o interesse de chefs de cozinha para diversificar o cardápio dos restaurantes. “Nós sabemos que a participação no mercado está aumentando e que hoje tem uma boa aceitação. Inclusive, a Embrapa está editando um livro de receitas de palmito, porque há uma demanda de chefs e cozinheiros”, comentou.

A Embrapa estima que o Brasil tenha em torno de 30 mil hectares de palmito plantados, sendo que 20 mil hectares são de pupunha. Há registro de grupos trabalhando com a nova palmeira em Santa Catarina, Paraná, Vale do Ribeira (SP), Goiás e Bahia, entre outros.

Impacto econômico

A pupunha também se tornou a alternativa mais viável para os produtores de palmito do baixo sul da Bahia, região de Mata Atlântica onde predomina a agricultura familiar e a produção de diferentes produtos, como cacau, banana, guaraná, borracha e dendê.

No território baiano, os primeiros plantios de pupunha foram implantados no início da década de 90, com apoio da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do governo estadual da Bahia e da iniciativa privada.

Neste período, também começaram a ser instaladas as primeiras empresas e indústrias de palmito na região, até que em 2004, um grupo de agricultores criou a Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm), no município de Ibirapiuna.

A cooperativa fomentou o plantio da pupunha em agricultura familiar em 19 municípios do baixo sul da Bahia e pelo menos 90 comunidades rurais fornecendo sementes e dando assistência técnica, inclusive com profissionais do Equador e Costa Rica, considerados os maiores produtores de pupunha da América.

“A região aqui do sul da Bahia se assemelha com a Amazônia. Chove bem, as temperaturas variam de 22 a 25 graus, o clima é bastante úmido, a pluviosidade acima de 2200 milímetros por ano, solos profundos, solos arenosos, então, a pupunha encontrou aqui uma região propícia para seu desenvolvimento”, explicou Alexandre Felix Ribeiro, produtor de pupunha do município Ituberá.

Com produção média mensal de 500 mil hastes de palmito por mês, os agricultores da região também encontraram na pupunha a possibilidade de ter uma renda praticamente fixa, principalmente para os que produzem somente palmito e para os cooperados de assentamentos rurais que já viveram em situação de extrema pobreza.

“Do ponto de vista da agricultura familiar, a pupunha foi um divisor de águas, porque ela produz o ano todo, de janeiro a dezembro. Então, ela equilibra o fundo de caixa do produtor rural. Todo mês ele corta palmito, entrega pra indústria e recebe aquele dinheirinho que faz parte da produção da família”, explicou.

“Quando ele encontra uma cultura que garante a sobrevivência dele, ele não tem porque avançar nos recursos naturais da região. De certa forma, a produção de pupunha está preservando as outras espécies”, completou.

Assim como o produtor do Paraná, Ribeiro também aproveita os resíduos da pupunha para produzir matéria orgânica e melhorar a qualidade do solo. Segundo ele, um hectare de pupunha fornece por ano quase 10 toneladas de cobertura vegetal morta que se decompõe e se transforma em adubo para a terra.

“Uma planta de pupunha inteira tem de sete a dez quilos, mas eu só tiro da roça dois quilos, que são as capas e o palmito propriamente dito que vai pra indústria. O restante do material fica de cobertura morta que vai apodrecendo e a gente nota uma grande melhoria no solo”.

As plantas são cultivadas no sistema agroflorestal, que forma um adensamento grande entre cada muda, favorecendo a formação de sombra, a proteção do solo contra erosões que poderiam ser causadas pela força da chuva e o uso reduzido de agroquímicos.

“É uma cultura que dispensa o uso de inseticidas, fungicidas e nematicidas. A gente só tem uma praga aqui, o nome dela é metamasius, que tem o mesmo princípio do moleque da bananeira, mas a gente adota técnicas agrícolas que impedem o seu desenvolvimento”.

Como o palmito é um tipo de folha que precisa de muita água para ter um crescimento normal, um dos principais desafios para os produtores é enfrentar os períodos prolongados de estiagem. Mesmo com a seca cada vez mais comum na região, a produção tem crescido e já atende mercado consumidor de outros estados do país.

Cerca de 80% dos palmitos produzidos na cooperativa é vendido para São Paulo e Rio de Janeiro. Eles também fornecem os para os estados do Paraná e Santa Catarina e estão fazendo alguns ensaios de exportação, inicialmente para a França. “Precisamos fortalecer e consolidar a base produtiva, porque a demanda do mercado está crescendo”, comentou Ribeiro.

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Bioplásticos feitos de cânhamo são alternativa viável aos plásticos à base de petróleo

Publicado em 04/06/2019 às 09h27

O plástico de uso único (conhecido como descartável) é umas das fontes mais destrutivas de poluição a nível mundial. Com o acréscimo de aditivos e resinas artificiais, uma simples garrafa plástica pode levar 500 anos ou mais para se decompor no meio ambiente.

Neste exato momento, uma área coberta por plástico e lama equivalente ao tamanho de Minas Gerais está flutuando no Oceano Pacífico, sufocando e assassinando a vida marinha.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050 haverá mais plástico, em peso, do que peixes no oceano.

Não é exagero dizer que o nosso planeta está sendo sufocado pela indústria do plástico. Felizmente, um número crescente de pessoas têm procurado por alternativas que não poluam ainda mais a Terra. E uma solução pouco conhecida tem ganhado cada vez mais espaço nessa empreitada: o bioplástico feito de cânhamo.

O que é o cânhamo?

O cânhamo é uma planta de canabis cultivada por suas sementes, fibras e caule. As sementes são usadas na produção de alimentos, suplementos nutricionais, medicamentos e cosméticos. O caule e suas fibras são usadas na produção de papel, tecidos, cordas, compostos plásticos e materiais de construção. (via)

O plástico de cânhamo é 100% biodegradável

Uma das grandes vantagens do bioplástico de cânhamo (planta da mesma espécie da maconha, a Cannabis sativa, mas geneticamente distinta e usada para fins diferentes, é sua condição de ser totalmente biodegradável no meio ambiente. Enquanto uma sacola plástica convencional levará séculos para se degradar na natureza, o bioplástico leva de três a seis meses.

Naturalmente, isso significa que o bioplástico de cânhamo não é ideal para vasilhas e outros utensílios de longo prazo, mas é perfeito para uso único, como copos e canudos. Um substituto ideal.

Produzir plástico de cânhamo é mais benéfico para o meio ambiente

Outro benefício do uso do bioplástico de cânhamo sobre o plástico comum é que seu processo de fabricação não causa danos ao meio ambiente.

De acordo com a Forbes, a maioria dos produtos plásticos produzidos atualmente é feita com combustíveis fósseis extraídos por meio de fraturamento hidráulico (ou “fracking”), método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo.

Embora as empresas de energia classifiquem o fracking como um método “limpo”, a verdade é que ele pode poluir o ar, o solo e os lençóis freáticos com uma série de toxinas prejudiciais.

Como o bioplástico de cânhamo não é feito de combustíveis fósseis, ele não possui essa bagagem negativa que acompanha o plástico tradicional.

O cânhamo é uma ótima matéria-prima para a produção de bioplástico

Além de ser uma alternativa promissora, o cânhamo em si é uma excelente fonte de bioplástico. Um dos componentes essenciais desse material é a celulose.

Ao procurarmos uma fonte de bioplástico, geralmente nos concentramos em plantas que possuam altas concentrações de celulose. Além do cânhamo, duas das principais fontes de celulose existentes são o algodão e a madeira.

Em média, a madeira contém aproximadamente 40% de celulose e o algodão chega a 90%.

O cânhamo contém cerca de 65-75% de celulose. Embora ele venha em concentração inferior, leva-se em conta que o algodão requer 50% mais água para o cultivo e quatro vezes mais água para a etapa de processamento.

Assim, apesar do algodão concentrar mais celulose do que o cânhamo, gasta-se muito mais água para produzi-lo, causando um impacto ambiental mais considerável.

Combater a poluição e as mudanças climáticas não é e nunca foi uma tarefa fácil. Nas últimas décadas, os seres humanos estabeleceram-se com diversas tecnologias que fazem uso do plástico, invenções surpreendentes e muito dinâmicas, mas que são prejudiciais à natureza. Com a chegada das soluções bioplásticas, não precisaremos abrir mão delas. Mas precisamos migrar desde já.

Fonte: Razões para Acreditar

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Tubo de polietileno reduz perdas no sistema de abastecimento de água tratada

Publicado em 24/04/2019 às 07h57

Programa da SABESP, em parceria com o governo japonês, tem renovado a infraestrutura existente por tubulações PEAD, em bairros da capital paulista

Para as companhias de fornecimento de água tratada, um dos maiores desafios é a redução de perdas no sistema de abastecimento. Uma das soluções encontradas e que já está sendo utilizada é a implantação das tubulações em PEAD que é considerada a principal variação do polietileno e de extrema importância entre todos os polímeros plásticos existentes. O material possui qualidades relevantes como, estanqueidade e resistência à corrosão, tem flexibilidade e é menos suscetível a danos causados por oscilações extremas, como vibração e choques. Além disso, por ser fundamental no combate às perdas, por consequência, também colabora com a preservação dos recursos hídricos e do meio ambiente.

Com o objetivo de adotar as melhores práticas em gestão de perdas, a Companhia de Abastecimento e Saneamento do Estado de São Paulo (SABESP) implantou um programa, em parceria com o governo japonês, por meio da sua Agência de Cooperação Internacional (JICA – Japan International Cooperation Agency), que tem renovado a infraestrutura existente com a substituição por tubos de PEAD, em alguns bairros da capital paulista.

Segundo o gerente do departamento de Gestão do Programa Corporativo de Redução de Perdas de Água – TOR, da Sabesp, Alex Orellana, o programa tem proporcionado a transferência de conhecimento utilizada no Japão, país que tem os sistemas de abastecimento com os menores índices de perdas do mundo. “Estão previstos dois tipos de ações para a modernização e renovação da infraestrutura de distribuição de água, ações com a implantação de novas tubulações, macro medidores, válvulas redutoras de pressão, sensores de vazão e pressão, e telemetria para a gestão dessas áreas e ações de renovação da infraestrutura, que compreendem a substituição de tubulações antigas com elevado índice de vazamentos, por novas tubulações. Neste item, escolhemos preferencialmente os tubos em PEAD, devido ao fato de ser o material mais indicado para a utilização em métodos não destrutivos, que são adotados majoritariamente nas obras do Programa de Redução de Perdas da Sabesp, e pelo entendimento de que as características construtivas das redes em PEAD (juntas soldadas e em menor quantidade, comparadas com tubos ponta e bolsa, assim como, peças e conexões soldadas) reduzem a probabilidade de futuros vazamentos, exatamente pelo fato de possuir menor quantidade de pontos vulneráveis”, explica.

Ainda, de acordo com Orellana, são 760 Km de substituições e 350 Km de implantações de tubos. As obras começaram no segundo semestre de 2017, e a previsão é que estejam concluídas no primeiro semestre de 2021, totalizando 46 obras.

Para o diretor-presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), Mauricio Mendonça de Oliveira, trocar a tubulação existente pelo sistema de polietileno (PEAD) é certeza de garantir as concessionárias a durabilidade do material por um período de, no mínimo, 50 anos, proporcionando eficiência e produtividade. “A associação que eu represento tem soluções para racionalizar o processo construtivo que significa de que maneira a indústria consegue se aproximar cada vez mais da obra e propor recursos que facilitem as suas execuções e a diminuição dos erros na hora da montagem. Atualmente, o polietileno representa 6% da fatia do segmento, porém, daqui uns cinco anos, deverá ser 12% e assim sucessivamente, até chegar em 25%, como acontece em países europeus e asiáticos, que utilizam o PEAD e são referências na diminuição dos índices de perdas no sistema de abastecimento de água tratada”, garante.

O programa já é realizado em alguns dos principais bairros e municípios da região metropolitana de São Paulo. A previsão para conclusão total das obras em todo o estado de São Paulo está prevista para o primeiro semestre de 2021.

PERDAS DE ÁGUA NO BRASIL

Em qualquer processo de abastecimento de água, por meio de redes de distribuição, ocorrem perdas do recurso hídrico e existem dois tipos de perdas: reais, quando o volume inicial de água disponibilizado pelas operadoras é desperdiçado durante o processo de distribuição e aparentes, apesar da distribuição de água atingir o consumidor final, o produto não é cobrado adequadamente, seja por problemas técnicos na medição ou por fraude do consumidor.

O Brasil está no topo da lista dos países com maiores reservas de água. Entretanto, peca na distribuição desse bem. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o índice de perdas na distribuição, a nível nacional, em 2017, foi de 38,3%.

No estado de São Paulo, ainda segundo dados do SNIS em 2017, o Índice de perdas na distribuição foi de 35,3%. Esse é o índice do estado como um todo, incluindo municípios operados e não operados pela Sabesp. O índice de perdas da área operada pela Sabesp em dezembro de 2017, foi de 30,7% e em dezembro de 2018, 30,1%. É importante observar que a Sabesp não opera em todo o estado de São Paulo, atualmente ela é responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 367 municípios do estado.

 

SOBRE A ABPE

Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas - ABPE foi fundada em setembro de 1994 com o objetivo de divulgar e intensificar o uso de tubos e conexões plásticas em polietileno e polipropileno, assim como ordená-los normativamente em função de suas inúmeras aplicações. Tem a participação de integrantes da cadeia produtiva do segmento, desde os produtores de matéria-prima (resina e compostos), fabricantes de tubos e conexões, projetistas, prestadores de serviços, instaladores, laboratórios de ensaios, e usuários do sistema.

A associação mantém um abrangente Programa de Garantia da Qualidade, com a finalidade de assegurar padrões rígidos de qualidade e orientar os interessados quanto ao uso adequado desses materiais.

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Biotecnologia pode evitar a extinção da banana

Publicado em 28/03/2019 às 08h55

 

Evolução do fungo fusarium oxysporum, que devastou culturas de banana décadas atrás, ameaça o alimento mais uma vez

A produção de banana é distribuída por todo o território nacional, somando quase 7 milhões de toneladas em 2018. A principal região produtora é o Nordeste, com 38% da safra nacional, seguida pelo Sudeste, com 28%. Os dados são do relatório Cenário Hortifruti Brasil, lançado recentemente pelo programa Hortifruti Saber & Saúde, CNA e ABRAFRUTAS. No entanto, apesar da grande produção, cientistas acreditam que o alimento pode estar próximo de sua extinção e essa não é a primeira vez.

O motivo tem a ver com a forma de plantação da fruta, que é realizada por meio de clones de uma única planta mãe, que gera bananas geneticamente iguais e, portanto, suscetíveis às mesmas doenças. Uma, em especial, preocupa os produtores do alimento: a causada pelo o fungo fusarium oxysporum, que está presente no solo e age impedindo que o vegetal retire água e nutrientes da terra, levando-o à morte.

Na década de 1890, no Panamá, a doença causada pelo fungo foi identificada pela primeira vez e por isso ficou conhecida como "Mal do Panamá". Em 1950, os produtores de bananas da variedade Gros Michel perderam a guerra contra o fungo, que não foi eliminado por nenhum fungicida ou defensivo químico, permanecendo no solo. Naquela época, ele já tinha se alastrado por todo o planeta e já não existia área viável para as plantações da fruta.

A variedade Cavendish (aqui chamada de banana nanica ou d'água), por sua vez, era cultivada na propriedade de um palácio na Inglaterra e, por ser geneticamente diferente da banana Gros Michel, foi capaz de resistir ao "Mal do Panamá". Hoje, apesar de existirem algumas variedades diferentes, como a "maçã" e a "prata" (plantadas no Brasil e suscetíveis ao Mal do Panamá), a Cavendish é a mais produzida e comercializada pelo mundo.

No entanto, ela corre perigo, pois o fusarium oxysporum evoluiu ao longo dos anos e agora ameaça também as plantações dessa variedade. "Assim como aconteceu com a variedade Gros Michel no passado, as plantações de Cavendish não apresentam nenhuma resistência contra o novo fusarium oxysporum, pois a forma de produção de banana não mudou", esclarece Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

O novo fungo é ainda mais agressivo e foi descoberto na década 1990, no sul da Ásia. Hoje, ele já é encontrado na Austrália e países do norte da Ásia, como a China, um dos maiores produtores de banana no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações de banana Cavendish já foram destruídos no país.

Para que a extinção da banana não ocorra é necessário impedir o avanço da doença, através de medidas de controle de exportação/importação. Cientistas também trabalham com o objetivo de encontrar ou desenvolver uma nova variedade que seja resistente ao fungo e que agrade o paladar da população mundial. Entretanto, por conta da forma com que a banana sempre foi cultivada, encontrar variedades geneticamente diferentes é raro. Por isso, talvez seja necessário recorrer a genes de resistência em outras espécies.

Segundo Adriana, a biotecnologia pode ajudar a aumentar a variabilidade genética da banana por meio do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas. "A transgenia é uma ferramenta poderosa para a preservação da biodiversidade. Por meio dela, podemos identificar e transferir genes que permitiriam a sobrevivência de espécies em condições antes inviáveis. Se essa espécie for a banana, estaria aí uma chance superar os riscos que rondam a cultura", afirma.

 

Sobre o CIB
O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não governamental, cuja missão é atuar na difusão de informações técnico-científicas sobre biotecnologia e suas aplicações. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do site www.cib.org.br e de nossos perfis no Facebook, no LinkedIn e noYouTube.

 

 

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Bocas de lobo inteligente seriam a solução para diminuir descarte de lixo nas redes pluviais?

Publicado em 16/01/2019 às 09h42

Algumas cidades brasileiras investem em Bocas de Lobo Inteligente, como forma de diminuir a quantidade de resíduos descartados nos bueiros urbanos. As bocas de lobo inteligente são instalações de cestos para coleta de lixo onde impedem que resíduos sólidos entrem na rede de esgoto, fazendo com que passe somente água pelo canal.

São Paulo, além deste tipo de instalação, alguns pontos já contam com um aparato ainda mais eficaz que emite sinal quando o compartimento atinge 80% da capacidade de armazenamento de resíduos.

Veja o vídeo com uma matéria alusiva ao projeto:

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Suzano Papel e Celulose apresenta primeiro papelcartão para copos 100% biodegradável produzido no Brasil

Publicado em 04/01/2019 às 15h42

Produto de fonte renovável também é compostável e tem emissões de carbono neutralizadas

Suzano Papel e Celulose, uma das maiores fabricantes de papéis de embalagem da América Latina, apresenta ao mercado o primeiro papelcartão para copos que é 100% biodegradável, compostável, de fonte renovável e produzido no Brasil. A principal novidade do produto é a substituição da presença de uma barreira protetora até então feita com polietileno por um material biodegradável que permite a degradação completa do copo quando descartado de maneira que entre em contato com o meio ambiente. Além disso, suas fibras são compostáveis, ou seja, nutrem o solo durante sua biodegradação.

Outro diferencial da nova linha é o fato de o Bluecup Bio® ser o único papelcartão do País totalmente integrado ao programa Carbono Neutro da empresa, tendo o excedente de carbono gerado durante o processo de fabricação do produto compensado pela Suzano, um diferencial compartilhado com os end-users do Bluecup Bio®.

A chegada ao mercado do novo produto está em consonância com as mudanças de comportamento dos consumidores, e também com o foco da Suzano em inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de produtos de base renovável para o mercado levou a empresa a lançar em julho deste ano o papelcartão Bluecup®, primeiro produto da linha destinada à produção de copos descartáveis e que visa revolucionar o mercado nacional, hoje abastecido majoritariamente por papéis importados.

O grande diferencial dos copos descartáveis produzidos com papelcartão, além da matéria-prima de fonte renovável, no caso o eucalipto plantado pela Suzano para essa finalidade, é a característica física propícia para o desenvolvimento de ações de marketing. Sua superfície uniforme, com alta lisura e brancura, permite impressão de alta qualidade para melhor divulgação da marca ou do propósito do cliente. O papelcartão também oferece melhor isolamento térmico, maior aderência na pegada e conforto ao beber.

A linha Bluecup®, há aproximadamente dois anos em desenvolvimento na área de pesquisas da Suzano, tem como objetivo atender um mercado de copos descartáveis de aproximadamente 600 mil toneladas anuais no Brasil, hoje suprido por matéria-prima de origem fóssil ou por papéis importados. “Há uma demanda crescente por produtos mais amigáveis ao meio ambiente e o Bluecup Bio® representa justamente isso. Falamos de uma revolução em um mercado que tem buscado soluções para se reinventar”, explica Alexandre Cezilla, Gerente Executivo de Estratégia e Marketing da Suzano Papel e Celulose.

A Suzano visa, com isso, oferecer competitividade e um serviço diferenciado para o mercado nacional. O novo produto já possui amostras disponíveis para realização da homologação em todos os convertedores. “Os clientes da Suzano têm à disposição uma rede composta por 24 endereços, o que propicia aos convertedores acesso facilitado a estoques e a produtos convertidos, além do suporte de uma equipe técnica especializada e dedicada para este processo” ressalta Leonardo Grimaldi, Diretor Executivo de Papel da Suzano Papel e Celulose.

 

Sobre a Suzano Papel e Celulose

A Suzano Papel e Celulose é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a maior fabricante de papéis de imprimir e escrever da América Latina. Como subsidiária da Suzano Holding, reúne mais de 90 anos de tradição com o que há de mais moderno de tecnologia para a indústria de papel e celulose. Possui sete unidades industriais no Brasil, escritórios internacionais em seis países e estrutura de distribuição global preparada para abastecer mais de 60 países. Produz, além de Celulose, Papéis de imprimir e escrever revestido e não revestido e de Embalagens, Tissue (papéis para fins sanitários) e celulose Fluff (usada na produção de fraldas e absorventes higiênicos), e está investindo na produção de Lignina e derivados, criando uma plataforma de química verde para a substituição de matéria-prima de origem fóssil, entre outras aplicações. Trabalha no desenvolvimento genético de culturas florestais e atua no setor de biotecnologia por meio de sua subsidiária FuturaGene. A empresa possui capital aberto e integra o Novo Mercado, o que reforça seu compromisso com o avanço contínuo das práticas de governança corporativa.  Para mais informações, acesse www.suzano.com.br.

 

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Startup cria dispositivo para transformar qualquer bicicleta em elétrica – de forma super simples!

Publicado em 28/12/2018 às 17h49

Você adora andar de bike, mas sente aquela dificuldade em dias quentes ou longas distâncias? Uma startup austríaca pretende acabar com esse problema da forma mais simples possível! Com a compra do kit e passo-a-passo rápido, qualquer pessoa conseguirá transformar uma bicicleta comum em elétrica.

A solução, batizada de “add-e”, pesa apenas dois quilos e é composto por sensores sem fio que transmite o cálculo do movimento do pedal e velocidade em questão de segundos. A bateria, que pode durar até quatro horas de uso contínuo, é facilmente recarregada. O motor, que é ativado apenas quando os sensores percebem o movimento do pedal, possui cinco diferentes velocidades – e pode ser facilmente desligado.

Outra vantagem é que, devido a fácil instalação, é possível compartilhar o kit com outras pessoas e bicicletas. Assim, além de colaborativo, reduz a dor no coração quando é preciso trocar a magrela!

Por conta do barulho, que costumava incomodar os usuários do dispositivo, a empresa anunciou que está desenvolvendo e testando uma nova geração que tornará a pedalada mais silenciosa e agradável. A nova versão deve estar disponível na europa em abril de 2019. Esperamos ansiosos no Brasil!

Assista ao vídeo do pedido de financiamento coletivo para as alterações mencionadas.

Foto: Divulgação

Fonte: Razões para Acreditar

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Ecobarreira de Diego retira 2 toneladas de lixo de rio

Publicado em 04/12/2018 às 08h22

Uma ideia simples e ousada já ajudou a retirar pelo menos 2 toneladas de lixo de um rio no Paraná. É uma ecobarreira construída por Diego Saldanha, de 32 anos, que mora ao lado do rio Atuba, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Vendedor de frutas em um semáforo da cidade, ele estudou até a 8ª série e tem muita consciência ambiental. Diego contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que faz esse trabalho voluntário sozinho e que investiu dinheiro do próprio bolso para montar a ecobarreira. “Pesquisei muito sobre como ajudar o rio, mas tudo estava fora do meu orçamento. Foi aí que tive a ideia de criar uma barreira ecológica feita com matérias recicláveis, com galões de 50 litros e redes para unir os galões e cordas, gastando em média mil reais para finalizar o projeto”, revela.

O projeto bem sucedido completa dois anos em janeiro. Além de garrafas pet, ele já retirou do rio bola de futebol, boneca, pneus, pedaços de geladeira e até um sofá. “Estima-se que já foram retiradas das águas algo em torno de 2 toneladas [de lixo]”, calcula.

Trabalho diário

Diego conta que todo dia, depois que chega do serviço, vai recolher a sujeira contida pela ecobarreira. “Quando chego em casa na parte da tarde, desço até o rio e se tiver lixo eu faço a retirada. Em média meia hora por dia, eu termino o serviço”.

Além do rio, a boa ação de Diego também ajuda a escola, onde estudam os filhos dele, Luan, de 5 anos e Eduardo, de 10. “Eu mesmo separo e encaminho para a escola aonde meu filho estuda. Lá a instituição vende e aplica a verba em melhorias para a escola, pintura no parquinho, livros para biblioteca, horta e etc”, diz.

A ideia

“A ideia surgiu da necessidade de dar uma vida melhor ao rio Atuba, ele que fez parte da minha infância. Percebi que ele estava morrendo porque descia muito lixo. Eu moro perto do rio e decidi dar minha parcela de contribuição e ajudar”, conta. Em vez de reclamar da prefeitura, ele preferiu agir. “Não só reclamar do poder público. Penso que eles têm suas obrigações, mas como cidadãos devemos fazer nossa parte e foi aqui que decidi tomar a atitude”, conta.

Sucesso

Depois da ecobarreira, Diego ficou conhecido na cidade. Ele já apareceu em reportagens na televisão local mostrando sua criação e como faz a coleta do lixo. E também criou uma página no Youtube para mostrar como é possível ajudar a natureza, sem gastar muito. 

No vídeo abaixo, Diego mostra que apesar de a ecobarreira funcionar para produtos maiores, ela não retém as sacolas plásticas. E este é o próximo problema que ele quer resolver.

Veja:

 

Categoria: Brasil, Dicas
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Por uma Black Friday mais consciente

Publicado em 26/11/2018 às 15h19

A partir da meia noite de quinta-feira (22/11) e sexta (23/11) começou oficialmente a 8ª Black Friday brasileira. O movimento do comércio varejista foi herdado dos EUA e inicia oficialmente a corrida de compras para o Natal.

Segundo a Ebit/Nielsen, são esperados R$ 2,43 bilhões em faturamentos neste ano. Porém, especialistas alertam que a data não justifica o abandono da consciência na hora de consumir.

"O consumo faz parte da vida, mas em equilíbrio. Em excesso, motivado pela posse e acúmulo, e não pelo bem-estar, gerou a degradação no meio ambiente e no nosso dia a dia que vivemos hoje. A relação de equilíbrio com a natureza traz benefícios para todos nós com ar limpo, água, extração de produtos naturais, lazer e saúde, chama a atenção Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil, ONG nacional que busca o equilíbrio entre a prosperidade humana e a conservação da natureza.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que 85% das pessoas fazem compras por impulso e quase metade delas (47%) já compraram algo que nunca usaram. "O planeta não está aguentando o nível de demanda da humanidade. A natureza é simplesmente incapaz de se renovar na velocidade cada vez mais rápida que precisamos", explica Gabriela.

Prova disso é o Dia da Sobrecarga da Terra, um estudo da Global Footprint Network, que avalia a data em que a demanda da humanidade em relação à natureza ultrapassa a capacidade de renovação dos ecossistemas terrestres naquele ano. Segundo a organização internacional de pesquisa, esse dia tem vindo cada dia mais cedo – neste ano, em 1º de agosto, a humanidade já havia esgotado o estoque de recursos naturais para o ano inteiro.

Como adequar a Black Friday ao consumo consciente?

Independente se você vai investir em presentes ou compras para si nessa Black Friday, o mais importante é que, antes de comprar, você se questione sobre a real necessidade de adquirir um produto. O consumo consciente é apenas uma chamada para essa reflexão.

O desperdício de recursos não afeta apenas o meio ambiente, mas também o bolso de cada consumidor. E, em tempos de crise econômica, nada melhor do que fazer melhores escolhas e economizar. "Instituições como o Instituto Akatu, Instituto Alana e os Novos Urbanos têm se dedicado a trazer para a sociedade pesquisas e campanhas para mudar o comportamento do consumidor em direção ao consumo mais consciente. Nós do WWF-Brasil indicamos fortemente que todos conheçam o trabalho dessas iniciativas. Precisamos consumir para viver, e não viver para consumir, finaliza Gabriela.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Brasil, Dicas
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Startup de alimentos orgânicos dissemina boa alimentação e gera emprego em periferias

Publicado em 21/11/2018 às 14h23

Alimentos saudáveis a um preço justo e geração de emprego na periferia.

É fato que alimentos orgânicos são mais saudáveis do que alimentos com agrotóxicos. As pessoas sabem minimamente o que é uma alimentação saudável. Então, por que a maioria não pratica uma alimentação saudável?

O preço é o maior obstáculo, principalmente para pessoas que têm o dinheiro do mês mais do que contado, como os moradores de periferias e comunidades. A startup Nutriens, dos sócios Henrique e Natalia Castan, surgiu este ano para levar verduras, legumes e frutas orgânicos, da agricultura familiar, para a mesa dessas pessoas.

As cestas, no tamanho pequeno (12 a 14 itens), médio (16 a 18 itens) e grande (21 a 24 itens), são elaboradas por uma nutricionista, seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que devemos consumir pelo menos 400 gramas de verduras, legumes e frutas por dia. São disponibilizados mais de 100 produtos para os consumidores personalizarem suas cestas.

“A população brasileira, de maneira geral, sabe se alimentar de maneira adequada. Se você coloca um alimento saudável ao lado de um não tão saudável, a pessoa vai escolher o alimento saudável. Mas isso não significa que ela pratica uma alimentação saudável”, afirma Natalia, em bate-papo com o Razões para Acreditar.

Natalia explica que a Nutriens consegue oferecer esses alimentos a um preço mais em conta do que aqueles encontrados nos supermercados porque o contato com os produtores é direto.

“A primeira coisa para conseguir um preço bacana é ter contato direto com o produtor. A gente tem uma área de compras que visita esses produtores. Todos obviamente têm um selo de produtos orgânicos. Não ter um intermediário é uma forma de baratear bastante o preço do alimento orgânico. O preço é bacana porque os produtores têm sua venda garantida.”

A segunda coisa é que a startup trabalha com um sistema de assinaturas: toda semana, o consumidor recebe uma cesta diferente na porta da sua casa. As assinaturas são criadas e administradas por parceiros da Nutriens na comunidade, como lideranças locais, cooperativas e ONGs. Em troca, esses novos empreendedores ganham 30% de desconto na sua cesta e um percentual das assinaturas.

“O empreendedor não se envolve na entrega. A ideia é facilitar a vida desse empreendedor. Ele faz o cadastrador do consumidor na rede, mas é a nossa logística que cuida da entrega, para que o empreendedor possa dedicar seu tempo exclusivamente à venda das assinaturas.”

A Nutriens iniciou sua atuação em periferias e comunidades de São Paulo. Um dos seus grandes parceiros é a Agência Solano Trindade, que fomenta diariamente a produção, consumo e comercialização de produtos, serviços e ações culturais nas comunidades do Grajaú, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia. Em breve, a startup deverá chegar em comunidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Fonte: Razões para Acreditar

Categoria: Dicas, Geral
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