Geral

Startup de alimentos orgânicos dissemina boa alimentação e gera emprego em periferias

Publicado em 21/11/2018 às 14h23

Alimentos saudáveis a um preço justo e geração de emprego na periferia.

É fato que alimentos orgânicos são mais saudáveis do que alimentos com agrotóxicos. As pessoas sabem minimamente o que é uma alimentação saudável. Então, por que a maioria não pratica uma alimentação saudável?

O preço é o maior obstáculo, principalmente para pessoas que têm o dinheiro do mês mais do que contado, como os moradores de periferias e comunidades. A startup Nutriens, dos sócios Henrique e Natalia Castan, surgiu este ano para levar verduras, legumes e frutas orgânicos, da agricultura familiar, para a mesa dessas pessoas.

As cestas, no tamanho pequeno (12 a 14 itens), médio (16 a 18 itens) e grande (21 a 24 itens), são elaboradas por uma nutricionista, seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que devemos consumir pelo menos 400 gramas de verduras, legumes e frutas por dia. São disponibilizados mais de 100 produtos para os consumidores personalizarem suas cestas.

“A população brasileira, de maneira geral, sabe se alimentar de maneira adequada. Se você coloca um alimento saudável ao lado de um não tão saudável, a pessoa vai escolher o alimento saudável. Mas isso não significa que ela pratica uma alimentação saudável”, afirma Natalia, em bate-papo com o Razões para Acreditar.

Natalia explica que a Nutriens consegue oferecer esses alimentos a um preço mais em conta do que aqueles encontrados nos supermercados porque o contato com os produtores é direto.

“A primeira coisa para conseguir um preço bacana é ter contato direto com o produtor. A gente tem uma área de compras que visita esses produtores. Todos obviamente têm um selo de produtos orgânicos. Não ter um intermediário é uma forma de baratear bastante o preço do alimento orgânico. O preço é bacana porque os produtores têm sua venda garantida.”

A segunda coisa é que a startup trabalha com um sistema de assinaturas: toda semana, o consumidor recebe uma cesta diferente na porta da sua casa. As assinaturas são criadas e administradas por parceiros da Nutriens na comunidade, como lideranças locais, cooperativas e ONGs. Em troca, esses novos empreendedores ganham 30% de desconto na sua cesta e um percentual das assinaturas.

“O empreendedor não se envolve na entrega. A ideia é facilitar a vida desse empreendedor. Ele faz o cadastrador do consumidor na rede, mas é a nossa logística que cuida da entrega, para que o empreendedor possa dedicar seu tempo exclusivamente à venda das assinaturas.”

A Nutriens iniciou sua atuação em periferias e comunidades de São Paulo. Um dos seus grandes parceiros é a Agência Solano Trindade, que fomenta diariamente a produção, consumo e comercialização de produtos, serviços e ações culturais nas comunidades do Grajaú, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia. Em breve, a startup deverá chegar em comunidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Fonte: Razões para Acreditar

Categoria: Dicas, Geral
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Publicação do WWF-Brasil avalia metas nacionais de biodiversidade

Publicado em 12/11/2018 às 08h48

Análise chama a atenção para os compromissos do país na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB)

Às vésperas da 14a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, marcada para novembro, no Egito, o WWF- Brasil avalia a situação da conservação da biodiversidade brasileira em relação às metas estabelecidas nacionalmente. O documento organiza o debate e serve como base para o posicionamento do WWF-Brasil nos fóruns internacionais.

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi lançada em 1992, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, a ECO-92. O Brasil ratificou a convenção em 1994 e participa das negociações globais numa posição peculiar. É o país que detém a maior biodiversidade do planeta e, ao mesmo tempo, é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Produção essa que depende dos serviços ecossistêmicos – da abundância de água, da qualidade de solo e da disponibilidade de polinizadores – e também representa uma ameaça contra a integridade dos ecossistemas, pela relação com o avanço do desmatamento.

A análise feita pelo WWF-Brasil tem como base as Metas Nacionais de Biodiversidade, que integram a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB, ou National Biodiversity Strategies and Action Plans, NBSAPs, em inglês), publicados em 2017, para mesmo período do plano estratégico global, até 2020.

Onde estamos
O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento nos dois maiores biomas, Amazônia e Cerrado, reúne hoje mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de Unidades de Conservação continentais e marinhas, mas não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos e ainda enfrenta grandes desafios para garantir efetividade às áreas protegidas, além de lidar com pressões para reduzir seu tamanho e status de proteção.

A dois anos do fim do segundo período de compromissos, quando deveria reduzir o risco de extinção de espécies ameaçadas, ainda faltam medidas de proteção para centenas delas. E o combate à sobrepesca é fragilizado pela falta de estatísticas recentes.

Mais importante: embora a população reconheça a necessidade de proteger a natureza, a biodiversidade ainda é um tema mantido em segundo plano nas agendas de governo.

Destaques do estudo:

  • As Unidades de Conservação continentais e marinhas brasileiras somam 2,5 milhões de quilômetros quadrados, são o principal trunfo do país nos debates da Convenção da Biodiversidade, mas sua efetividade é considerada moderada;

  • Nos dois maiores biomas _ Amazônia e Cerrado_, o Brasil ainda não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos;

  • A dois anos do prazo para reduzir significativamente o risco de extinção de espécies, diagnóstico avançou, mas centenas de espécies ameaçadas ainda não contam com medidas de proteção;

  • Estatísticas sobre pesca deixaram de ser produzidas há quase uma década, um obstáculo ao monitoramento da sobrepesca;

  • Biodiversidade é tema periférico na agenda do governo, embora uma grande parcela da população (67%) se sinta responsável por proteger a biodiversidade e a natureza. Outra pesquisa mostra que 39% dos brasileiros veem no meio ambiente e nas riquezas naturais o maior motivo de orgulho para o país.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Brasil, Geral
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2º Fórum Municipal de Lixo e Cidadania terá como foco “Lixo Zero”

Publicado em 09/11/2018 às 14h50

No próximo dia 29 de novembro acontecerá no Auditório do IF Sudeste o 2° Fórum Municipal de Lixo e Cidadania. O evento, que é organizado pelo Comitê de Coleta Seletiva em parceria com o Demsur e a Prefeitura de Muriaé, tem o objetivo destacar o processo da Coleta Seletiva e a relevância que ela tem na preservação do meio ambiente.

Esse ano o evento será voltado para o conceito "Lixo Zero", com foco no maior aproveitamento possível dos materiais, o encaminhamento correto dos resíduos recicláveis e orgânicos visando reduzir a quantidade de lixo encaminhada ao aterro sanitário.

Durante o Fórum haverá uma mesa redonda composta por representantes do setor público, empresa privada, organização não governamental, instituição de ensino, hospital e indústrias. Cada participante da mesa apresentará ações desenvolvidas pela instituição que representa com foco na redução e destinação correta de resíduos sólidos.

O movimento pretende envolver vários segmentos e incentivá-los a adotar medidas sustentáveis visando a melhor gestão de resíduos. Até o momento está confirmada a presença de representantes da Energisa, Hospital do Câncer de Muriaé - Fundação Cristiano Varella, ONG Iracambi e IF Sudeste.

A pré-inscrição já começou e pode ser feita gratuitamente através do link http://bit.ly/demsur-inscricao

Cronograma do evento:

17:30 - credenciamento

18:00 - Abertura

18:15 - Apresentação Cultural

18:30 - Abordagem do tema

19:00 - Intervalo

19:15 - Composição da mesa redonda

19:25 - Exposição dos convidados

20:30 - Debate (Identificação e análise de problemas ou situações de conflito)

21:20 - Formulação de alternativas de soluções possíveis para os problemas

22:00 - Encerramento

Local: Auditório do IF Sudeste - Av. Cel. Monteiro de Castro, 550 - Barra, Muriaé

 

Categoria: Geral, Muriaé
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Museu do Amanhã promove discussão sobre práticas de sustentabilidade para os oceanos

Publicado em 07/11/2018 às 09h36

Seminário Oceanos Sustentáveis será realizado dias 13 e 14/11. Na ocasião, especialistas apresentarão projetos inovadores em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares

Muitas ideias e inovações moldarão nosso relacionamento com os oceanos no futuro. Cuidar de nossos mares é fundamental para enfrentar uma realidade de mudanças climáticas e necessidade de baixo carbono. O Museu do Amanhã, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, a multinacional Innovation Norway, o AquaRio e a Marinha do Brasil promovem dois dias de discussões sobre os oceanos. Dias 13 e 14 de novembro, dezessete especialistas trarão ao público o que há de mais recente em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Museu do Amanhã.

O seminário "Oceanos sustentáveis - Uma onda de inovação" está organizado em quatro temáticas principais: oceano como fonte de alimento; combate ao plástico nos oceanos; biodiversidade e energia. Entre os destaques está a apresentação do Vidar Helgesen, ex-Ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega e atual Enviado Especial para o Painel de Alto Nível sobre Economia Sustentável do Mar. Ele falará sobre as iniciativas globais para a proteção dos oceanos. Ainda haverá palestra, em vídeo, sobre o Direito do Mar com Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outro destaque do evento é o projeto REV (Research Expedition Ship), produzido pela norueguesa Nina Jensen. Trata-se de uma pesquisa com a proposta de retirar resíduos plásticos dos mares. As discussões abordarão os oceanos como fontes de biodiversidade, solução para energia renovável e produção sustentável de alimentos. O evento acontece no Auditório do Museu do Amanhã.

Serviço:

Seminário Oceanos Sustentáveis – Uma onda de inovação

Data: 13 e 14 novembro (terça e quarta)

Horário: a partir das 9h (terça) | a partir 14h (quarta)

Local: Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Credenciamento de jornalistas:imprensa@museudoamanha.org.br

O Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

 

Categoria: Dicas, Geral
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Conheça alguns pecados de não ser uma empresa sustentável

Publicado em 03/11/2018 às 10h06

 

Por Rodrigo Reis*

A questão de sustentabilidade é um assunto que está cada vez mais recorrente nos dias de hoje. Uma pesquisa feita com mais de 400 empresas pela Fundação Dom Cabral levantou que somente 36% das empresas têm atos de sustentabilidade e que 68% delas entendem que, além de valorizar a marca e a imagem, cria mídia positiva, motiva seus funcionários e melhora seus processos. Porém, 78% afirmam essa preocupação e que tem em seu planejamento ser sustentável. Há várias formas da empresa se adequar para contribuir com o meio ambiente. Entretanto, cada uma tem que analisar o que cabe ser adotado, mas existem algumas atitudes simples que podem ajudar na preservação.

Consumo de muita energia

Ambientes escuros consomem muita energia. Pensando nisso, uma grande tendência é que as construções serão feitas de forma mais sustentável, como por exemplo, cômodos onde são pintados de branco e há janelas grandes que possibilitam a entrada de bastante luz solar, diminuindo assim o consumo de energia elétrica. Uma grande solução são os painéis solares, sendo ainda capaz de disseminar a energia que não é utilizada para a vizinhança quando a empresa não está ativa, ou seja, durante a noite.

Lixos sem coleta seletiva

Outra solução muito básica, mas muito importante, é a colocação de cestos de coleta seletiva em todos os corredores da empresa, evitando cestos de lixo embaixo de todas as mesas de funcionários. Essa pequena atitude pode ser feita em parceria com cooperativas para retirada do lixo e, em alguns casos, podem levar em centros de reciclagem e ainda receber dinheiro pelo material descartado, o que pode ser um incentivo para cobrir os custos que terá pela separação. A não reciclagem do lixo pode ocasionar a contaminação do solo e a contaminação da água nos lixões.

Uso de copos plásticos

A prática de levar a própria garrafa de água para o trabalho é uma das alternativas que pode ser inserida na empesa. A não utilização de copos plásticos ajuda na não poluição dos rios, vias públicas, entupimento de bueiros, além de não ficar no meio ambiente de 250 a 400 anos para ser decomposto.

Desperdício de água

A reutilização e o tratamento da água são formas de contribuir para causar menos impacto ambiental. Após passarmos por crises hidrográficas nos últimos anos, implementar soluções que usam água de chuva e água que sai do ar-condicionado são de extrema importância. Além de representar uma redução de custo a longo prazo, podem ser reutilizadas pela própria empresa em atividades como lavagem de áreas externas, regar plantas, uso no vaso sanitário, entre outros.

Impressão desnecessária

Outro ponto que vale ressaltar são os softwares de gerenciamento de documentos que estão disponíveis, pois eliminam a impressões desnecessárias de papéis, no qual o arquivamento eletrônico possibilita uma melhor organização e uso consciente do espaço de arquivo físico.

Tendo hábitos conscientes e pequenas soluções, as empresas, ainda que individualmente, podem assim, fazer gradativamente a diferença de redução do impacto ambiental.

*Rodrigo Reis é diretor comercial e sócio da Reis Office, empresa líder em outsourcing de impressão e soluções para digitalização, transmissão e armazenamento de documentos.

 

Sobre a Reis Office:

Sempre orientada pela tecnologia e evoluindo junto ao mercado, a Reis Office (Rua Francisco Antunes, 598 - Guarulhos - SP) acompanha o desenvolvimento do mercado de impressão desde sua fundação, em 1984. A empresa tem como missão imprimir soluções e sempre levar as melhores inovações de outsourcing para seus clientes por meio de uma equipe qualificada e bem treinada. Líder em soluções completas para impressão, digitalização, transmissão e armazenamento de documentos, a companhia atua em parceria com grandes marcas como Brother, Canon, Kyocera e OKI. Além de trabalhar somente com produtos de alta qualidade, a Reis Office também conta com as certificações ISO 14001, que estabelecem diretrizes sobre gestão ambiental, e ISO 9001, que define padrão de qualidade e sistemas em geral. Para mais informações, acesse: www.reisoffice.com.br

Categoria: Brasil, Geral
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Radula: O que é e Quais suas funções

Publicado em 03/11/2018 às 09h48

A Radula é na verdade um gênero de planta que contém cerca de 300 espécies diferentes, como a Radula marginata ou a Radula laxiramea, e que parece ter efeitos semelhantes aos da Cannabis, outra planta, conhecida popularmente como maconha, e que tem efeito sedativo e alucinógeno.

Enquanto na Cannabis, a substância que tem efeito no cérebro é o Tetra-hidrocanabinol, ou THC, na Radula a substância se chama Perrotinolene, ou PET, e parece afetar os mesmos receptores cerebrais que o THC, provocando não só as alucinações e a sensação de bem-estar que leva ao consumo da maconha, como também possuir alguns benefícios para a saúde.

A Radula é uma planta tradicional da Nova Zelândia, Costa Rica e Japão, que tem uma estrutura muito simples e pequenas folhas que se assemelham a escamas, sendo comparada muitas vezes com o musgo.

Nesses países, as espécies do gênero Radula já são usadas tradicionalmente pelos povos indígenas há muitos anos para tratar alguns problemas da saúde, mas só agora está sendo investigada pelos cientistas para identificar todos seus efeitos e entender se é segura para a saúde.

Principais funções da Radula no corpo

Por atuar diretamente no cérebro e ter um forte efeito analgésico, o PET da Radula poderá vir a ser utilizado na medicina para ajudar a tratar alguns problemas como:

  • Inflamação em vários locais do corpo;
  • Dor crônica que não melhora com outro tratamento;
  • Problemas psicológicos, como depressão ou ansiedade.

No entanto, assim como no caso da maconha, ainda são precisos vários estudos para confirmar estas propriedades e avaliar sua segurança.

Possíveis efeitos colaterais

Devido à semelhança com os componentes da maconha, o PET da Radula poderá causar vários efeitos colaterais no organismo, especialmente quando utilizado de forma indiscriminada. Alguns desses efeitos podem incluir dificuldade para se movimentar, apatia, diminuição da coordenação motora, alteração dos batimentos cardíacos, diminuição da libido e até alterações a nível hormonal.

No entanto, também é possível que esses efeitos negativos sejam inferiores aos da maconha, já que a concentração de PET na Radula é inferior à de THC na maconha, sendo de aproximadamente 0,7 a 7% contra os 10% do THC na maconha.

Além disso, o PET parece afetar menos negativamente os neurônios do que o THC, parecendo não produzir problemas de memória a longo prazo, desde que usado corretamente.

Fonte: Tua Saúde

Categoria: Dicas, Geral
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Relatório revela que a Natureza está no limite

Publicado em 31/10/2018 às 16h22

Relatório Planeta Vivo 2018, do WWF, revela um grau impressionante de impacto humano no planeta

A forma como alimentamos, abastecemos e financiamos nossa sociedade e economia está levando a natureza e os benefícios que ela nos fornece ao limite. É o que diz o Relatório Planeta Vivo 2018 divulgado hoje pelo WWF. O documento apresenta uma imagem preocupante do impacto da atividade humana sobre a vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima do mundo, destacando que a janela de tempo para tomar uma atitude está se fechando rapidamente.

Um dos indicadores usados no relatório, o Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Zoological Society of London (ZSL), que acompanha as tendências na abundância global de vida selvagem, indica que as populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram em média 60% entre 1970 e 2014. As principais ameaças às espécies identificadas no relatório estão diretamente ligadas às atividades humanas, incluindo perda e degradação de habitats e exploração excessiva da vida selvagem.

"A ciência está mostrando a dura realidade que nossas florestas, oceanos e rios estão sofrendo em nossas mãos. Centímetro por centímetro, espécie por espécie, a redução do número de animais e locais selvagens é um indicador do tremendo impacto e pressão que estamos exercendo sobre o planeta, esgarçando o tecido vivo que nos sustenta: natureza e biodiversidade ", disseMarco Lambertini, diretor-geral do WWF Internacional. O Brasil no cenário global de degradação Neste cenário, o Brasil merece atenção especial. Além da comprovada importância da Amazônia para a regulação do clima da Terra, nosso país concentra a maior biodiversidade do planeta e uma enorme disponibilidade de recursos hídricos.

Ao mesmo tempo, estamos na região que mais sofre com a perda de biodiversidade. A estimativa é que desde a década de 1970 o tamanho das populações das espécies que habitam as Américas do Sul e Central tenha sido reduzido em 89%. A maior causa desta perda de espécies é o desmatamento e, no nosso caso, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo – mais de 1,4 milhões de hectares de vegetação natural são perdidos por ano. Nos últimos 50 anos, 20% da Amazônia já desapareceu. Especialistas indicam que se o desmatamento total alcançar 25%, esse bioma chegará ao "ponto de não retorno", podendo entrar em colapso. 

O relatório aponta também a região do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo. Além de um golpe em nossa biodiversidade, o desmatamento no Cerrado atinge diretamente nossa capacidade hídrica, uma vez que as águas que nascem neste bioma alimentam alguns dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo, além de seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras. A mudança de uso do solo, principalmente o desmatamento, também é o maior fator de emissão de gases de efeito estufa do Brasil. Entre 1990 e 2013, a mudança de uso do solo foi responsável por 62.1% do total de emissões do país, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

As ameaças às espécies estão presentes em vários biomas brasileiros. A Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis), o Tatu-bola (Tolipeutes tricinctus), o Muriqui-do-sul (Brachyteles aracnoides) e o Uacari (Cacajao hosomi) são exemplos de espécies em perigo de extinção em função da perda de seu ambiente natural. O Boto (Inia geoffrensis) é uma espécie em perigo de extinção devido à tendência de redução populacional no futuro, em função da degradação de seu ambiente.

O Relatório Planeta Vivo 2018 também aborda a importância e o valor da natureza para o bem-estar social e econômico global. Além de ajudar a garantir o fornecimento de ar fresco, água potável, alimentos, energia, medicamentos e outros recursos,estima-se que a natureza forneça ao mundo serviços da ordem de 125 trilhões de dólares a cada ano. 

"Tudo está diretamente conectado. Dos insetos e pássaros que polinizam as lavouras que nos alimentam, passando pelo suprimento de água limpa da qual dependem todas as nossas atividades até o ar que respiramos a cada segundo. A proteção das florestas, dos recursos hídricos, da biodiversidade é também a proteção das pessoas e da nossa sociedade. Comprometer o meio ambiente é comprometer o nosso futuro", afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. Isso pode mudar Embora o cenário apresentado no relatório mostre uma realidade aterradora, existe esperança. A natureza possui capacidade de regeneração, mas para reverter a situação atual será preciso muito trabalho e mudanças significativas na forma como nos relacionamos com o meio ambiente.

Em agosto deste ano, por exemplo, após mais de dez anos de ações de preservação e conscientização, pesquisadores do Parque Nacional do Iguaçu comemoraram o aumento de 30% na quantidade de Onças Pintadas (Panthera onca) na região do Parque Nacional do Iguaçu. Caso parecido é o das Baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) que já chegaram à beira da extinção por conta da pesca e hoje voltaram às dezenas de milhares.

O Brasil tem um papel decisivo na redução da degradação ambiental, com mais de 60% de seu território coberto por vegetação natural e com uma posição extremamente importante na produção de alimentos para o mundo, precisamos conciliar estas duas realidades. Estudos mostram que podemos atender as expectativas futuras de produção de alimentos sem derrubar mais nenhuma árvore. Temos 50 milhões de hectares de pastagens degradadas, áreas subutilizadas, perdendo solo, contaminando rios e emitindo mais gases do efeito estufa, que podem ser reabilitadas para a produção, evitando-se mais desmatamento e a consequente perda de biodiversidade e emissões de gases do efeito estufa.

O Relatório Planeta Vivo 2018 destaca a oportunidade que a comunidade global tem de proteger e restaurar a natureza até 2020, um ano crítico em que os líderes devem medir o progresso alcançado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris..

O Capítulo 4 do relatório é inspirado em um artigo científico intitulado "Mirando mais alto para dobrar a curva da perda de biodiversidade", que sugere um roteiro para as metas, indicadores e métricas que os 196 Estados membros da CDB poderiam considerar para entregar um acordo global urgente, ambicioso e eficaz para a natureza (como o mundo fez pelo clima em Paris), quando se reunir na 14ª Conferência das Partes da CDB no Egito, em novembro deste ano.

"As estatísticas são assustadoras, mas nem tudo está perdido. Temos a oportunidade de projetar um novo caminho que nos permita coexistir de forma sustentável com a natureza da qual dependemos. Nosso relatório estabelece uma agenda ambiciosa para a mudança. Vamos precisar da sua ajuda para alcançá-lo", disse o Prof. Ken Norris, Diretor de Ciências da ZSL.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

 

Categoria: Geral, Mundo
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Moradores da floresta: novo vídeo da série ilustra cachorros raros da Amazônia

Publicado em 23/10/2018 às 16h38

Armadilhas fotográficas foram instaladas na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, para monitorar espécies silvestres

O WWF-Brasil lança hoje, 23 de outubro, mais um vídeo da série "Moradores da Floresta", que ilustra dois canídeos raros: o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), e seu parente cachorro-do-mato-de-orelha-curta (Atelocynus microtis).

De caráter educativo, os vídeos da série "Moradores da Floresta" trazem informações sobre algumas das espécies mais marcantes e raras das florestas da Amazônia, a partir de imagens capturadas por armadilhas fotográficas, instaladas na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC).

Com pouco mais de dois minutos, o vídeo apresenta diferenças e semelhanças entre as duas espécies de canídeos, e ilustra imagens inusitadas, como a do cachorro-do-mato-de-orelha-curta saboreando um lagarto, um dos seus principais alimentos. Espécie exclusiva da Amazônia, o cachorro-do-mato-de-orelha-curta, também chamado de raposinha, é um animal que se caracteriza por viver de forma solitária, apesar de existirem registros de casais caçando juntos. Já o cachorro-vinagre é o único canídeo brasileiro que vive e caça cooperativamente.

As semelhanças revelam o triste lado da história de cada espécie. Ambos cachorros são classificados como vulneráveis pela Lista Vermelha Fauna Brasileira, e "quase ameaçadas" pela União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN).

De acordo com Felipe Spina, biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil, o monitoramento é importante para revelar informações sobre as espécies, mas, principalmente, para mostrar o impacto da ação humana na vida da floresta. "Sabemos que a perda e a degradação do habitat natural causadas pelo desmatamento e o aumento de obras de infraestrutura, como estradas e hidrelétricas, são algumas das principais ameaças à sobrevivência dessas espécies. Outros fatores como atropelamento também causam muita pressão sobre os animais silvestres. E no caso específico desses cachorros silvestres, eles também podem contrair doenças transmitidas por cães domésticos que adentram a floresta", explica.



Moradores da Floresta
Ao todo, serão 10 vídeos, um a cada mês, que retratam os resultados de uma iniciativa que instalou 20 armadilhas fotográficas no interior da Resex. O trabalho inédito, feito em parceria com os comunitários da reserva extrativista, têm monitorado a fauna presente nas áreas de manejo florestal da unidade de conservação (UC).

O primeiro vídeo, divulgado em abril deste ano, mostrou o primeiro registro em florestas amazônicas da pacarana (Dinomys branickii), espécie rara e pouco conhecida da ciência. Em setembro, a anta, o maior mamífero da América do Sul, foi a espécie de destaque.

O trabalho é uma parceria entre WWF-Brasil, Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta) e Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes em Xapuri (Amoprex), com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do conselho gestor da Resex Chico Mendes.

Armadilhas
As armadilhas fotográficas são câmeras normais equipadas com melhorias tecnológicas e apropriadas para o ambiente selvagem. Elas ficam escondidas e amarradas em árvores, funcionando com sensores de luz. Toda vez que um animal passa pela frente do equipamento, a câmera dispara automaticamente e tira uma foto ou inicia uma gravação audiovisual.

Essas câmeras utilizam infravermelho gravando bem à noite sem necessitar de luz adicional, e não espantam ou agridem os animais. Por isso, elas vêm sendo cada vez mais adotadas por conservacionistas ao redor do globo.

Desde que foram instaladas na Resex Chico Mendes, em dezembro de 2017, as câmeras fizeram mais de 2 mil registros. A instalação aconteceu em oficinas que reuniram cerca de 20 extrativistas e quatro deles foram treinados para serem os "operadores locais" dos equipamentos.

Mais de 30 espécies diferentes de animais foram flagradas pelas câmeras, entre elas estão tatus (Dasypus sp.), veados (Mazama sp.), macacos-guariba (Alouatta seniculus), macacos-prego (Cebus apela), jaguatiricas (Leopardus pardalis), entre vários outros.

Sobre a Resex Chico Mendes
A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes foi criada em 1990 e possui mais de 970 mil hectares. Ela abrange sete municípios do Acre e cerca de 10 mil pessoas moram na reserva. A Resex é uma das 117 unidades de conservação apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
 
Veja o vídeo abaixo:
 
Categoria: Brasil, Geral
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Casal transforma plástico do oceano em próteses ecológicas para crianças carentes

Publicado em 15/10/2018 às 09h36

O casal Laura e Chris Moriarity retira plástico dos oceanos e cria próteses impressas em 3D para pessoas carentes em todo o mundo.

O casal Laura e Chris Moriarity mostra que você não precisa ser um especialista para resolver um problema do mundo, ou dois problemas, como é o caso deles. De uma só vez, o casal retira plástico dos oceanos e cria próteses impressas em 3D para pessoas carentes em todo o mundo.

Eles nunca tinham feito experimentos com plástico oceânico nem expertise com próteses, segundo o site Good News Network. Mesmo assim, Laura e Chris, de Illinois (EUA), fundaram o ‘Million Waves Project’, uma organização de caridade transforma plástico retirado dos oceanos em próteses ecológicas para crianças carentes que possuem alguma deficiência física.

“O Million Waves Project reúne duas situações globais inaceitáveis e oferece uma solução prática e sustentável”, diz o site da organização sem fins lucrativos.

Laura e Chris cortam o plástico à mão e depois passam o material em um triturador de papel. A nova mistura segue para uma impressora 3D. Então, eles usam um aplicativo para se conectar com pessoas que precisam de próteses para que possam projetar o dispositivo com as medidas da criança, totalmente personalizado.

Já que a matéria-prima é barata, a prótese custa de 45 a 170 dólares. O Million Waves Project é financiado por doações, patrocínios e venda de chaveiros no site da instituição. Desde que foi lançada, a iniciativa doou 18 próteses para pessoas com deficiência.

Agora, Laura e Chris estão trabalhando para conseguir um triturador de tamanho comercial, para multiplicar sua produção em dez vezes.

Fonte: razão para acreditar

 

Categoria: Geral, Mundo
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Filtro barato elimina chumbo e metais tóxicos da água

Publicado em 02/10/2018 às 08h06

Cientistas descobriram um filtro que purifica a água contaminada com metais pesados e pode transformá-la em água potável em minutos.

A descoberta é de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) e do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), ambos na Austrália.

Kourosh Kalantar-zadeh, professor da UNSW e seus colegas da RMIT, mostraram que nanofiltros feitos de óxido de alumínio poderiam ser produzidos de forma barata, praticamente sem energia, por meio de uma quantidade fixa de gálio metal líquido. O estudo foi publicado na revista Advanced Functional Materials.

Kalantar-zadeh acredita que a tecnologia poderia ser bem aproveitada na África e na Ásia, principalmente nos lugares aonde íons de metais pesados na água estão em níveis muito além do consumo seguro.

Estima-se que 790 milhões de pessoas do planeta não tenham acesso à água limpa. “Se você tem água de má qualidade, basta levar um aparelho com um desses filtros”, comentou o professor. “Você derrama a água contaminada no topo de um frasco com o filtro de óxido de alumínio. Aguarde dois minutos e água fica limpa, completamente potável. E o bom é que esse filtro é barato.”

Como

Ele explica que quando um pedaço de alumínio é adicionado ao núcleo de gálio líquido em temperatura ambiente, camadas de óxido de alumínio são rapidamente produzidas na superfície do gálio.

Os cientistas também descobriram que as nanofolhas de óxido de alumínio são porosas e adequadas para filtrar íons de metais pesados e contaminação de óleos.

Segundo Kalantar-zadeh, os filtros portáteis e de baixo custo deste novo processo de fabricação podem ser usados por pessoas sem acesso a água potável para remover substâncias como chumbo e outros metais tóxicos em questão de minutos. “Por ser porosa, a água passa muito rapidamente. O chumbo e outros metais pesados têm afinidade com o óxido de alumínio. À medida que a água passa por bilhões de camadas, cada um desses íons de chumbo é atraído por uma dessas folhas de óxido de alumínio”, disse.

“Mas, ao mesmo tempo, é muito seguro, porque com o uso repetido, o fluxo de água não consegue separar os íons de metais pesados do óxido de alumínio.”

Preço

De acordo com os pesquisadores, já existem alguns filtros que removem metais, mas a maioria é cara e custa cerca de US$ 100. Já os filtros de óxido de alumínio podem ser fabricados por 10 centavos de dólar, podendo ser comercializado por um preço baixo. “Para produzir óxido de alumínio, é preciso processar alumínio acima de mil graus ou usar outros processos intensivos de energia”, informou Kalantar-zadeh. “Consumir tanta energia o torna extremamente caro. Agora estamos falando de algo que pode ser feito até sob o sol no verão de 35 graus.”

De acordo com Kalantar-zadeh, a intenção é que esta pesquisa seja usada por outros cientistas, para que eles possam desenvolver melhorias nas águas do mundo.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

Categoria: Dicas, Geral
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