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Estudo analisa 50 anos de comércio de aves na Amazônia

Publicado em 21/01/2019 às 09h20

Após décadas de exploração intensiva e declínios maciços em muitas populações de aves, em 1967, o Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir a venda comercial de animais silvestres

A África do Sul foi o maior exportador mundial de papagaios sul-americanos entre 2000 e 2013, depois que os países da Amazônia "abandonaram a possibilidade de produzir e exportar legalmente e competitivamente sua vida selvagem". Isso é o que revela um novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela TRAFFIC com apoio do WWF.

"Bird's-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries" (ou em tradução livre - Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia), oferece um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies.

Historicamente, as aves eram comercializadas em grandes quantidades na região nos primeiros anos do século XX. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate. Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais de estimação em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis.

Após décadas de exploração intensiva e declínios maciços em muitas populações de aves, em 1967, o Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres, colocando ênfase na criação em cativeiro como alternativa de conservação.

Nas décadas seguintes, centenas de milhares de aves foram capturadas para abastecer o comércio internacional, muitas delas "lavadas" por canais legais na Argentina, Bolívia e Paraguai. Na década de 1980, estima-se que tenham sido capturadas até 10 mil araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), muitas delas terminando em criadouros em cativeiro. Como resultado, as Filipinas tornaram-se o principal exportador mundial de araras-azuis, enquanto a população selvagem da espécie está se recuperando no Brasil graças a intensas ações de conservação.

Apesar da suspensão da exploração comercial, para muitas espécies, a recuperação tem sido dificultada por novos cenários de degradação, poluição ou perda do habitat natural. A degradação ambiental - nos habitats terrestres e aquáticos, é a maior ameaça para a maioria das espécies, que tenha sido afetada anteriormente por exploração comercial ou não.

O biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil, Felipe Feliciani, destaca o papel inovador do Brasil ao proibir, em 1967, a captura e o comércio de animais silvestres. "O tráfico de animais é um triste exemplo de como o combate à ilegalidade ambiental ainda deve ser uma batalha constante no Brasil, com recursos e apoio para preservar a magnífica fauna brasileira".

Atualmente, um importante incentivo econômico para a conservação de aves no Brasil, no Equador e na Colômbia é o turismo de observação de aves. O Peru também está se promovendo ativamente como um destino de observação de aves, mas ao lado de Guiana e Suriname, o país também permite a exportação de aves capturadas em meio selvagem de cerca de 101 espécies, todas relativamente comuns.

Embora as proibições tenham resultado no desaparecimento de pássaros à venda nas ruas de muitos países da América do Sul, grande parte do comércio foi para a clandestinidade. O Peru, enquanto receptor e fonte de espécies de aves silvestres de e para seus vizinhos, é o maior desafio regional. Além disso, o Brasil continua a ter um sério problema com o comércio interno de pássaros, apesar dos esforços rigorosos de aplicação da lei.

Em média entre 30 e 35 mil aves são confiscadas anualmente, um número que não variou significativamente nos últimos 15 anos. Muitas dessas aves são destinadas a "competições de canto de pássaros", onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo.

No geral, o estudo constata que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas, embora isso seja "principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores".

No entanto, a redução substancial na maioria dos mercados urbanos sul-americanos que anteriormente constituíam grandes centros de comércio de aves é uma grande conquista nas últimas décadas. Milhões de aves foram poupadas quando esses mercados locais entraram em colapso, uma realidade ainda distante de no contexto do Sudeste Asiático.

"As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas: para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul" conclui o especialista Ortiz-von Halle, autor do estudo.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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Gorilas-das-montanhas emergem da extinção em grande vitória da conservação

Publicado em 21/01/2019 às 09h08

Uma década atrás, haviam apenas 680 gorilas-das-montanhas vivendo na selva.

Hoje, há mais de 1.000 graças aos esforços de conservação de grupos de defesa dos animais, uma recuperação histórica para as espécies de reprodução lenta, de acordo com a União Internacional de Cientistas Preocupados (IUCN).

Ainda assim, os gorilas ainda são considerados ” levemente ameaçados”, não estando fora da faixa de extinção (ainda), mas com uma melhora de status, antes considerado “criticamente ameaçado” no catálogo da entidade, status considerado muito próximo da extinção definitiva de uma espécie.

“Estamos mais próximos de alcançarmos populações saudáveis ​​e estáveis ​​de gorilas-das-montanhas, graças ao compromisso extraordinário de tantas pessoas dedicadas”, disse Bas Huijbregts, gerente de espécies africanas do World Wildlife Fund US, em um comunicado. “Dito isto, os gorilas-das-montanhas continuam em perigo e dependem de esforços de conservação constantes.”

“A boa notícia é que esses esforços estão funcionando”, acrescentou ele. “O foco contínuo no envolvimento da comunidade, na prevenção da transmissão de doenças e no cumprimento da lei pode dar aos gorilas-das-montanhas uma chance maior de sobrevivência. Esses esforços são um exemplo brilhante para muitas outras espécies que precisam de uma ação global de conservação.”

Os gorilas-das-montanhas restantes do mundo vivem em áreas protegidas na República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda.

Eles geralmente viajam em grupos compostos de um macho, três fêmeas e quatro a cinco descendentes, e sobrevivem de frutas, cascas de árvores, polpas, brotos e afins, de acordo com a National Geographic.

Seu declínio começou no início do século 20, quando os gorilas foram catalogados como espécie. Sua descoberta científica inaugurou o que se tornou um ataque implacável de “caça descontrolada, guerra, doenças, destruição de seu habitat florestal e captura para o comércio ilegal de animais de estimação”, segundo o WWF .

Como muitos animais, a população de gorilas-das-montanhas despencou em uma relação inversa com a de seres humanos, que só aumentou com o passar do tempo.

Conforme os seres humanos desmatam as florestas, transformando-as em áreas agricultáveis, o habitat dos gorilas diminuem.

Balas perdidas e outros projéteis também ferem os animais em épocas de conflito, como guerras civis, e o aumento de incêndios florestais causados ​​pelo homem prejudicam ainda mais a população primata. Por fim, os seres humanos também os expõem a novas doenças, que causaram graves prejuízos à população.

Depois que a comunidade científica e local notaram que os gorilas estavam próximos de desaparecer para sempre, os esforços começaram a restaurar a população.

Santuários foram instalados para os gorilas andarem sem interferência humana, campanhas policiais reduziram a caça furtiva e veterinários foram enviados para cuidar dos animais em uma base contínua, de acordo com a Associated Press.

“No contexto das extinções de populações selvagens ao redor do mundo, este é um notável sucesso de conservação”, disse Tara Stoinski, presidente e cientista-chefe do Dian Fossey Gorilla Fund.

“Este é um farol de esperança pois conseguimos aumentar a população primata em um país recentemente devastado pela guerra e ainda muito pobre”, disse Stoinski, que também é membro do grupo de especialistas em primatas da IUCN, que recomendou a mudança de status.

Outra causa da recuperação tem sido o ecoturismo sustentável, um modelo que pode ser replicado para outros animais e outras nações ao redor do mundo. Em vez de remover habitats naturais dos animais, os governos podem criar negócios turísticos prósperos que mantenham a integridade desses habitats.

“O ecoturismo dos primatas, feito corretamente, pode ser uma força realmente significativa para financiar a conservação”, disse Russ Mittermeier, diretor de conservação da Global Wildlife Conservation, à AP. “Isso dá aos governos e comunidades locais um incentivo econômico tangível para proteger esses habitats e espécies.”

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Fonte: Global Citizen

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Bocas de lobo inteligente seriam a solução para diminuir descarte de lixo nas redes pluviais?

Publicado em 16/01/2019 às 09h42

Algumas cidades brasileiras investem em Bocas de Lobo Inteligente, como forma de diminuir a quantidade de resíduos descartados nos bueiros urbanos. As bocas de lobo inteligente são instalações de cestos para coleta de lixo onde impedem que resíduos sólidos entrem na rede de esgoto, fazendo com que passe somente água pelo canal.

São Paulo, além deste tipo de instalação, alguns pontos já contam com um aparato ainda mais eficaz que emite sinal quando o compartimento atinge 80% da capacidade de armazenamento de resíduos.

Veja o vídeo com uma matéria alusiva ao projeto:

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Suzano Papel e Celulose apresenta primeiro papelcartão para copos 100% biodegradável produzido no Brasil

Publicado em 04/01/2019 às 15h42

Produto de fonte renovável também é compostável e tem emissões de carbono neutralizadas

Suzano Papel e Celulose, uma das maiores fabricantes de papéis de embalagem da América Latina, apresenta ao mercado o primeiro papelcartão para copos que é 100% biodegradável, compostável, de fonte renovável e produzido no Brasil. A principal novidade do produto é a substituição da presença de uma barreira protetora até então feita com polietileno por um material biodegradável que permite a degradação completa do copo quando descartado de maneira que entre em contato com o meio ambiente. Além disso, suas fibras são compostáveis, ou seja, nutrem o solo durante sua biodegradação.

Outro diferencial da nova linha é o fato de o Bluecup Bio® ser o único papelcartão do País totalmente integrado ao programa Carbono Neutro da empresa, tendo o excedente de carbono gerado durante o processo de fabricação do produto compensado pela Suzano, um diferencial compartilhado com os end-users do Bluecup Bio®.

A chegada ao mercado do novo produto está em consonância com as mudanças de comportamento dos consumidores, e também com o foco da Suzano em inovação e sustentabilidade. O desenvolvimento de produtos de base renovável para o mercado levou a empresa a lançar em julho deste ano o papelcartão Bluecup®, primeiro produto da linha destinada à produção de copos descartáveis e que visa revolucionar o mercado nacional, hoje abastecido majoritariamente por papéis importados.

O grande diferencial dos copos descartáveis produzidos com papelcartão, além da matéria-prima de fonte renovável, no caso o eucalipto plantado pela Suzano para essa finalidade, é a característica física propícia para o desenvolvimento de ações de marketing. Sua superfície uniforme, com alta lisura e brancura, permite impressão de alta qualidade para melhor divulgação da marca ou do propósito do cliente. O papelcartão também oferece melhor isolamento térmico, maior aderência na pegada e conforto ao beber.

A linha Bluecup®, há aproximadamente dois anos em desenvolvimento na área de pesquisas da Suzano, tem como objetivo atender um mercado de copos descartáveis de aproximadamente 600 mil toneladas anuais no Brasil, hoje suprido por matéria-prima de origem fóssil ou por papéis importados. “Há uma demanda crescente por produtos mais amigáveis ao meio ambiente e o Bluecup Bio® representa justamente isso. Falamos de uma revolução em um mercado que tem buscado soluções para se reinventar”, explica Alexandre Cezilla, Gerente Executivo de Estratégia e Marketing da Suzano Papel e Celulose.

A Suzano visa, com isso, oferecer competitividade e um serviço diferenciado para o mercado nacional. O novo produto já possui amostras disponíveis para realização da homologação em todos os convertedores. “Os clientes da Suzano têm à disposição uma rede composta por 24 endereços, o que propicia aos convertedores acesso facilitado a estoques e a produtos convertidos, além do suporte de uma equipe técnica especializada e dedicada para este processo” ressalta Leonardo Grimaldi, Diretor Executivo de Papel da Suzano Papel e Celulose.

 

Sobre a Suzano Papel e Celulose

A Suzano Papel e Celulose é a segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e a maior fabricante de papéis de imprimir e escrever da América Latina. Como subsidiária da Suzano Holding, reúne mais de 90 anos de tradição com o que há de mais moderno de tecnologia para a indústria de papel e celulose. Possui sete unidades industriais no Brasil, escritórios internacionais em seis países e estrutura de distribuição global preparada para abastecer mais de 60 países. Produz, além de Celulose, Papéis de imprimir e escrever revestido e não revestido e de Embalagens, Tissue (papéis para fins sanitários) e celulose Fluff (usada na produção de fraldas e absorventes higiênicos), e está investindo na produção de Lignina e derivados, criando uma plataforma de química verde para a substituição de matéria-prima de origem fóssil, entre outras aplicações. Trabalha no desenvolvimento genético de culturas florestais e atua no setor de biotecnologia por meio de sua subsidiária FuturaGene. A empresa possui capital aberto e integra o Novo Mercado, o que reforça seu compromisso com o avanço contínuo das práticas de governança corporativa.  Para mais informações, acesse www.suzano.com.br.

 

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Começou a valer novo sistema de rastreabilidade de vegetais frescos

Publicado em 24/12/2018 às 17h45

Objetivo foi monitorar e realizar o controle de eventuais resíduos de agrotóxicos nos produtos. Frutas e hortaliças devem fornecer informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável

Um novo sistema de rastreabilidade para auxiliar o monitoramento e o controle de resíduos de agrotóxicos na cadeia produtiva de vegetais frescos destinados à alimentação humana começou a valer a partir de agosto. Por meio de instrução normativa (IN) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, se tornou obrigatório que todas as frutas e hortaliças passassem a fornecer informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável no próprio produto ou nos envoltórios, caixas, sacarias e outras embalagens.

De acordo com a IN, devem ser informados endereço completo, nome, variedade ou cultivar, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação (CPF, CNPJ ou Inscrição Estadual. Essa identificação pode ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar os produtos vegetais frescos de forma única e inequívoca.

Do entreposto ao consumidor, a fiscalização é feita pelos Serviços de Vigilância Sanitária Estadual e Municipal no âmbito do PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos).

As atividades de fiscalização do novo sistema são complementares entre o Ministério da Agricultura e a Vigilância Sanitária. Do produtor até o entreposto, a responsabilidade é do Ministério da Agricultura por meio do PNCRC – Vegetal (Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal).

Fátima Parizzi, coordenadora de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, explica que três situações são as mais comuns na investigação das causas e origens de irregularidades com agrotóxicos e contaminantes em produtos vegetais: 1) alimentos com resíduos acima do limite permitido; 2) uso de produtos proibidos no País; 3) defensivos permitidos para uma cultura específica sendo utilizados em outra similar.

Categoria: Brasil, Geral
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Começa chuva de estrelas cadentes: 100 meteoros por hora

Publicado em 13/12/2018 às 10h02

Torça pra fazer tempo bom onde você está. Chegou a época da chuva de meteoros Geminídeas, ou estrelas cadentes como se diz. Essa é uma das poucas chuvas intensas favoráveis para se observar aqui no hemisfério sul.  A taxa de meteoros prevista este ano é de 100 a 120 por hora.

O pico dessa chuva será na virada desta quinta, 13,  para sexta , 14 de dezembro, mas ela já está ativa há alguns dias. Depois do dia 14, o número de meteoros cai drasticamente, outra característica dos Geminídeos, mas vale a pena tentar de sexta para sábado também.

A chuva ocorre, como o nome indica, partindo da constelação de Gêmeos. O radiante fica alto lá pelas 23 horas (horário de Brasília) para localidades no Sudeste. Mais ao norte, mais cedo e mais ao sul, mais tarde.<

Mas isso não significa que você precisa esperar até esse horário. Antes do radiante aparecer é possível avistar meteoros cruzando o céu, mas certamente depois das 23 horas a quantidade deles deve aumentar.

Como ver

Posicione-se para a direção nordeste, de preferência em uma daquelas cadeiras de praia para evitar um torcicolo. Deitar no chão também é outro jeito confortável de observar. Não é preciso nenhum equipamento especial, aliás, quanto maior a área de visão no céu, melhor.

Procure um local escuro e, sobretudo, seguro. Nesse horário a Lua estará se pondo deixando o céu escuro, favorecendo a observação.

Com informações do G1

Categoria: Geral, Mundo
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Startup de alimentos orgânicos dissemina boa alimentação e gera emprego em periferias

Publicado em 21/11/2018 às 14h23

Alimentos saudáveis a um preço justo e geração de emprego na periferia.

É fato que alimentos orgânicos são mais saudáveis do que alimentos com agrotóxicos. As pessoas sabem minimamente o que é uma alimentação saudável. Então, por que a maioria não pratica uma alimentação saudável?

O preço é o maior obstáculo, principalmente para pessoas que têm o dinheiro do mês mais do que contado, como os moradores de periferias e comunidades. A startup Nutriens, dos sócios Henrique e Natalia Castan, surgiu este ano para levar verduras, legumes e frutas orgânicos, da agricultura familiar, para a mesa dessas pessoas.

As cestas, no tamanho pequeno (12 a 14 itens), médio (16 a 18 itens) e grande (21 a 24 itens), são elaboradas por uma nutricionista, seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que devemos consumir pelo menos 400 gramas de verduras, legumes e frutas por dia. São disponibilizados mais de 100 produtos para os consumidores personalizarem suas cestas.

“A população brasileira, de maneira geral, sabe se alimentar de maneira adequada. Se você coloca um alimento saudável ao lado de um não tão saudável, a pessoa vai escolher o alimento saudável. Mas isso não significa que ela pratica uma alimentação saudável”, afirma Natalia, em bate-papo com o Razões para Acreditar.

Natalia explica que a Nutriens consegue oferecer esses alimentos a um preço mais em conta do que aqueles encontrados nos supermercados porque o contato com os produtores é direto.

“A primeira coisa para conseguir um preço bacana é ter contato direto com o produtor. A gente tem uma área de compras que visita esses produtores. Todos obviamente têm um selo de produtos orgânicos. Não ter um intermediário é uma forma de baratear bastante o preço do alimento orgânico. O preço é bacana porque os produtores têm sua venda garantida.”

A segunda coisa é que a startup trabalha com um sistema de assinaturas: toda semana, o consumidor recebe uma cesta diferente na porta da sua casa. As assinaturas são criadas e administradas por parceiros da Nutriens na comunidade, como lideranças locais, cooperativas e ONGs. Em troca, esses novos empreendedores ganham 30% de desconto na sua cesta e um percentual das assinaturas.

“O empreendedor não se envolve na entrega. A ideia é facilitar a vida desse empreendedor. Ele faz o cadastrador do consumidor na rede, mas é a nossa logística que cuida da entrega, para que o empreendedor possa dedicar seu tempo exclusivamente à venda das assinaturas.”

A Nutriens iniciou sua atuação em periferias e comunidades de São Paulo. Um dos seus grandes parceiros é a Agência Solano Trindade, que fomenta diariamente a produção, consumo e comercialização de produtos, serviços e ações culturais nas comunidades do Grajaú, Capão Redondo, Campo Limpo e Brasilândia. Em breve, a startup deverá chegar em comunidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Fonte: Razões para Acreditar

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Publicação do WWF-Brasil avalia metas nacionais de biodiversidade

Publicado em 12/11/2018 às 08h48

Análise chama a atenção para os compromissos do país na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB)

Às vésperas da 14a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, marcada para novembro, no Egito, o WWF- Brasil avalia a situação da conservação da biodiversidade brasileira em relação às metas estabelecidas nacionalmente. O documento organiza o debate e serve como base para o posicionamento do WWF-Brasil nos fóruns internacionais.

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi lançada em 1992, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, a ECO-92. O Brasil ratificou a convenção em 1994 e participa das negociações globais numa posição peculiar. É o país que detém a maior biodiversidade do planeta e, ao mesmo tempo, é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Produção essa que depende dos serviços ecossistêmicos – da abundância de água, da qualidade de solo e da disponibilidade de polinizadores – e também representa uma ameaça contra a integridade dos ecossistemas, pela relação com o avanço do desmatamento.

A análise feita pelo WWF-Brasil tem como base as Metas Nacionais de Biodiversidade, que integram a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB, ou National Biodiversity Strategies and Action Plans, NBSAPs, em inglês), publicados em 2017, para mesmo período do plano estratégico global, até 2020.

Onde estamos
O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento nos dois maiores biomas, Amazônia e Cerrado, reúne hoje mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de Unidades de Conservação continentais e marinhas, mas não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos e ainda enfrenta grandes desafios para garantir efetividade às áreas protegidas, além de lidar com pressões para reduzir seu tamanho e status de proteção.

A dois anos do fim do segundo período de compromissos, quando deveria reduzir o risco de extinção de espécies ameaçadas, ainda faltam medidas de proteção para centenas delas. E o combate à sobrepesca é fragilizado pela falta de estatísticas recentes.

Mais importante: embora a população reconheça a necessidade de proteger a natureza, a biodiversidade ainda é um tema mantido em segundo plano nas agendas de governo.

Destaques do estudo:

  • As Unidades de Conservação continentais e marinhas brasileiras somam 2,5 milhões de quilômetros quadrados, são o principal trunfo do país nos debates da Convenção da Biodiversidade, mas sua efetividade é considerada moderada;

  • Nos dois maiores biomas _ Amazônia e Cerrado_, o Brasil ainda não cumpriu a meta de redução das taxas de conversão de ambientes nativos;

  • A dois anos do prazo para reduzir significativamente o risco de extinção de espécies, diagnóstico avançou, mas centenas de espécies ameaçadas ainda não contam com medidas de proteção;

  • Estatísticas sobre pesca deixaram de ser produzidas há quase uma década, um obstáculo ao monitoramento da sobrepesca;

  • Biodiversidade é tema periférico na agenda do governo, embora uma grande parcela da população (67%) se sinta responsável por proteger a biodiversidade e a natureza. Outra pesquisa mostra que 39% dos brasileiros veem no meio ambiente e nas riquezas naturais o maior motivo de orgulho para o país.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Brasil, Geral
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2º Fórum Municipal de Lixo e Cidadania terá como foco “Lixo Zero”

Publicado em 09/11/2018 às 14h50

No próximo dia 29 de novembro acontecerá no Auditório do IF Sudeste o 2° Fórum Municipal de Lixo e Cidadania. O evento, que é organizado pelo Comitê de Coleta Seletiva em parceria com o Demsur e a Prefeitura de Muriaé, tem o objetivo destacar o processo da Coleta Seletiva e a relevância que ela tem na preservação do meio ambiente.

Esse ano o evento será voltado para o conceito "Lixo Zero", com foco no maior aproveitamento possível dos materiais, o encaminhamento correto dos resíduos recicláveis e orgânicos visando reduzir a quantidade de lixo encaminhada ao aterro sanitário.

Durante o Fórum haverá uma mesa redonda composta por representantes do setor público, empresa privada, organização não governamental, instituição de ensino, hospital e indústrias. Cada participante da mesa apresentará ações desenvolvidas pela instituição que representa com foco na redução e destinação correta de resíduos sólidos.

O movimento pretende envolver vários segmentos e incentivá-los a adotar medidas sustentáveis visando a melhor gestão de resíduos. Até o momento está confirmada a presença de representantes da Energisa, Hospital do Câncer de Muriaé - Fundação Cristiano Varella, ONG Iracambi e IF Sudeste.

A pré-inscrição já começou e pode ser feita gratuitamente através do link http://bit.ly/demsur-inscricao

Cronograma do evento:

17:30 - credenciamento

18:00 - Abertura

18:15 - Apresentação Cultural

18:30 - Abordagem do tema

19:00 - Intervalo

19:15 - Composição da mesa redonda

19:25 - Exposição dos convidados

20:30 - Debate (Identificação e análise de problemas ou situações de conflito)

21:20 - Formulação de alternativas de soluções possíveis para os problemas

22:00 - Encerramento

Local: Auditório do IF Sudeste - Av. Cel. Monteiro de Castro, 550 - Barra, Muriaé

 

Categoria: Geral, Muriaé
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Museu do Amanhã promove discussão sobre práticas de sustentabilidade para os oceanos

Publicado em 07/11/2018 às 09h36

Seminário Oceanos Sustentáveis será realizado dias 13 e 14/11. Na ocasião, especialistas apresentarão projetos inovadores em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares

Muitas ideias e inovações moldarão nosso relacionamento com os oceanos no futuro. Cuidar de nossos mares é fundamental para enfrentar uma realidade de mudanças climáticas e necessidade de baixo carbono. O Museu do Amanhã, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o Real Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, a multinacional Innovation Norway, o AquaRio e a Marinha do Brasil promovem dois dias de discussões sobre os oceanos. Dias 13 e 14 de novembro, dezessete especialistas trarão ao público o que há de mais recente em desenvolvimento sustentável e proteção dos mares. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Museu do Amanhã.

O seminário "Oceanos sustentáveis - Uma onda de inovação" está organizado em quatro temáticas principais: oceano como fonte de alimento; combate ao plástico nos oceanos; biodiversidade e energia. Entre os destaques está a apresentação do Vidar Helgesen, ex-Ministro de Clima e Meio Ambiente da Noruega e atual Enviado Especial para o Painel de Alto Nível sobre Economia Sustentável do Mar. Ele falará sobre as iniciativas globais para a proteção dos oceanos. Ainda haverá palestra, em vídeo, sobre o Direito do Mar com Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outro destaque do evento é o projeto REV (Research Expedition Ship), produzido pela norueguesa Nina Jensen. Trata-se de uma pesquisa com a proposta de retirar resíduos plásticos dos mares. As discussões abordarão os oceanos como fontes de biodiversidade, solução para energia renovável e produção sustentável de alimentos. O evento acontece no Auditório do Museu do Amanhã.

Serviço:

Seminário Oceanos Sustentáveis – Uma onda de inovação

Data: 13 e 14 novembro (terça e quarta)

Horário: a partir das 9h (terça) | a partir 14h (quarta)

Local: Auditório do Museu do Amanhã (Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro)

Credenciamento de jornalistas:imprensa@museudoamanha.org.br

O Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

 

Categoria: Dicas, Geral
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