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Reunião do G20: Trégua na guerra comercial EUA-China e renovação de compromissos com o clima e a sustentabilidade

Publicado em 06/12/2018 às 08h29

Arnaldo Francisco Cardoso

Com uma declaração final incluindo temas sensíveis como clima e livre comércio assinada por todos os membros do G20, a reunião do grupo das vinte maiores economias do mundo, realizada em Buenos Aires, pode ser avaliada como bem sucedida uma vez que as expectativas em seu início eram bastante pessimistas dadas as sérias divergências e disputas em temas cruciais para a ordem política e econômica mundial.

As dificuldades para o avanço de negociações multilaterais que requerem a disposição para ceder em nome de um bem comum já podiam ser percebidas a começar pela situação da própria Argentina, anfitriã da reunião que ocorreu pela primeira vez num país da América Sul. O segundo maior país da região enfrenta uma grave crise econômica e política com o governo de Maurício Macri tendo sua popularidade em acentuado declínio.

Entre os presentes, outro governante em situação delicada era o presidente da França, Emmanuel Macron que viajou para Buenos Aires em meio a mais grave crise que seu governo enfrenta e que teve numa decisão de aumento do preço dos combustíveis para financiar projetos de "transição ecológica" o estopim da crise.

Outro acontecimento nas vésperas da reunião de Buenos Aires que terminou por piorar o clima geral foi o cancelamento por parte da diplomacia norte-americana da reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin em função da evolução da crise envolvendo a Guarda Costeira russa e navios ucranianos na entrada do estreito de Kerch.

Mas o foco das atenções estavam mesmo em outro ringue, ocupado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jimping que, nos últimos meses se enfrentaram numa grave guerra comercial com sérios reflexos sobre os mais importantes fluxos do comércio mundial.

E foi dessa difícil crise que saiu um acordo que, por noventa dias estabelece uma trégua entre EUA e China para que se restabeleçam negociações visando o equacionamento de interesses conflitantes. Abriu-se também espaço para avanço das negociações para reforma da OMC e, com isso, restabelecimento de autoridade e credibilidade da organização multilateral global como fórum privilegiado para a solução de controvérsias do comércio internacional.

Ao Brasil coube apenas espaço de coadjuvante, com o presidente brasileiro que desde o início de seu precário governo não ocupou qualquer espaço de relevo em fóruns internacionais. Sobre o novo presidente brasileiro eleito, a comunidade internacional espera com certa curiosidade e apreensão suas primeiras ações, uma vez que mesmo antes de assumir o poder já foi capaz de produzir discórdia e veementes críticas entre muitos de seus principais parceiros internacionais. Exemplo disto foi o mal-estar provocado pela decisão de cancelamento por parte do governo brasileiro de sediar a COP25 além de declarações de membros do novo governo mostrando desprezo por estudos sobre mudanças climáticas e pouca disposição a cumprir responsabilidades assumidas em fóruns multilaterais. Com isso o governo dilapida um dos seus principais capitais políticos em mesas de negociações internacionais.

Mas mais importante que declarações do presidente brasileiro em exercício ou do novo presidente eleito, foram as declarações de Xi Jimping sobre a irreversibilidade da agenda ambiental e a concordância de Donald Trump em assinar a declaração final da reunião em que constam os compromissos assumidos pelos signatários do Acordo de Paris e do Plano de Ação de Hamburgo que terminaram por restabelecer alguma esperança, ao final da reunião, na aposta na arte de negociar como um dos meios mais elevados e vantajosos da ação política.

Arnaldo Francisco Cardoso é pesquisador e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville nas áreas de Comércio e Relações Internacionais.

Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

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Relatório revela que a Natureza está no limite

Publicado em 31/10/2018 às 16h22

Relatório Planeta Vivo 2018, do WWF, revela um grau impressionante de impacto humano no planeta

A forma como alimentamos, abastecemos e financiamos nossa sociedade e economia está levando a natureza e os benefícios que ela nos fornece ao limite. É o que diz o Relatório Planeta Vivo 2018 divulgado hoje pelo WWF. O documento apresenta uma imagem preocupante do impacto da atividade humana sobre a vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima do mundo, destacando que a janela de tempo para tomar uma atitude está se fechando rapidamente.

Um dos indicadores usados no relatório, o Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Zoological Society of London (ZSL), que acompanha as tendências na abundância global de vida selvagem, indica que as populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram em média 60% entre 1970 e 2014. As principais ameaças às espécies identificadas no relatório estão diretamente ligadas às atividades humanas, incluindo perda e degradação de habitats e exploração excessiva da vida selvagem.

"A ciência está mostrando a dura realidade que nossas florestas, oceanos e rios estão sofrendo em nossas mãos. Centímetro por centímetro, espécie por espécie, a redução do número de animais e locais selvagens é um indicador do tremendo impacto e pressão que estamos exercendo sobre o planeta, esgarçando o tecido vivo que nos sustenta: natureza e biodiversidade ", disseMarco Lambertini, diretor-geral do WWF Internacional. O Brasil no cenário global de degradação Neste cenário, o Brasil merece atenção especial. Além da comprovada importância da Amazônia para a regulação do clima da Terra, nosso país concentra a maior biodiversidade do planeta e uma enorme disponibilidade de recursos hídricos.

Ao mesmo tempo, estamos na região que mais sofre com a perda de biodiversidade. A estimativa é que desde a década de 1970 o tamanho das populações das espécies que habitam as Américas do Sul e Central tenha sido reduzido em 89%. A maior causa desta perda de espécies é o desmatamento e, no nosso caso, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo – mais de 1,4 milhões de hectares de vegetação natural são perdidos por ano. Nos últimos 50 anos, 20% da Amazônia já desapareceu. Especialistas indicam que se o desmatamento total alcançar 25%, esse bioma chegará ao "ponto de não retorno", podendo entrar em colapso. 

O relatório aponta também a região do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo. Além de um golpe em nossa biodiversidade, o desmatamento no Cerrado atinge diretamente nossa capacidade hídrica, uma vez que as águas que nascem neste bioma alimentam alguns dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo, além de seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras. A mudança de uso do solo, principalmente o desmatamento, também é o maior fator de emissão de gases de efeito estufa do Brasil. Entre 1990 e 2013, a mudança de uso do solo foi responsável por 62.1% do total de emissões do país, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

As ameaças às espécies estão presentes em vários biomas brasileiros. A Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis), o Tatu-bola (Tolipeutes tricinctus), o Muriqui-do-sul (Brachyteles aracnoides) e o Uacari (Cacajao hosomi) são exemplos de espécies em perigo de extinção em função da perda de seu ambiente natural. O Boto (Inia geoffrensis) é uma espécie em perigo de extinção devido à tendência de redução populacional no futuro, em função da degradação de seu ambiente.

O Relatório Planeta Vivo 2018 também aborda a importância e o valor da natureza para o bem-estar social e econômico global. Além de ajudar a garantir o fornecimento de ar fresco, água potável, alimentos, energia, medicamentos e outros recursos,estima-se que a natureza forneça ao mundo serviços da ordem de 125 trilhões de dólares a cada ano. 

"Tudo está diretamente conectado. Dos insetos e pássaros que polinizam as lavouras que nos alimentam, passando pelo suprimento de água limpa da qual dependem todas as nossas atividades até o ar que respiramos a cada segundo. A proteção das florestas, dos recursos hídricos, da biodiversidade é também a proteção das pessoas e da nossa sociedade. Comprometer o meio ambiente é comprometer o nosso futuro", afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. Isso pode mudar Embora o cenário apresentado no relatório mostre uma realidade aterradora, existe esperança. A natureza possui capacidade de regeneração, mas para reverter a situação atual será preciso muito trabalho e mudanças significativas na forma como nos relacionamos com o meio ambiente.

Em agosto deste ano, por exemplo, após mais de dez anos de ações de preservação e conscientização, pesquisadores do Parque Nacional do Iguaçu comemoraram o aumento de 30% na quantidade de Onças Pintadas (Panthera onca) na região do Parque Nacional do Iguaçu. Caso parecido é o das Baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) que já chegaram à beira da extinção por conta da pesca e hoje voltaram às dezenas de milhares.

O Brasil tem um papel decisivo na redução da degradação ambiental, com mais de 60% de seu território coberto por vegetação natural e com uma posição extremamente importante na produção de alimentos para o mundo, precisamos conciliar estas duas realidades. Estudos mostram que podemos atender as expectativas futuras de produção de alimentos sem derrubar mais nenhuma árvore. Temos 50 milhões de hectares de pastagens degradadas, áreas subutilizadas, perdendo solo, contaminando rios e emitindo mais gases do efeito estufa, que podem ser reabilitadas para a produção, evitando-se mais desmatamento e a consequente perda de biodiversidade e emissões de gases do efeito estufa.

O Relatório Planeta Vivo 2018 destaca a oportunidade que a comunidade global tem de proteger e restaurar a natureza até 2020, um ano crítico em que os líderes devem medir o progresso alcançado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris..

O Capítulo 4 do relatório é inspirado em um artigo científico intitulado "Mirando mais alto para dobrar a curva da perda de biodiversidade", que sugere um roteiro para as metas, indicadores e métricas que os 196 Estados membros da CDB poderiam considerar para entregar um acordo global urgente, ambicioso e eficaz para a natureza (como o mundo fez pelo clima em Paris), quando se reunir na 14ª Conferência das Partes da CDB no Egito, em novembro deste ano.

"As estatísticas são assustadoras, mas nem tudo está perdido. Temos a oportunidade de projetar um novo caminho que nos permita coexistir de forma sustentável com a natureza da qual dependemos. Nosso relatório estabelece uma agenda ambiciosa para a mudança. Vamos precisar da sua ajuda para alcançá-lo", disse o Prof. Ken Norris, Diretor de Ciências da ZSL.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

 

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Defesa Civil alerta para possibilidade de chuvas nesta quinta-feira

Publicado em 25/10/2018 às 15h57

A Defesa Civil alerta para a possibilidade de chuvas fortes para a tarde desta quinta-feira, 25 na zona urbana de Muriaé. De acordo com Boletim divulgado na manhã de hoje, há chances de 90% de chuvas nos períodos de tarde e noite. A Umidade relativa do ar é de 91% e o volume estimado é de 25mm. O acumulado das últimas 72 horas soma 2,7 mm e durante todo o mês de Outubro choveu o acumulado de cerca de 3,9 mm.

A previsão de chuvas se mantém até sábado, 27.

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Casal transforma plástico do oceano em próteses ecológicas para crianças carentes

Publicado em 15/10/2018 às 09h36

O casal Laura e Chris Moriarity retira plástico dos oceanos e cria próteses impressas em 3D para pessoas carentes em todo o mundo.

O casal Laura e Chris Moriarity mostra que você não precisa ser um especialista para resolver um problema do mundo, ou dois problemas, como é o caso deles. De uma só vez, o casal retira plástico dos oceanos e cria próteses impressas em 3D para pessoas carentes em todo o mundo.

Eles nunca tinham feito experimentos com plástico oceânico nem expertise com próteses, segundo o site Good News Network. Mesmo assim, Laura e Chris, de Illinois (EUA), fundaram o ‘Million Waves Project’, uma organização de caridade transforma plástico retirado dos oceanos em próteses ecológicas para crianças carentes que possuem alguma deficiência física.

“O Million Waves Project reúne duas situações globais inaceitáveis e oferece uma solução prática e sustentável”, diz o site da organização sem fins lucrativos.

Laura e Chris cortam o plástico à mão e depois passam o material em um triturador de papel. A nova mistura segue para uma impressora 3D. Então, eles usam um aplicativo para se conectar com pessoas que precisam de próteses para que possam projetar o dispositivo com as medidas da criança, totalmente personalizado.

Já que a matéria-prima é barata, a prótese custa de 45 a 170 dólares. O Million Waves Project é financiado por doações, patrocínios e venda de chaveiros no site da instituição. Desde que foi lançada, a iniciativa doou 18 próteses para pessoas com deficiência.

Agora, Laura e Chris estão trabalhando para conseguir um triturador de tamanho comercial, para multiplicar sua produção em dez vezes.

Fonte: razão para acreditar

 

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A culpa não é só das mudanças climáticas

Publicado em 19/09/2018 às 09h58

Novo relatório da ONU destaca crescimento da fome no mundo com a estimativa de 820 milhões de pessoas nessa condição, o que significa que regredimos em todos os avanços que haviam sido registrados de 2010 em diante.

Em 2014, o mundo tinha 8,9% da população numa situação de severa insegurança alimentar. O resultado de 2017 foi de 10,2%. A África passou de 22,3% para 29,8% e a América Latina passou de 7,6% para 9,8%.

No Brasil, passamos de 4,6% da população com desnutrição em 2004, para 2,5% em 2017. Além disso, temos 22,3% da população adulta obesa, sendo que este número vêm crescendo pois em 2012 tínhamos 19,9%. Ainda sobre o Brasil, outro dado indica que as mulheres em idade reprodutiva afetadas por anemia passou de 14 milhões em 2012 (25,3%) para 15,5 milhões em 2016 (27,2%). Vários outros países também registram a coexistência de problemas díspares como sobrepeso e desnutrição, obesidade e insegurança alimentar.

Segundo o relatório, o fenômeno el niño trouxe significativas anomalias entre os anos de 2015 e 2016, especialmente no Brasil. Nosso país também é citado por ter experimentado três ou mais anos com temperaturas máximas acima da média. O relatório segue indicando que as mudanças climáticas se acentuaram de 1990 a 2016, especialmente as secas, inundações, tempestades e as temperaturas extremas.

Contudo, em 2017 o Brasil registrou uma supersafra com 238 milhões de toneladas produzidas e um aumento em 13% nas vendas de produtos agrícolas para o exterior. Com esses resultados, convém refletirmos se o aumento da fome, ao menos no Brasil, está relacionado com as mudanças climáticas ou se estamos sendo cada vez mais incompetentes na distribuição, comercialização e consumo dos produtos alimentícios.

Podemos atribuir toda a responsabilidade às mudanças climáticas ou também devemos discutir a falta a gestão das empresas, do poder público e da sociedade? Digo isso em função dos números do desperdício. Todos os anos, de acordo com a FAO, cerca de 30% de todos os alimentos que são produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados. Isso representa, aproximadamente, 1,3 bilhão de toneladas de comida que vai para o lixo.

As perdas ocorrem em todos os elos da cadeia produtiva. No campo e durante os transportes, a precariedade logística danifica frutas, legumes e verduras que poderiam ser consumidas se estivessem acondicionadas corretamente e protegidas de chuva e sol excessivo. Nos pontos de venda, a falta de cuidado no manuseio e o hábito do consumidor de apertar os alimentos para escolher os melhores, também causam desperdício.

Por fim, falamos do desperdício que ocorre nos restaurantes e também em nossas casas. Quantos de nós já jogamos no lixo alimentos que estragaram por não terem sido consumidos no prazo correto? E quantas vezes deixamos comida no prato?

Não se trata de minimizar a interferência das mudanças climáticas. Mas esse texto é um convite à reflexão a todas as empresas que atuam nos diversos elos da cadeia produtiva alimentícia no Brasil, pois há um grande espaço para melhoria nas operações e manuseio dos alimentos. A nós, consumidores, mais responsabilidade com o que temos a felicidade de comprar e a incapacidade de consumir.

Profª Drª Gleriani Ferreira da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville, especialista em rastreabilidade de cadeias produtivas.

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1º trem a hidrogênio começa a circular: energia mais limpa do mundo

Publicado em 19/09/2018 às 09h30

Alemanha é o primeiro país a ter um trem que opera com energia limpa.

Em fase de testes, ele está equipado com células de combustível que convertem hidrogênio e oxigênio em eletricidade e não emitem qualquer tipo de poluente.

“Estamos colocando o primeiro trem de passageiros com tecnologia de célula de combustível na pista. Este é um forte sinal para a mobilidade do futuro” disse Enak Ferlemann, Comissário do Governo Federal para o Transporte Ferroviário. “O hidrogênio é uma alternativa real, de baixa emissão e eficiente ao diesel. Esses trens podem ser operados de forma limpa e ecologicamente correta”.

A primeira partida saiu no último fim de semana da estação de Bremervörde, no norte do país. Desde segunda, 17, dois desses trens entraram em serviço comercial na Baixa Saxônia. A viagem é silenciosa mas não tão rápida. A velocidade máxima é de 140 km/h.

O abastecimento

Os novos trens são abastecidos em uma estação móvel de hidrogênio gasoso, que é bombeado para dentro dos veículos a partir de um contêiner de aço de 12 metros de altura próximo aos trilhos da estação de Bremervörde. Com um tanque, eles podem percorrer toda a rede durante todo o dia, graças a uma autonomia total de mil quilômetros.

De resíduo da propulsão, somente vapor e água.

Um posto de combustível estacionário está programado para entrar em operação em 2021, quando estão previstos para entrarem em operação mais 14 trens, totalizando um investimento de cerca de R$ 400 milhões. “Ao provar com sucesso a operacionalidade da tecnologia de célula de combustível no serviço diário, definiremos o curso para o transporte ferroviário ser operado em grande escala e sem emissões de carbono no futuro”, afirmou Bernd Althusmann, Ministro da Economia e dos Transportes da Baixa Saxônia.

Com informações da Galileu

Fonte: Só Notícia Boa

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Consumo consciente: como o uso de produtos sustentáveis ajuda a diminuir o débito com o meio ambiente?

Publicado em 27/08/2018 às 14h59

*Por Lais de Oliveira

Você sabia que uma fralda descartável leva até 500 anos para se decompor? A ideia de consumo consciente vem sendo divulgada com frequência nos últimos anos, onde ouvimos falar sobre a importância de se rever comportamentos e promover mudanças em nossos padrões e hábitos. Porém, muitos ainda não entenderam claramente o conceito e a relevância de levantar essa bandeira pelo bem do planeta.

Recentemente, o Instituto Akatu, ONG que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente, publicou uma pesquisa em que os resultados não surpreendem. Ela aponta que 76% dos entrevistados – homens e mulheres com mais de 16 anos – não praticam o consumo consciente. O estudo também mostra que uma das barreiras para a adoção de práticas sustentáveis é a necessidade de esforço para se fazer isso.

O conceito envolve a escolha de produtos que utilizem menos recursos naturais em sua produção e que poderão ser facilmente reutilizados ou reaproveitados. Significa comprar aquilo que é realmente necessário, estendendo a vida útil deles tanto quanto for possível. Dessa forma, a sociedade civil mostra ao setor produtivo a necessidade de oferecer produtos e serviços que tragam impactos positivos ou reduzam drasticamente o desperdício de matérias primas.

Mas como praticar o consumo sustentável? Há muitas maneiras, seja cultivando hábitos no dia a dia, revendo nossos valores e repensando as necessidades materiais. Os produtos sustentáveis estão presentes em praticamente todos os segmentos: desde as tradicionais sacolas reutilizáveis e não poluentes em supermercados ou até mesmo em produtos de maternidade como fraldas ecológicas.

Assim, cabe ao consumidor ficar atento ao escolher produtos, levando sempre em consideração fatores que comprovem seu caráter sustentável, como selos de organizações. Além disso, conhecer a origem dele, onde foi produzido, por quem e em quais condições de trabalho, também são importantes na hora da tomada de decisão. Ao invés de utilizar as sacolinhas plásticas, você pode optar por sacolas de pano. Em casa, o ideal é optar por produtos de limpeza que sejam feitos à base de água e que não contenham produtos químicos em sua composição. Outra saída é escolher lâmpadas fluorescentes que gastam bem menos energia do que as incandescentes. Já os eletroeletrônicos devem ser escolhidos de acordo com seu gasto energético.

Quanto mais informação tiver mais alternativas você encontra para adotar práticas sustentáveis. Incorporar isso ao dia a dia vai fazer bem não só para o presente, mas também para as gerações futuras. Se cada um fizer a sua parte, podemos acreditar em um futuro melhor para o planeta e seus habitantes.

*Lais de Oliveira é fundadora da marca Nós e o Davi, que produz fraldas ecológicas com o objetivo de desenvolver um produto que atenda às expectativas das mães e que não agrida o meio ambiente em uma cadeia justa de produção.

 

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Mudança de rota no uso do plástico

Publicado em 23/08/2018 às 14h52

Quem nasceu antes da década de 1980 lembra que só tínhamos refrigerantes em garrafas de vidro. O Etileno Tereftalato, conhecido pela sigla em inglês PET, chegou no Brasil em 1988, sendo inicialmente utilizado apenas pela indústria têxtil. Em 1993, chegou à indústria de embalagens e revolucionou a produção e consumo de diversos produtos.

Parecia que tínhamos encontrado a solução para todos os problemas: uma embalagem leve, com alta capacidade volumétrica, perfeita manutenção da segurança em todas as etapas (envase, empacotamento, distribuição e utilização final pelo consumidor), além de economizar água por dispensar a lavagem de cascos vazios.

Mas o rumo desta história começou a ser alterado com o crescimento de pesquisas, campanhas e alertas sobre o aquecimento global e as comprovações de que o planeta está chegando ao limite. No Fórum Econômico Mundial de Davos, ocorrido em 2016, a ONU alertou que se não tomarmos medidas imediatas, os oceanos terão mais plásticos do que peixes em 2050.

Os estudos também apontam que, todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de plásticos acabam nos oceanos. Na internet constam vídeos comoventes produzidos após a necropsia em tartarugas, peixes e outras espécies mortas pela ingestão de lixo plástico. O material é prejudicial mesmo em decomposição, pois transformam-se em micropartículas consumidas pelos peixes que, por sua vez, são consumidos pelos homens.

O que fazer? Um caminho é repensar os modelos atuais de embalagens, que frequentemente possuem camadas e mais camadas de papel e plástico até que, finalmente, o consumidor acesse o produto que realmente será utilizado. Grandes indústrias e varejistas têm divulgado planos para eliminar o plástico de único uso nos próximos anos. No entanto, a queda no preço do petróleo favorece o barateamento do plástico e desestimula o esforço da reciclagem.

No Brasil ainda temos o desafio de convencer os governos a desonerar a indústria de reciclagem que, no que se refere ao plástico, tem tributação duplicada já que os impostos incidem sobre o plástico e depois sobre o plástico reciclado. Nesse sentido, também é hora de seguir os países que já oferecem impostos menores para produtos que foram constituídos com menor uso de recursos naturais ou oferecem maior eficiência energética.

Contudo, ainda caberá ao consumidor eliminar hábitos automáticos como descartar materiais plásticos após um único uso. Qual o problema em reabastecer uma garrafinha com água ou alguma outra bebida e carregá-la para o trabalho ou escola? Que tal reaproveitar os potes de sorvete para guardar alimentos no freezer? E o que você diz sobre a real necessidade de utilizar canudinhos plásticos sendo que você é adulto e não está com nenhuma limitação física? Nos Estados Unidos, são consumidos 500 milhões de canudinhos plásticos por dia. Trata-se de um produto com vida útil de aproximadamente quatro minutos, fabricado com materiais não-biodegradáveis que levam até 200 anos para se decompor.

Se no passado não tínhamos conhecimento dos danos ambientais, agora temos e essa consciência nos obriga uma mudança de rota.

 

Profª Drª Gleriani Ferreira da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville, especialista em rastreabilidade de cadeias produtivas.

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Indústria busca opções ao canudo de plástico

Publicado em 01/08/2018 às 10h55

Júnia Quick baniu os canudos de suas lojas; Júlio César vai esperar a lei para fazer o mesmo; e Renata Malloy aprova as iniciativas pelo meio ambiente

Pressão cada vez mais forte dos consumidores leva fabricantes a investir pesado em matérias-primas biodegradáveis para reduzir o impacto desses produtos na natureza

A campanha global contra o uso de canudos de plástico vem ganhando adesões de empresas e do poder público graças a uma onda crescente que tem contado com a ajuda das redes sociais e de milhões de consumidores que condenam o uso do produto por causa dos resíduos descartados no meio ambiente, principalmente nos oceanos.
Algumas cidades americanas já transformaram a guerra ao plástico descartável em lei. É o caso de Seattle, que em julho passou a proibir o uso de utensílios feitos com a resina obtida a partir do petróleo em restaurantes, cafés e lojas de alimentação. Quem descumprir a regra vai pagar multas a partir de US$ 250. Apenas nos Estados Unidos, o consumo diário de canudinhos chega a 500 milhões de unidades por dia. Na natureza, seu tempo de decomposição é de aproximadamente 200 anos.

No Brasil, a cidade do Rio de Janeiro foi a primeira a adotar esse tipo de restrição. Desde o mês passado, bares, restaurantes e quiosques são obrigados a oferecer canudos de papel. A punição para quem não seguir a lei pode chegar a multas de R$ 6 mil. Outras cidades brasileiras, como São Paulo, discutem a possibilidade de adotar o mesmo tipo de regra.

Para quem oferece canudos a seus clientes, o caminho tem sido trocar o plástico por outras matérias-primas. Nas últimas semanas, grandes grupos como Starbucks, McDonald’s, American Airlines, Disney e Marriott anunciaram que já começaram a fazer a transição do plástico para outros materiais e que pretendem abandonar a resina definitivamente nos próximos anos.

ALTERNATIVAS Com as empresas se antecipando à legislação para atender à mudança de hábito do consumidor, os fabricantes de canudos de plástico começaram a buscar soluções para adequar a produção a um novo perfil de demanda. Paralelamente, pequenos empreendimentos têm investido no desenvolvimento de materiais alternativos, como os acessórios feitos de vidro, bambu e metal.

Dona da marca de canudos Bicão, a Plastifer, de São Paulo, começou a produzir canudos de plástico biodegradável em julho. Até o fim do mês, a mudança chegará a 100% da produção. Para chegar a essa solução, conta Valney Aparecido, gerente-geral da empresa, foi preciso pesquisar quem poderia fornecer o aditivo responsável por “quebrar” o polipropileno usado nos acessórios. “Estamos buscando soluções desde janeiro”, diz o executivo. “No começo, o valor do aditivo era tão alto que dobraria o preço do canudo.” Agora, segundo o executivo, o produto biodegradável deve ter uma alta de 5%.

A Plazapel, de Orleans, no interior catarinense, atua no segmento de descartáveis com 10 opções de canudos, além de pratos, copos e talheres. Procurada, a empresa informou que ainda não fabrica os canudos de papel, mas tem buscado informações sobre a matéria-prima alternativa para então estudar a possibilidade de incluí-la na linha de produção. A Fulpel, outra grande empresa do segmento de produtos descartáveis, também se prepara para começar a aderir a outra matéria-prima. Neste mês, começam a ser produzidos os modelos feitos com papel. A previsão é que essa linha responda por 20% das vendas dos acessórios até o fim do ano.

Vânia Zuin, professora e pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade de York na área química, acredita que a indústria de plástico tenha evoluído pouco nos aspectos ambientais, se concentrando mais em características cosméticas de seus produtos, como efeitos que valorizam a cor e o brilho com o objetivo de estimular o consumo.

 

CONSUMO INCONSCIENTE Ao longo dos anos, o canudinho acabou sendo o “ícone” dessa mudança de comportamento do consumidor e se tornou um item muito usado, mas “sem uma necessidade funcional”, explica a pesquisadora. “Isso, no fundo, só serve para agregar mais matéria-prima sem função. Falta a essa indústria, muito resistente a mudanças, investir em análises mais criteriosas que atendam a várias características sustentáveis, não só econômicas, mas sociais e ambientais. O modelo de produção hoje é insustentável”, avalia.

Ainda segundo Vânia, as alternativas que surgem ao canudinho de plástico são melhores, mas além de leis que proíbam os acessórios de origem petroquímica deve haver um movimento de educação dos consumidores “para que não utilizem tantos produtos desnecessários”. O consumo desses pequenos itens realmente é elevado. Só no caso da rede Starbucks, são 1 bilhão de unidades por ano.

A Abiplast, entidade que representa o setor do plástico, tem feito algumas ações para aumentar a conscientização também entre os fabricantes. Em 2016, a associação lançou o selo Senaplas, que identifica as empresas recicladoras que trabalham dentro dos critérios sociais, ambientais e econômicos exigidos por lei. Depois de dois anos, apenas 14 conseguiram a chancela. Há ainda a modalidade do selo que certifica produtos feitos com plástico reciclado para garantir um material com maior qualidade.

Ricardo Hajaj, coordenador da Câmara de Recicladores da Abiplast, concorda que há um consumo excessivo e o descarte inadequado de muitos materiais plásticos – como as sacolinhas. Por isso, o executivo defende que haja políticas governamentais que aumentem a adesão a programas de reciclagem, por meio de incentivos fiscais (como a redução do ICMS), além da conscientização dos consumidores sobre o descarte correto. “Se hoje não se recicla o canudo é porque ele não chega aos recicladores”, afirma. Hajaj defende o setor e diz que a indústria está “consciente sobre a necessidade de dar o destino correto ao plástico e desenvolver produtos mais leves, que levem em consideração o seu ciclo de vida”.

Maior petroquímica do país, a Braskem mantém desde 2012 um programa de incentivo às cooperativas de reciclagem do plástico. Além disso, a empresa faz parte de uma plataforma, a Wecycle, que se propõe a valorizar os resíduos plásticos ao longo de toda a cadeia produtiva, contribuindo com a reciclagem, o pós-consumo e o meio ambiente. Entre os parceiros estão o GPA, que utiliza resina reciclada para produzir embalagens do produto tira-manchas da linha própria Qualitá, e a Condor, fabricante de um kit de pintura que também usa essa matéria-prima.

Por meio de nota, a empresa informou estar “atenta ao movimento envolvendo os canudos plásticos, acreditando que eventuais impactos serão antes equalizados com um olhar para o setor como um todo e para os hábitos da sociedade, desenvolvendo tecnologias que gerem ganhos em todos os aspectos – industriais, sociais e ambientais”.

As empresas que decidiram abandonar o acessório de plástico

l American Airlines 
» A companhia aérea americana vai reduzir o uso do plástico em suas salas de espera e nos aviões. A expectativa é cortar o uso da matéria-prima em cerca de 30 mil quilos ao ano. Em julho, os canudos de plástico começaram a ser trocados por modelos feitos com material biodegradável e palitos de madeira para misturar as bebidas. A partir de novembro, será a vez de substituir o material atual pelo bambu.
 
l Marriott International 
» A rede americana de hotéis anunciou em julho que deixará de usar canudos e palitos de plástico em suas 6,5 mil unidades, distribuídas por 30 marcas. A meta é concluir o projeto daqui a 12 meses. Com a decisão, o grupo deixará de usar cerca de 1 bilhão de tubinhos de plástico por ano e em torno de 250 milhões de palitos.
 
l McDonald’s 
» A Arcos Dourados, franqueada da rede de fast-food no Brasil e América Latina, passará a dar canudinhos apenas aos clientes que pedirem. A nova política passa a valer este mês. Em junho, a companhia anunciou que pretende tirar o acessório das lojas do Reino Unido, mas por enquanto essa possibilidade não é tratada aqui. A empresa informou que adotará embalagens de fontes renováveis, recicladas ou certificadas em todos os restaurantes até 2025.

l Starbucks 
» Em julho, a Starbucks comunicou que até 2020 deixará de usar o acessório de plástico em todas as 28 mil lojas no mundo. Cerca de 1 bilhão de canudos deixarão de ser descartados no lixo por ano, segundo a rede de cafés. Para isso, a companhia precisou fazer adaptações nas tampas dos copos de bebidas geladas de café e chá. Por volta de 8 mil lojas nos Estados Unidos e no Canadá já não utilizam mais o modelo de plástico. Quem não abrir mão do canudinho poderá usar a versão de papel ou de plástico biodegradável.
 
l Royal Caribbean 
» A frota de 50 navios da Royal Caribbean deixará de ter acessórios de plástico até 2019, conforme comunicado feito em junho. Serão oferecidos nas embarcações apenas modelos de papel. Desde 2017, os canudos deixaram de ser ofertados voluntariamente nos cruzeiros. O passageiro tem de solicitar o tubo caso queira.
 
l Disney 
» A gigante do entretenimento anunciou em meados de julho que pretende abrir mão de canudos e mexedores de bebidas feitos com plástico e não reutilizáveis em todos os seus parques temáticos, resorts e propriedades até meados de 2019. Fica de fora da decisão o Tokyo Disney, que pertence e é operado pela The Oriental Land Co. Deixarão de ser utilizados 175 milhões de canudos e 13 milhões de mexedores por ano.
 
l SeaWorld Parks & Entertainment 
» O operador de 12 parques temáticos, entre eles o SeaWorld e o Busch Gardens, comunicou ao mercado em junho que deixará de usar os canudinhos em todas as suas unidades.
 
l Ikea 
» A cadeia sueca de móveis, dona de 363 lojas, prometeu abandonar os produtos plásticos de uso único, como canudos, sacolas, copos, pratos e sacos de lixo, em suas lojas e restaurantes até 2020, substituindo a matéria-prima por uma que seja mais amigável em termos ambientais.
 
l Bon Appétit 
» A maior empresa de serviços de alimentos dos Estados Unidos abandonará os acessórios de plástico usados nas bebidas em suas 1 mil unidades até setembro de 2019.
 
l Hyatt Hotels 
» A partir de setembro, a rede hoteleira passará a oferecer canudinhos apenas se o cliente solicitar.

 O exemplo que vem de consumidores e comerciantes

Banidos na cidade do Rio de Janeiro, os canudinhos podem estar também com os dias contados no restante do país. Projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados preveem a proibição de uso, fabricação e comercialização dos tubinhos de plástico em todo o território nacional. Todos estão em discussão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Com exceção de um deles, o PL 10.345, que dispõe sobre a diminuição gradativa, os outros determinam a proibição do fornecimento, venda, compra e disponibilização de canudos plásticos.

Na Câmara de BH, há duas proposições. O Projeto de Lei 614/2018, do vereador Elvis Côrtes (PHS) está sendo apreciado pela Comissão de Legislação e Justiça. Em fase mais avançada, o PL 557/2018, do parlamentar Jorge Santos (PRB), está pronto para ir a plenário. Ele obriga os estabelecimentos a fornecer canudos de papel biodegradável, reciclável e/ou reutilizável. Aos infratores, prevê como punição advertência escrita, multa que dobra na reincidência e cassação do alvará.

Enquanto as propostas não viram lei em BH, iniciativas individuais e de empresas contribuem para a mudança de comportamento dos consumidores na capital. A empresária Júnia Quick, por exemplo, decidiu que a partir de hoje em seus estabelecimentos de alimentação natural, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, canudos plásticos saem de cena para dar lugar aos biodegradáveis. Por enquanto, o fornecedor é de São Paulo. Mas, ela conta que já percebe um movimento por parte de empresas interessadas em vender o produto ecologicamente correto e, de outro lado, de lojas que querem mudar o que têm oferecido aos clientes. “O preço é bem mais alto, mas se justifica e não impacta no negócio”, relata a dona do Néctar da Serra.

“Já tinha esse desejo, e estamos sempre envolvidos com tudo o que diz respeito a reciclagem, fazendo o que podemos. O foco no canudinho é um início de conscientização contra o uso excessivo de plásticos e embalagens”, afirma. A empresária Renata Malloy Dias, de 42 anos, gostou da novidade. “Às vezes, você toma dois sucos e vêm dois canudos. Devolvo sempre o segundo. Fico satisfeita com a iniciativa, pois é algo que me aflige pessoalmente”, diz.

MERCADO No Mercado Central, um dos pontos de comércio mais tradicionais da capital mineira, os canudinhos de plástico estão por todos os lados. Dono da Lanchonete Palhares, Júlio César Palhares diz que gasta cerca de 500 por semana. Apesar de ser favorável às mudanças, ele considera adotar novos modelos apenas mediante lei municipal ou uma diretiva do mercado. “Tudo o que traz malefício ao meio ambiente tem que acabar. Não é um produto de necessidade para a maioria das pessoas”, afirma. A salgadeira Ana Maria Silva, de 61, lancha no mercado sempre que vai às compras. “A gente pega porque vê, mas os canudos deveriam ser abolidos”, diz.

Algo que já fez a Escola Casa Fundamental, no Bairro Castelo, na Região da Pampulha, onde canudos, simplesmente, não existem. “As crianças mais novinhas, que chegam com dependência de copo com canudo ou bico, se acostumam rapidamente”, relata. “Fazemos escolhas conscientes na escola, desde uma alimentação orgânica até não usar o canudinho. Ensinamos às crianças que as escolhas que fazem têm repercussão no mundo”, diz Maria Carolina Mariano, diretora da escola.

Fonte: www.em.com.br

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Humanidade esgotará recursos renováveis de 2018 em 1º de agosto

Publicado em 30/07/2018 às 12h02

É "a data em que teremos utilizado todas as árvores, toda a água, o solo fértil e os peixes que a Terra pode nos fornecer em um ano", diz entidade ambiental

A humanidade terá consumido em 1º de agosto o conjunto dos recursos que a natureza pode renovar em um ano e viverá "em dívida" durante cinco meses, segundo a ONG Global Footprint Network.

O dia 1º de agosto é "a data em que teremos utilizado todas as árvores, toda a água, o solo fértil e os peixes que a Terra pode nos fornecer em um ano", explica Valérie Gramond do Wild World Fund, vinculado ao Global Footprint Network, que recordou que esta data chega cada vez mais depressa."Também teremos emitido mais dióxido de carbono do que as florestas podem absorver", acrescentou.

"Faz falta atualmente o equivalente a 1,7 planeta Terra para satisfazer nossas necessidades", enfatizou o WWF em um comunicado.

O dia 1º de agosto é o momento mais cedo registrado desde que teve início a contagem do "Dia da Sobrecarga da Terra", no início dos anos 1970. Na ocasião, os recursos foram esgotados em 29 de dezembro, enquanto que, no ano passado, essa data já havia se antecipado para 3 de agosto.  Desde então, "o esgotamento dos recursos se acelerou por causa do consumo excessivo e do desperdício de comida", explica Gramond, que recorda que, no mundo, um terço dos alimentos acaba na lata de lixo.

Este desperdício de recursos naturais varia de acordo com os países.

"Temos responsabilidades distintas, já que pequenos países pouco povoados como Catar ou Luxemburgo têm uma pegada ecológica muito importante", afirma Pierre Cannet do WWF. Se o conjunto da humanidade vivesse como os habitantes do Catar ou de Luxemburgo, o "Dia da Sobrecarga da Terra" ocorreria em 9 e 19 de fevereiro, respectivamente.

Em compensação, em um país como o Vietnã esta data só ocorreria em 21 de dezembro.

 
Pegada ecológica 
 

"Temos que passar de um grito de alerta para uma convocação à ação", defendeu Pierre Cannet, que se mostra preocupado com o aumento no ano passado das emissões de CO2, depois de três anos em que permaneceram estáveis.

No site do "Dia da Sobrecarga da Terra" são propostas várias soluções para inverter a tendência atual: replantar o modelo das cidades, impulsionar as energias renováveis, reduzir o desperdício de comida e o consumo excessivo de carne e limitar o crescimento demográfico.

Cada um pode calcular sua pegada ecológica aqui.

Fonte: www.em.com.br

Categoria: Mundo
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