Mundo

Meio Ambiente promove ações de combate à poluição do ar em todo o Brasil

Publicado em 05/06/2019 às 08h54

O Dia Mundial do Meio Ambiente acontece todos os anos no dia 5 de junho e, neste ano, traz como tema a “Poluição do Ar”, uma questão crítica tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana.

No período, o Programa realiza lançamentos, promove ações de engajamento digital, dialoga com vários setores da sociedade e apoia e promove eventos para #CombaterAPoluiçãoDoAr.

O Dia Mundial do Meio Ambiente acontece todos os anos no dia 5 de junho e, neste ano, traz como tema a “Poluição do Ar”, uma questão crítica tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana.

Com o objetivo de unir esforços para combater este mal, que atinge todas as pessoas, mas é particularmente prejudicial às crianças e mulheres grávidas, a ONU Meio Ambiente no Brasil promove uma série de atividades em todo o território nacional durante a Semana do Meio Ambiente, entre os dias 1 e 9 de junho.

No período, o Programa realiza lançamentos, promove ações de engajamento digital, dialoga com vários setores da sociedade e apoia e promove eventos para #CombaterAPoluiçãoDoAr.

Nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram ar poluído. As emissões nocivas são responsáveis por uma em cada nove mortes em nível global e por 7 milhões de mortes prematuras por ano.

Só no continente americano, mais de 300.000 pessoas morrem anualmente devido à má qualidade do ar. Alguns poluentes atmosféricos também estão diretamente relacionados ao aquecimento global, contribuindo para o desenrolar de uma crise climática.

Para a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, este Dia Mundial do Meio Ambiente é uma oportunidade única para alertar pessoas, governos e organizações sobre esta ameaça silenciosa.

“Muitas vezes, não vemos os poluentes que estão no ar. Mas esta forma de poluição está matando tanto que já é chamada de ‘o novo tabaco’. A escolha do tema para guiar as ações neste ano é uma oportunidade para disseminar informações e estimular mais e melhores políticas públicas pela qualidade do ar, em todas as esferas – global, nacional, estadual e municipal. Também é um chamado para mais investimentos em tecnologias verdes e mudanças de hábito no dia a dia de cada cidadão”.

Anúncios pela qualidade do ar, em Brasília

No dia 5 de junho, o Governo do Brasil e a ONU Meio Ambiente irão promover um evento para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Na ocasião, o ministro Ricardo Salles irá anunciar o Lançamento da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar.

Em sinergia com a temática, o Programa ambiental da ONU se uniu à OPAS/OMS para lançar, no mesmo evento, a Campanha Respire Vida no Brasil. O objetivo é mobilizar as cidades e indivíduos para proteger a nossa saúde e a saúde do planeta dos efeitos nocivos provocados pela contaminação do ar.

A campanha combina especialistas em saúde pública e meio ambiente para o compartilhamento e divulgação de soluções para a poluição do ar, em apoio aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável, visando conectar cidades e sensibilizar público e gestores.

Como forma de colaborar com gestores municipais brasileiros nos primeiros passos para melhorar a qualidade do ar, as duas agências da ONU lançarão, junto com o anúncio da Campanha, a publicação “16 medidas pela qualidade do ar nas cidades: um chamado pela saúde e pelo meio ambiente”.

#PedalAmbiental: unindo vozes e pedais contra a poluição do ar pelo Brasil

Para que o Dia Mundial do Meio Ambiente possa gerar benefícios mútuos e de longo prazo, toda a sociedade precisa estar envolvida. Uma das ações centrais neste ano para sensibilizar e mobilizar a população brasileira é o #PedalAmbiental.

Junto com a União de Ciclistas do Brasil (UCB), a ONU Meio Ambiente está chamando grupos de bikers – profissionais, amadores e ciclistas de final de semana – a organizarem pedaladas em prol de um ar mais puro durante todos os dias da Semana do Meio Ambiente.

Promover a bicicletada e fazer parte deste movimento é mais simples do que aprender a andar de bicicleta: todas as instruções do #PedalAmbiental estão disponíveis aqui.

Adesões e iniciativas estaduais

Em Salvador (BA), especialistas da ONU Meio Ambiente participam do evento “Diálogos sobre Meio Ambiente, Saúde e Qualidade do Ar: avanços da agenda 2030”, nos dias 3 e 4 de junho, para debater questões como “resíduos, queimadas e poluição”, “mobilidade urbana e poluição do ar” e “educação e juventude pela qualidade do ar”.

O evento faz parte da Semana do Meio Ambiente do Governo do Estado da Bahia, organizada entre os dias 3 e 7 de junho.

Além disso, no dia 3 de junho, o Governo da Bahia, por meio do Secretário de Meio Ambiente, irá assinar o termo de compromisso e, posteriormente, o termo de adesão à Campanha Respire Vida.

Ainda, por meio do Secretário da Educação, irá assinar o termo de compromisso para que as escolas da rede estadual de ensino participem do desafio Campeões dos Oceanos: Desafio do Plástico, que visa sensibilizar jovens estudantes sobre o impacto do lixo nos ambientes costeiro e marinho.

Já no outro extremo do país, na cidade de Foz do Iguaçu (PR), a ONU Meio Ambiente e o Grupo Cataratas promoverão uma série de ações na Semana do Meio Ambiente.

A largada foi neste domingo (2), com a meia maratona para celebrar os 80 anos do Parque Nacional do Iguaçu. Os 4.500 atletas inscritos se depararam com mensagens sobre a poluição do ar durante todo o percurso e, ao final, também produziram mudas nativas.

Outras ações programadas incluem o plantio de mudas com os Escoteiros do Brasil, rodas de conversa sobre a poluição e lançamento de vídeos sobre o tema.

Foco em mobilidade urbana

Cerca de 76% da população brasileira vive em cidades e a tendência de aumento da urbanização nas próximas décadas coloca a discussão sobre cidades e mobilidade urbana no coração do desenvolvimento sustentável.

Em parceria com a Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a ONU Meio Ambiente está promovendo, durante todo o mês de junho, a ação “Deixe o carro em casa = Deixe a poluição em casa”.

A ideia é estimular, por meio de cartazes e banners em ônibus de todo o Brasil, a reflexão sobre o que cada cidadão pode fazer para reduzir a poluição do ar estimulando, ao mesmo tempo, o uso do transporte coletivo para deslocamentos nas cidades.

Ações de engajamento digital

Em 2019, um dos focos do Dia Mundial do Meio Ambiente são as atividades de ativação digital. A ONU Meio Ambiente lançou, de forma inédita, uma site totalmente em português para a data, que além de conteúdos informativos, tem uma área específica para governos, empresas e organizações registrarem seus eventos na Semana do Meio Ambiente.

O Programa também lançou o Desafio da Máscara, uma iniciativa que convida celebridades, influenciadores e usuários do Instagram, Facebook e Twitter a postem uma foto ou vídeo cobrindo o rosto e a boca, com uma máscara ou outras formas (a criatividade é que manda), em referência à demanda por ações urgentes pela qualidade do ar.

Dia Mundial dos Oceanos

O dia 8 de junho marca o Dia Mundial dos Oceanos. Para celebrar a data, a ONU Meio Ambiente fará parte da ação de limpeza de praia promovida pela ONG Route Brasil.

O mutirão (clean up) irá ocorrer em 10 pontos nos 18 quilômetros de extensão da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a participação dos Defensores #MaresLimpos Família Schurmann, Mateus Solano e Fe Cortez.

A Campanha #MaresLimpos terá uma tenda no Ponto 1 da ação, em parceria com a Volvo Penta. Na ocasião, a campanha também irá anunciar a assinatura do MOU com a Família Schurmann e o apoio ONU Meio Ambiente à expedição “Voz dos Oceanos”.

Outras ações no Dia Mundial do Meio Ambiente

Além das atividades mencionadas, a ONU Meio Ambiente também está engajada outras ações em prol da qualidade do ar. No Rio de Janeiro, no dia 5 de junho, irá promover uma palestra sobre Consumo e Produção Sustentáveis para membros da equipe, elenco e executivos da Globo, nos estúdios Globo, como parte da plataforma Menos é Mais, na Semana do Meio Ambiente da Globo.

Também irá apoiar à inauguração do Espaço Convivência Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro e participará da homenagem, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, ao Escotista Rubem Tadeu Perlingeiro por seu trabalho em defesa do meio ambiente, especialmente pela criação da Insígnia Mares Limpos no âmbito dos Escoteiros do Brasil.

Já em Brasília (DF), o Programa irá promover uma palestra sobre os trabalhos desenvolvidos pela organização no Brasil, durante a Semana do Meio Ambiente do Banco do Brasil.

Agenda de programação

De 1 a 9 de junho:

o #PedalAmbiental, com engajamento de grupos de bikers (profissionais, amadores e de final de semana) em todos os estados, de norte a sul do país.

o Desafio da Máscara: ativação nas redes sociais para reivindicar por um ar mais puro.

o Registre seu evento: ferramenta no site oficial do Dia Mundial do Meio Ambiente que convida pessoas, governos e organizações a registrarem seus eventos de celebração da data em um mapa. Além de certificado, a ação dá visibilidade global às atividades e as pessoas podem descobrir onde estão os eventos mais próximos de suas casas.

Todo o mês de junho:

o Ação “Deixe o carro em casa = Deixe a poluição em casa” com a NTU nos ônibus do transporte público em diversas cidades brasileiras.

30 de maio:

o Lançamento do curta documentário #SomosProtetores: a vida de quem cuida do planeta, na Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo.

3 de junho:

o Apoio ao evento “Diálogos sobre Meio Ambiente, Saúde e Qualidade do Ar: avanços da agenda 2030”, promovido pelo Governo do Estado da Bahia, em Salvador, de 3 de junho a 7 de junho.

o Assinatura do Governo do Estado da Bahia, por meio do Secretário de Meio Ambiente, do termo de compromisso para aderir à Campanha Respire Vida.

o Assinatura do Governo do Estado da Bahia, por meio do Secretário de Educação, do termo de compromisso ao Desafio Campeões dos Oceanos – uma saudável competição nas escolas para trabalhar a redução do lixo plástico entre estudantes de 8 anos ou mais.

5 de junho:

o Apoio ao evento oficial do Ministério do Meio Ambiente para o Dia Mundial do Meio Ambiente, com anúncio, pelo Ministro Ricardo Salles, do Lançamento da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar.

o Lançamento da Campanha Respire Vida, da ONU Meio Ambiente e OMS/OPAS, durante evento oficial no MMA;

o Lançamento da publicação “16 medidas pela qualidade do ar nas cidades: um chamado pela saúde e pelo meio ambiente”, em evento oficial no MMA.

o Palestra sobre Consumo e Produção Sustentáveis para membros da equipe, elenco e executivos da Globo, nos estúdios Globo, Rio de Janeiro, como parte da plataforma Menos é Mais, na Semana do Meio Ambiente da Globo;

o Assinatura do MOU (parceria) com a União dos Escoteiros do Brasil;

o Participação em homenagem ao Escotista Rubem Tadeu Perlingeiro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por seu trabalho em defesa do meio ambiente, especialmente pela criação da Insígnia Mares Limpos no âmbito dos Escoteiros do Brasil.

o Em parceria com o Grupo Cataratas, em Foz do Iguaçú, será feito: Lançamento de dois vídeos: “O que tira o seu ar” e “Não é porque você não vê que o problema não existe”; plantio de 300 mudas com os Escoteiros do Brasil; Meia Maratona das Cataratas e produção de 3.000 mudas de árvores com os atletas da meia maratona.

o Palestra na Semana do Meio Ambiente do Banco do Brasil, em Brasília.

o Apoio à inauguração do Espaço Convivência Sustentável da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.

8 de junho:

o Aquele Abraço – ação de clean up em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos, promovida pela ONG Route Brasil em 10 pontos nos 18km de extensão da praia da Barra da Tijuca, com participação dos Defensores #MaresLimpos Família Schurmann, Mateus Solano e Fe Cortez. A #MaresLimpos terá uma tenda no Ponto 1 da ação, em parceria com a Volvo Penta. Na ocasião, anunciaremos a assinatura do MOU com a Família Schurmann e o apoio ONU Meio Ambiente à expedição “Voz dos Oceanos”.

Fonte: ONU

Categoria: Brasil, Mundo
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Bioplásticos feitos de cânhamo são alternativa viável aos plásticos à base de petróleo

Publicado em 04/06/2019 às 09h27

O plástico de uso único (conhecido como descartável) é umas das fontes mais destrutivas de poluição a nível mundial. Com o acréscimo de aditivos e resinas artificiais, uma simples garrafa plástica pode levar 500 anos ou mais para se decompor no meio ambiente.

Neste exato momento, uma área coberta por plástico e lama equivalente ao tamanho de Minas Gerais está flutuando no Oceano Pacífico, sufocando e assassinando a vida marinha.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050 haverá mais plástico, em peso, do que peixes no oceano.

Não é exagero dizer que o nosso planeta está sendo sufocado pela indústria do plástico. Felizmente, um número crescente de pessoas têm procurado por alternativas que não poluam ainda mais a Terra. E uma solução pouco conhecida tem ganhado cada vez mais espaço nessa empreitada: o bioplástico feito de cânhamo.

O que é o cânhamo?

O cânhamo é uma planta de canabis cultivada por suas sementes, fibras e caule. As sementes são usadas na produção de alimentos, suplementos nutricionais, medicamentos e cosméticos. O caule e suas fibras são usadas na produção de papel, tecidos, cordas, compostos plásticos e materiais de construção. (via)

O plástico de cânhamo é 100% biodegradável

Uma das grandes vantagens do bioplástico de cânhamo (planta da mesma espécie da maconha, a Cannabis sativa, mas geneticamente distinta e usada para fins diferentes, é sua condição de ser totalmente biodegradável no meio ambiente. Enquanto uma sacola plástica convencional levará séculos para se degradar na natureza, o bioplástico leva de três a seis meses.

Naturalmente, isso significa que o bioplástico de cânhamo não é ideal para vasilhas e outros utensílios de longo prazo, mas é perfeito para uso único, como copos e canudos. Um substituto ideal.

Produzir plástico de cânhamo é mais benéfico para o meio ambiente

Outro benefício do uso do bioplástico de cânhamo sobre o plástico comum é que seu processo de fabricação não causa danos ao meio ambiente.

De acordo com a Forbes, a maioria dos produtos plásticos produzidos atualmente é feita com combustíveis fósseis extraídos por meio de fraturamento hidráulico (ou “fracking”), método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo.

Embora as empresas de energia classifiquem o fracking como um método “limpo”, a verdade é que ele pode poluir o ar, o solo e os lençóis freáticos com uma série de toxinas prejudiciais.

Como o bioplástico de cânhamo não é feito de combustíveis fósseis, ele não possui essa bagagem negativa que acompanha o plástico tradicional.

O cânhamo é uma ótima matéria-prima para a produção de bioplástico

Além de ser uma alternativa promissora, o cânhamo em si é uma excelente fonte de bioplástico. Um dos componentes essenciais desse material é a celulose.

Ao procurarmos uma fonte de bioplástico, geralmente nos concentramos em plantas que possuam altas concentrações de celulose. Além do cânhamo, duas das principais fontes de celulose existentes são o algodão e a madeira.

Em média, a madeira contém aproximadamente 40% de celulose e o algodão chega a 90%.

O cânhamo contém cerca de 65-75% de celulose. Embora ele venha em concentração inferior, leva-se em conta que o algodão requer 50% mais água para o cultivo e quatro vezes mais água para a etapa de processamento.

Assim, apesar do algodão concentrar mais celulose do que o cânhamo, gasta-se muito mais água para produzi-lo, causando um impacto ambiental mais considerável.

Combater a poluição e as mudanças climáticas não é e nunca foi uma tarefa fácil. Nas últimas décadas, os seres humanos estabeleceram-se com diversas tecnologias que fazem uso do plástico, invenções surpreendentes e muito dinâmicas, mas que são prejudiciais à natureza. Com a chegada das soluções bioplásticas, não precisaremos abrir mão delas. Mas precisamos migrar desde já.

Fonte: Razões para Acreditar

Categoria: Dicas, Mundo
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22 de março – Dia Mundial da Água

Publicado em 22/03/2019 às 09h48

O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 22 de março de 1992 e visa à conscientização da população a respeito dessa valiosa substância.

Categoria: Geral, Mundo
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Brasil é o 4º país do mundo que mais gera lixo plástico

Publicado em 07/03/2019 às 09h57

Estudo do WWF baseado em dados do Banco Mundial aponta que entre os 15 países que mais geram lixo plástico no Mundo, Brasil é o que menos recicla

Brasil produz 11.355.220 toneladas de lixo plástico por ano. Desse total, apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Bem abaixo da média global de reciclagem de lixo plástico, que é de 9%.
Brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo.
Os maiores produtores de lixo plástico no mundo são; EUA (70,7 milhões de toneladas), China (54,7 milhões de toneladas), Índia (19,3 milhões de toneladas), Brasil (11,3 milhões de toneladas) e Indonésia (9,8 milhões de toneladas).
Aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano – o que equivale à 23.000 Boeing 747 pousando nos oceanos todos os anos.
75% de todo o plástico produzido já foi descartado.
Até 2030, a poluição por plásticos nos oceanos deve chegar a 300 milhões de toneladas – o que corresponde a 26.000 garrafas de 500ml de água a cada km² de oceano.
Abordagens descoordenadas e fragmentadas para resolver esta crise não serão suficientes. Por isso é crucial que os líderes globais se comprometam a reduzir a poluição por plásticos.
A votação de um acordo global sobre o tema acontecerá em março, durante a UNEA-4, em Nairóbi, Quênia.

Brasília - DF, 5 de março de 2019 – A crise mundial da poluição por plásticos só vai piorar a menos que todos os atores da cadeia de valor dos plásticos se responsabilizem pelo custo real do material para a natureza e para as pessoas, alerta um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado hoje. O novo estudo, "Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização", reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

A proposta desse acordo global será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Em fevereiro, o WWF lançou uma petição para pressionar os líderes globais a defenderem esse acordo legalmente vinculativo sobre a poluição dos plásticos marinhos na UNEA-4, que até agora atraiu 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para participar da petição, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

Segundo o estudo lançado pelo WWF hoje, o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2, revela o estudo conduzido pelo WWF.

"Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza", afirma Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

De acordo com o estudo:

"O plástico não é inerentemente nocivo. É uma invenção criada pelo homem que gerou benefícios significativos para a sociedade. Infelizmente, a maneira com a qual indústrias e governos lidaram com o plástico e a maneira com a qual a sociedade o converteu em uma conveniência descartável de uso único transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial. Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado."


No Brasil

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O Brasil recicla apenas 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O levantamento foi realizado pelo WWF com números do Banco do Mundial e analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico a cada semana.

PRODUÇÃO E RECICLAGEM DE PLÁSTICO NO MUNDO

Números em toneladas 

País

Total de lixo plástico gerado*

Total incinerado

Total reciclado

Relação produção e reciclagem

Estados Unidos

70.782.577

9.060.170

24.490.772

34,60%

China

54.740.659

11.988.226

12.000.331

21,92%

Índia

19.311.663

14.544

1.105.677

5,73%

Brasil

11.355.220

0

145.043

1,28%

Indonésia

9.885.081

0

362.070

3,66%

Rússia

8.948.132

0

320.088

3,58%

Alemanha

8.286.827

4.876.027

3.143.700

37,94%

Reino Unido

7.994.284

2.620.394

2.513.856

31,45%

Japão

7.146.514

6.642.428

405.834

5,68%

Canadá

6.696.763

207.354

1.423.139

21,25%

 

Fonte: WWF / Banco Mundial (What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050)
*Valor total de lixo plástico descartado em resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais, resíduos de construção, lixo eletrônico e resíduos agrícolas, na fabricação de produtos durante um ano.

No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

"É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos", afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Impacto socioambiental
A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água. Os impactos diretos estão relacionados a não regulamentação global do tratamento de resíduos de plástico, ingestão de micro e nanoplásticos (invisível aos olhos) e contaminação do solo com resíduos.

A queima ou incineração do plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. O descarte ao ar livre também polui aquíferos, corpos d'água e reservatórios, provocando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.

Na poluição do solo, um dos vilões é o microplástico oriundo das lavagens de roupa doméstica e o nanoplástico da indústria de cosméticos, que acabam sendo filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual. Quando não são filtradas, essas partículas acabam sendo lançadas no ambiente, ampliando a contaminação.

Micro e nanoplásticos vêm sendo ainda consumidos por humanos via ingestão de sal, pescados, principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Estudos indicam que 241 em cada 259 garrafas de água também estão contaminadas com microplásticos. Apesar de alarmante, ainda são pouco conhecidos os impactos desta exposição humana, a longo prazo.

Apesar de ainda haver poucos estudos sobre o impacto da ingestão de plástico por seres humanos e outras espécies de animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 2018, que entender os efeitos do microplástico na água potável é um passo importante para dimensionar o impacto da poluição de plásticos em humanos.

No caminho das soluções
O estudo do WWF também aponta as possíveis soluções e caminhos capazes de estimular a criação de uma cadeia circular de valor ao plástico. Pensados para cada elo do sistema, que envolve a produção, consumo, descarte, tratamento e reúso do plástico, os cuidados necessários propostos oferecem uma orientação para os setores público e privado, indústria de reciclagem e consumidor final, de modo que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e estabeleçam uma cadeia circular completa.

Os principais pontos da proposta, são:

Cada produtor ser responsável pela sua produção de plástico – O valor de mercado do plástico virgem não é real pois não quantifica os prejuízos causados ao meio ambiente e também não considera os investimentos em reúso ou reciclagem. É necessário haver mecanismos para garantir que o preço do plástico virgem reflita seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados.
Zero vazamento de plástico nos oceanos – O custo da reciclagem é afetado pela falta de coleta e por fatores como lixo não confiável, ou seja, misturado ou contaminado. As taxas de coleta serão maiores se a responsabilidade pelo descarte correto for colocada em empresas produtoras dos produtos de plástico e não apenas no consumidor final, uma vez que serão encorajadas a buscar materiais mais limpos desde seu design até o descarte.
Reúso e reciclagem serem base para o uso de plástico – A reciclagem é mais rentável quando o produto pode ser reaproveitado no mercado secundário. Ou seja, o sucesso desse processo depende de que valor esse plástico é negociado e seu volume (que permita atender demandas industriais). Preço, em grande parte, depende de qualidade do material, e essa qualidade pode ser garantida quando há poucas impurezas no plástico, e quando ele é uniforme – em geral, oriundo de uma mesma fonte. Um sistema de separação que envolva as empresas produtoras do plástico ajuda a viabilizar esta uniformidade e volume, ampliando a chance de reúso.
Substituir o uso de plástico virgem por materiais reciclados. Produtos de plástico oriundo de uma única fonte e com poucos aditivos reduzem os custos de gerenciamento desses rejeitos e melhoram a qualidade do plástico para uso secundário. Por isso o design e o material de um produto são essenciais para diminuir esse impacto, e cabe às empresas a responsabilidade por soluções.
Reduzir o consumo de plástico resulta em mais opções de materiais que sirvam como opção ao plástico virgem, garantindo que seu preço reflita plenamente seu custo na natureza e, assim, desencorajando o modelo de uso único. "Criar uma cadeia circular de valor para o plástico requer melhorar os processos de separação e aumentar os custos por descarte, incentivando o desenvolvimento de estruturas para o tratamento de lixo", afirma Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

Biodiversidade
Estima-se que os resíduos plásticos existentes nos solos e rios seja ainda maior do que nos oceanos, impactando a vida de muitos animais e contaminando diversos ecossistemas, abrangendo agora os quatro cantos do mundo – inclusive a Antártida.

"No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico. Nas últimas décadas, o aumento de consumo de pescados aumentou em quase 200%. As pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar têm alto índice de toxinas pesadas geradas a partir do plástico em seu organismo, portanto, há impacto direto dos plásticos na saúde humana. Até as colônias de corais – que são as 'florestas submarinas' – estão morrendo. É preciso lembrar que os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra", afirma Anna Carolina Lobo, gerente do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Criado como uma solução prática para a vida cotidiana e difundido na sociedade a partir da segunda metade do século 20, o plástico há muito vem chamando atenção pela poluição que gera, uma vez que o material, feito principalmente a partir de petróleo e gás, com aditivos químicos, demora aproximadamente 400 anos para se decompor plenamente na natureza.

Estimativas indicam que, desde 1950, mais de 160 milhões de toneladas de plástico já foram depositadas nos oceanos de todo o mundo. Ainda assim, estudos indicam que a poluição de plástico nos ecossistemas terrestres pode ser pelo menos quatro vezes maior do que nos oceanos.

Os principais danos do plástico à natureza podem ser listados como estrangulamento, ingestão e danos ao habitat.

O estrangulamento de animais por pedaços de plástico já foi registrado em mais de 270 espécies animais, incluindo mamíferos, répteis, pássaros e peixes, ocasionando desde lesões agudas e até crônicas, ou mesmo a morte. Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies. A maior parte dos animais desenvolve úlceras e bloqueios digestivos que resultam em morte, uma vez que o plástico muitas vezes não consegue passar por seu sistema digestivo.

Peso na economia
A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –, aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, comércio marítimo e turismo. Enquanto o lixo plástico nos oceanos prejudica barcos e navios utilizados na pesca e no comércio marítimo, o plástico nas águas vem reduzindo o número de turistas em áreas mais expostas, como Havaí, Ilhas Maldivas e Coréia do Sul.


Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Estudo do WWF baseado em dados do Banco Mundial aponta que entre os 15 países que mais geram lixo plástico no Mundo, Brasil é o que menos recicla

  • Brasil produz 11.355.220 toneladas de lixo plástico por ano. Desse total, apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Bem abaixo da média global de reciclagem de lixo plástico, que é de 9%.
  • Brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo plástico por semana, uma das maiores médias do mundo.
  • Os maiores produtores de lixo plástico no mundo são; EUA (70,7 milhões de toneladas), China (54,7 milhões de toneladas), Índia (19,3 milhões de toneladas), Brasil (11,3 milhões de toneladas) e Indonésia (9,8 milhões de toneladas).
  • Aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano – o que equivale à 23.000 Boeing 747 pousando nos oceanos todos os anos.
  • 75% de todo o plástico produzido já foi descartado.
  • Até 2030, a poluição por plásticos nos oceanos deve chegar a 300 milhões de toneladas – o que corresponde a 26.000 garrafas de 500ml de água a cada km² de oceano.
  • Abordagens descoordenadas e fragmentadas para resolver esta crise não serão suficientes. Por isso é crucial que os líderes globais se comprometam a reduzir a poluição por plásticos.
  • A votação de um acordo global sobre o tema acontecerá em março, durante a UNEA-4, em Nairóbi, Quênia.

 

Brasília - DF, 5 de março de 2019 – A crise mundial da poluição por plásticos só vai piorar a menos que todos os atores da cadeia de valor dos plásticos se responsabilizem pelo custo real do material para a natureza e para as pessoas, alerta um relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado hoje. O novo estudo, "Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização", reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

A proposta desse acordo global será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Em fevereiro, o WWF lançou uma petição para pressionar os líderes globais a defenderem esse acordo legalmente vinculativo sobre a poluição dos plásticos marinhos na UNEA-4, que até agora atraiu 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para participar da petição, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

Segundo o estudo lançado pelo WWF hoje, o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2, revela o estudo conduzido pelo WWF.

"Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza", afirma Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

De acordo com o estudo:

"O plástico não é inerentemente nocivo. É uma invenção criada pelo homem que gerou benefícios significativos para a sociedade. Infelizmente, a maneira com a qual indústrias e governos lidaram com o plástico e a maneira com a qual a sociedade o converteu em uma conveniência descartável de uso único transformou esta inovação em um desastre ambiental mundial. Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado."

 

No Brasil

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O Brasil recicla apenas 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O levantamento foi realizado pelo WWF com números do Banco do Mundial e analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico a cada semana.

PRODUÇÃO E RECICLAGEM DE PLÁSTICO NO MUNDO

Números em toneladas

 

País

Total de lixo plástico gerado*

Total incinerado

Total reciclado

Relação produção e reciclagem

Estados Unidos

70.782.577

9.060.170

24.490.772

34,60%

China

54.740.659

11.988.226

12.000.331

21,92%

Índia

19.311.663

14.544

1.105.677

5,73%

Brasil

11.355.220

0

145.043

1,28%

Indonésia

9.885.081

0

362.070

3,66%

Rússia

8.948.132

0

320.088

3,58%

Alemanha

8.286.827

4.876.027

3.143.700

37,94%

Reino Unido

7.994.284

2.620.394

2.513.856

31,45%

Japão

7.146.514

6.642.428

405.834

5,68%

Canadá

6.696.763

207.354

1.423.139

21,25%

Fonte: WWF / Banco Mundial (What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050)
*Valor total de lixo plástico descartado em resíduos sólidos urbanos, resíduos industriais, resíduos de construção, lixo eletrônico e resíduos agrícolas, na fabricação de produtos durante um ano.

No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

"É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos", afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Impacto socioambiental
A poluição do plástico afeta a qualidade do ar, do solo e sistemas de fornecimento de água. Os impactos diretos estão relacionados a não regulamentação global do tratamento de resíduos de plástico, ingestão de micro e nanoplásticos (invisível aos olhos) e contaminação do solo com resíduos.

A queima ou incineração do plástico pode liberar na atmosfera gases tóxicos, alógenos e dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, extremamente prejudiciais à saúde humana. O descarte ao ar livre também polui aquíferos, corpos d'água e reservatórios, provocando aumento de problemas respiratórios, doenças cardíacas e danos ao sistema nervoso de pessoas expostas.

Na poluição do solo, um dos vilões é o microplástico oriundo das lavagens de roupa doméstica e o nanoplástico da indústria de cosméticos, que acabam sendo filtrados no sistema de tratamento de água das cidades e acidentalmente usados como fertilizante, em meio ao lodo de esgoto residual. Quando não são filtradas, essas partículas acabam sendo lançadas no ambiente, ampliando a contaminação.

Micro e nanoplásticos vêm sendo ainda consumidos por humanos via ingestão de sal, pescados, principalmente mariscos, mexilhões e ostras. Estudos indicam que 241 em cada 259 garrafas de água também estão contaminadas com microplásticos. Apesar de alarmante, ainda são pouco conhecidos os impactos desta exposição humana, a longo prazo.

Apesar de ainda haver poucos estudos sobre o impacto da ingestão de plástico por seres humanos e outras espécies de animais, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 2018, que entender os efeitos do microplástico na água potável é um passo importante para dimensionar o impacto da poluição de plásticos em humanos.

No caminho das soluções
O estudo do WWF também aponta as possíveis soluções e caminhos capazes de estimular a criação de uma cadeia circular de valor ao plástico. Pensados para cada elo do sistema, que envolve a produção, consumo, descarte, tratamento e reúso do plástico, os cuidados necessários propostos oferecem uma orientação para os setores público e privado, indústria de reciclagem e consumidor final, de modo que todos consumam menos plástico virgem (o plástico novo) e estabeleçam uma cadeia circular completa.

Os principais pontos da proposta, são:

  • Cada produtor ser responsável pela sua produção de plástico – O valor de mercado do plástico virgem não é real pois não quantifica os prejuízos causados ao meio ambiente e também não considera os investimentos em reúso ou reciclagem. É necessário haver mecanismos para garantir que o preço do plástico virgem reflita seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados.
  • Zero vazamento de plástico nos oceanos – O custo da reciclagem é afetado pela falta de coleta e por fatores como lixo não confiável, ou seja, misturado ou contaminado. As taxas de coleta serão maiores se a responsabilidade pelo descarte correto for colocada em empresas produtoras dos produtos de plástico e não apenas no consumidor final, uma vez que serão encorajadas a buscar materiais mais limpos desde seu design até o descarte.
  • Reúso e reciclagem serem base para o uso de plástico – A reciclagem é mais rentável quando o produto pode ser reaproveitado no mercado secundário. Ou seja, o sucesso desse processo depende de que valor esse plástico é negociado e seu volume (que permita atender demandas industriais). Preço, em grande parte, depende de qualidade do material, e essa qualidade pode ser garantida quando há poucas impurezas no plástico, e quando ele é uniforme em geral, oriundo de uma mesma fonte. Um sistema de separação que envolva as empresas produtoras do plástico ajuda a viabilizar esta uniformidade e volume, ampliando a chance de reúso.
  • Substituir o uso de plástico virgem por materiais reciclados. Produtos de plástico oriundo de uma única fonte e com poucos aditivos reduzem os custos de gerenciamento desses rejeitos e melhoram a qualidade do plástico para uso secundário. Por isso o design e o material de um produto são essenciais para diminuir esse impacto, e cabe às empresas a responsabilidade por soluções.

Reduzir o consumo de plástico resulta em mais opções de materiais que sirvam como opção ao plástico virgem, garantindo que seu preço reflita plenamente seu custo na natureza e, assim, desencorajando o modelo de uso único. "Criar uma cadeia circular de valor para o plástico requer melhorar os processos de separação e aumentar os custos por descarte, incentivando o desenvolvimento de estruturas para o tratamento de lixo", afirma Gabriela Yamaguchi, diretora de Engajamento do WWF-Brasil.

Biodiversidade
Estima-se que os resíduos plásticos existentes nos solos e rios seja ainda maior do que nos oceanos, impactando a vida de muitos animais e contaminando diversos ecossistemas, abrangendo agora os quatro cantos do mundo – inclusive a Antártida.

"No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico. Nas últimas décadas, o aumento de consumo de pescados aumentou em quase 200%. As pesquisas realizadas no país comprovaram que os frutos do mar têm alto índice de toxinas pesadas geradas a partir do plástico em seu organismo, portanto, há impacto direto dos plásticos na saúde humana. Até as colônias de corais – que são as 'florestas submarinas' – estão morrendo. É preciso lembrar que os oceanos são responsáveis por 54,7% de todo o oxigênio da Terra", afirma Anna Carolina Lobo, gerente do Programa Mata Atlântica e Marinho do WWF-Brasil.

Criado como uma solução prática para a vida cotidiana e difundido na sociedade a partir da segunda metade do século 20, o plástico há muito vem chamando atenção pela poluição que gera, uma vez que o material, feito principalmente a partir de petróleo e gás, com aditivos químicos, demora aproximadamente 400 anos para se decompor plenamente na natureza.

Estimativas indicam que, desde 1950, mais de 160 milhões de toneladas de plástico já foram depositadas nos oceanos de todo o mundo. Ainda assim, estudos indicam que a poluição de plástico nos ecossistemas terrestres pode ser pelo menos quatro vezes maior do que nos oceanos.

Os principais danos do plástico à natureza podem ser listados como estrangulamento, ingestão e danos ao habitat.

O estrangulamento de animais por pedaços de plástico já foi registrado em mais de 270 espécies animais, incluindo mamíferos, répteis, pássaros e peixes, ocasionando desde lesões agudas e até crônicas, ou mesmo a morte. Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade.

A ingestão de plástico já foi registrada em mais de 240 espécies. A maior parte dos animais desenvolve úlceras e bloqueios digestivos que resultam em morte, uma vez que o plástico muitas vezes não consegue passar por seu sistema digestivo.

Peso na economia
A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente –, aponta que os principais setores diretamente afetados são o pesqueiro, comércio marítimo e turismo. Enquanto o lixo plástico nos oceanos prejudica barcos e navios utilizados na pesca e no comércio marítimo, o plástico nas águas vem reduzindo o número de turistas em áreas mais expostas, como Havaí, Ilhas Maldivas e Coréia do Sul.

 


Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Brasil, Mundo
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Estudo analisa 50 anos de comércio de aves na Amazônia

Publicado em 21/01/2019 às 09h20

Após décadas de exploração intensiva e declínios maciços em muitas populações de aves, em 1967, o Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir a venda comercial de animais silvestres

A África do Sul foi o maior exportador mundial de papagaios sul-americanos entre 2000 e 2013, depois que os países da Amazônia "abandonaram a possibilidade de produzir e exportar legalmente e competitivamente sua vida selvagem". Isso é o que revela um novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela TRAFFIC com apoio do WWF.

"Bird's-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries" (ou em tradução livre - Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia), oferece um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies.

Historicamente, as aves eram comercializadas em grandes quantidades na região nos primeiros anos do século XX. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate. Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais de estimação em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis.

Após décadas de exploração intensiva e declínios maciços em muitas populações de aves, em 1967, o Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres, colocando ênfase na criação em cativeiro como alternativa de conservação.

Nas décadas seguintes, centenas de milhares de aves foram capturadas para abastecer o comércio internacional, muitas delas "lavadas" por canais legais na Argentina, Bolívia e Paraguai. Na década de 1980, estima-se que tenham sido capturadas até 10 mil araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), muitas delas terminando em criadouros em cativeiro. Como resultado, as Filipinas tornaram-se o principal exportador mundial de araras-azuis, enquanto a população selvagem da espécie está se recuperando no Brasil graças a intensas ações de conservação.

Apesar da suspensão da exploração comercial, para muitas espécies, a recuperação tem sido dificultada por novos cenários de degradação, poluição ou perda do habitat natural. A degradação ambiental - nos habitats terrestres e aquáticos, é a maior ameaça para a maioria das espécies, que tenha sido afetada anteriormente por exploração comercial ou não.

O biólogo e analista de conservação do WWF-Brasil, Felipe Feliciani, destaca o papel inovador do Brasil ao proibir, em 1967, a captura e o comércio de animais silvestres. "O tráfico de animais é um triste exemplo de como o combate à ilegalidade ambiental ainda deve ser uma batalha constante no Brasil, com recursos e apoio para preservar a magnífica fauna brasileira".

Atualmente, um importante incentivo econômico para a conservação de aves no Brasil, no Equador e na Colômbia é o turismo de observação de aves. O Peru também está se promovendo ativamente como um destino de observação de aves, mas ao lado de Guiana e Suriname, o país também permite a exportação de aves capturadas em meio selvagem de cerca de 101 espécies, todas relativamente comuns.

Embora as proibições tenham resultado no desaparecimento de pássaros à venda nas ruas de muitos países da América do Sul, grande parte do comércio foi para a clandestinidade. O Peru, enquanto receptor e fonte de espécies de aves silvestres de e para seus vizinhos, é o maior desafio regional. Além disso, o Brasil continua a ter um sério problema com o comércio interno de pássaros, apesar dos esforços rigorosos de aplicação da lei.

Em média entre 30 e 35 mil aves são confiscadas anualmente, um número que não variou significativamente nos últimos 15 anos. Muitas dessas aves são destinadas a "competições de canto de pássaros", onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo.

No geral, o estudo constata que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas, embora isso seja "principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores".

No entanto, a redução substancial na maioria dos mercados urbanos sul-americanos que anteriormente constituíam grandes centros de comércio de aves é uma grande conquista nas últimas décadas. Milhões de aves foram poupadas quando esses mercados locais entraram em colapso, uma realidade ainda distante de no contexto do Sudeste Asiático.

"As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas: para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul" conclui o especialista Ortiz-von Halle, autor do estudo.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Categoria: Geral, Mundo
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Gorilas-das-montanhas emergem da extinção em grande vitória da conservação

Publicado em 21/01/2019 às 09h08

Uma década atrás, haviam apenas 680 gorilas-das-montanhas vivendo na selva.

Hoje, há mais de 1.000 graças aos esforços de conservação de grupos de defesa dos animais, uma recuperação histórica para as espécies de reprodução lenta, de acordo com a União Internacional de Cientistas Preocupados (IUCN).

Ainda assim, os gorilas ainda são considerados ” levemente ameaçados”, não estando fora da faixa de extinção (ainda), mas com uma melhora de status, antes considerado “criticamente ameaçado” no catálogo da entidade, status considerado muito próximo da extinção definitiva de uma espécie.

“Estamos mais próximos de alcançarmos populações saudáveis ​​e estáveis ​​de gorilas-das-montanhas, graças ao compromisso extraordinário de tantas pessoas dedicadas”, disse Bas Huijbregts, gerente de espécies africanas do World Wildlife Fund US, em um comunicado. “Dito isto, os gorilas-das-montanhas continuam em perigo e dependem de esforços de conservação constantes.”

“A boa notícia é que esses esforços estão funcionando”, acrescentou ele. “O foco contínuo no envolvimento da comunidade, na prevenção da transmissão de doenças e no cumprimento da lei pode dar aos gorilas-das-montanhas uma chance maior de sobrevivência. Esses esforços são um exemplo brilhante para muitas outras espécies que precisam de uma ação global de conservação.”

Os gorilas-das-montanhas restantes do mundo vivem em áreas protegidas na República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda.

Eles geralmente viajam em grupos compostos de um macho, três fêmeas e quatro a cinco descendentes, e sobrevivem de frutas, cascas de árvores, polpas, brotos e afins, de acordo com a National Geographic.

Seu declínio começou no início do século 20, quando os gorilas foram catalogados como espécie. Sua descoberta científica inaugurou o que se tornou um ataque implacável de “caça descontrolada, guerra, doenças, destruição de seu habitat florestal e captura para o comércio ilegal de animais de estimação”, segundo o WWF .

Como muitos animais, a população de gorilas-das-montanhas despencou em uma relação inversa com a de seres humanos, que só aumentou com o passar do tempo.

Conforme os seres humanos desmatam as florestas, transformando-as em áreas agricultáveis, o habitat dos gorilas diminuem.

Balas perdidas e outros projéteis também ferem os animais em épocas de conflito, como guerras civis, e o aumento de incêndios florestais causados ​​pelo homem prejudicam ainda mais a população primata. Por fim, os seres humanos também os expõem a novas doenças, que causaram graves prejuízos à população.

Depois que a comunidade científica e local notaram que os gorilas estavam próximos de desaparecer para sempre, os esforços começaram a restaurar a população.

Santuários foram instalados para os gorilas andarem sem interferência humana, campanhas policiais reduziram a caça furtiva e veterinários foram enviados para cuidar dos animais em uma base contínua, de acordo com a Associated Press.

“No contexto das extinções de populações selvagens ao redor do mundo, este é um notável sucesso de conservação”, disse Tara Stoinski, presidente e cientista-chefe do Dian Fossey Gorilla Fund.

“Este é um farol de esperança pois conseguimos aumentar a população primata em um país recentemente devastado pela guerra e ainda muito pobre”, disse Stoinski, que também é membro do grupo de especialistas em primatas da IUCN, que recomendou a mudança de status.

Outra causa da recuperação tem sido o ecoturismo sustentável, um modelo que pode ser replicado para outros animais e outras nações ao redor do mundo. Em vez de remover habitats naturais dos animais, os governos podem criar negócios turísticos prósperos que mantenham a integridade desses habitats.

“O ecoturismo dos primatas, feito corretamente, pode ser uma força realmente significativa para financiar a conservação”, disse Russ Mittermeier, diretor de conservação da Global Wildlife Conservation, à AP. “Isso dá aos governos e comunidades locais um incentivo econômico tangível para proteger esses habitats e espécies.”

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Fonte: Global Citizen

Categoria: Geral, Mundo
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Startup cria dispositivo para transformar qualquer bicicleta em elétrica – de forma super simples!

Publicado em 28/12/2018 às 17h49

Você adora andar de bike, mas sente aquela dificuldade em dias quentes ou longas distâncias? Uma startup austríaca pretende acabar com esse problema da forma mais simples possível! Com a compra do kit e passo-a-passo rápido, qualquer pessoa conseguirá transformar uma bicicleta comum em elétrica.

A solução, batizada de “add-e”, pesa apenas dois quilos e é composto por sensores sem fio que transmite o cálculo do movimento do pedal e velocidade em questão de segundos. A bateria, que pode durar até quatro horas de uso contínuo, é facilmente recarregada. O motor, que é ativado apenas quando os sensores percebem o movimento do pedal, possui cinco diferentes velocidades – e pode ser facilmente desligado.

Outra vantagem é que, devido a fácil instalação, é possível compartilhar o kit com outras pessoas e bicicletas. Assim, além de colaborativo, reduz a dor no coração quando é preciso trocar a magrela!

Por conta do barulho, que costumava incomodar os usuários do dispositivo, a empresa anunciou que está desenvolvendo e testando uma nova geração que tornará a pedalada mais silenciosa e agradável. A nova versão deve estar disponível na europa em abril de 2019. Esperamos ansiosos no Brasil!

Assista ao vídeo do pedido de financiamento coletivo para as alterações mencionadas.

Foto: Divulgação

Fonte: Razões para Acreditar

Categoria: Dicas, Mundo
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Começa chuva de estrelas cadentes: 100 meteoros por hora

Publicado em 13/12/2018 às 10h02

Torça pra fazer tempo bom onde você está. Chegou a época da chuva de meteoros Geminídeas, ou estrelas cadentes como se diz. Essa é uma das poucas chuvas intensas favoráveis para se observar aqui no hemisfério sul.  A taxa de meteoros prevista este ano é de 100 a 120 por hora.

O pico dessa chuva será na virada desta quinta, 13,  para sexta , 14 de dezembro, mas ela já está ativa há alguns dias. Depois do dia 14, o número de meteoros cai drasticamente, outra característica dos Geminídeos, mas vale a pena tentar de sexta para sábado também.

A chuva ocorre, como o nome indica, partindo da constelação de Gêmeos. O radiante fica alto lá pelas 23 horas (horário de Brasília) para localidades no Sudeste. Mais ao norte, mais cedo e mais ao sul, mais tarde.<

Mas isso não significa que você precisa esperar até esse horário. Antes do radiante aparecer é possível avistar meteoros cruzando o céu, mas certamente depois das 23 horas a quantidade deles deve aumentar.

Como ver

Posicione-se para a direção nordeste, de preferência em uma daquelas cadeiras de praia para evitar um torcicolo. Deitar no chão também é outro jeito confortável de observar. Não é preciso nenhum equipamento especial, aliás, quanto maior a área de visão no céu, melhor.

Procure um local escuro e, sobretudo, seguro. Nesse horário a Lua estará se pondo deixando o céu escuro, favorecendo a observação.

Com informações do G1

Categoria: Geral, Mundo
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Reunião do G20: Trégua na guerra comercial EUA-China e renovação de compromissos com o clima e a sustentabilidade

Publicado em 06/12/2018 às 08h29

Arnaldo Francisco Cardoso

Com uma declaração final incluindo temas sensíveis como clima e livre comércio assinada por todos os membros do G20, a reunião do grupo das vinte maiores economias do mundo, realizada em Buenos Aires, pode ser avaliada como bem sucedida uma vez que as expectativas em seu início eram bastante pessimistas dadas as sérias divergências e disputas em temas cruciais para a ordem política e econômica mundial.

As dificuldades para o avanço de negociações multilaterais que requerem a disposição para ceder em nome de um bem comum já podiam ser percebidas a começar pela situação da própria Argentina, anfitriã da reunião que ocorreu pela primeira vez num país da América Sul. O segundo maior país da região enfrenta uma grave crise econômica e política com o governo de Maurício Macri tendo sua popularidade em acentuado declínio.

Entre os presentes, outro governante em situação delicada era o presidente da França, Emmanuel Macron que viajou para Buenos Aires em meio a mais grave crise que seu governo enfrenta e que teve numa decisão de aumento do preço dos combustíveis para financiar projetos de "transição ecológica" o estopim da crise.

Outro acontecimento nas vésperas da reunião de Buenos Aires que terminou por piorar o clima geral foi o cancelamento por parte da diplomacia norte-americana da reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin em função da evolução da crise envolvendo a Guarda Costeira russa e navios ucranianos na entrada do estreito de Kerch.

Mas o foco das atenções estavam mesmo em outro ringue, ocupado pelos presidentes Donald Trump e Xi Jimping que, nos últimos meses se enfrentaram numa grave guerra comercial com sérios reflexos sobre os mais importantes fluxos do comércio mundial.

E foi dessa difícil crise que saiu um acordo que, por noventa dias estabelece uma trégua entre EUA e China para que se restabeleçam negociações visando o equacionamento de interesses conflitantes. Abriu-se também espaço para avanço das negociações para reforma da OMC e, com isso, restabelecimento de autoridade e credibilidade da organização multilateral global como fórum privilegiado para a solução de controvérsias do comércio internacional.

Ao Brasil coube apenas espaço de coadjuvante, com o presidente brasileiro que desde o início de seu precário governo não ocupou qualquer espaço de relevo em fóruns internacionais. Sobre o novo presidente brasileiro eleito, a comunidade internacional espera com certa curiosidade e apreensão suas primeiras ações, uma vez que mesmo antes de assumir o poder já foi capaz de produzir discórdia e veementes críticas entre muitos de seus principais parceiros internacionais. Exemplo disto foi o mal-estar provocado pela decisão de cancelamento por parte do governo brasileiro de sediar a COP25 além de declarações de membros do novo governo mostrando desprezo por estudos sobre mudanças climáticas e pouca disposição a cumprir responsabilidades assumidas em fóruns multilaterais. Com isso o governo dilapida um dos seus principais capitais políticos em mesas de negociações internacionais.

Mas mais importante que declarações do presidente brasileiro em exercício ou do novo presidente eleito, foram as declarações de Xi Jimping sobre a irreversibilidade da agenda ambiental e a concordância de Donald Trump em assinar a declaração final da reunião em que constam os compromissos assumidos pelos signatários do Acordo de Paris e do Plano de Ação de Hamburgo que terminaram por restabelecer alguma esperança, ao final da reunião, na aposta na arte de negociar como um dos meios mais elevados e vantajosos da ação política.

Arnaldo Francisco Cardoso é pesquisador e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Alphaville nas áreas de Comércio e Relações Internacionais.

Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

Categoria: Mundo
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Relatório revela que a Natureza está no limite

Publicado em 31/10/2018 às 16h22

Relatório Planeta Vivo 2018, do WWF, revela um grau impressionante de impacto humano no planeta

A forma como alimentamos, abastecemos e financiamos nossa sociedade e economia está levando a natureza e os benefícios que ela nos fornece ao limite. É o que diz o Relatório Planeta Vivo 2018 divulgado hoje pelo WWF. O documento apresenta uma imagem preocupante do impacto da atividade humana sobre a vida selvagem, florestas, oceanos, rios e clima do mundo, destacando que a janela de tempo para tomar uma atitude está se fechando rapidamente.

Um dos indicadores usados no relatório, o Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Zoological Society of London (ZSL), que acompanha as tendências na abundância global de vida selvagem, indica que as populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram em média 60% entre 1970 e 2014. As principais ameaças às espécies identificadas no relatório estão diretamente ligadas às atividades humanas, incluindo perda e degradação de habitats e exploração excessiva da vida selvagem.

"A ciência está mostrando a dura realidade que nossas florestas, oceanos e rios estão sofrendo em nossas mãos. Centímetro por centímetro, espécie por espécie, a redução do número de animais e locais selvagens é um indicador do tremendo impacto e pressão que estamos exercendo sobre o planeta, esgarçando o tecido vivo que nos sustenta: natureza e biodiversidade ", disseMarco Lambertini, diretor-geral do WWF Internacional. O Brasil no cenário global de degradação Neste cenário, o Brasil merece atenção especial. Além da comprovada importância da Amazônia para a regulação do clima da Terra, nosso país concentra a maior biodiversidade do planeta e uma enorme disponibilidade de recursos hídricos.

Ao mesmo tempo, estamos na região que mais sofre com a perda de biodiversidade. A estimativa é que desde a década de 1970 o tamanho das populações das espécies que habitam as Américas do Sul e Central tenha sido reduzido em 89%. A maior causa desta perda de espécies é o desmatamento e, no nosso caso, ainda somos a maior fronteira de desmatamento do mundo – mais de 1,4 milhões de hectares de vegetação natural são perdidos por ano. Nos últimos 50 anos, 20% da Amazônia já desapareceu. Especialistas indicam que se o desmatamento total alcançar 25%, esse bioma chegará ao "ponto de não retorno", podendo entrar em colapso. 

O relatório aponta também a região do Cerrado como uma das maiores frentes de desmatamento no mundo. Além de um golpe em nossa biodiversidade, o desmatamento no Cerrado atinge diretamente nossa capacidade hídrica, uma vez que as águas que nascem neste bioma alimentam alguns dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo, além de seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras. A mudança de uso do solo, principalmente o desmatamento, também é o maior fator de emissão de gases de efeito estufa do Brasil. Entre 1990 e 2013, a mudança de uso do solo foi responsável por 62.1% do total de emissões do país, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

As ameaças às espécies estão presentes em vários biomas brasileiros. A Jandaia-amarela (Aratinga solstitialis), o Tatu-bola (Tolipeutes tricinctus), o Muriqui-do-sul (Brachyteles aracnoides) e o Uacari (Cacajao hosomi) são exemplos de espécies em perigo de extinção em função da perda de seu ambiente natural. O Boto (Inia geoffrensis) é uma espécie em perigo de extinção devido à tendência de redução populacional no futuro, em função da degradação de seu ambiente.

O Relatório Planeta Vivo 2018 também aborda a importância e o valor da natureza para o bem-estar social e econômico global. Além de ajudar a garantir o fornecimento de ar fresco, água potável, alimentos, energia, medicamentos e outros recursos,estima-se que a natureza forneça ao mundo serviços da ordem de 125 trilhões de dólares a cada ano. 

"Tudo está diretamente conectado. Dos insetos e pássaros que polinizam as lavouras que nos alimentam, passando pelo suprimento de água limpa da qual dependem todas as nossas atividades até o ar que respiramos a cada segundo. A proteção das florestas, dos recursos hídricos, da biodiversidade é também a proteção das pessoas e da nossa sociedade. Comprometer o meio ambiente é comprometer o nosso futuro", afirma Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. Isso pode mudar Embora o cenário apresentado no relatório mostre uma realidade aterradora, existe esperança. A natureza possui capacidade de regeneração, mas para reverter a situação atual será preciso muito trabalho e mudanças significativas na forma como nos relacionamos com o meio ambiente.

Em agosto deste ano, por exemplo, após mais de dez anos de ações de preservação e conscientização, pesquisadores do Parque Nacional do Iguaçu comemoraram o aumento de 30% na quantidade de Onças Pintadas (Panthera onca) na região do Parque Nacional do Iguaçu. Caso parecido é o das Baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) que já chegaram à beira da extinção por conta da pesca e hoje voltaram às dezenas de milhares.

O Brasil tem um papel decisivo na redução da degradação ambiental, com mais de 60% de seu território coberto por vegetação natural e com uma posição extremamente importante na produção de alimentos para o mundo, precisamos conciliar estas duas realidades. Estudos mostram que podemos atender as expectativas futuras de produção de alimentos sem derrubar mais nenhuma árvore. Temos 50 milhões de hectares de pastagens degradadas, áreas subutilizadas, perdendo solo, contaminando rios e emitindo mais gases do efeito estufa, que podem ser reabilitadas para a produção, evitando-se mais desmatamento e a consequente perda de biodiversidade e emissões de gases do efeito estufa.

O Relatório Planeta Vivo 2018 destaca a oportunidade que a comunidade global tem de proteger e restaurar a natureza até 2020, um ano crítico em que os líderes devem medir o progresso alcançado na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris..

O Capítulo 4 do relatório é inspirado em um artigo científico intitulado "Mirando mais alto para dobrar a curva da perda de biodiversidade", que sugere um roteiro para as metas, indicadores e métricas que os 196 Estados membros da CDB poderiam considerar para entregar um acordo global urgente, ambicioso e eficaz para a natureza (como o mundo fez pelo clima em Paris), quando se reunir na 14ª Conferência das Partes da CDB no Egito, em novembro deste ano.

"As estatísticas são assustadoras, mas nem tudo está perdido. Temos a oportunidade de projetar um novo caminho que nos permita coexistir de forma sustentável com a natureza da qual dependemos. Nosso relatório estabelece uma agenda ambiciosa para a mudança. Vamos precisar da sua ajuda para alcançá-lo", disse o Prof. Ken Norris, Diretor de Ciências da ZSL.

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

 

Categoria: Geral, Mundo
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