Minas Gerais

Zé da Luz na estrada: Energisa alerta sobre cuidados com a rede elétrica

Publicado em 12/11/2018 às 15h12

Com orientações importantes sobre os riscos e perigos de se aproximar da rede elétrica, o projeto ‘Zé da Luz na Escola’ da Energisa está na estrada. Em outubro, mais de 700 crianças assistiram à peça teatral ‘Segurança Sempre’, conduzida pelo Grupo Pera, com o objetivo conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre os riscos e perigos de se aproximar da rede elétrica, reforçando que a segurança deve estar sempre em primeiro lugar.

Neste mês de novembro, o projeto visitará mais três cidades de Minas. As escolas visitadas serão:

  •         Centro Educacional Municipal 2000, em Pirapetinga, no dia 12 de novembro;
  •         Escola Municipal Albertina Lima da Costa Duarte, em Visconde do Rio Branco, no dia 26 de novembro; e
  •         Escola Municipal Professora Stela Fidelis, em Muriaé, no dia 28 de novembro.

Este ano, o projeto Zé da Luz na Escola já percorreu 34 escolas da área de concessão da Energisa Minas Gerais, beneficiando mais de 10 mil alunos. Fique atento você também e siga as orientações da Energisa, repasse aos filhos, amigos e parentes e evite acidentes:

  •         materiais metálicos como escadas, barras de ferro, arames, trilhos de cortina, antenas devem ficar longe da rede elétrica;
  •         nada pode ser construído próximo à rede elétrica;
  •         aparelhos elétricos devem ficar longe de locais molhados;
  •         fique longe de fios caídos;
  •         remendos em fios podem causar choque.

Ao soltar pipas:

  •         escolha lugares abertos, longe da rede elétrica, como campos de futebol e parques;
  •         nunca tente retirar pipa enrolada em fios elétricos;
  •         jamais use cerol. O uso do cerol pode se transformar em uma arma. Ele deixa as linhas das pipas como uma lâmina afiada, o que pode machucar pessoas, causar mortes e romper os fios com mais facilidade.
  •         não use papel alumínio ou fios metálicos para fazer a sua pipa. Esses materiais conduzem energia elétrica com mais facilidade e provocam choques e curto-circuito.

Veja outras notícias em nosso site: www.energisa.com.br e acompanhe a Energisa nas redes sociais: Facebook e Twitter.

Categoria: Minas Gerais, Região
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Festival BH Sustentável acontece neste final de semana em novo local

Publicado em 12/09/2018 às 15h12

Nos dias 15 e 16 de setembro, a partir das 12h, a capital mineira sediará o festival que reúne workshops e palestras direcionadas à evolução do ser humano e sustentabilidade, além dos shows das bandas Falamansa, CPM 22, Maneva, 1Kilo, Ponto de Equilíbrio e Poesia Acústica, no estacionamento do Raja Grill

Devido ao grande interesse do público, e com o objetivo de atender a todos com a máxima qualidade e comodidade, a Curió Produções e GET Produções anunciaram mudança no local da realização do Festival BH Sustentável. Neste final de semana, dias 15 e 16 de setembro, sábado e domingo, a partir de 12h, o Estacionamento do Raja Grill (Av. Raja Gabáglia, 3385 - São Bento, Belo Horizonte – MG) receberá o novo conceito de evento relacionado à sustentabilidade, que promete encantar os mineiros. A festa reunirá em um só lugar atrações culturais, shows, palestras, workshops e variadas atividades de conversa que terão como intuito promover a consciência ambiental, com presença confirmada das bandas Maneva, 1Kilo, Falamansa, CPM 22, Poesia Acústica e Ponto de Equilíbrio.

Segundo os organizadores, o BH Sustentável vai além da música e da arte, prometendo deixar um legado para a cidade. Com forte apelo social, o evento apresenta o conceito de promover atitudes que mudam o mundo. Por isso, tem a missão de fazer o público entender a importância do papel de cidadão na relação com seu habitat e seus espaços, ou seja, o meio ambiente. Sendo assim, a mobilização, urbanismo, a cidadania, educação, equilíbrio, inovação e muitos outros conceitos ligados a sustentabilidade serão temas que pautarão os debates e workshops para conscientizar crianças, jovens e adultos para a importância com as questões ambientais do planeta. Haverá ponto de coleta de materiais recicláveis e lixo eletrônico durante o evento.

E, pensando no caminho mais próximo e atraente para levar o público ao festival, a organização reuniu grandes representantes do rap, rock, reggae e do forró que apoiam a causa e ajudam a levantar a bandeira da transformação através da música, para animar ainda mais a festa. Além disso, durante os dois dias, o evento disponibilizará três espaços distintos que receberão as atrações musicais, workshops e também de uma praça de alimentação totalmente orgânica que contará com cervejas artesanais e a participação especial dos principais e mais renomados chefes de Belo Horizonte.

Os ingressos para curtir o Festival BH Sustentável estão à venda pela plataforma digital Sympla, com valores a partir de R$ 50 (meia), podendo optar por individuais, para participar de apenas um dia, ou passaporte. E crianças, com idade menor que 06 anos, acompanhada dos pais, têm entrada gratuita.

 

Serviço

Festival BH Sustentável

Data: 15 e 16 de setembro, sábado e domingo

Local: Estacionamento do Raja Grill (Av. Raja Gabáglia, 3385 - São Bento, Belo Horizonte – MG)

Atrações:

Sábado – Maneva, 1Kilo e Falamansa

Domingo – CPM 22, Poesia Acústica e Ponto de Equilíbrio

Ingressos: a partir de R$ 50 (meia)

Vendas: Sympla

http://www.sympla.com.br/festival-bh-sustentavel__335422

Realização: Curió Produções e GET Produções

Classificação Etária: 16 anos

Categoria: Minas Gerais
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Começa a temporada de observação de aves no Santuário do Caraça

Publicado em 12/09/2018 às 08h40

Prática ajuda na conscientização e preservação ambiental, diminui o estresse e aumenta a capacidade de percepção; Santuário do Caraça é um ótimo local para realizar a atividade, pois, além de estar localizado próximo a capital mineira, possui mais de 380 espécies para observação

Observação de aves: uma prática antes muito atribuída a profissionais das ciências biológicas se tornou uma ótima opção de hobby e, até fonte de pesquisas para diversas pessoas de várias faixas etárias e profissões. O ato também é chamado de birdwatching ou passarinhar, como é popularmente conhecido.

De acordo com os dados da Avistar Brasil, grupo que promove o maior encontro de praticantes da modalidade no país, existem mais de 35 mil observadores de aves no país. E não poderia ser diferente, já que o território nacional é o segundo maior do mundo em número de aves, passando de mais de 1.900 espécies, o que totaliza cerca de 20% das aves do mundo, de acordo com pesquisa feita pela Save Brasil, braço da BirdLife International.

Além de auxiliar, e muito, para a preservação e conscientização ambiental e catalogação das espécies, a modalidade faz muito bem para quem a pratica. Pesquisas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, apontam que observar aves, mesmo que em ruas perto de casa, ajuda a combater a depressão e a ansiedade. O estudo comprovou que as pessoas que moram em bairros arborizados e com mais aves por perto, tem menos chances desenvolverem problemas de saúde, como o estresse. A pratica também estimula e aprimora a capacidade de atenção e os sentidos, como audição e visão.

Para começar a praticar o birdwatching não é necessário nenhum alto investimento ou especialização, os observadores precisam, geralmente, de um binóculo de qualidade e um guia de bolsa, para auxilia-lo na identificação das espécies. Uma outra característica fundamental dos adeptos é não ter preguiça de levantar cedo da cama, pois o melhor horário para fazer a observação é pela manhã, quando as aves estão mais ativas.

É muito fácil encontrar espécies em praticamente todos os ambientes, portanto, as aves podem ser observadas em praças, parques e jardins das cidades. Para observar espécies mais raras é necessário sair das zonas urbanas e se aventurar em verdadeiras e divertidas expedições. Um ótimo lugar para ter esse contato com as aves é no Santuário do Caraça, na divisa dos municípios de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara, em Minas Gerais. Composto por quase 13 mil hectares de Mata Atlântica, Campos Rupestres e Cerrado, com diversas trilhas desde as mais curtas, até as que levam horas de caminhadas, passando por belíssimas cachoeiras, o Santuário possui mais de 380 espécies de aves, algumas existentes só naquela região e com risco de extinção.

Marcelo Vasconcelos, mestre e doutor em aves das montanhas do leste do Brasil, e guia do Caraça, diz que é crescente a visita de adeptos da prática ao Santuário, inclusive de outros países. "Nunca guiei o mesmo grupo, ou pessoa, por mais de uma vez. Geralmente, isso é muito difícil. O observador de aves tende a ser 'nômade', escolhendo conhecer mais lugares, e mais aves, do que ficar voltando sempre a um mesmo local e vendo as mesmas espécies. Já recebemos visitantes, que vieram praticar o birdwatching, de diversas localidades do Brasil e até mesmo de outros países. E isso é muito interessante, pois a atividade garante um aprendizado constante, ou seja, quanto mais espécies um observador aprender a identificar, mais habilidoso ele ficará para novas observações. Assim, sempre haverá a possibilidade de observação de espécies ainda não conhecidas, raras ou de beleza única, tornando a atividade muito divertida e recompensadora", afirma.

Entre as aves com risco de desaparecem, e que podem ser encontradas no Caraça, estão: O Macuco, o Uru, a Águia-Cinzenta, o Gavião-de-Penacho, O Falcão-de-Peito-Laranja, o Negrinho-do-Mato e várias outras espécies. Quem vai ao Santuário praticar a modalidade, sempre está em busca dos maravilhosos Beija-Flor-de-Gravata-Verde, Formigueiro-da-Serra, Tapaculo-Serrano, Garrincha-Chorona, Tesourinha-da-Mata, Papa-Moscas-de-Costas-Cinzentas e do Rabo-Mole-da-Serra.

Para praticar o birdwatching no Santuário do Caraça, é recomendado que o observador se hospede nas acomodações disponíveis no local. Assim ele pode começar a expedição bem cedo, explorando melhor as trilhas, sem precisar se preocupar com o horário de funcionamento do local. Os meses de primavera e verão (de setembro a março) são os melhores para realizar a modalidade, já que as aves estão mais ativas, pelo fato de a estação reprodutiva da maioria das espécies se concentrar neste período.

O Santuário do Caraça funciona todos os dias da semana, das 08h às 17h para visitação e 24 horas para hospedagens previamente agendadas. A taxa de entrada para visitação custa, a partir de R$ 12,00. A hospedagem, com pensão completa, varia entre R$ 143,00 e R$ 220,00, por pessoa, a diária, dependendo da acomodação. Para mais informações e reservas acesse o site http://www.santuariodocaraca.com.br/.

 

Serviço

Santuário do Caraça

Local: Estrada do Caraça, KM9 - Entre os municípios de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara – CEP 35969-000

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do charmoso acesso por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais/MG)

 

Horário de Funcionamento para visitação: Todos os dias, das 08h às 17h

Valores: a partir de R$ 12,00

 

Hospedagem: (Diárias)

Fazenda do Engenho:

R$ 243,00 para 1 adulto

R$ 162,00 por pessoa para 2 ou mais adultos

R$ 81,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Santuário do Caraça

 

Suítes Imperiais (São 2 suítes para casais - Lado direito do Santuário, andar superior)

R$330,00 para 1 adulto

R$220,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$110,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Sobradinho Afonso Pena (São 4 apartamentos, a ala comporta 14 pessoas - Parte externa do Santuário, sobre a recepção – escada)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Irmão Lourenço (São 9 apartamentos, a ala comporta 24 pessoas – Lado direito, abaixo da Ala do Santuário – escada)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Santuário (São 8 apartamentos, a ala comporta 24 pessoas

(Lado direito do Santuário, andar superior)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Claustro (São 5 apartamentos, a ala comporta 15 pessoas - Próximo ao relógio do sol – parte interna, ao lado do Santuário)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala da Carapuça (São 10 apartamentos, a ala comporta 20 pessoas - Parte externa do Santuário, em frente ao Museu e Biblioteca)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Chalé (Comporta 4 pessoas, sendo um quarto com uma cama de casal e duas de solteiro. Ocupação mínima – 2 adultos):

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Casa da Ponte (Comporta até 15 pessoas, sendo dividida em duas partes: Parte principal – 12 pessoas. Ocupação mínima – 6 adultos e Suíte – 3 pessoas. Ocupação mínima – 2 adultos. As duas partes podem ser reservadas separadamente)

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala dos Irmãos (São 8 quartos, a ala comporta 20 pessoas - Lado esquerdo do Santuário, abaixo da Ala do Claustro – escada)

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Crianças de até 5 anos (no mesmo apto dos pais) não pagam

Reservas: centraldereservas@santuariodocaraca.com.br

Mais informações:http://www.santuariodocaraca.com.br/

Categoria: Minas Gerais
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Balde Cheio - Reinvestimentos demonstram confiança crescente

Publicado em 04/09/2018 às 07h57

Reinvestimentos demonstram confiança crescente

Mesmo em tempos de crise econômica nacional, os produtores mineiros de leite atendidos pelo programa Balde Cheio têm conseguido manter crescente rentabilidade. Mais que isso, eles têm acreditado e investido cada vez mais na atividade. No último ano, o montante reinvestido em genética, aumento de áreas produtivas e outras melhorias foi, em média, de 30% da margem bruta.

É o que revela o acompanhamento apresentado hoje por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, aos gestores do Sistema FAEMG - Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais. O estudo apresenta informações de área, rebanho, produção leiteira, produtividade, qualidade de leite, custeio, investimentos e outros dados das fazendas assistidas durante o ano de 2017.

Wallisson Fonseca, coordenador do Programa Balde Cheio na FAEMG:

“Os indicadores comprovam os resultados positivos deste trabalho, baseado sobretudo na assistência técnica continuada, com foco na transferência de tecnologia e na otimização dos recursos da propriedade”.

“A média nas propriedades atendidas é de 4800 litros por hectare, marca comparável às de países líderes, como Nova Zelândia, Uruguai e Argentina. A média brasileira não passa de 1600 litros por hectare”.

“O relatório 2017 traz, pela primeira vez, uma análise comparativa entre o desempenho de produtores incluídos no projeto há um ano e produtores assistidos há mais de três anos. A evolução dos indicadores de eficiência mostra os efeitos crescentes da assistência continuada na melhoria de rentabilidade financeira e sustentabilidade na atividade”.

“O estudo trouxe também notável avanço nos indicadores ligados à questão ambiental. Isso é reflexo de atualizações tecnológicas e treinamentos itinerantes com os técnicos, visando a otimização da atividade com mínimo impacto ambiental”.

O Balde Cheio está completando 12 anos em Minas Gerais, com 2500 produtores atendidos por 190 técnicos em 330 municípios.

Categoria: Minas Gerais
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Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

Publicado em 23/08/2018 às 08h46

FAEMG representa os interesses dos produtores rurais no comitê gestor da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RSBE). A analista ambiental da FAEMG, Mariana Ramos, participa do Grupo Técnico criado para elaborar o documento de Revisão Periódica, que deve ser encaminhado ainda este mês para o Ministério do Meio Ambiente.

O documento de Revisão Periódica deve ser elaborado pelos Comitês das reservas a cada 10 anos, e encaminhados à Unesco. O órgão internacional é responsável pela aprovação, recomendações e acompanhamento do plano. No caso da RBSE, a primeira Revisão Periódica dos 10 anos foi elaborada durante seis meses pela equipe do Comitê Estadual, composto por pesquisadores, técnicos e estagiários, e que contou ainda com a colaboração de diversas instituições parceiras.

Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

Ainda em fase inicial de criação, a RBSE perfaz uma área de 3,07 milhões de hectares, e é habitada por 642 mil pessoas. Sua área de abrangência começa pelas serras de Ouro Preto e Ouro Branco, alcançando também as serras do Caraça, Catas Altas e Barão de Cocais, na região de Santa Bárbara.

Fonte: Sistema Faemg

Categoria: Minas Gerais
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Explosão na Usiminas em Ipatinga: autoridades investigam danos ao meio ambiente

Publicado em 12/08/2018 às 20h45

Usiminas ressaltou que monitora a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições

Após o susto causado pela explosão de um gasômetro situado na usina da Usiminas, o município de Ipatinga, no Vale do Aço, começa a retornar à normalidade. Na manhã de ontem, a empresa informou, em nota, que os 34 feridos durante o incidente receberam alta do Hospital Márcio Cunha, localizado na mesma cidade. Eles sofreram escoriações e mal-estar pela inspiração dos gases liberados no estouro. Dentro da companhia, os trabalhos começam a ser retomados de maneira gradual. De acordo com a siderúrgica, setores de manutenção constante, como despacho, laminação a frio e unigal, já voltaram às atividades. Por enquanto, os dois tanques próximos ao danificado continuam com as tarefas suspensas para garantir a segurança dos funcionários.
 
Quanto aos danos à população, a Usiminas ressaltou que monitora, ao lado dos órgãos competentes, a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)  vistoriou o local em que ocorreu a explosão do gasômetro.  Durante a vistoria, a Semad solicitou à empresa a apresentação de laudo técnico que ateste que os equipamentos remanescentes têm condições físicas e mecânicas de funcionamento; que o incidente não comprometeu as estruturas necessárias à operação; e que a continuidade da operação é segura.  A retomada das atividades acontecerá após a apresentação do laudo técnico e adoção das medidas pertinentes.
 
"Após análise dos dados do Monitoramento Continuo da Qualidade do Ar e Metereologia de Ipatinga, registrados no Sistema do Centro Supervisório da Qualidade do Ar e Emissões da Feam, in loco, foi constatado que não houve alteração na qualidade do ar, no município, por consequência do acidente ocorrido nas dependências da Usiminas", informou a pasta por meio de nota. Os dados metereológicos indicaram que no momento e após o acidente as condições de dispersão dos gases na atmosfera estavam favoráveis.

A explosão se deu na tarde de sexta-feira, por volta das 12h40, em um tanque que armazena uma mistura de gases usados na produção de aço, chamada de gás de aciaria. O principal componente da mistura é o monóxido de carbono. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h45, quando brigadistas da Usiminas já orientavam os feridos, que foram encaminhados ao Hospital Márcio Cunha. Inicialmente, 30 pessoas foram hospitalizadas, mas, durante o dia, mais quatro se apresentaram à unidade de saúde. Ninguém ficou ferido gravemente, enquanto uma vítima sofreu um corte no rosto, em razão de um estilhaço.

O susto causou preocupação em Ipatinga. Moradores relataram ao Estado de Minas que o impacto resultou em grande barulho e que o chão “começou a tremer”. Um deles disse que a explosão “parecia terremoto”. De acordo com dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), o tremor alcançou 1.8 na Escala Richter.

ATROPELAMENTO Poucos minutos depois da explosão do gasômetro, o funcionário da empresa Elba, terceirizada da Usiminas, morreu atropelado. Segundo informações da Polícia Militar (PM), Alison Sebastião Alves, de 35 anos, estava em uma bicicleta e foi atingido por um veículo de passeio, modelo Vectra, na Avenida Kiyoshi Tsunawaki, localizada a cerca de quatro quilômetros da usina, em Ipatinga, no Vale do Aço.

De acordo com a PM, o condutor do carro, de 39, apresentava sinais de ingestão de álcool e fugiu do local da ocorrência. Ele foi encontrado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Plantão da cidade. O terceirizado da Usiminas chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Márcio Cunha, o mesmo onde os feridos da explosão estavam, mas não resistiu. Em nota, a empresa lamentou a ocorrência.
Categoria: Minas Gerais
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Agosto terá chuvas atípicas em Minas Gerais

Publicado em 03/08/2018 às 15h26

Volume de chuva registrado em BH na quinta foi quase a média mensal nos últimos 30 anos. Em Alvinópolis, Região Central do estado, chuva danificou casas

As condições climáticas deste agosto prometem ser atípicas. Para se ter uma ideia, somente ontem, na capital mineira, choveu o acumulado de 11 milímetros, segundo o ClimaTempo. A média de precipitações mensal do período nos últimos 30 anos na cidade é de 15mm. O belo-horizontino teve uma quinta-feira de dois tempos: manhã chuvosa, com temperatura mínima de 17 graus e tarde com sol parcialmente coberto e termômetros chegando aos 23,7 graus. No começo da noite, precipitações isoladas, com 21 graus.
 
Houve alagamento no Anel Rodoviário, no Bairro Betânia, Oeste da cidade, além de quedas pontuais de energia. Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de BH e Corpo de Bombeiros não registraram chamadas. No Sul de Minas, em São José da Barra, choveu forte com granizo. Na noite da quarta-feira, primeiro dia do mês, um temporal causou danos em Alvinópolis, na Região Central do estado. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do ClimaTempo, haveá pancadas isoladas em boa parte do estado este mês.
 
“Na terça-feira chegou ao estado uma massa de ar polar. E até a próxima terça teremos instabilidades em municípios das regiões Central, Sul, Zona da Mata e Triângulo Mineiro. Não chove no Norte e Noroeste de Minas. É uma situação atípica para o mês, que pelo menos nos últimos 10 anos foi de estiagem”, assinalou Ruibran.

De acordo com o meteorologista, desde o meio de julho o fenômeno El Niño passou a atuar, ainda que em menor intensidade, o que eleva as temperaturas. Com o deslocamento de massas frias, que vêm do sul brasileiro pelo litoral, há formação de nuvens espessas e escuras (cúmulos-nimbos) e, consequentemente, as pancadas de chuva ocasionais em áreas isoladas.

“Será um agosto e setembro com chuvas. Mas o período chuvoso mesmo só começa no fim de outubro. Essas precipitações podem evitar os incêndios florestais, mas não recompõem níveis de reservatórios”, destaca Reis. Na capital, segundo o meteorologista, os termômetros vão variar hoje entre 14 e 24 graus, com pancadas isoladas. No estado, a mínima no Sul, ao longo da Serra da Mantiqueira, será de 7 graus, com possibilidade de precipitações. No Norte, máximas de 32 graus, como em Pirapora, sem previsão de chuvas.
 
ALVINÓPOLIS Equipes da prefeitura e Defesa Civil Municipal percorreram ontem vários pontos de Alvinópolis, na Região Central, para checar os estragos do temporal que assustou os moradores na noite da quarta-feira. Foram poucos minutos de chuva, mas as precipitações foram suficientes para alagar trechos de ruas, derrubar postes e destelhar imóveis no município, a 163 quilômetros de BH. 
 

O secretário de Desenvolvimento de Alvinópolis, Carlos Alexandre Cesário, contou que a Defesa Civil trabalha no levantamento do número de casas e outros imóveis danificados e verifica se há pessoas desalojadas ou desabrigadas. Segundo ele foram pelo menos 20 chamados de moradores devido ao temporal. A cidade ficou sem energia elétrica e sem comunicação até o fim da manhã.

“Destelhamentos de casas, muito lamaçal que invadiu a cidade oriundo das estradas rurais, tampas de caixas d’água e portões de garagens arrancados. Foi uma espécie de tornado, muito vento com um volume de água grande junto a granizo”, detalhou Cesário sobre a chuva que, segundo ele, começou às 20h30 e teria durado apenas 15 minutos.

Ontem choveu forte em vários municípios mineiros, principalmente na Zona da Mata e Sul de Minas. Na Usina de Furnas, em São José da Barra, houve registro de granizo.
 
Fonte: www.em.com.br
Categoria: Minas Gerais
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Atividade da mineradora Empabra é investigada por agravamento de danos à Serra do Curral

Publicado em 28/07/2018 às 13h17

Laudo da gerência do Parque Estadual Floresta da Baleia revela que mineração alterou o perfil do solo próximo ao limite da área de preservação e reduziu a capacidade de armazenamento de água na microbacia

A discussão sobre possíveis danos da mineração sobre a Serra do Curral, símbolo de Belo Horizonte, ganhou força a partir do Laudo de Constatação 1/2017, produzido pela gerência do Parque Estadual Floresta da Baleia em novembro de 2017 e divulgado pelo Estado de Minas no mês passado. O documento atesta que a mineração alterou o perfil do solo próximo ao limite da área de preservação e reduziu a capacidade de armazenamento de água na microbacia. A alteração, sustenta o texto, abre possibilidade de desestabilização do solo e deslizamento de terra, o que poderia desfigurar a formação geomorfológica da área de preservação ambiental. Apesar dessa constatação, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad) chegou a se manifestar dizendo que o empreendimento não afetava o parque. Depois, pontuou ter ficado constatado que as atividades da Empabra colocam em risco um ponto específico da divisa com a unidade. No local estava prevista a instalação de um aterro, mas a obra não estava concluída no momento da fiscalização feita pela secretaria em 6 de junho.
 

A inspeção ocorreu depois das denúncias divulgadas pelo EM, feitas por ambientalistas, moradores do entorno da mineradora e pelo vereador Gilson Reis (PC do B), que apontavam divergência entre o plano de recuperação ambiental que a empresa tinha acordado desenvolver na área – degradada por décadas de mineração – e a atividade que realmente ocorria aos pés da Serra do Curral. Logo depois da vistoria, a Semad decidiu embargar as atividades da mineradora, permitindo apenas a continuidade das ações previstas para recuperação do meio ambiente.

O embargo se baseia no descumprimento das condicionantes 2, 5, 6 e 7 do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a mineradora e o estado, segundo a Semad. Os tópicos tratam dos possíveis danos causados por escoamento de minério em vias públicas; da realização de reuniões trimestrais com ONGs, associações de bairro e moradores para discutir a atividade; da criação de canal de ouvidoria junto à comunidade; e da instalação de sistema de limpeza de rodas de caminhões de minério.

A Semad informou ainda que fará nova vistoria ao local do empreendimento, para checar o cumprimento da suspensão das atividades. A pasta ressalta que, caso seja detectado que a empresa descumpriu o embargo, “serão tomadas as medidas cabíveis, o que inclui multas mais pesadas, comunicação aos órgãos ministeriais e novo embargo”.

CPI Ontem, os sete vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar as atividades da Empabra se reuniram para definir as funções de cada integrante. O vereador Gilson Reis (PCdoB), que fez as primeiras denúncias em relação às atividades da Empabra, foi escolhido presidente e o vereador Carlos Henrique (PMN), relator. Os demais integrantes do grupo são Edmar Branco (Avante), Catatau (PHS), Rafael Martins (MDB), Juliano Lopes (PTC) e Pedro Patrus (PT).

Autor do requerimento para instaurar a comissão, Gilson Reis disse que uma de suas primeiras medidas será articular uma inspeção na área da mina. Ele também explicou o cronograma de trabalho dos vereadores. “A primeira ação é propor uma visita técnica à área de mineração nos próximos dias, por meio de um requerimento, para que os vereadores tenham condições de avaliar os danos in loco. Também vamos elaborar o plano de trabalho neste primeiro encontro. Todas às terças, às 10h, teremos sessões, além de encontros extraordinários, se necessário”, ressaltou. A CPI tem prazo de 120 dias, a contar de ontem, para concluir seu trabalho.

Sobre a decisão judicial acerca da desestabilização da Serra do Curral, o vereador pontuou que o fato confirma suspeitas de parlamentares sobre a atividade da mineradora. “Isso comprova aquilo que já vínhamos pautando há meses, que é a mineração agressiva da Empabra. Não me surpreende, pois, do ponto de vista empírico, considero que os danos são irreversíveis. Falo isso sem nenhuma posição técnica, mas quem vai lá percebe que eles já fizeram um estrago considerável no patrimônio de Belo Horizonte”, afirma. O presidente da CPI também destacou que, durante os trabalhos, fará questão de ouvir diferentes setores da sociedade, desde integrantes de movimentos sustentáveis até a população, incluindo a empresa responsável pelo empreendimento.

Sobre o trabalho da comissão, a Empabra informou que ainda não foi convidada a prestar esclarecimentos sobre suas atividades. A empresa, porém, ressaltou que está disponível para fornecer todas as informações necessárias sobre a Mina Corumi, localizada aos pés da Serra do Curral.

Fonte: www.em.com.br

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Inverno em Minas tem variações de temperatura que chegam a 15°C entre manhã e tarde

Publicado em 27/07/2018 às 15h59

Oscilações obrigam moradores das cidades mineiras a colocar e tirar o casaco ao longo do dia. Mudanças da umidade do ar elevam a sensação de instabilidade

Põe agasalho. Tira agasalho. E põe o agasalho de novo. O inverno na maior parte do Brasil é marcado por extremos, com temperaturas baixas à noite e na madrugada e calor durante o dia, principalmente à tarde. E, neste ano, os mineiros estão sofrendo mais com esse fenômeno, segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto Climatempo. Ontem, os termômetros da capital mineira marcaram 11°C e 25°C no mesmo dia. Essa variação de temperatura é chamada de amplitude térmica, que é a diferença entre a temperatura mínima e a máxima ao longo do dia. E deve se repetir hoje.
 
“Ela está alta principalmente em relação ao ano passado, quando tivemos um inverno com dias mais nublados. Acabamos sentindo mais frio porque a máxima ficava entre 22°C e 23°C. A máxima este ano (em BH) já chegou a 28°C, com mínima de 13°C”, informou o meteorologista. Nesse caso, a amplitude térmica foi de 15 graus. “Tivemos máximas entre 24°C e 25°C no Sul do estado. E no Norte, mínimas de 13°C e 14°C e a máxima chegando a 33°C em São Francisco, São Romão”, diz Ruibran dos Reis, destacando que uma amplitude superior a 10 graus já é considerada alta.
 
O meteorologista explica que o inverno de 2017 em Minas teve dias mais nublados, assim, a temperatura não subiu tanto e a umidade relativa do ar também permaneceu mais alta. Já em 2018, uma massa de ar quente e seco está atuando sobre o estado e reduz a nebulosidade, fazendo com o que o sol predomine e o calor aumente. “O pior da amplitude é a sensação para o ser humano. Nosso corpo, no mesmo dia, reage a várias temperaturas, o que não é agradável. O efeito da amplitude é o que chamamos de ‘efeito cebola’. A pessoa levanta cheia de agasalhos, tira no meio do dia e depois das 16h coloca tudo de novo”, destaca o meteorologista do Climatempo.

O estudante Caique Ferreira, de 25 anos, sofre com a mudança repentina de temperatura. “Acordo às 6h pra ir trabalhar e está um frio insuportável, mas quando vou almoçar quero até trocar de roupa porque trabalho de traje social”, contou o jovem, que, no fim da tarde, vestia a blusa social e levava o blazer nas mãos, aguardando a temperatura cair. A estudante Laura Elias, de 20, também sente a instabilidade maior do clima: “O tempo está muito doido. No ano passado, estava mais frio e a mudança da temperatura, menos radical. Quero que o frio se firme logo para colocar o agasalho e ficar com ele. Além do mais, nesta estação, as pessoas ficam mais elegantes. Gosto muito do inverno bem frio”, completou.

O casal de estudantes Lucas Marzano e Mariana Rezende, ambos de 20, aproveitou as férias da faculdade para ir ao recém-reaberto Mirante das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. “O frio é bom para ficar com quem a gente gosta”, disse Lucas. Para o casal, que prefere o calor ao frio, o inverno deste ano está menos rigoroso. “O tempo está muito instável. Na sombra, está frio. No sol, o calor está gostoso. Viemos ao mirante procurando um calorzinho, mas, no fim da tarde, apertou”, disse Mariana.

Enquanto os belo-horizontinos dizem que este tem sido um inverno mais quente, muitos turistas acham que o clima na capital está frio. Marco, de 32, e Karla Mialaret, de 30, vieram do Recife, no Nordeste do país, para visitar parentes e ficarão até o início de agosto. “Nunca tinha vindo a BH e estou achando bem frio. À tarde, fica um pouco mais quentinho, mas logo que o sol se põe o vento é de congelar”, considera Karla. Para eles, o tempo seco tem sido um desafio diário. “Temos sofrido bastante com a secura. Às vezes, é difícil para dormir, tenho tido muita tosse e muco”, relata Marco. Apesar disso, o casal diz aproveitar a estadia na cidade e não se arrepende de ter vindo. “É um clima muito gostoso, bem diferente daquele a que estamos acostumados”, comenta Karla.

Com a grande variação de temperatura, Ruibran dos Reis alerta que a população deve tomar cuidado para evitar problemas respiratórios, como os provocados pela gripe. “É claro que vai ter sol durante o dia. Às vezes a pessoa pensa que vai esquentar e não se agasalha. Aí pode pegar um frio intenso pela manhã e ficar doente. Pode ocorrer também de sair à tarde, quando está muito quente, e voltar depois das 18h já com o frio. É preciso carregar uma blusa meia-estação”, aconselha.

PREVISÃO E haja agasalho! Ontem, a menor temperatura no estado foi 4,2°C, em Caldas, no Sul de Minas. Nas regiões Norte, Noroeste, Central, Triângulo e Oeste, o dia foi de céu claro a parcialmente nublado com névoa seca à tarde. Segundo a meteorologista Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as áreas situadas entre o Vale do Jequitinhonha e a Zona da Mata amanheceram até com nevoeiro. Em Belo Horizonte, a temperatura mínima foi de 11,7°C no Cercadinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A máxima não passou dos 25°C. Segundo a previsão, a amplitude térmica continua: hoje, os termômetros de BH devem variar de 11°C a 25°C. O dia deve ser com sol e algumas nuvens e não há previsão de chuva. A umidade relativa do ar também deve oscilar entre 45% e 93%, dependendo do horário. 
 
Fonte: www.em.com.br
Categoria: Minas Gerais
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Reabertura dos parques das Mangabeiras, Serra do Curral e Burle Marx será definida nesta semana

Publicado em 12/07/2018 às 09h47

Após mais de 220 dias fechados para prevenir a transmissão da febre amarela, os parques serão reabertos ao público em data a ser anunciada esta semana pela Prefeitura de BH

Depois de mais de 220 dias fechados ao público para prevenir a transmissão da febre amarela, os parques municipais das Mangabeiras (incluindo também o seu mirante), da Serra do Curral e Roberto Burle Marx finalmente terão uma previsão de reabertura definida nesta semana. A informação é da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), que administra os espaços, e da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), responsável pela recomendação de fechamento devido ao encontro de saguis (micos-estrela) mortos e que apresentaram exames positivos para contaminação pelo vírus da febre amarela. Essa interdição vinha sendo contestada pelos frequentadores e pela população, já que o Ministério da Saúde, por exemplo, considera que a época de transmissão da doença se dê entre dezembro e maio. 
 
Neste ano, foram apurados 97 casos suspeitos da doença na capital, sendo 14 confirmados e quatro óbitos constatados em BH, todos com contaminação em outros municípios. A SMSA garante que o único motivo para a recomendação de fechamento foi a febre amarela. “A constatada permanência da circulação do vírus da febre amarela no Sudeste brasileiro ainda implica riscos à saúde pública”, justificou a pasta. 

As quadras de tênis, basquete e futebol estão silenciosas. Em plenas férias escolares, nem uma criança desfruta dos dias ensolarados de inverno brincando no espaço. Na pista e no circuito de skate, em vez de manobras radicais, pássaros se empoleiram após revoadas entre os lagos paisagísticos, sem ninguém para fotografá-los. Por ora, ninguém pode usufruir das instalações de lazer e contemplação dos parques das Mangabeiras e da Serra do Curral – normalmente, o público ultrapassa os 50 mil por mês. Espaços reconhecidos como símbolos da capital mineira, sobretudo por serem emoldurados pela formação serrana do Curral, que continuam com seus portões lacrados a cadeado. 
 
Nos três portões de acesso ao Parque das Mangabeiras e também no Mirante das Mangabeiras, vigilantes solitários passam os dias sentados, lendo jornais, fazendo cruzadinhas e caminhando sem destino ou serventia outra que ativar a circulação das pernas. No mirante, um dia normal teria a concentração de casais de namorados, turistas e amigos admirando a vista de uma elevação de 1.200 metros. Nada mais deles ou dos tradicionais carrinhos de pipoca, cachorro-quente e água de coco.

O Parque das Mangabeiras é tão apreciado pelos visitantes que, no ano passado, a estudante Carolina Guimarães de Castro, de 28 anos, escolheu o local para comemorar seu aniversário fazendo um piquenique. “Na nossa família, fomos acostumadas a frequentar o parque desde muito pequenas. Então, a nossa história acaba muito ligada ao parque”, disse. A irmã dela, a também estudante Emanuela Guimarães de Castro, de 31, disse ter se esquecido da proibição. “A gente chegou à pista de caminhada e sugeri irmos ao parque. Foi aí que nos lembramos de que está fechado. É muito ruim que esteja assim por tanto tempo, pois há tão poucos espaços de lazer aqui na nossa cidade. É, com certeza, uma perda para todos nós”, afirma. 
 
Diariamente, o vocalista da banda Tianastácia, Paulo André Nastácia, o Podé, e sua mulher, Renata Roizembruch, frequentam o alto das Mangabeiras para pedalar. Eram frequentadores das trilhas do parque e sentiram muito pela interdição. “Vemos muita gente se decepcionando quando chega à portaria e encontra o portão fechado”, conta Renata. “Sempre frequentei o parque para pedalar. Este fechamento é uma grande perda. Uma perda até para o turismo de BH. Tem gente que vem de outras cidades para visitar o parque e quando chega está fechado. Um dos points turísticos mais procurados da cidade. E infelizmente ainda está fechado”, disse Podé. 
 
Perda

A FPMZB informou que não se tratou de política de economia de custos pois ações rotineiras como poda, capina, roçada, segurança e equipe administrativa continuaram a ocorrer. “No Mangabeiras, foram reformados o centro de educação ambiental e os banheiros, limpeza de lagos e da cobertura de toda a praça das águas (realizada pela última vez há 30 anos), entre outros. No Serra do Curral, estão sendo implantados mais aspersores para combate aos incêndios e dois projetos de preservação de um cacto sob risco de extinção. No Parque Roberto Burle Marx, houve limpeza para evitar a proliferação de mosquitos, implantação de jardins, revitalização paisagística e troca de iluminação. Nenhum funcionário de qualquer um desses parques foi dispensado de suas atividades em função do fechamento”, informou.

Sucessão de impedimentos

Desde 2014, a população de BH foi perdendo aos poucos o contato mais direto com a Serra do Curral, elemento paisagístico que para muitos simboliza a própria capital mineira. Naquele ano, a travessia em altitude entre os parques da Serra do Curral e das Mangabeiras foi suspensa devido a erosões no topo da formação e à descoberta de uma espécie de cacto ameaçada de extinção. O nome científico da planta é Arthrocereus glaziovii, não tem denominação popular e é endêmica da canga mineira, ou seja, só existe no substrato de solo das áreas ricas em minério de ferro de Minas Gerais. As visitas naquele espaço se restringiram ao primeiro posto do trajeto. 

Em janeiro do ano passado, o parque ficou mais duas semanas sem poder ser visitado devido ao término da licitação com a empresa que fornecia funcionários terceirizados. Em fevereiro daquele ano, mais uma vez o espaço foi fechado por 96 dias depois que macacos foram encontrados mortos e a contaminação pela febre amarela foi confirmada. Em dezembro, o espaço foi mais uma vez interditado, junto com o Mangabeiras e o mirante. 

Na terça-feira, a única movimentação no parque estava nas suas cristas. Funcionários espalhados pelo alto da serra operavam os aspersores de água que fazem a umidificação do mato para evitar que incêndios atinjam a unidade. Todas as demais estruturas estavam fechadas. 

Curiosamente, um macaco sagui resolveu aparecer no parque. Justamente esse que é o animal que dispara o alarme de febre amarela quando um corpo é encontrado e que motivou os últimos fechamentos da unidade. Contudo, o sagui que passeava por aquela área não estava febril. Pelo contrário, chegou saltando dos pinheiros para dentro do parque, percorreu o cabeamento elétrico, pulou para o telhado da administração e desapareceu na mata, sem qualquer preocupação.

Fonte: www.em.com.br

Categoria: Minas Gerais
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