Minas Gerais

FAEMG realiza seminário de Meio Ambiente

Publicado em 17/06/2019 às 09h37

Tecnologia e assistência técnica podem ser o diferencial para aliar rentabilidade e preservação ambiental na produção rural. Com essa proposta, e o macro tema “Mudanças Climáticas e Formas Alternativas de Energia”, a sexta edição do Seminário Ambiental do Sistema FAEMG reuniu mais de 200 participantes nesta semana, em BH.

Foram debatidos temas como a COP do clima e os principais desafios do agro em relação às mudanças climáticas, a capacitação profissional rural, e as possibilidades e estratégias de geração distribuída e uso da energia solar em propriedades rurais.

Na abertura, o vice-presidente do Sistema FAEMG, Rodrigo Alvim, destacou a importância do encontro para o debate crítico e formação de referencial teórico: “Precisamos preparar o produtor para, cada vez mais, ser um grande aliado da preservação dos recursos naturais. Impulsionar o desenvolvimento sustentável do agronegócio tem sido uma forte diretriz da atuação do Sistema FAEMG, por meio do Programa Nosso Ambiente e diversos outros projetos, ações e capacitações do Senar Minas”.



RESUMO DAS PALESTRAS

TEMA 1

Principais desafios do agro mineiro em relação às mudanças climáticas

Morjana dos Anjos (FEAM): “Para conseguirmos manter o ambiente para as gerações futuras, temos a cumprir uma série de objetivos de desenvolvimento sustentável e metas firmadas em acordos internacionais, dos quais o Brasil também faz parte. Precisamos mudar os nossos processos atuais de produção,- de geração de energia, agricultura, indústria - , visando processos mais sustentáveis. E precisa ser uma mudança mais ampla, porque estão ali metas comuns, para todo mundo. É importante que as pessoas tirem um tempinho para conhecer esses objetivos e como contribuir para a proteção de um bem que é de todos nós”.

Junio Magela (advogado): "O setor agro tem desafios enormes relacionados às mudanças climáticas. Mas não podemos ficar só no problema. Trouxemos uma reflexão de quais são esses desafios e como resolvê-los. Como traçar estratégias, buscar dinheiro e implementar soluções. O produtor precisa saber como acessar esses recursos. Há muitas ferramentas disponíveis, cabe a produtor ter criatividade para acessá-las. Criar soluções é o grande desafio que temos pela frente”.

TEMA 2

Capacitação profissional rural – Projeto Siderurgia Sustentável

Harrison Belico (Senar Minas): "O Senar Minas promove o acesso dos produtores à tecnologia desenvolvida pela UFV no Projeto Siderurgia Sustentável, uma iniciativa do governo estadual, com financiamento pelo fundo global para diminuição de emissão de carbono. O objetivo é fazer com que o produtor rural se torne mais eficiente no processo produtivo, principalmente em relação à redução da emissão de carbono e diminuição do aquecimento global. Apesar de demandar um investimento inicial, é um projeto muito vantajoso ao produtor. As tecnologias implementadas no sistema forno-fornalha lhe garantem maior controle do processo produtivo, sendo mais eficiente e portanto, obtendo mais lucro com seu processo produtivo”.

TEMA 3

O agro na COP do clima

João Carlos Dé Carli (CNA): “É preciso acreditar mais no agro. Durante anos, o setor foi alvo de críticas. Mas quando a Embrapa mostrou dados oficiais de sustentabilidade das propriedades rurais brasileiras, comprovou-se que os produtores são os grandes aliados da questão ambiental no país. São dados oficiais, de governo, que não podem ser contestados. Precisamos que sejam maciçamente apresentados à sociedade brasileira e a todo o mundo. A maioria das metas apresentadas, o agro já consegue cumprir. O governo precisa trabalhar conosco, temos muitas ideias para apresentar”.

TEMA 4

Caso de sucesso – Fazenda Vista Alegre (Manga)

Edvaldo Lôpo Alkimim: "O produtor é cada vez mais um empreendedor rural. Apostei numa perspectiva de desenvolvimento sustentável. É um tripé: financeiro, ambiental e social. Não dá para explorar a propriedade visando só o lucro e a detonar do ponto de vista ambiental, ou sem responsabilidade social. O sucesso precisa levar isso em consideração. Dá para ser muito lucrativo com desperdício zero. Mas demanda muito trabalho e dedicação, capacitação, tecnologia e planejamento e gestão de metas”.

TEMA 5

Possibilidades e estratégias de uso da energia solar em propriedades rurais

Nelson Colaferro (Blue Sol Energia Solar): “O campo precisa de energias alternativas. De dois anos para cá a energia solar é financeiramente viável. Tecnicamente, sempre foi. E pode trazer economia importante aos produtores, além de ser fonte limpa e inesgotável. A energia do campo não é a mais cara. É mais barata que a das residências e das empresas de baixa tensão nas cidades. E com as taxas de juros mais baixas para o campo, para a produção agrícola, o tempo médio de retorno no campo hoje é em torno de 6 anos”.

TEMA 6

Problemas regulatórios na compensação da energia excedente da geração distribuída

Gabriel Ferreira (ABGD): “O produtor rural deveria aproveitar o bom momento de 2019 para fazer o investimento em energia solar fotovoltaica porque é um cenário muito favorável com relação a taxas de juros e principalmente quanto a regulamentação, que está ainda no modelo antigo e, possivelmente, mais favorável do que a nova revisão que virá. É um investimento que faz muito sentido, vale muito a pena”.

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'Com mais informações, talvez o sofrimento fosse menor', diz parente de desaparecidos em Brumadinho

Publicado em 28/01/2019 às 09h23

Familiares de pessoas desaparecidas na tragédia de Brumadinho se apoiam em amigos para suportar a dor, ao mesmo tempo em que se revoltam com a falta de informações

Brumadinho – Nas ruas do distrito de Tejuco, em Brumadinho, na Grande BH, há sempre um braço para amparar, um abraço para acolher e uma palavra ou duas, sempre abafadas pela dor, para dar forças a um amigo. No mais, são os olhos do espanto, o andar a esmo ou o choro convulsivo pela falta de informações ou notícias dos desaparecidos na tragédia, ocorrida no início da tarde de sexta-feira, do rompimento da Barragem da Mina do Córrego do Feijão, empreendimento da Vale. “Estou segurando minha mãe, ela está desesperada, saiu andando por aí, entrou no mato e fui atrás”, disse, ontem, Mary Cristina Nunes, de 32 anos, que também não esconde a apreensão pelo desaparecimento do irmão Peterson Firmino Nunes, de 35, casado e pai de três filhos. A exemplo de muitos moradores de Tejuco, Peterson trabalhava na unidade da empresa, com atuação no almoxarifado.

REVOLTA Por medida de segurança, as estradas que conduzem à sede municipal de Brumadinho estão fechadas, com autorização de passagem apenas para polícia, militares, bombeiros brigadistas e autoridades. Por isso mesmo, a atendente de telemarketing Gisele Pedrelina Duarte Santana Loures, de 22, fica sentada no gramado perto da Faculdade Asa, onde foi montado um quartel-general para centralizar ações e dar informações à imprensa, aguardando qualquer notícia sobre o pai Sebastião Divino Loures, de 58, motorista que havia ido à mina fazer uma entrega, no caminhão.

“Estou sem notícias, ninguém me informa nada, o que aumenta o desespero. Já estive até no Instituto Médico Legal, em Belo Horizonte, mas não consegui nada”, disse Gisele, ao lado do marido, Valdeci Loures Bonfim Júnior, e dos primos Adriano Gomes, Leandro Gomes e José Sidnei. Vestida com uma camisa com a estampa de São Miguel Arcanjo, Gisele diz que é católica e, como tem pessoas de outra religião na família, “todos nós estamos orando”. O celular de Sebastião pode ajudar nas buscas pelo motorista desaparecido desde o início da tarde de sexta-feira em Brumadinho. “A última vez que falei com meu pai foi às 11h53. Mas o telefone continua tocando, está com bateria, acho que podem rastrear.” Revoltada com a situação que a deixa em sobressalto, Gisele pergunta: “Quero saber quanto a vida do meu pai vai valer”.

 

Fonte: www.em.com.br

 

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Zé da Luz na estrada: Energisa alerta sobre cuidados com a rede elétrica

Publicado em 12/11/2018 às 15h12

Com orientações importantes sobre os riscos e perigos de se aproximar da rede elétrica, o projeto ‘Zé da Luz na Escola’ da Energisa está na estrada. Em outubro, mais de 700 crianças assistiram à peça teatral ‘Segurança Sempre’, conduzida pelo Grupo Pera, com o objetivo conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre os riscos e perigos de se aproximar da rede elétrica, reforçando que a segurança deve estar sempre em primeiro lugar.

Neste mês de novembro, o projeto visitará mais três cidades de Minas. As escolas visitadas serão:

  •         Centro Educacional Municipal 2000, em Pirapetinga, no dia 12 de novembro;
  •         Escola Municipal Albertina Lima da Costa Duarte, em Visconde do Rio Branco, no dia 26 de novembro; e
  •         Escola Municipal Professora Stela Fidelis, em Muriaé, no dia 28 de novembro.

Este ano, o projeto Zé da Luz na Escola já percorreu 34 escolas da área de concessão da Energisa Minas Gerais, beneficiando mais de 10 mil alunos. Fique atento você também e siga as orientações da Energisa, repasse aos filhos, amigos e parentes e evite acidentes:

  •         materiais metálicos como escadas, barras de ferro, arames, trilhos de cortina, antenas devem ficar longe da rede elétrica;
  •         nada pode ser construído próximo à rede elétrica;
  •         aparelhos elétricos devem ficar longe de locais molhados;
  •         fique longe de fios caídos;
  •         remendos em fios podem causar choque.

Ao soltar pipas:

  •         escolha lugares abertos, longe da rede elétrica, como campos de futebol e parques;
  •         nunca tente retirar pipa enrolada em fios elétricos;
  •         jamais use cerol. O uso do cerol pode se transformar em uma arma. Ele deixa as linhas das pipas como uma lâmina afiada, o que pode machucar pessoas, causar mortes e romper os fios com mais facilidade.
  •         não use papel alumínio ou fios metálicos para fazer a sua pipa. Esses materiais conduzem energia elétrica com mais facilidade e provocam choques e curto-circuito.

Veja outras notícias em nosso site: www.energisa.com.br e acompanhe a Energisa nas redes sociais: Facebook e Twitter.

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Festival BH Sustentável acontece neste final de semana em novo local

Publicado em 12/09/2018 às 15h12

Nos dias 15 e 16 de setembro, a partir das 12h, a capital mineira sediará o festival que reúne workshops e palestras direcionadas à evolução do ser humano e sustentabilidade, além dos shows das bandas Falamansa, CPM 22, Maneva, 1Kilo, Ponto de Equilíbrio e Poesia Acústica, no estacionamento do Raja Grill

Devido ao grande interesse do público, e com o objetivo de atender a todos com a máxima qualidade e comodidade, a Curió Produções e GET Produções anunciaram mudança no local da realização do Festival BH Sustentável. Neste final de semana, dias 15 e 16 de setembro, sábado e domingo, a partir de 12h, o Estacionamento do Raja Grill (Av. Raja Gabáglia, 3385 - São Bento, Belo Horizonte – MG) receberá o novo conceito de evento relacionado à sustentabilidade, que promete encantar os mineiros. A festa reunirá em um só lugar atrações culturais, shows, palestras, workshops e variadas atividades de conversa que terão como intuito promover a consciência ambiental, com presença confirmada das bandas Maneva, 1Kilo, Falamansa, CPM 22, Poesia Acústica e Ponto de Equilíbrio.

Segundo os organizadores, o BH Sustentável vai além da música e da arte, prometendo deixar um legado para a cidade. Com forte apelo social, o evento apresenta o conceito de promover atitudes que mudam o mundo. Por isso, tem a missão de fazer o público entender a importância do papel de cidadão na relação com seu habitat e seus espaços, ou seja, o meio ambiente. Sendo assim, a mobilização, urbanismo, a cidadania, educação, equilíbrio, inovação e muitos outros conceitos ligados a sustentabilidade serão temas que pautarão os debates e workshops para conscientizar crianças, jovens e adultos para a importância com as questões ambientais do planeta. Haverá ponto de coleta de materiais recicláveis e lixo eletrônico durante o evento.

E, pensando no caminho mais próximo e atraente para levar o público ao festival, a organização reuniu grandes representantes do rap, rock, reggae e do forró que apoiam a causa e ajudam a levantar a bandeira da transformação através da música, para animar ainda mais a festa. Além disso, durante os dois dias, o evento disponibilizará três espaços distintos que receberão as atrações musicais, workshops e também de uma praça de alimentação totalmente orgânica que contará com cervejas artesanais e a participação especial dos principais e mais renomados chefes de Belo Horizonte.

Os ingressos para curtir o Festival BH Sustentável estão à venda pela plataforma digital Sympla, com valores a partir de R$ 50 (meia), podendo optar por individuais, para participar de apenas um dia, ou passaporte. E crianças, com idade menor que 06 anos, acompanhada dos pais, têm entrada gratuita.

 

Serviço

Festival BH Sustentável

Data: 15 e 16 de setembro, sábado e domingo

Local: Estacionamento do Raja Grill (Av. Raja Gabáglia, 3385 - São Bento, Belo Horizonte – MG)

Atrações:

Sábado – Maneva, 1Kilo e Falamansa

Domingo – CPM 22, Poesia Acústica e Ponto de Equilíbrio

Ingressos: a partir de R$ 50 (meia)

Vendas: Sympla

http://www.sympla.com.br/festival-bh-sustentavel__335422

Realização: Curió Produções e GET Produções

Classificação Etária: 16 anos

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Começa a temporada de observação de aves no Santuário do Caraça

Publicado em 12/09/2018 às 08h40

Prática ajuda na conscientização e preservação ambiental, diminui o estresse e aumenta a capacidade de percepção; Santuário do Caraça é um ótimo local para realizar a atividade, pois, além de estar localizado próximo a capital mineira, possui mais de 380 espécies para observação

Observação de aves: uma prática antes muito atribuída a profissionais das ciências biológicas se tornou uma ótima opção de hobby e, até fonte de pesquisas para diversas pessoas de várias faixas etárias e profissões. O ato também é chamado de birdwatching ou passarinhar, como é popularmente conhecido.

De acordo com os dados da Avistar Brasil, grupo que promove o maior encontro de praticantes da modalidade no país, existem mais de 35 mil observadores de aves no país. E não poderia ser diferente, já que o território nacional é o segundo maior do mundo em número de aves, passando de mais de 1.900 espécies, o que totaliza cerca de 20% das aves do mundo, de acordo com pesquisa feita pela Save Brasil, braço da BirdLife International.

Além de auxiliar, e muito, para a preservação e conscientização ambiental e catalogação das espécies, a modalidade faz muito bem para quem a pratica. Pesquisas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, apontam que observar aves, mesmo que em ruas perto de casa, ajuda a combater a depressão e a ansiedade. O estudo comprovou que as pessoas que moram em bairros arborizados e com mais aves por perto, tem menos chances desenvolverem problemas de saúde, como o estresse. A pratica também estimula e aprimora a capacidade de atenção e os sentidos, como audição e visão.

Para começar a praticar o birdwatching não é necessário nenhum alto investimento ou especialização, os observadores precisam, geralmente, de um binóculo de qualidade e um guia de bolsa, para auxilia-lo na identificação das espécies. Uma outra característica fundamental dos adeptos é não ter preguiça de levantar cedo da cama, pois o melhor horário para fazer a observação é pela manhã, quando as aves estão mais ativas.

É muito fácil encontrar espécies em praticamente todos os ambientes, portanto, as aves podem ser observadas em praças, parques e jardins das cidades. Para observar espécies mais raras é necessário sair das zonas urbanas e se aventurar em verdadeiras e divertidas expedições. Um ótimo lugar para ter esse contato com as aves é no Santuário do Caraça, na divisa dos municípios de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara, em Minas Gerais. Composto por quase 13 mil hectares de Mata Atlântica, Campos Rupestres e Cerrado, com diversas trilhas desde as mais curtas, até as que levam horas de caminhadas, passando por belíssimas cachoeiras, o Santuário possui mais de 380 espécies de aves, algumas existentes só naquela região e com risco de extinção.

Marcelo Vasconcelos, mestre e doutor em aves das montanhas do leste do Brasil, e guia do Caraça, diz que é crescente a visita de adeptos da prática ao Santuário, inclusive de outros países. "Nunca guiei o mesmo grupo, ou pessoa, por mais de uma vez. Geralmente, isso é muito difícil. O observador de aves tende a ser 'nômade', escolhendo conhecer mais lugares, e mais aves, do que ficar voltando sempre a um mesmo local e vendo as mesmas espécies. Já recebemos visitantes, que vieram praticar o birdwatching, de diversas localidades do Brasil e até mesmo de outros países. E isso é muito interessante, pois a atividade garante um aprendizado constante, ou seja, quanto mais espécies um observador aprender a identificar, mais habilidoso ele ficará para novas observações. Assim, sempre haverá a possibilidade de observação de espécies ainda não conhecidas, raras ou de beleza única, tornando a atividade muito divertida e recompensadora", afirma.

Entre as aves com risco de desaparecem, e que podem ser encontradas no Caraça, estão: O Macuco, o Uru, a Águia-Cinzenta, o Gavião-de-Penacho, O Falcão-de-Peito-Laranja, o Negrinho-do-Mato e várias outras espécies. Quem vai ao Santuário praticar a modalidade, sempre está em busca dos maravilhosos Beija-Flor-de-Gravata-Verde, Formigueiro-da-Serra, Tapaculo-Serrano, Garrincha-Chorona, Tesourinha-da-Mata, Papa-Moscas-de-Costas-Cinzentas e do Rabo-Mole-da-Serra.

Para praticar o birdwatching no Santuário do Caraça, é recomendado que o observador se hospede nas acomodações disponíveis no local. Assim ele pode começar a expedição bem cedo, explorando melhor as trilhas, sem precisar se preocupar com o horário de funcionamento do local. Os meses de primavera e verão (de setembro a março) são os melhores para realizar a modalidade, já que as aves estão mais ativas, pelo fato de a estação reprodutiva da maioria das espécies se concentrar neste período.

O Santuário do Caraça funciona todos os dias da semana, das 08h às 17h para visitação e 24 horas para hospedagens previamente agendadas. A taxa de entrada para visitação custa, a partir de R$ 12,00. A hospedagem, com pensão completa, varia entre R$ 143,00 e R$ 220,00, por pessoa, a diária, dependendo da acomodação. Para mais informações e reservas acesse o site http://www.santuariodocaraca.com.br/.

 

Serviço

Santuário do Caraça

Local: Estrada do Caraça, KM9 - Entre os municípios de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara – CEP 35969-000

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do charmoso acesso por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais/MG)

 

Horário de Funcionamento para visitação: Todos os dias, das 08h às 17h

Valores: a partir de R$ 12,00

 

Hospedagem: (Diárias)

Fazenda do Engenho:

R$ 243,00 para 1 adulto

R$ 162,00 por pessoa para 2 ou mais adultos

R$ 81,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Santuário do Caraça

 

Suítes Imperiais (São 2 suítes para casais - Lado direito do Santuário, andar superior)

R$330,00 para 1 adulto

R$220,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$110,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Sobradinho Afonso Pena (São 4 apartamentos, a ala comporta 14 pessoas - Parte externa do Santuário, sobre a recepção – escada)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Irmão Lourenço (São 9 apartamentos, a ala comporta 24 pessoas – Lado direito, abaixo da Ala do Santuário – escada)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Santuário (São 8 apartamentos, a ala comporta 24 pessoas

(Lado direito do Santuário, andar superior)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala do Claustro (São 5 apartamentos, a ala comporta 15 pessoas - Próximo ao relógio do sol – parte interna, ao lado do Santuário)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala da Carapuça (São 10 apartamentos, a ala comporta 20 pessoas - Parte externa do Santuário, em frente ao Museu e Biblioteca)

R$303,00 para 1 adulto

R$202,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$101,00 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Chalé (Comporta 4 pessoas, sendo um quarto com uma cama de casal e duas de solteiro. Ocupação mínima – 2 adultos):

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Casa da Ponte (Comporta até 15 pessoas, sendo dividida em duas partes: Parte principal – 12 pessoas. Ocupação mínima – 6 adultos e Suíte – 3 pessoas. Ocupação mínima – 2 adultos. As duas partes podem ser reservadas separadamente)

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Ala dos Irmãos (São 8 quartos, a ala comporta 20 pessoas - Lado esquerdo do Santuário, abaixo da Ala do Claustro – escada)

R$235,50 para 1 adulto

R$157,00 para 2 ou mais adultos (por pessoa)

R$78,50 por criança de 6 a 12 anos (no mesmo apto dos pais)

 

Crianças de até 5 anos (no mesmo apto dos pais) não pagam

Reservas: centraldereservas@santuariodocaraca.com.br

Mais informações:http://www.santuariodocaraca.com.br/

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Balde Cheio - Reinvestimentos demonstram confiança crescente

Publicado em 04/09/2018 às 07h57

Reinvestimentos demonstram confiança crescente

Mesmo em tempos de crise econômica nacional, os produtores mineiros de leite atendidos pelo programa Balde Cheio têm conseguido manter crescente rentabilidade. Mais que isso, eles têm acreditado e investido cada vez mais na atividade. No último ano, o montante reinvestido em genética, aumento de áreas produtivas e outras melhorias foi, em média, de 30% da margem bruta.

É o que revela o acompanhamento apresentado hoje por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, aos gestores do Sistema FAEMG - Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais. O estudo apresenta informações de área, rebanho, produção leiteira, produtividade, qualidade de leite, custeio, investimentos e outros dados das fazendas assistidas durante o ano de 2017.

Wallisson Fonseca, coordenador do Programa Balde Cheio na FAEMG:

“Os indicadores comprovam os resultados positivos deste trabalho, baseado sobretudo na assistência técnica continuada, com foco na transferência de tecnologia e na otimização dos recursos da propriedade”.

“A média nas propriedades atendidas é de 4800 litros por hectare, marca comparável às de países líderes, como Nova Zelândia, Uruguai e Argentina. A média brasileira não passa de 1600 litros por hectare”.

“O relatório 2017 traz, pela primeira vez, uma análise comparativa entre o desempenho de produtores incluídos no projeto há um ano e produtores assistidos há mais de três anos. A evolução dos indicadores de eficiência mostra os efeitos crescentes da assistência continuada na melhoria de rentabilidade financeira e sustentabilidade na atividade”.

“O estudo trouxe também notável avanço nos indicadores ligados à questão ambiental. Isso é reflexo de atualizações tecnológicas e treinamentos itinerantes com os técnicos, visando a otimização da atividade com mínimo impacto ambiental”.

O Balde Cheio está completando 12 anos em Minas Gerais, com 2500 produtores atendidos por 190 técnicos em 330 municípios.

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Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

Publicado em 23/08/2018 às 08h46

FAEMG representa os interesses dos produtores rurais no comitê gestor da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RSBE). A analista ambiental da FAEMG, Mariana Ramos, participa do Grupo Técnico criado para elaborar o documento de Revisão Periódica, que deve ser encaminhado ainda este mês para o Ministério do Meio Ambiente.

O documento de Revisão Periódica deve ser elaborado pelos Comitês das reservas a cada 10 anos, e encaminhados à Unesco. O órgão internacional é responsável pela aprovação, recomendações e acompanhamento do plano. No caso da RBSE, a primeira Revisão Periódica dos 10 anos foi elaborada durante seis meses pela equipe do Comitê Estadual, composto por pesquisadores, técnicos e estagiários, e que contou ainda com a colaboração de diversas instituições parceiras.

Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço

Ainda em fase inicial de criação, a RBSE perfaz uma área de 3,07 milhões de hectares, e é habitada por 642 mil pessoas. Sua área de abrangência começa pelas serras de Ouro Preto e Ouro Branco, alcançando também as serras do Caraça, Catas Altas e Barão de Cocais, na região de Santa Bárbara.

Fonte: Sistema Faemg

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Explosão na Usiminas em Ipatinga: autoridades investigam danos ao meio ambiente

Publicado em 12/08/2018 às 20h45

Usiminas ressaltou que monitora a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições

Após o susto causado pela explosão de um gasômetro situado na usina da Usiminas, o município de Ipatinga, no Vale do Aço, começa a retornar à normalidade. Na manhã de ontem, a empresa informou, em nota, que os 34 feridos durante o incidente receberam alta do Hospital Márcio Cunha, localizado na mesma cidade. Eles sofreram escoriações e mal-estar pela inspiração dos gases liberados no estouro. Dentro da companhia, os trabalhos começam a ser retomados de maneira gradual. De acordo com a siderúrgica, setores de manutenção constante, como despacho, laminação a frio e unigal, já voltaram às atividades. Por enquanto, os dois tanques próximos ao danificado continuam com as tarefas suspensas para garantir a segurança dos funcionários.
 
Quanto aos danos à população, a Usiminas ressaltou que monitora, ao lado dos órgãos competentes, a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)  vistoriou o local em que ocorreu a explosão do gasômetro.  Durante a vistoria, a Semad solicitou à empresa a apresentação de laudo técnico que ateste que os equipamentos remanescentes têm condições físicas e mecânicas de funcionamento; que o incidente não comprometeu as estruturas necessárias à operação; e que a continuidade da operação é segura.  A retomada das atividades acontecerá após a apresentação do laudo técnico e adoção das medidas pertinentes.
 
"Após análise dos dados do Monitoramento Continuo da Qualidade do Ar e Metereologia de Ipatinga, registrados no Sistema do Centro Supervisório da Qualidade do Ar e Emissões da Feam, in loco, foi constatado que não houve alteração na qualidade do ar, no município, por consequência do acidente ocorrido nas dependências da Usiminas", informou a pasta por meio de nota. Os dados metereológicos indicaram que no momento e após o acidente as condições de dispersão dos gases na atmosfera estavam favoráveis.

A explosão se deu na tarde de sexta-feira, por volta das 12h40, em um tanque que armazena uma mistura de gases usados na produção de aço, chamada de gás de aciaria. O principal componente da mistura é o monóxido de carbono. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h45, quando brigadistas da Usiminas já orientavam os feridos, que foram encaminhados ao Hospital Márcio Cunha. Inicialmente, 30 pessoas foram hospitalizadas, mas, durante o dia, mais quatro se apresentaram à unidade de saúde. Ninguém ficou ferido gravemente, enquanto uma vítima sofreu um corte no rosto, em razão de um estilhaço.

O susto causou preocupação em Ipatinga. Moradores relataram ao Estado de Minas que o impacto resultou em grande barulho e que o chão “começou a tremer”. Um deles disse que a explosão “parecia terremoto”. De acordo com dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), o tremor alcançou 1.8 na Escala Richter.

ATROPELAMENTO Poucos minutos depois da explosão do gasômetro, o funcionário da empresa Elba, terceirizada da Usiminas, morreu atropelado. Segundo informações da Polícia Militar (PM), Alison Sebastião Alves, de 35 anos, estava em uma bicicleta e foi atingido por um veículo de passeio, modelo Vectra, na Avenida Kiyoshi Tsunawaki, localizada a cerca de quatro quilômetros da usina, em Ipatinga, no Vale do Aço.

De acordo com a PM, o condutor do carro, de 39, apresentava sinais de ingestão de álcool e fugiu do local da ocorrência. Ele foi encontrado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Plantão da cidade. O terceirizado da Usiminas chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Márcio Cunha, o mesmo onde os feridos da explosão estavam, mas não resistiu. Em nota, a empresa lamentou a ocorrência.
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Agosto terá chuvas atípicas em Minas Gerais

Publicado em 03/08/2018 às 15h26

Volume de chuva registrado em BH na quinta foi quase a média mensal nos últimos 30 anos. Em Alvinópolis, Região Central do estado, chuva danificou casas

As condições climáticas deste agosto prometem ser atípicas. Para se ter uma ideia, somente ontem, na capital mineira, choveu o acumulado de 11 milímetros, segundo o ClimaTempo. A média de precipitações mensal do período nos últimos 30 anos na cidade é de 15mm. O belo-horizontino teve uma quinta-feira de dois tempos: manhã chuvosa, com temperatura mínima de 17 graus e tarde com sol parcialmente coberto e termômetros chegando aos 23,7 graus. No começo da noite, precipitações isoladas, com 21 graus.
 
Houve alagamento no Anel Rodoviário, no Bairro Betânia, Oeste da cidade, além de quedas pontuais de energia. Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de BH e Corpo de Bombeiros não registraram chamadas. No Sul de Minas, em São José da Barra, choveu forte com granizo. Na noite da quarta-feira, primeiro dia do mês, um temporal causou danos em Alvinópolis, na Região Central do estado. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do ClimaTempo, haveá pancadas isoladas em boa parte do estado este mês.
 
“Na terça-feira chegou ao estado uma massa de ar polar. E até a próxima terça teremos instabilidades em municípios das regiões Central, Sul, Zona da Mata e Triângulo Mineiro. Não chove no Norte e Noroeste de Minas. É uma situação atípica para o mês, que pelo menos nos últimos 10 anos foi de estiagem”, assinalou Ruibran.

De acordo com o meteorologista, desde o meio de julho o fenômeno El Niño passou a atuar, ainda que em menor intensidade, o que eleva as temperaturas. Com o deslocamento de massas frias, que vêm do sul brasileiro pelo litoral, há formação de nuvens espessas e escuras (cúmulos-nimbos) e, consequentemente, as pancadas de chuva ocasionais em áreas isoladas.

“Será um agosto e setembro com chuvas. Mas o período chuvoso mesmo só começa no fim de outubro. Essas precipitações podem evitar os incêndios florestais, mas não recompõem níveis de reservatórios”, destaca Reis. Na capital, segundo o meteorologista, os termômetros vão variar hoje entre 14 e 24 graus, com pancadas isoladas. No estado, a mínima no Sul, ao longo da Serra da Mantiqueira, será de 7 graus, com possibilidade de precipitações. No Norte, máximas de 32 graus, como em Pirapora, sem previsão de chuvas.
 
ALVINÓPOLIS Equipes da prefeitura e Defesa Civil Municipal percorreram ontem vários pontos de Alvinópolis, na Região Central, para checar os estragos do temporal que assustou os moradores na noite da quarta-feira. Foram poucos minutos de chuva, mas as precipitações foram suficientes para alagar trechos de ruas, derrubar postes e destelhar imóveis no município, a 163 quilômetros de BH. 
 

O secretário de Desenvolvimento de Alvinópolis, Carlos Alexandre Cesário, contou que a Defesa Civil trabalha no levantamento do número de casas e outros imóveis danificados e verifica se há pessoas desalojadas ou desabrigadas. Segundo ele foram pelo menos 20 chamados de moradores devido ao temporal. A cidade ficou sem energia elétrica e sem comunicação até o fim da manhã.

“Destelhamentos de casas, muito lamaçal que invadiu a cidade oriundo das estradas rurais, tampas de caixas d’água e portões de garagens arrancados. Foi uma espécie de tornado, muito vento com um volume de água grande junto a granizo”, detalhou Cesário sobre a chuva que, segundo ele, começou às 20h30 e teria durado apenas 15 minutos.

Ontem choveu forte em vários municípios mineiros, principalmente na Zona da Mata e Sul de Minas. Na Usina de Furnas, em São José da Barra, houve registro de granizo.
 
Fonte: www.em.com.br
Categoria: Minas Gerais
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Atividade da mineradora Empabra é investigada por agravamento de danos à Serra do Curral

Publicado em 28/07/2018 às 13h17

Laudo da gerência do Parque Estadual Floresta da Baleia revela que mineração alterou o perfil do solo próximo ao limite da área de preservação e reduziu a capacidade de armazenamento de água na microbacia

A discussão sobre possíveis danos da mineração sobre a Serra do Curral, símbolo de Belo Horizonte, ganhou força a partir do Laudo de Constatação 1/2017, produzido pela gerência do Parque Estadual Floresta da Baleia em novembro de 2017 e divulgado pelo Estado de Minas no mês passado. O documento atesta que a mineração alterou o perfil do solo próximo ao limite da área de preservação e reduziu a capacidade de armazenamento de água na microbacia. A alteração, sustenta o texto, abre possibilidade de desestabilização do solo e deslizamento de terra, o que poderia desfigurar a formação geomorfológica da área de preservação ambiental. Apesar dessa constatação, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semad) chegou a se manifestar dizendo que o empreendimento não afetava o parque. Depois, pontuou ter ficado constatado que as atividades da Empabra colocam em risco um ponto específico da divisa com a unidade. No local estava prevista a instalação de um aterro, mas a obra não estava concluída no momento da fiscalização feita pela secretaria em 6 de junho.
 

A inspeção ocorreu depois das denúncias divulgadas pelo EM, feitas por ambientalistas, moradores do entorno da mineradora e pelo vereador Gilson Reis (PC do B), que apontavam divergência entre o plano de recuperação ambiental que a empresa tinha acordado desenvolver na área – degradada por décadas de mineração – e a atividade que realmente ocorria aos pés da Serra do Curral. Logo depois da vistoria, a Semad decidiu embargar as atividades da mineradora, permitindo apenas a continuidade das ações previstas para recuperação do meio ambiente.

O embargo se baseia no descumprimento das condicionantes 2, 5, 6 e 7 do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a mineradora e o estado, segundo a Semad. Os tópicos tratam dos possíveis danos causados por escoamento de minério em vias públicas; da realização de reuniões trimestrais com ONGs, associações de bairro e moradores para discutir a atividade; da criação de canal de ouvidoria junto à comunidade; e da instalação de sistema de limpeza de rodas de caminhões de minério.

A Semad informou ainda que fará nova vistoria ao local do empreendimento, para checar o cumprimento da suspensão das atividades. A pasta ressalta que, caso seja detectado que a empresa descumpriu o embargo, “serão tomadas as medidas cabíveis, o que inclui multas mais pesadas, comunicação aos órgãos ministeriais e novo embargo”.

CPI Ontem, os sete vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar as atividades da Empabra se reuniram para definir as funções de cada integrante. O vereador Gilson Reis (PCdoB), que fez as primeiras denúncias em relação às atividades da Empabra, foi escolhido presidente e o vereador Carlos Henrique (PMN), relator. Os demais integrantes do grupo são Edmar Branco (Avante), Catatau (PHS), Rafael Martins (MDB), Juliano Lopes (PTC) e Pedro Patrus (PT).

Autor do requerimento para instaurar a comissão, Gilson Reis disse que uma de suas primeiras medidas será articular uma inspeção na área da mina. Ele também explicou o cronograma de trabalho dos vereadores. “A primeira ação é propor uma visita técnica à área de mineração nos próximos dias, por meio de um requerimento, para que os vereadores tenham condições de avaliar os danos in loco. Também vamos elaborar o plano de trabalho neste primeiro encontro. Todas às terças, às 10h, teremos sessões, além de encontros extraordinários, se necessário”, ressaltou. A CPI tem prazo de 120 dias, a contar de ontem, para concluir seu trabalho.

Sobre a decisão judicial acerca da desestabilização da Serra do Curral, o vereador pontuou que o fato confirma suspeitas de parlamentares sobre a atividade da mineradora. “Isso comprova aquilo que já vínhamos pautando há meses, que é a mineração agressiva da Empabra. Não me surpreende, pois, do ponto de vista empírico, considero que os danos são irreversíveis. Falo isso sem nenhuma posição técnica, mas quem vai lá percebe que eles já fizeram um estrago considerável no patrimônio de Belo Horizonte”, afirma. O presidente da CPI também destacou que, durante os trabalhos, fará questão de ouvir diferentes setores da sociedade, desde integrantes de movimentos sustentáveis até a população, incluindo a empresa responsável pelo empreendimento.

Sobre o trabalho da comissão, a Empabra informou que ainda não foi convidada a prestar esclarecimentos sobre suas atividades. A empresa, porém, ressaltou que está disponível para fornecer todas as informações necessárias sobre a Mina Corumi, localizada aos pés da Serra do Curral.

Fonte: www.em.com.br

Categoria: Minas Gerais
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