Brasil

Livro de fotografias mostra a beleza natural e cultural da Mantiqueira

Publicado em 20/11/2018 às 08h44

Pelas lentes da Müller Cultural, a obra que viaja pela Serra da Mantiqueira será lançada em Campos do Jordão no próximo dia 24

O 8° ecossistema mais rico em diversidade de espécies do mundo, a Serra da Mantiqueira é reconhecida internacionalmente pelas belezas naturais da cadeia montanhosa que – em tupi-guarani – significa "serra que chora". No novo livro da Müller Cultural, "Arte, histórias e natureza: um olhar sobre a cultura da Mantiqueira", as fotografias revelam as paisagens e os personagens da região que se estende por 500 km de extensão e quase três mil metros de altitude nos pontos mais altos.

Localizada entre as divisas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Mantiqueira foi devastada a favor da agropecuária e recentemente redescoberta pelo turismo, que teve papel importante para a preservação local. Além das paisagens, a Serra entrou no roteiro gastronômico e de lazer dos brasileiros, com pousadas charmosas, bons restaurantes e um artesanato refinado – retratados no livro de fotografias.

Há 15 anos viajando o Brasil, essa é a primeira vez que a Família Müller se dedica à Mantiqueira e as descobertas foram detalhadas na obra. "Em tempo conseguimos preservar ainda uma parte deste precioso patrimônio natural. Ao visitarmos as várias cidades encravadas entre as montanhas da Mantiqueira para compor esse livro, descobrimos além das belezas naturais, um povo comprometido com a preservação ambiental, cultural e artística da região", revelam os autores.

Para o lançamento de "Arte, histórias e natureza: um olhar sob a cultura da Mantiqueira", a Müller Cultural realizará o lançamento do livro em Campos do Jordão. O evento acontecerá no dia 24 de novembro a partir das 10h, no Centro de Lazer Tarundu.

O projeto foi possível graças ao patrocínio da Spartan do Brasil e amparado pela lei federal de incentivo à cultura.

"Procuramos retratar a formosa Mantiqueira de maneira simples e singela. Convidamos nossos leitores a conhecerem um pouco deste tesouro ambiental e cultural, um dos mais valiosos que temos no país", finaliza Ronaldo Andre Muller, CEO da Müller Cultural.

Arte, histórias e natureza: um olhar sobre a cultura da Mantiqueira 
Lançamento - 24/11 às 10h
Local: Centro de Lazer Tarundu - Av. José A. Manso, 1515
Livro: 64 páginas
Tiragem: 2 mil exemplares

Sobre a Müller Cultural
Há mais de 15 anos a paixão por viagens e pela natureza moveu a Família Müller a viajar pelo Brasil e o mundo iniciando um trabalho que tem como principais objetivos fomentar o turismo, a cultura, fortalecer laços familiares, comprometer as pessoas com a sustentabilidade e com o respeito pela diversidade. O hobby tornou-se o negócio da família e desta experiência nasceu o Grupo Família Muller. A Müller Cultural, uma das principais empresas do grupo, atua na criação, desenvolvimento e produção de projetos amparados pelas leis de incentivo à cultura ProAc ICMS, Lei Rouanet e ProMAC municipal SP, como proponente cultural.

Categoria: Brasil, Minas Gerais
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Luzia resistiu! Crânio foi resgatado do incêndio no Museu Nacional

Publicado em 20/10/2018 às 09h02

O crânio de Luzia, a mulher mais antiga do Brasil e das Américas, resistiu ao incêndio ao Museu Nacional no Rio de janeiro, no último dia 2 de setembro. Depois de atravessar 12 mil anos de história, o fóssil foi resgatado, mas em pedaços, pela equipe de especialistas da instituição.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela arqueóloga Claudia Rodrigues-Carvalho, funcionária do museu e supervisora dos trabalhos de buscas no antigo palácio imperial, localizado no parque municipal Quinta da Boa Vista. Os restos foram encontrados nos últimos dias e 80% deles já foram identificados.

“Nós retiramos 100% do material, mas sempre existe alguma transformação. Hoje conseguimos dizer 80% desse material foi possível identificar de imediato”, disse Rodrigues-Carvalho ao ElPaís.

O restante ainda está passando por um processo de limpeza e estabilização. Devido ao intenso calor, a cola que mantinha o crânio unido derreteu, deixando-o despedaçado e danificado. “Sempre tem algum tipo de perda, mas acredito que chegaremos a recuperar quase 100%”, acrescenta.

Os pedaços foram apresentados nesta sexta durante uma coletiva de imprensa no Rio.

Como

Rodrigues-Carvalho conta que o crânio se encontrava em uma caixa de metal dentro de um armário “em uma posição que era já planejada para qualquer situação de sinistro”. Foi o que acabou salvado Luzia, uma das peças mais importantes de um acervo de 20 milhões de itens. “Mas o material ósseo tem um limite de resistência e Luzia é mais frágil que o normal, mas todas as medidas acabaram garantindo uma possibilidade de restauração. A proteção não foi 100% eficaz, mas de certa forma ajudou”, afirma a antropóloga.

Os restos de Luzia ficarão guardados em um local seguro até que um laboratório seja disponibilizado, uma condição imprescindível para que os pesquisadores do Museu Nacional possam finalmente começar a restaurá-los. “Os fragmentos tiveram uma transformação, é impossível não ter. Mas estamos muito otimistas, porque a expectativa era de nem conseguiríamos recuperá-la”, explica Rodrigues-Carvalho. “Temos muito trabalho pela frente, mas que será recompensador”.

Com informações do ElPaís e G1

Fonte: Só Notícia Boa

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Artistas grafitam casas de madeira em favela de São Luís (MA)

Publicado em 16/10/2018 às 15h52

“É muito importante vocês estarem aqui, faz a gente lembrar que é gente também.”

As casas de madeira de moradores da favela da Alemanha, em São Luís, no Maranhão, erguidas sobre palafitas, ganharam cor e vida na última sexta-feira (12).

O projeto ‘Favelart’ reuniu dez grafiteiros e muralistas da capital maranhense para elevar a autoestima de moradores que vivem com tão pouco e rodeados por problemas, como a falta de saneamento básico, lazer, atividades culturais e a violência.

A iniciativa partiu de um morador da comunidade, o produtor cultural, MC e grafiteiro Carlos Over. Ele bateu de porta em porta pedindo autorização aos vizinhos para transformar suas casas em incríveis painéis artísticos ao ar livre.

Com a autorização cedida, era hora de reunir outros artistas que topassem participar da ação. Bastaram alguns posts nas redes sociais para que eles aparecessem e também pessoas dispostas a ajudar com a doação de tintas, mão de obra e alimentos para serem distribuídos aos moradores da comunidade durante o evento.

“Boa parte dos moradores reside em palafitas estabelecidas na maré, onde há pouco acesso à cultura, arte e lazer. Então, propus levar um pouco disso tudo para a comunidade”, conta Carlos em entrevista ao Razões para Acreditar.

Os moradores da Alemanha receberam muito bem os artistas e visitantes, esbanjando hospitalidade e gratidão. Em meio a tantos problemas, Carlos conta que era comum ouvir dos vizinhos frases como “Vocês precisam de alguma coisa?” e “Eu moro ali, ó, pode me procurar, tenho pouco, mas tudo o que eu tenho posso dividir com vocês”.

“Toda a ação foi baseada em uma construção mútua entre moradores e colaboradores. A ação teve um valor de mudança simbólica inestimável para a comunidade, trazendo aos moradores um ambiente mais agradável e uma autoestima maior em relação a sua comunidade e as suas moradias, como disse uma moradora: ‘É muito importante vocês estarem aqui, faz a gente lembrar que é gente também’”, afirma Carlos.

Fonte: razões para acreditar

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Museu do Amanhã realiza seminário para falar sobre passado, presente e futuro da Baía de Guanabara

Publicado em 18/09/2018 às 16h40

Evento que será realizado na próxima quarta (19) terá a participação dos especialistas David Zee, Fabio Scarano e Rodrigo Medeiros

Rio de Janeiro, setembro de 2018 – O Museu do Amanhã, gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), convida os especialistas David Zee, Fabio Scarano e Rodrigo Medeiros para falar sobre os processos históricos e prognósticos futuros para a Baía de Guanabara. O evento será realizado na próxima quarta (19/9), às 15h, no Observatório do Amanhã, dando sequência à série de debates do projeto Baías de Todos Nós.

Em formato de talk-show, o debate é inspirado em livro homônimo, lançado no fim de 2017. A publicação traça o cenário histórico de ocupação urbana do entorno da Baía de Guanabara, mapeia a situação atual e traça previsões para o futuro.

Desde 2016, o Museu do Amanhã vem debatendo os destinos da Baía de Guanabara, umas das principais baías do país, em cuja bacia hidrográfica vivem 8,6 milhões de pessoas. A deficiência no saneamento básico – apenas 30% dos esgotos domésticos são tratados hoje – é um dos principais flagelos ambientais desse importante ecossistema local, que abriga enorme biodiversidade marinha, como tubarões e raias.

Jornalistas interessados devem se credenciar pelo e-mail imprensa@museudoamanha.org.br.

Serviço:

 

"Baía da Guanabara: passado, presente e futuro"

Data: 19 de junho (quarta-feira)

Horário: a partir das 15h

Local: Museu do Amanhã (Auditório)

Endereço: Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro

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Museu Nacional é interditado por recomendação da Defesa Civil do Rio

Publicado em 03/09/2018 às 17h21

Após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio, a Defesa Civil municipal informou que o local está interditado.

Técnicos do órgão identificaram que "existe um grande risco de desabamento, que pode ocorrer com a queda de trechos remanescentes de laje, parte do telhado que caiu e paredes divisórias do prédio". Na área externa, no entanto, a avaliação destaca que "devido à espessura das fachadas, não há risco iminente".

Mesmo assim, na parte externa "foram constatados problemas pontuais, como queda de revestimento, adornos e materiais decorativos (estátuas) fazendo com que a área de projeção das fachadas também permaneça isolada".

Mais cedo, o cenário era outro. Um laudo preliminar apontou não haver risco de desabamento. A declaração foi dada pelo coordenador da Defesa Civil, Luiz André Moreira, em entrevista ao RJTV no fim da manhã desta segunda-feira (3) . Segundo ele, havia uma recomendação de interdição momentânea do prédio.

"A fachada por inteiro nós não verificamos indícios de risco estrutural de colapsar (desabar). Existe, sim (risco interno), em função de trincas que ocorreram na fachada e do revestimento, é possível a queda de partes dos revestimentos, de fragmentos dos adornos, dos beirais e da própria esquadria das janelas que estão danificadas devido ao incêndio", disse Moreira.

 

O coordenador da Defesa Civil disse que o laudo ainda está em fase conclusiva e afirmou que as causas do incêndio serão apontadas pela perícia. Ao RJTV, O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que "há várias hipóteses", mas que curto-circuito e a queda de balão são possibilidades. As Polícias Civil e Federal já abriram inquérito para apurar a razão do fogo.

O incêndio de grandes proporções que começou na noite de domingo (2) destruiu todo o interior do prédio, que tem três pavimentos e mais de 9 mil metros quadrados de área útil. O acervo conta com mais de 20 milhões de itens. De acordo com um bombeiro que participou da operação, a falta de água atrasou o trabalho.

Diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte desabafou sobre o que chama de "descaso" das autoridades. Roberto Leher, diretor do Museu, foi mais enfático.

O Museu Nacional fica próximo ao zoológico, mas vistoria feita no local constatou que a saúde dos animais não foi afetada. Por sorte, a fumaça foi levada para outra direção por conta do vento e os bichos não a inalaram.

A mais antiga instituição científica do país abrigava um acervo de mais de 20 milhões de itens que foram consumidos pelo fogo. O Museu Nacional completa 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e de dois imperadores.

Figuras históricas como Albert Einstein, Madame Curie, Santos Dumont e Lévi-Strauss foram visitantes importantes do Museu no século passado. Há 60 anos, Juscelino Kubitschek teria sido o último presidente a visitar o local.

Fonte: G1

 

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Tubarões: Os gigantes das telonas que nunca saem de moda

Publicado em 10/08/2018 às 16h20

 

 

Para quem está ansioso para assistir à "Megatubarão", que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (09), relembrar alguns dos filmes de tubarão mais famosos de Hollywood é uma boa forma de preparar o emocional para os sustos que vêm pela frente.

Considerado o predador mais feroz dos oceanos, o Tubarão ocupa um lugar de destaque no imaginário das pessoas, que temem o encontro com ele e se divertem assistindo às representações desse gigante dos mares no cinema.

Se na vida real esse animal carnívoro que pode atingir até 6,5 metros de comprimento e pesar 3,4 toneladas já assusta muito, nos cinemas o pânico que ele causa vai para um outro patamar. Isso porque o fato desse animal com dentes de serra já ter o tamanho de um ônibus não é o bastante para os diretores. Os tubarões dos filmes ainda são extremamente agressivos, adoram morder pessoas e – pasmem – atacam até pelos ares.

Claro que não poderíamos deixar de começar essa lista com o clássico "Tubarão", de Steven Spielberg. Lançado em 1975, o longa mostra o desespero dos turistas quando um tubarão branco começa a atacar um resort na beira da praia. A responsabilidade de salvar a vida dos banhistas fica por conta de um xerife, um biólogo marinho e um marinheiro. Com efeitos especiais que o fizeram ser indicado ao Oscar de Melhor Filme, "Tubarão" até hoje é lembrado pelo público de todas as idades (ou vai dizer que você nunca cantou a música do tubarão se aproximando?).

Outro grande filme é "Mar Aberto". O angustiante longa, em que um casal de mergulhadores fica perdido em alto mar completamente sozinho, tem menos de 80 minutos de duração, mas parece se arrastar por três horas. Se você já assistiu a esse filme, com certeza teve essa sensação. Se pretende assistir, se prepare para mais de uma hora de angústia e falta de ar. Ah, um bônus sobre esse filme: Com orçamento muito baixo, não seria possível fazer animatrons de tubarões realistas, ou investir em efeitos especiais de ponta. Então, por incrível que pareça, os tubarões eram todos de verdade e estavam de fato cercando os atores durante as cenas (eles foram separados obviamente por uma barreira submersa).

Agora vamos falar de um filme que de tão trash virou um sucesso mundial? O que você diria se fosse convidado para assistir no cinema uma história em que um furacão atinge os Estados Unidos e leva milhares de tubarões para o meio de Los Angeles, que está completamente alagada? E se o trailer desse filme tivesse imagens de tubarões literalmente voando em furacões e atacando as pessoas pelos ares? Você iria ao cinema?

Pois se a sua resposta for não, saiba que muita gente disse sim e transformou a saga "Sharknado" em uma gigante de bilheteria. E você não leu errado, não: é a SAGA "Sharknado". Hoje com 4 longas de sucesso lançados a distribuidora se prepara para apresentar ao mundo "Sharknado 5", que além de tubarões tem dinossauros prontos para apavorar todos os mocinhos, bandidos e figurantes em cena.

Se Sharknado levou os tubarões para dentro da cidade, "Águas Rasas" mostra o drama de uma surfista que precisa enfrentar um tubarão a meros 180m da praia. Nancy é uma jovem médica que decide surfar em uma praia isolada para lidar melhor com seus sentimentos e poder lidar com a perda recente da mãe. O que ela não imaginava é que essa busca por conforto se tornaria uma batalha pela vida. Atacada por um enorme tubarão, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.

Para fechar essa lista, separamos "Homens de Coragem", de 2016. Semi baseado em uma história real da segunda guerra, o longa mostra o desespero da tripulação do navio USS Indianapolis, que é afundado por um submarino japonês em águas infestadas de tubarões. Com Nicolas Cages, que interpreta o capitão que coordena os 300 tripulantes em apuros, o longa promete grandes emoções.

Gostou de relembrar alguns dos filmes de tubarão mais famosos e interessantes da história? Então aproveite para revê-los (ou ver pela primeira vez algum que ainda não tenha visto)! Mas antes, dá uma passada na Rede Cinesystem e confere nas telonas as emoções de "Megatubarão"!

O longa conta a história da tripulação de um submarino que fica presa dentro da fossa mais profunda do Oceano Pacífico após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta: um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, é chamado um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

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Jurassic World: Reino Ameaçado - Tecnologia a favor da pré-história

Publicado em 25/06/2018 às 12h11

25 anos depois do lançamento de Jurassic Park, veja o que mudou nas tecnologias de exibição e produção de um dos longas mais inovadores das últimas décadas

Vamos começar com uma verdade: dificilmente você encontrará uma pessoa que já passou dos 30 anos e que nunca tenha visto (e amado) Jurassic Park. O filme, que se tornou uma referência em efeitos especiais e arrastou multidões para os cinemas em 1993 faz parte do imaginário das pessoas e transcende gerações, sendo exibido de pais para filhos – e reprisado nas sessões da Tarde.

Não é de se espantar que "Jurassic World", quarto longa da saga - que foi lançado em 2015 com ares de remake - se tornou uma das estreias de maior bilheteria da história do cinema, arrecadando US$ 524 milhões no primeiro final de semana de exibição. Mesmo que as duas sequências anteriores, lançadas em 2000 e 2001, não tenham sido tão bem recebidas pelo público, a nova gama de tecnologias à mão e as salas de cinema completamente diferentes das disponíveis nos anos 90 e 2000 fez com que, novamente, milhões de pessoas saíssem de casa para ver, com muita expectativa, os dinos nas telonas.

Agora, com o lançamento de "Jurassic World: Reino Ameaçado" no último dia 21, 25 anos após o primeiro T-Rex ser visto nas telonas e público já mais acostumado com efeitos especiais de "encher os olhos", fica a pergunta dúvida: afinal, o que há de novo na nova versão?

Para começar, não tem como não falarmos dos dinossauros, não é? Em 1993, Spielberg revolucionou o cinema ao apresentar animais super-realistas. Eles eram, na verdade, bonecos mecânicos (técnica conhecida como animatrônica), daquele tamanho que vemos nas telas mesmo. Diz a lenda, inclusive, que durante a icônica cena em que o T-Rex quebra o vidro do teto do carro para tentar pegar as crianças, a ideia original era que ele apenas se aproximasse do veículo. Mas, o boneco gigante (e pesado) acabou batendo no tampo e derrubando o vidro em cima das crianças, que gritaram a plenos pulmões de medo - acredite! - real.

Agora uma curiosidade: por mais que pareça que eles estão o tempo todo nas cenas, em 127 minutos do primeiro filme, apenas em 15 aparecem os dinossauros. Desses 15, nove são imagens dos bonecos e seis são animações feitas por computação gráfica. Além disso, os velociraptors que aparecem em cenas chave do longa, são animadores vestindo trajes de borracha.

Já para "Jurassic World: Reino Ameaçado", os bonecos também foram produzidos, mas com uma quantidade de realismo impressionante! Mandíbulas e olhos se movem e o corpo deles imita até o movimento da respiração. Tanto realismo fez com que alguns atores comentassem, inclusive, que dava um certo nervosismo estar próximo dos dinos. Além disso, os animatrônicos são usados como base para que a computação gráfica possa ser muito mais real do era há duas décadas. Em diversas cenas de ação os atores fazem os movimentos que seriam dos dinossauros e são substituídos pelos animais digitalmente.

Boa parte do realismo do primeiro filme é atribuído também à profundidade sonora. Você sabia que os barulhos produzidos pelos dinossauros são sons de cães, vacas e até tartarugas copulando? Com técnica de desaceleração, os produtores conseguiram transformar esses sons da natureza em rugidos grandiosos. Mas não foi só isso que fez com que o som fosse tão especial. O que acontece é que Jurassic Park foi o primeiro filme a utilizar o sistema DTS (Digital Theater Systems), baseado em vários canais de áudio. O próprio Spielberg era um dos investidores do formato nos anos 90.

Atualmente, quem for assistir "Jurassic World" nos cinemas com Dolby Atmos®, o mais potente sistema de som do mercado, independentemente da poltrona em que estiver sentado, terá a mesma sensação de envolvimento com o filme – que já é muito maior do que a convencional. Isso acontece graças ao posicionamento mais apurado das caixas acústicas, de forma que elementos sonoros independentes possam se sobrepor aos canais de áudio tradicionais. Na Rede Cinesystem Cinemas, por exemplo, as salas Cinépic, mais tecnológicas da exibidora, possuem até 128 canais de áudio que são distribuídos por toda a sala, inclusive em meio à plateia. As caixas tornam mais fácil a simulação dos efeitos sonoros e ampliam as possibilidades dos produtores do filme. O som surge de todas as direções e parece preencher a sala de cinema por completo, com uma surpreendente clareza, riqueza, detalhe, profundidade e sensação de inserção.

Por fim, precisamos citar a clareza das imagens. Mesmo com todos os efeitos visuais de Jurassic Park, em 1993, a tecnologia de exibição disponível no mercado não era nem de perto parecida com a de hoje. Para se ter uma ideia, o primeiro complexo cinematográfico 100% digital do Brasil foi lançado apenas em 2011, pela Rede Cinesystem. Hoje em dia, todos os cinemas brasileiros já contam com 100% de digitalização e já existe o primeiro com 100% de projeção a laser, também lançado pela exibidora no Morumbi Town Shopping.

Se pensarmos que o público só teve a oportunidade de assistir a Jurassic Park em 3D no ano de 2013, quando uma versão comemorativa remasterizada foi lançada pela Universal, o salto tecnológico do mercado fica ainda mais evidente.

Quem quiser conferir de perto a nitidez, o grau de realidade e o "barulho" dos novos dinossauros, precisa correr para os cinemas e já garantir ingressos para "Jurassic World: Reino Ameaçado". O longa estreou no dia 21 de junho nas salas de todo o Brasil.

Confira a programação completa da Rede Cinesystem Cinemas: http://www.conteudoempresarial.com/release/jurassic-world-reino-ameacado-chega-a-rede-cinesystem/

 

SOBRE a Rede Cinesystem Cinemas

Quinta maior exibidora do País em número de salas, a Rede Cinesystem Cinemas foi criada em 2003 e opera atualmente 156 salas, distribuídas por 26 complexos em 10 estados: Pará, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Jovem, ousada e inovadora, entrega em cada um dos multiplex o que há de melhor em tecnologia e conforto, oferecendo assim uma experiência única para os clientes.

Levam a assinatura da Cinesystem o precursor e exclusivo projeto de autoatendimento e o primeiro complexo totalmente digital do País. É também da Rede o único cinema com 100% de projeção a laser da América Latina. O complexo, que fica no Morumbi Town Shopping, conta também com a "Melhor Sala da Cidade" e as "Melhores Poltronas da Cidade", de acordo com o ranking do jornal O Estado de São Paulo de 2018. A Cinesystem é ainda vencedora do Prêmio ED (Exibidoras/ Distribuidoras), iniciativa do Sindicato das Empresas Exibidoras do Estado de São Paulo, nos anos de 2010, 2011, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017, em diversas categorias.

Mais de 8 milhões de espectadores escolhem todos os anos a Cinesystem e podem optar por ver seus filmes favoritos em um dos variados estilos de salas que a exibidora oferece, entre elas as salas convencionais, com tecnologia 3D, as VIPS, Premiuns ou na "CINÉPIC", modelo mais tecnológico da Rede, que conta com o sistema de som Dolby Atmos®, projeção digital com tecnologias 4K e HFR e telas gigantes até 150% maiores que as tradicionais, fazendo com que os clientes tenham a sensação de estarem "dentro" do filme. Graças ao som Dolby Atmos®presente na sala CINÉPIC do Morumbi Town Shopping, o cinema foi premiado por dois anos consecutivos, 2017 e 2018, como "Melhor Sistema de Som de Cinema" pelo jornal Folha de São Paulo.

Na Cinesystem todos os públicos têm benefícios garantidos. Com pipoca ou milkshake, nas salas da exibidora paranaense fazer aniversário é sinônimo de "Festa no Cinema". O público conta também com descontos e vantagens especiais do "Clube da Pipoca", programa de relacionamento da Rede. Já os projetos "CinEmpresarial" e "CinEscola" proporcionam a estrutura ideal para eventos sociais, corporativos e pedagógicos. Outras informações, acesse: www.cinesystem.com.br

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Corpus Christi: o que se comemora nesse dia e por que é feriado

Publicado em 31/05/2018 às 09h56

Afinal de contas, o que é comemorado nesse feriado, que às vezes mal sabemos soletrar?

Oficialmente, o dia de Corpus Christi – assim como o Carnaval e a Sexta-feira Santa – não é um feriado nacional. A legislação brasileira delega aos estados e municípios a instituição de outros feriados – não mais que quatro –, além daqueles decretados na lei nº 10.607/2002. Contudo, tradicionalmente, o dia de Corpus Christi é adotado como feriado, ou no mínimo ponto facultativo, por quase todos os municípios do país.

História

A expressão latina Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”. É uma comemoração católica, cujo nome litúrgico completo é Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Mesmo sendo corriqueira a abreviação em latim, não é de uso universal. Na Itália, por exemplo, o mais comum é se falar em Corpus Domini, “o Corpo do Senhor”.

A solenidade tem a sua origem no século XIII, a partir das inspirações de uma monja agostiniana conhecida como Santa Juliana de Cornillon, que viveu em Liége, na Bélgica. Aos 16 anos, ela teve uma visão na qual se via a Lua, toda brilhante, atravessada por uma faixa escura. Na oração, compreendeu que a Lua representava a vida da Igreja na terra e a faixa sem luz significava a ausência de uma festa litúrgica dedicada à Eucaristia.

Juliana manteve em segredo a sua visão por cerca de vinte anos. Depois de ter assumido a liderança do convento em que vivia, confidenciou a visão a outras duas religiosas e a um padre, ao qual pediram que sondassem entre os clérigos e os teólogos o que pensavam da proposta.

A resposta foi positiva e o bispo de Liége – cidade já conhecida por seu fervor pela Eucaristia – instituiu a festa na sua diocese, sendo em seguida imitado por outros bispos. Foi o papa Urbano IV, que havia conhecido Juliana antes de se tornar pontífice, que estendeu a comemoração a toda a Igreja, com a bula Transiturus de hoc mundo, em 1264, seis anos depois da morte de Juliana. A data fixada – e estabelecida como dia de preceito, ou seja, de obrigatoriedade de ir à missa – foi a segunda quinta-feira após a solenidade de Pentecostes, que ocorre, por sua vez, no sétimo domingo a partir da Páscoa.

Festejar a Eucaristia

A data veio ao encontro da ausência de uma comemoração no calendário litúrgico da Igreja Católica dedicada especialmente à exaltação da Eucaristia, o pão e o vinho que, segundo a fé católica, ao serem consagrados na missa com a repetição do gesto e das palavras de Jesus na última ceia, o tornam presente de modo “verdadeiro, real e substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 282).

O dia mais propício seria o da instituição do sacramento da Eucaristia, isto é, a Quinta-feira Santa, mas o clima da celebração desse dia, que se encerra com a perspectiva da prisão e da morte de Jesus, não é o mais adequado a uma comemoração festiva. Inserido no Tempo Comum do calendário litúrgico, o dia de Corpus Christi dá espaço a manifestações mais expressivas e alegres da devoção dos fiéis, como a rica decoração que, em muitos lugares, inclusive no Brasil, se caracterizou pela confecção de tapetes para a procissão com a Eucaristia, feitos principalmente com serragem colorida. Ao mesmo tempo, sendo uma data móvel dependente do dia da Páscoa, não perde a sua ligação com o mistério pascal, centro da fé cristã.

Quando Urbano IV oficializou a comemoração, pediu a santo Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos do seu tempo e da história da Igreja, que compusesse os textos do ofício litúrgico da solenidade. Usados até hoje, são largamente difundidos e alimentam a fé dos fiéis. Segundo o papa Bento XVI, “são obras-primas em que se fundem teologia e poesia”.

Corpus Christi e o estado laico

A noção de feriado, isto é, de um dia comemorativo em que não se trabalha, vem do âmbito religioso. Já entre os romanos eram dias de festa que, cumprindo a função de demarcar a passagem do tempo, se referiam a divindades. No cristianismo, têm uma função clara: dispensar o fiel da obrigação do trabalho para que possa participar da missa em um dia importante do calendário da Igreja. Por isso, a existência de feriados religiosos não fere a laicidade do Estado, que apenas garante com isso o direito do fiel participar da vida da sua religião.

Foi só com a Revolução Francesa, no final do século XVIII, que o modelo foi adotado fora da esfera religiosa: o 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, se tornou o primeiro feriado de natureza civil. Lentamente, foram se estabelecendo outras datas, como o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, adotado em diversos países na segunda metade do século XIX.

Nem todos os dias de preceito da Igreja Católica são feriados no Brasil. As solenidades da Epifania (6 de janeiro), da Ascensão do Senhor (6ª quinta-feira após a Páscoa), de São Pedro e São Paulo (29 de junho), da Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto) e de Todos os Santos (1º de novembro) são comemoradas no país no domingo seguinte, por disposição da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Já a solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro) é dia de feriado em várias cidades – como Campinas, João Pessoa, Salvador, Aracaju, Manaus e Belo Horizonte –, mas passa despercebida em muitas outras.

Na própria Itália, Corpus Christi não é feriado e a comemoração é transferida para o domingo seguinte. Além disso, lá o dia de Todos os Santos é feriado, mas Finados não é.

Fonte: Sempre Família

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Prefeitura realiza oficina sobre editais de projetos culturais populares

Publicado em 09/05/2018 às 14h32

Objetivo é preparar para exigências do processo, capacitando candidatos e incentivando organização de grupos de artes populares

A Prefeitura de Muriaé, por meio da Fundarte, realizará na próxima segunda-feira (14), às 17h30, no Teatro Zaccaria Marques, uma oficina para quem quiser participar da 6ª Edição do Prêmio Culturas Populares (Edição Selma do Coco). O prazo para as inscrições segue até o dia 13 de junho. O objetivo da oficina é preparar as pessoas para as exigências do edital, deixando-as capacitadas a cumprir o cronograma, além de incentivar os muriaeenses a desenvolverem grupos de artes populares.

A atividade será realizada em Muriaé por meio da parceria com a Representação Regional em Minas Gerais do Ministério da Cultura (MinC). O edital é promovido pela Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, do Governo Federal, com o intuito de premiar com R$ 20 mil as 500 iniciativas de culturas populares, grupos ou comunidades, instituições privadas sem fins lucrativos e herdeiros de protagonistas das artes relacionadas ao cordel, quadrilha, maracatu, jongo, bumba meu boi, cortejo de afoxé, entre outros. O 6º Prêmio Culturas Populares vai destinar ao todo R$10 milhões para todos os classificados. Poderão participar também equipes que exaltam as culturas indígenas, ciganas, hip hop, funk e capoeira.

A premiação é a maior desde 2007. “Vamos realizar as oficinas para preparar os grupos de Muriaé para participar. O Ministério vai premiar 200 trabalhos e esperamos que muitos candidatos de nossa cidade se inscrevam e sejam contemplados, pois assim seremos parte deste lindo projeto que apresentará trabalhos de todo o país. Acreditamos que investindo em nossas raízes, estamos mantendo viva a nossa memória”, ressaltou o prefeito Grego.

 

Categoria: Brasil, Geral
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Beija Flor é a escola campeão do carnaval do Rio em 2018

Publicado em 14/02/2018 às 17h00

A Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis conquistou o título de campeão do carnaval do Rio de janeiro 2018. Numa apuração apertada, a vitória só veio na apuração do último quesito, samba enredo, Até então, a vitória estava nas mãos da Acadêmicos do Salgueiro.
Veja abaixo a sinopse do tema, que fala da realidade de um país corrupto.

A ficção do monstro do Dr. Frankenstein nos coloca frente a frente à nossa capacidade de repudiar o que é estranho e diferente, de negar amor ao que não compreendemos.
O ser criado em laboratório a partir de pedaços de gente costurados rusticamente, e da ausência de ética e de limites, não foi reconhecido como um semelhante porque possuía aparência anormal e feia e, acabou sendo excluído, repudiado e renegado pelo próprio pai.
A estranha criatura, abandonada, sozinha, incompreendida e entregue a própria sorte, se transformou em anjo caído, revoltado pela falta de amor.
Mas, quem é o verdadeiro monstro nessa estória? A criatura de aparência repugnante, ou o criador, com seu egoísmo, seu orgulho, sua arrogância e seu coração corrompido?
Essa obra vai completar 200 anos, mas tem muito a nos dizer das diversas mazelas que atualmente corroem a integridade moral e espiritual de uma sociedade onde a desigualdade se alimenta do descaso, formando uma geração dominada pelo caos, vitimada pelo abandono e que vive a mercê de seres humanos bestiais que menosprezam tudo e a todos que lhes parecem inadequados e fora dos padrões estabelecidos.
O monstro do Dr. Frankenstein é a nossa realidade invertida, é a nossa culpa escancarada e jogada em nossas caras, mas que da qual fugimos e negamos qualquer responsabilidade. A criatura é o nosso espelho da vida refletindo nossas falhas mais gritantes, nossa falta de amor com o que nos cerca e com o próximo, e o nosso desrespeito às diferenças.
Somos parte de um sistema doentio, gerador de criaturas que falam línguas diferentes e aparentemente indecifráveis para os governantes, e que perambulam incompreendidas e esquecidas pelos becos, ruas e vielas dessa selva de pedra que um dia já foi o paraíso.
Mas, o sonho de uma criança ainda é pintar o futuro em folhas brancas da imaginação e traçar o mundo inteiro na palma da própria mão. Porém o que vemos são crianças abandonadas pelos pais, longe das escolas, vendendo balas nos semáforos ou se transformando em pivetes e disparando balas de armas que cospem fogo e dor. Por sua vez, os filhos jogam os pais idosos em asilos, feito fardos pesados demais, numa espécie de reflexo invertido.
É a carência de amor escancarada pela ausência de opção ou pela falta de pão, levando irmão a matar irmão. São pedaços de família, soltos, desapegados, sem ligação. São retalhos de uma sociedade refém de uma violência cruel que corrói a nossa dignidade e espalha o medo que nos devora a alma em cenas trágicas que passam diante de nossos olhos como um filme de terror, retratando vidas que se perdem num instalar de dedos em cenários reais e angustiantes. São as casas gradeadas, feito fortalezas de proteção, onde temos a sensação que nós é que estamos na prisão, numa banalização do mal, do sofrimento alheio e da própria vida humana, que transforma a luta diária, em luto constante.
São os Cavaleiros do Apocalipse político, camuflados com ternos, gravatas e hipocrisia, cavalgando no lombo da ambição e espalhando a falta de esperança. São as filas, as falhas e falcatruas alimentando saúvas e adoecendo a saúde; são zumbidos perdidos, sem direção, assustando a população e matando o futuro na nação. É a paz escondida na tristeza de cada olhar, na saudade doída dos que se foram, na fatalidade do silêncio dos que já não podem chorar. É o refugiado da seca que ainda não encontrou a terra prometida; é o brasileiro acuado, sem ter para onde fugir. Mas, na delação do “boca de sabão”, certo e errado pode ser apenas uma questão de ocasião.
Será que há salvação?
Será que no final do túnel haverá luz?
Ou será que carregaremos eternamente essa cruz?
Sentado na escadaria, um pedinte estende as mãos implorando esmolas, disputando com terços e santinhos a atenção de quem passa para se ajoelhar diante do altar de ouro; numa encruzilhada adiante, aproveitadores da boa fé despacham oferendas sem axé que servem para aliviar a fome e a sede do morador de rua; enquanto falsos profetas, em templos colossais, cobram dízimos celestiais, perseguem crenças diferentes, sufocam manifestações culturais e fomentam uma espécie de “Guerra Santa”: o sagrado versus o profano, a batucada proibida, a roda de samba coibida, a bebida no boteco; tudo é coisa do “coisa ruim”!
Porém, tudo que se constrói ou se destrói, se começa pela base, porque se não se fortalece a base, toda a edificação estará fadada ao desmoronamento. E a base, a estrutura de uma sociedade é a cultura. É preciso voltarmos às nossas raízes e nos reinventarmos. E se reinventar não significa mudar a essência ou renegar as origens. Reinventar tem um quê de renascimento, de tornar a ser criança, de redescobrir o poder de amar. Somente o amor e a valorização da cultura impedirão que os monstros da nossa sociedade continuem surgindo, se multiplicando e ameaçando o que temos de mais autêntico.
Cabe a nós sambistas, historicamente marginalizados e excluídos, sempre olhados com estranheza e preconceitos, perseguidos pela cor de nossas peles, pelo colorido de nossas roupas, pela nossa fé ancestral e pela nossa batucada, o alerta, a resistência e o protesto. Algumas vezes nos negaram a alma, outras tantas nos deram uma alma demoníaca, mas nunca conseguiram nos calar, silenciar as nossas vozes e os nossos tambores, porque somos das ruas, das praças, dos botecos, somos malandros boêmios e carregamos na alma a alegria que debocha das dificuldades, mas, se for o caso, afogamos as tristezas com uma cerveja bem gelada.
É chegada a hora de juntarmos os retalhos das nossas consciências que deixamos no baú empoeirado do nosso comodismo e costurarmos as fantasias dos abandonados e dos excluídos. Nesse cortejo popular, os verdadeiros monstros da nossa sociedade desfilarão sem máscaras para serem reconhecidos e malhados na quarta-feira de cinzas!
Que a Maria, a nossa Pietà, com seu filho nos braços e a lata d’água na cabeça, seja o retrato da luta de todos que apenas desejam ser amados e respeitados.
Que as ruas voltem a ser o grande tabuleiro da pluralidade da nossa gente, onde as peças dançarão ao som de uma batucada democrática. Que o nosso “rei” que é Momo, que é da folia, que é do povo, junte realeza e “peões”, derrube a “torre” da intolerância e dê um xeque-mate na tristeza. E assim, a Escola de samba e a comunidade, ali costuradas pelo amor a nossa cultura, se tornarão um só corpo novamente e o samba triunfará mais vivo do que nunca.
Que nesse arrastão de alegria, as drags e meretrizes encontrem um amor de carnaval; o velho arlequim nunca desista de beijar a colombina; o malandro continue caindo de paixão pela sedutora cabrocha e o pierrot, levante a cabeça, dê a volta por cima e, dance apaixonado com a passista formosa. Porque o samba é o palco mais democrático da nossa cultura popular e une irmãos de todos os cantos e bandeiras, festejando as diferenças e celebrando a paz sob um céu azul e branco.
Mas, se ainda assim você nos descrimina e não entende o nosso jeito de ser feliz, não nos leve a mal, o monstro é você!
Largue o nosso carnaval!
Afinal, monstro é aquele que não sabe amar!

Fonte: site apoteose

Categoria: Brasil
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