Minas Gerais

Livro de fotografias mostra a beleza natural e cultural da Mantiqueira

Publicado em 20/11/2018 às 08h44

Pelas lentes da Müller Cultural, a obra que viaja pela Serra da Mantiqueira será lançada em Campos do Jordão no próximo dia 24

O 8° ecossistema mais rico em diversidade de espécies do mundo, a Serra da Mantiqueira é reconhecida internacionalmente pelas belezas naturais da cadeia montanhosa que – em tupi-guarani – significa "serra que chora". No novo livro da Müller Cultural, "Arte, histórias e natureza: um olhar sobre a cultura da Mantiqueira", as fotografias revelam as paisagens e os personagens da região que se estende por 500 km de extensão e quase três mil metros de altitude nos pontos mais altos.

Localizada entre as divisas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Mantiqueira foi devastada a favor da agropecuária e recentemente redescoberta pelo turismo, que teve papel importante para a preservação local. Além das paisagens, a Serra entrou no roteiro gastronômico e de lazer dos brasileiros, com pousadas charmosas, bons restaurantes e um artesanato refinado – retratados no livro de fotografias.

Há 15 anos viajando o Brasil, essa é a primeira vez que a Família Müller se dedica à Mantiqueira e as descobertas foram detalhadas na obra. "Em tempo conseguimos preservar ainda uma parte deste precioso patrimônio natural. Ao visitarmos as várias cidades encravadas entre as montanhas da Mantiqueira para compor esse livro, descobrimos além das belezas naturais, um povo comprometido com a preservação ambiental, cultural e artística da região", revelam os autores.

Para o lançamento de "Arte, histórias e natureza: um olhar sob a cultura da Mantiqueira", a Müller Cultural realizará o lançamento do livro em Campos do Jordão. O evento acontecerá no dia 24 de novembro a partir das 10h, no Centro de Lazer Tarundu.

O projeto foi possível graças ao patrocínio da Spartan do Brasil e amparado pela lei federal de incentivo à cultura.

"Procuramos retratar a formosa Mantiqueira de maneira simples e singela. Convidamos nossos leitores a conhecerem um pouco deste tesouro ambiental e cultural, um dos mais valiosos que temos no país", finaliza Ronaldo Andre Muller, CEO da Müller Cultural.

Arte, histórias e natureza: um olhar sobre a cultura da Mantiqueira 
Lançamento - 24/11 às 10h
Local: Centro de Lazer Tarundu - Av. José A. Manso, 1515
Livro: 64 páginas
Tiragem: 2 mil exemplares

Sobre a Müller Cultural
Há mais de 15 anos a paixão por viagens e pela natureza moveu a Família Müller a viajar pelo Brasil e o mundo iniciando um trabalho que tem como principais objetivos fomentar o turismo, a cultura, fortalecer laços familiares, comprometer as pessoas com a sustentabilidade e com o respeito pela diversidade. O hobby tornou-se o negócio da família e desta experiência nasceu o Grupo Família Muller. A Müller Cultural, uma das principais empresas do grupo, atua na criação, desenvolvimento e produção de projetos amparados pelas leis de incentivo à cultura ProAc ICMS, Lei Rouanet e ProMAC municipal SP, como proponente cultural.

Categoria: Brasil, Minas Gerais
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Pesquisadores da UFMG preparam-se para escavar tumbas no Egito

Publicado em 31/10/2018 às 16h16

Missão na Necrópole de Luxor inclui iniciativas de caráter antropológico e cultural

Durante 50 dias, a partir de 10 de janeiro de 2019, equipe de projeto coordenado na UFMG trabalhará na primeira fase das escavações da Tumba Tebana 123 (TT 123), na Necrópole de Luxor, no Egito. Os arqueólogos vão explorar a sala anexa à câmara funerária, que tem cerca de 12 metros quadrados e pé direito de 5 metros. A sala será usada para acondicionamento e análise de material, que não pode deixar a Necrópole.

A expectativa dos pesquisadores é muito positiva: um primeiro esforço de limpeza da tumba revelou pedaços de sarcófagos e múmias e uma estátua que indica grande probabilidade de que a TT 123 esteja bem preservada. 

O projeto de escavação, restauração e conservação das Tumbas Tebanas 123 e 368, na margem oeste do Nilo – chamado de Projeto Amenenhet, em referência ao proprietário da TT 123 –, integra o Programa Arqueológico Brasileiro no Egito (Bape, na sigla em inglês), criado em 2015 na Universidade Federal de Sergipe. No ano seguinte, o projeto foi aprovado pelo Ministério das Antiguidades egípcio e, no ano passado, foi trazido para a UFMG pelo professor José Roberto Pellini, que passou a integrar o Departamento de Antropologia e Arqueologia da Fafich.

“Trata-se de tumbas ainda inéditas e de grande potencial arqueológico. Já encontramos relevos e inscrições de boa qualidade e cenas raras ou mesmo inéditas”, explica o coordenador, que trabalha com arqueólogos egípcios e pesquisadores da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. As múmias serão estudadas por antropólogas forenses da Corte de Haia.

Tumba clássica
A Tumba Tebana 123 é de Amenenhet, sacerdote que ocupava diversos cargos, entre os quais o de contador de pães, que eram distribuídos como parte dos salários no Egito Antigo. O nobre serviu ao faraó Thutmosis III, da 18ª Dinastia, por volta de 1800 antes de Cristo. Em formato de T, a tumba tem 25 x 3 metros de frente e um corredor principal de 50 x 3 metros. Segundo José Roberto Pellini, trata-se de uma tumba clássica da 18ª Dinastia, que tem a estátua do morto no final do corredor e salas que reúnem seus bens.

Na segunda etapa de escavações, em 2020, os arqueólogos vão explorar a câmara funerária. “Não temos ideia do que vamos encontrar, não há como saber ainda se ela está intacta ou foi usurpada”, diz o coordenador. A tumba conta com dois poços funerários, um no interior e o outro na parte externa. “Ainda não mexemos nesse segundo poço, que pode ser um ambiente de consagração”, supõe o arqueólogo.

Quanto à TT 368 – que abriga Amenhotep, chamado Huy, superintendente do ateliê de escultura do faraó –, seu estilo e decoração sugerem que tenha sido construída na época de Ramsés II, na 19ª Dinastia. Ela parece ter um quarto da área de TT 123, com a qual se conecta, e corre risco de ruir, razão pela qual só poderá ser escavada depois de passar por serviços de estabilização da estrutura. “O retorno esperado da 368 é diferente, porque há indícios de que ela foi habitada no século 16”, salienta Pellini. 

Narrativas alternativas
José Roberto Pellini é, segundo ele próprio, um dos poucos egiptólogos a denunciar e questionar a retirada da população local em nome do turismo e da valorização exclusiva do Egito faraônico. Essa preocupação é uma das inspirações para a vertente antropológica do Projeto Amenenhet, que conta com a participação dos pesquisadores de Córdoba e do antropólogo Rogério do Pateo, da UFMG. Essa parte do projeto, que já gerou artigos e apresentações em congressos internacionais, aborda o misticismo islâmico moderno e o uso dos sítios arqueológicos em práticas consideradas não ortodoxas da religião muçulmana, como a visita às tumbas e outros locais em busca de bênçãos. As pesquisas também tratam de crenças relacionadas à presença de espíritos e entidades nos sítios e do uso de alucinógenos, no passado e no presente.

Ainda como forma de interação com as comunidades de Luxor, o Projeto Amenenhet trabalha no desenvolvimento de narrativas alternativas ao discurso acadêmico. “Queremos explorar novos modos de formar e disseminar o conhecimento. Artistas de diversas partes do Egito têm sido convidados a interpretar as tumbas e a paisagem do entorno, por meio de música, pintura e performances”, explica José Roberto Pellini. Também estão sendo produzidos vídeos em 360 graus que servirão não apenas aos pesquisadores impedidos, por ora, de compor a equipe de campo, mas também à divulgação para o público em geral. Segundo o coordenador, a utilização de realidade virtual é inédita em projetos do gênero.

O projeto arqueológico coordenado pela UFMG – que já conta com apoio logístico e institucional da Administração Central e pleiteia recursos da Fapemig e do CNPq – constitui a primeira missão brasileira no Egito. “O Bape e o Projeto Amenenhet demonstram a maturidade e a qualidade teórica e metodológica da arqueologia brasileira, que começa a se destacar em ambiente dominado há séculos por nações hegemônicas”, afirma José Roberto Pellini. Outras informações estão na página do Bape no Facebook.

(Texto de Itamar Rigueira Jr.)

 

 

Durante 50 dias, a partir de 10 de janeiro de 2019, equipe de projeto coordenado na UFMG trabalhará na primeira fase das escavações da Tumba Tebana 123 (TT 123), na Necrópole de Luxor, no Egito. Os arqueólogos vão explorar a sala anexa à câmara funerária, que tem cerca de 12 metros quadrados e pé direito de 5 metros. A sala será usada para acondicionamento e análise de material, que não pode deixar a Necrópole.

A expectativa dos pesquisadores é muito positiva: um primeiro esforço de limpeza da tumba revelou pedaços de sarcófagos e múmias e uma estátua que indica grande probabilidade de que a TT 123 esteja bem preservada. 

O projeto de escavação, restauração e conservação das Tumbas Tebanas 123 e 368, na margem oeste do Nilo – chamado de Projeto Amenenhet, em referência ao proprietário da TT 123 –, integra o Programa Arqueológico Brasileiro no Egito (Bape, na sigla em inglês), criado em 2015 na Universidade Federal de Sergipe. No ano seguinte, o projeto foi aprovado pelo Ministério das Antiguidades egípcio e, no ano passado, foi trazido para a UFMG pelo professor José Roberto Pellini, que passou a integrar o Departamento de Antropologia e Arqueologia da Fafich.

“Trata-se de tumbas ainda inéditas e de grande potencial arqueológico. Já encontramos relevos e inscrições de boa qualidade e cenas raras ou mesmo inéditas”, explica o coordenador, que trabalha com arqueólogos egípcios e pesquisadores da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. As múmias serão estudadas por antropólogas forenses da Corte de Haia.

Tumba clássica
A Tumba Tebana 123 é de Amenenhet, sacerdote que ocupava diversos cargos, entre os quais o de contador de pães, que eram distribuídos como parte dos salários no Egito Antigo. O nobre serviu ao faraó Thutmosis III, da 18ª Dinastia, por volta de 1800 antes de Cristo. Em formato de T, a tumba tem 25 x 3 metros de frente e um corredor principal de 50 x 3 metros. Segundo José Roberto Pellini, trata-se de uma tumba clássica da 18ª Dinastia, que tem a estátua do morto no final do corredor e salas que reúnem seus bens.

Na segunda etapa de escavações, em 2020, os arqueólogos vão explorar a câmara funerária. “Não temos ideia do que vamos encontrar, não há como saber ainda se ela está intacta ou foi usurpada”, diz o coordenador. A tumba conta com dois poços funerários, um no interior e o outro na parte externa. “Ainda não mexemos nesse segundo poço, que pode ser um ambiente de consagração”, supõe o arqueólogo.

Quanto à TT 368 – que abriga Amenhotep, chamado Huy, superintendente do ateliê de escultura do faraó –, seu estilo e decoração sugerem que tenha sido construída na época de Ramsés II, na 19ª Dinastia. Ela parece ter um quarto da área de TT 123, com a qual se conecta, e corre risco de ruir, razão pela qual só poderá ser escavada depois de passar por serviços de estabilização da estrutura. “O retorno esperado da 368 é diferente, porque há indícios de que ela foi habitada no século 16”, salienta Pellini. 

Narrativas alternativas
José Roberto Pellini é, segundo ele próprio, um dos poucos egiptólogos a denunciar e questionar a retirada da população local em nome do turismo e da valorização exclusiva do Egito faraônico. Essa preocupação é uma das inspirações para a vertente antropológica do Projeto Amenenhet, que conta com a participação dos pesquisadores de Córdoba e do antropólogo Rogério do Pateo, da UFMG. Essa parte do projeto, que já gerou artigos e apresentações em congressos internacionais, aborda o misticismo islâmico moderno e o uso dos sítios arqueológicos em práticas consideradas não ortodoxas da religião muçulmana, como a visita às tumbas e outros locais em busca de bênçãos. As pesquisas também tratam de crenças relacionadas à presença de espíritos e entidades nos sítios e do uso de alucinógenos, no passado e no presente.

Ainda como forma de interação com as comunidades de Luxor, o Projeto Amenenhet trabalha no desenvolvimento de narrativas alternativas ao discurso acadêmico. “Queremos explorar novos modos de formar e disseminar o conhecimento. Artistas de diversas partes do Egito têm sido convidados a interpretar as tumbas e a paisagem do entorno, por meio de música, pintura e performances”, explica José Roberto Pellini. Também estão sendo produzidos vídeos em 360 graus que servirão não apenas aos pesquisadores impedidos, por ora, de compor a equipe de campo, mas também à divulgação para o público em geral. Segundo o coordenador, a utilização de realidade virtual é inédita em projetos do gênero.

O projeto arqueológico coordenado pela UFMG – que já conta com apoio logístico e institucional da Administração Central e pleiteia recursos da Fapemig e do CNPq – constitui a primeira missão brasileira no Egito. “O Bape e o Projeto Amenenhet demonstram a maturidade e a qualidade teórica e metodológica da arqueologia brasileira, que começa a se destacar em ambiente dominado há séculos por nações hegemônicas”, afirma José Roberto Pellini. Outras informações estão na página do Bape no Facebook.
(Texto de Itamar Rigueira Jr.)


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Categoria: Geral, Minas Gerais
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Evento no Sul de Minas Gerais aborda inovação tecnológica e cultural em diversos segmentos

Publicado em 29/08/2018 às 16h31

Dentre os mais de 300 showcases, workshops e palestras, HackTown 2018 contará com debate sobre inovação que terá participação de empresas como a ValeCard

Entre os dias 6 e 9 de setembro acontece o HackTown 2018, inspirado no festival norte-americano South by Southwest (SXSW), com o objetivo de promover a inovação tecnológica e cultural por meio da reunião de pessoas com atuação em diferentes segmentos. Realizado em Santa Rita do Sapucaí, cidade do sul de Minas Gerais, o evento contará com mais de 300 palestras, workshops e showcases.

Dentre os temas que serão discutidos na ocasião está um debate sobre inovação e empreendedorismo no interior de Minas Gerais, que contará com a presença de porta-vozes de empresas de Uberlândia, Diamantina e Itabira, compartilhando o processo de construção de seus ecossistemas. A ValeCard, especializada em soluções para Recursos Humanos e Gestão de Frotas, é uma das organizações que falará sobre o assunto com sua Especialista em Inovação, Jeniffer Medeiros.

"O Brasil possui mais de 130 comunidades de startups formadas por meio de iniciativas de empreendedores em regiões que contam com universidades que oferecem cursos na área de tecnologia. Este cenário de inovação é muito favorável não só para a geração de empregos quanto para o desenvolvimento de empresas já estabelecidas no mercado", afirma Jeniffer, que também é CPO da Colmeia, comunidade de startups que fomenta educação empreendedora e inovação.

Com atividades espalhadas por diferentes partes da cidade – desde auditórios e teatros até bares e restaurantes –, o HackTown também contará com palestras de personalidades como a campeã de salto com vara, Fabiana Murer, e do VP de Operações do Nubank, Dennis Wang.

Para mais informações sobre o evento, acesse: http://hacktown.com.br/

Sobre a ValeCard
A ValeCard é uma instituição 100% nacional que está entre as maiores empresas de meios de pagamento eletrônicos do Brasil, a ValeCard oferece soluções completas e integradas para Gestão de Frotas, Benefícios e Financeira. Desde 1995 no mercado e atuando em todo o território nacional, a empresa está entre as três maiores empresas de gerenciamento de frotas do país e entre as 100 empresas mais inovadoras no uso de TI. Com mais de 3 milhões de cartões emitidos pelo Brasil, a ValeCard conta com mais de 115 mil estabelecimentos credenciados. Para atender a demanda, possui 5 regionais e 12 filiais e mais de 1 mil funcionários entre diretos e indiretos.
http://www.valecard.com.br

Categoria: Geral, Minas Gerais
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Festivais Sarará e Sensacional confirmam mais uma atração

Publicado em 13/08/2018 às 15h30

Com o show de Tom Zé, serão mais de 30 atrações que se apresentam na Esplanada do Mineirão; últimos ingressos estão à venda

A produção do encontro dos Festivais Sarará e Sensacional acaba de confirmar mais uma atração no line do evento, o cantor Tom Zé. A apresentação do artista é patrocinada pela 99. O evento será realizado neste sábado, 18 de agosto, a partir das 14h, na Esplanada do Mineirão.

O baiano é cofundador da Tropicália, movimento musical dos anos 1960. Tom Zé é uma das vozes mais importantes da MPB. O artista tem 25 discos lançados, incluindo dois gravados ao vivo, em mais de 50 anos de carreira. O músico é tema de três premiados documentários que contam sua vida e obra. "Tô", "Menina, Amanhã de Manhã", "Augusta, Angélica e Consolação" e "Senhor Cidadão" são algumas das suas canções mais famosas.

Além de Tom Zé, também sobem ao palco da Esplanada do Mineirão os artistas Criolo, Graveola, Nação Zumbi, Johnny Hooker, Gloria Groove, Pequena Morte, Maíra Baldaia, Dolores 602, Biltre, Muntchako e DeSkaReggae Sound System. Encontros musicais também serão realizados no Sarará + Sensacional, o cantor Emicida canta acompanhado da sua convidada, a Drik Barbosa. A cantora Mallu Magalhães divide os vocais com Maria Gadu. Lagum se apresenta com a dupla Hot & Oreia, Masterplano convida Teto Preto e Daparte convida LG Lopes. O Samba do Quintal realiza uma edição especial no Festival com Oi de Gato, Cinara Ribeiro e Bloco dos Pescadores. Atrações internacionais também desembarcam no Mineirão. As bandas Tercer Tipo e Manu da Banda, ambas do Chile, se apresentam no Sarará + Sensacional.

Serão montados três palcos e duas tendas na Esplanada do Mineirão com atrações para todos os gostos e públicos. Os últimos ingressos estão à venda por R$ 25,00 (inteira) e podem ser adquiridos no www.sympla.com.br, Benfeitoria, Burger Lab e Lojas Farm Boulevard Shopping, BH Shopping e Pátio Savassi. A classificação do festival é 16 anos. Menores de 16 têm acesso ao evento acompanhados de pai ou mãe e crianças de até sete anos não pagam ingresso. O Festival Sarará + Sensacional é realizado pela A Macaco e Híbrido Comunicação e Cultura com incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, apresentado pelo Budweiser e tem o patrocínio da 99.

 

Serviço

Festival Sarará + Sensacional

Data: 18 de agosto, sábado

Horário: 14h

Local: Esplanada do Mineirão (Av. Presidente Carlos Luz, São Luiz)

Atrações: Criolo, Emicida convida Drik Barbosa, Mallu Magalhães convida Maria Gadu, Nação Zumbi, Johnny Hooker, Gloria Groove, Graveola, Lagum + Hot & Oreia, Pequena Morte, Muntchako, Manu da Banda (Chile), Maíra Baldaia, Tercer Tipo (Chile), Dolores 602, Masterplano convida Teto Preto, DeSkaReggae Sound System, Biltre, Daparte convida LG Lopes, Samba do Quintal = Oi de Gato + Cinara Ribeiro + Bloco dos Pescadores

Ingressos: R$ 25,00 (inteira)

Vendas: www.sympla.com.br/festivalsararasensacional, Benfeitoria (R. Sapucaí, 153, Floresta), Burger Lab (Av. Bandeirantes, 1299, Mangabeiras) e Lojas Farm Boulevard Shopping, BH Shopping e Pátio Savassi

Realização: A Macaco e Híbrido Comunicação e Cultura

Apresentação: Budweiser

Patrocínio: 99

Categoria: Minas Gerais
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Atletas de Muriaé disputam títulos em fase final do JEMG

Publicado em 30/07/2018 às 16h26
 
 
Etapa estadual acontece em Uberaba até próximo sábado; delegação da cidade teve transporte oferecido pela Prefeitura a fim de incentivar prática esportiva e descobrir novos talentos
 
Alunos/atletas de Muriaé disputam até o próximo sábado (4), em Uberaba, o título da fase estadual dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). A cidade será representada em cinco modalidades esportivas: futsal, vôlei, xadrez, tênis de mesa e atletismo. A Prefeitura ofereceu transporte gratuito para toda a delegação, incentivando a prática de esportes entre os jovens muriaeenses.
 
No que depender da expectativa dos participantes, Muriaé irá comemorar pela primeira vez a conquista de um título estudantil em nível estadual. “Estamos muito confiantes. As meninas não perderam sequer um jogo até agora e nosso objetivo é voltar para a casa com a medalha de ouro”, ressalta a treinadora do time de futsal feminino, Rose Cunha. “Já o nosso time está treinando diariamente desde que acabou a fase regional. Vamos com muita sede em busca dessa vitória”, completa o técnico da equipe de vôlei, Marcelo Daher.
 
Além dos dois times nas modalidades coletivas, Muriaé também será representada por alunos/atletas em disputas individuais – Maria Clara Lopes, Maria Clara Magalhães e Rhuan de Freitas no xadrez; José Fernando Carvalho no atletismo; e Dayanni dos Santos, Felipe Oliveira e Yran Idalgo no tênis de mesa. “Desejamos sucesso a todos os jovens muriaeenses que vão competir nesta fase do JEMG. Esperamos que todos tenham sucesso em suas competições, porém, independente do resultado, nossa cidade já está orgulhosa de todos eles”, afirma o prefeito Grego. “Estamos apoiando nossos meninos e meninas pois acreditamos que o esporte, além de qualidade de vida, forma cidadãos de bem para o futuro”, finaliza.
 
Vale lembrar que, além da medalha de ouro, os vencedores de cada modalidade conquistarão também a classificação para os Jogos Escolares da Juventude, etapa nacional que será realizada em Brasília.
 
Prefeitura doa kit de uniformes para time de futsal
O time de futsal feminino nível 2 (formado por atletas com idade entre 15 e 17 anos) de Muriaé vai representar a cidade de roupa nova na fase final do JEMG. A equipe da Escola Municipal Professora Esmeralda Vianna, que não tinha uniforme oficial, ganhou camisas, calções, meiões, caneleiras e tênis para a disputa do título estadual em Uberaba. O kit de materiais foi doado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer.

 

 
 
 
Categoria: Minas Gerais
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Ouro Preto vai ganhar novo museu

Publicado em 26/07/2018 às 13h07

Ordem de serviço será assinada nesta quinta-feira. Local vai abrigar coleção de 1,2 mil peças brasileiras e de outros países doada pelo casal franco-brasileiro Maria Helena e Jacques Boulieu à Arquidiocese de Mariana

A tricentenária Ouro Preto comemora o Ano do Patrimônio Cultural e ganha, hoje, um presente valioso para reverenciar a história, enriquecer a cultura e fortalecer o turismo. Com a presença de autoridades, será assinada, às 11h, a ordem de serviço para restauração e adaptação do prédio que vai abrigar o Museu Boulieu – Caminhos da Fé. O novo equipamento, na Rua Padre Rolim, a cerca de 100 metros da Praça Tiradentes, no Centro Histórico, terá exposta, de forma permanente, uma coleção de 1,2 mil peças brasileiras e de outros países doada pelo casal franco-brasileiro Maria Helena e Jacques Boulieu à Arquidiocese de Mariana.
 
A ordem de serviço será assinada pelo prefeito Julio Pimenta (MDB), secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira, presidente do Instituto Pedra (proponente da iniciativa), Luiz Fernando de Almeida, e o novo arcebispo de Mariana, dom Airton José dos Santos. “É um marco no Ano do Patrimônio em Ouro Preto, pois, além de ser um museuúnico na América, com peças artísticas de regiões colonizadas por portugueses e espanhóis ao redor do mundo, vai ainda divulgar nossa cidade e dinamizar a cultura”, disse o secretário Zaqueu.
 
Ele acrescentou que a intervenção no museu, que funcionará no antigo asilo componente do Paço da Misericórdia, espaço já restaurado e atualmente ocupado por setores da administração municipal, vai requerer investimentos da ordem de R$ 8 milhões da Vale via Lei Rouanet. A previsão é de um ano de obras, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio.

PRESENÇA A solenidade, a ser realizada no Paço da Misericórdia, terá a presença do casal Boulieu, que doou as peças, fruto de 50 anos de suas viagens pelo mundo. Em 18 de dezembro de 2004, houve uma cerimônia na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, no Centro de Ouro Preto, parar assinar protocolo de doação da Coleção Boulieu à Arquidiocese de Mariana. Na época, Maria Helena de Toledo, paulista criada em Belo Horizonte, contou um pouco da história: “Somos casados há 55 anos, moramos no Rio de Janeiro e, desde a nossa lua de mel, em Salvador (BA), começamos a reunir este conjunto, que resulta das aventuras extraordinárias que usufruímos juntos”.

Com emoção, Maria Helena explicou que a doação à Arquidiocese de Mariana, à qual Ouro Preto está vinculada, representa uma “ação de graças a Deus por uma vida plena e que deve ser compartilhada com a comunidade”. O acervo inclui imagens barrocas, pinturas e prataria do Brasil e de outras terras colonizadas pelos ibéricos: América Central, países andinos (Peru e Bolívia) e Ásia, incluindo Filipinas, Índia e China. “Sempre gostamos da arte barroca e, assim, fomos adquirindo as peças que achávamos interessantes. Como não temos filhos, embora muitos sobrinhos, vimos que o melhor seria doar a coleção para que os objetos não se dispersassem”, disse Maria Helena, esperançosa de que outras pessoas sigam esse exemplo.
 
Fonte: www.em.com.br
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Muriaeense participa de Congresso Internacional de Capoeira em Belo Horizonte

Publicado em 17/07/2018 às 09h06

Mestre de capoeira Babinha apresentou trabalho desenvolvido pela Prefeitura com idosos na cidade

O facilitador de oficinas e instrutor de capoeira da Prefeitura esteve presente, na última semana, no Congresso Internacional de Capoeira, realizado em Belo Horizonte. Paulo Sérgio Guimarães, conhecido como Babinha, apresentou o trabalho realizado no Centro de Convivência para Idosos (CCI) e também participou de seminários e aulas de capoeira.

Com organização da Fundação Internacional Capoeira Artes das Gerais, o evento aconteceu entre os dias 11 e 15 deste mês e contou com a participação de mestres, professores e alunos praticantes desta arte marcial de diversas cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e até de outros países. Foram cinco dias de atividades, entre palestras, aulões, trocas de graduação, apresentações culturais e lançamentos de livros.

Durante o Congresso, Babinha, acompanhado de Glória Nogueira, participante da oficina de capoeira e integrante do CCI, explicou ao público o trabalho feito com os idosos. Ele também recebeu a graduação de Firmando e a corda marrom e vermelha. “Foi muito bom participar de um evento tão importante e trocar experiências com praticantes de capoeira do mundo todo, além de mostrar o trabalho realizado em nossa cidade. Foi uma semana muito proveitosa”, diz Babinha.

 

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Bailarino muriaeense conquista 1º lugar em Festival Arte de Minas

Publicado em 14/06/2018 às 09h45

Walleyson Malaquias recebe auxílio da Prefeitura para incentivar artistas em Muriaé

O bailarino muriaeense, Walleyson Malaquias, participou do Festival “Passo de Arte Minas”, no Teatro SESI Minas, em Belo Horizonte, e conquistou, no último dia 4, o 1º lugar na categoria “Solo Livre Avançado”. O profissional de balé contemporâneo é ex-aluno da escola de dança da Prefeitura Muriaé, e, por meio da Fundarte, recebe Bolsa de Incentivo à Cultura, oferecida pela Lei Municipal Alcyr Pires Vermelho. O auxílio incentiva jovens e amantes da cultura, oferecendo apoio financeiro para o crescimento profissional.

A coreografia “Redescobrir” foi criada pela professora da Escola de Dança Jorge Barroca/Muriaé, Janaina Frade. Representando o Círculo da Dança de Belo Horizonte, com a direção de Miriam Tomich, Walleyson recebeu a indicação de “Melhor Bailarino” do festival, conquistando uma premiação especial concedida pelo Corpo de Jurados. “Estamos lisonjeados em ter um jovem de nossa cidade participando de um evento de tanta importância em termos nacionais. Este festival envolve nomes clássicos do balé brasileiro, possuindo ainda uma banca examinadora competente para realizar julgamentos sobre dança. É investindo na cultura e na educação que pretendemos incentivar, cada vez mais, grandes talentos como o Malaquias”, enalteceu o prefeito Grego.

Walleyson Malaquias iniciou sua formação na área da dança como aluno da Escola Municipal de Dança Jorge Rodrigues Barroca entre os anos de 2010 e 2014. Em 2015, foi selecionado na audição do “Grupo Experimental de Danças” da ONG Corpo Cidadão, passando a residir em Belo Horizonte, com o apoio da Bolsa de Incentivo à Cultura da Lei “Alcyr Pires Vermelho”. Nos últimos tempos, ingressou no Curso Profissionalizante de Dança do Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes, que concluirá no final deste ano. No próximo dia 10, irá com o grupo para São José dos Campos (SP), para a noite de encerramento do 29º FESTIDANÇA, onde irão apresentar as coreografias “Notório” e “Ritos”, de Alessandro Pereira.  

Fotos: Raphoto – Reginaldo Azevedo

 

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Saiba o que realmente foi a Inconfidência Mineira e o que resta do período no Brasil

Publicado em 21/04/2018 às 09h04

Luiz Carlos Villalta diz que os inconfidentes eram gente de carne e osso, sujeitos a vícios e fraquezas, mas exalta a figura de Tiradentes: 'Tinha noção crítica do momento pelo qual a colônia passava'(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Na data em que se lembra a morte de Tiradentes, professor fala sobre mitos e ensinamentos da Inconfidência Mineira, que há 230 anos agitava a mais rica das possessões portuguesas no mundo

Conspiração, reuniões na calada da noite e encontros secretos em fazendas e casarões das vilas coloniais. Há 230 anos, na Capitania de Minas – a mais rica entre todas as possessões portuguesas na Ásia, América e África –, atingia o auge o movimento que entrou para a história como Inconfidência Mineira e teve ramificações em São Paulo e Rio de Janeiro. Certo de que há muito para ser estudado, e comparado com o Brasil atual, o professor de história Luiz Carlos Villalta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  desfaz alguns equívocos sobre o levante, que teve como figura mais representativa o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792). No dia em que ocorre, em Ouro Preto, a tradicional cerimônia cívica para reverenciar a memória dos inconfidentes, o especialista fala das lições que nos chegam daquela época.
 

“Se 1789 ficou como marco, é bom saber que a grande agitação ocorreu no ano anterior. Em abril de 1789, o movimento já estava morto”, conta o autor dos livros História de Minas Gerais – A Província de Minas e Minas Setecentista, em parceria com a professora Maria Efigênia Lage de Resende. Diante do monumento a Tiradentes, na esquina das avenidas Afonso Pena e Brasil, em Belo Horizonte, Villalta diz que o “21 de abril” é outro ponto fundamental na história, pois confunde a cabeça de muita gente. A data se refere à morte por enforcamento de Tiradentes, em 1792, no Rio. Portanto, nada a ver com fim do levante ou a decretação da derrama, uma das palavras-chave no episódio. “Na época, Portugal tinha o direito de cobrar o ‘quinto do ouro’, taxa de até 20% sobre a produção do metal. Mas, se os mineradores não pagassem ao governo 100 arrobas de ouro anuais, a Coroa portuguesa poderia decretar a derrama, obrigando as câmaras municipais a fazer o povo pagar o valor necessário para chegar àquele total”, explica Villalta.

Passados dois séculos e três décadas do ponto alto do movimento, a lição está bem atual, “pois ficaram de herança a corrupção desenfreada e o funcionamento da Justiça”. Na avaliação de Villalta, paulista de Taubaté e estudioso da Inconfidência Mineira, “a Justiça no Brasil não é, nem nunca foi para todos”. “Um exemplo foi Tiradentes, o único dos inconfidentes punido com mais severidade pela Coroa. O funcionamento da Justiça era tratar desigualmente os desiguais, não havendo igualdade jurídica. Hoje a lei é igual, mas a Justiça praticamente não é igual para todos.”

LIDERANÇA Outro erro que se comete, alerta o professor, é nomear Tiradentes como líder do movimento. “Na verdade, ele foi o homem a levar as ideias para o espaço público”, esclarece. E, destaca, quem se horroriza com a corrupção nos dias de hoje é porque desconhece as falcatruas do período colonial, em todas as esferas. “A corrupção sempre existiu naqueles tempos e os inconfidentes nunca foram santos. Muitos eram ricos, recebiam vantagens da Coroa, tinham poder e estavam envolvidos em negócios ilícitos, entre eles o contrabando de ouro. Para resumir, eram pessoas de carne e osso.”

Mas Villalta faz questão de enaltecer a imagem de Tiradentes. “Um grande herói nacional, personagem consagrado na memória popular como mártir e defensor da pátria. Um homem que tinha noção crítica do momento pelo qual a colônia passava e queria que a riqueza de sua ‘pátria’ (seu lugar de nascimento, Minas) não fosse drenada para fora por meio de impostos excessivos e do monopólio comercial. Falava em liberdade e denunciava que altos tributos e monopólio comercial transformaram Minas, uma capitania rica, em lugar de pobreza”, afirma o professor.

Fazendo jus à trajetória, os restos mortais dos inconfidentes repousam no Panteão dos Inconfidentes, no Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, no Centro de Ouro Preto. A exceção é exatamente Tiradentes, que foi esquartejado, teve partes do corpo espalhadas pela Estrada Real e a cabeça pendurada em praça pública em Vila Rica. O crânio depois desapareceu do lugar de “exibição” e nunca mais foi encontrado.

CARTAS CHILENAS A mobilização que resultaria na chamada Inconfidência começou em 1785, com a circulação, em Vila Rica, atual Ouro Preto, das Cartas Chilenas, poemas satíricos criticando Luís da Cunha Menezes, governador da Capitania de Minas de 1783 a 1788. Nesse último ano, assinala Villalta, chegava ao Rio, vindo da Europa, o mineiro José Álvares Maciel (filho), cunhado do tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, segunda autoridade militar da Capitania de Minas e um dos inconfidentes. “Sabe quem o esperava no porto, no Rio? Tiradentes, que logo propôs a rebelião contra Portugal, embora o recém-chegado não tenha dado muito crédito”, narra Villalta. Mesmo assim, o movimento vai crescendo e se espalha pela região de São João del-Rei e outras localidades do Campo das Vertentes.

Em 8 de outubro de 1788, já não havia mais como parar. E pairava sobre as Gerais o fantasma da derrama, pois, naquele ano, Luís Antônio Furtado de Castro do Rio Mendonça, visconde de Barbacena, chegara a Minas com ordem de decretá-la. A situação gerou descontentamento, em especial nas pessoas ligadas a grupos privilegiados – contratadores, clérigos, militares, contrabandistas etc..

Na casa do pároco Carlos Correia de Toledo, em São José del-Rei (atual Tiradentes), alguns dos futuros inconfidentes começam a arquitetar a conspiração. Há sucessivos encontros em Vila Rica: no fim de dezembro, na casa do tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrada, com a presença de Alvarenga Peixoto, Álvares Maciel e os padres Toledo e Rolim; e na casa do contratador de impostos João Rodrigues de Macedo, proprietário da Casa dos Contos.

DELAÇÃO PREMIADA Para ajudar a entender o que estava ocorrendo é imprescindível conhecer o cenário no século 18: novos ventos sopravam sobre o Ocidente, trazendo a filosofia de pensadores franceses que criticavam o poder absoluto dos reis, a administração colonial, o monopólio comercial, a intolerância religiosa e o sistema de trabalho. “A Inconfidência floresceu no ambiente de efervescência intelectual e política, como ocorria na Europa e Américas, nesse caso em especial com a independência das 13 colônias que deram origem aos Estados Unidos (1776)”, observa o professor.

No fim de 1789, a derrama foi suspensa e comunicada em 14 de março do ano seguinte. Com a delação “premiada” feita por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento dos inconfidentes é abortado e as prisões ocorrem a partir de 2 de maio. Ao entregar os inconfidentes à Coroa portuguesa, com a qual estava em débito, Silvério dos Reis teve sua dívida perdoada. “Fez uma denúncia por escrito e uma delação premiada, porque teve benefícios e não pagou suas dívidas à Fazenda Real”, observa o professor. Preso durante três anos, no Rio, Tiradentes foi enforcado em 21 de abril de 1792.


EDUCAÇÃO As homenagens aos 230 anos da Inconfidência fortalecerão os programas de educação patrimonial nas escolas de Ouro Preto, diz o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira. Este ano, a cidade já celebra, com ações e eventos, os 280 anos do nascimento de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, filho ilustre da terra; os 320 anos da chegada do bandeirante paulista Antonio Dias, fundador do primitivo arraial; e os 80 anos de tombamento do conjunto barroco pelo governo federal, quando Getúlio Vargas (1882-1954) era presidente.

REFRESCO PARA A MEMÓRIA

» O dia 21 de abril é marco que se refere à morte de Tiradentes, enforcado no Rio de Janeiro nessa data, em 1792. A Inconfidência ou Conjuração Mineira se deu entre aproximadamente 1788 e 1789

» A palavra inconfidente tinha um sentido pejorativo e, aos olhos e ouvidos da Coroa portuguesa, significava traidor. Conjuração quer dizer conspiração e é mais apropriada aos ideais dos mineiros do século 18

» A bandeira da república dos inconfidentes tinha no centro do pano branco um triângulo vermelho simbolizando a Santíssima Trindade e a inscrição retirada do poeta Virgílio: Libertas quae sera tamem – Liberdade ainda que tardia. O formato foi adotado como bandeira de Minas Gerais

» A senha dos conspiradores era: “hoje é o dia do batizado”, uma referência à data da derrama. Isso foi combinado durante o batizado da filha de Alvarenga Peixoto

» Em Minas, na segunda metade do século 18, houve outros movimentos que receberam o nome de inconfidência: em Curvelo, Sabará e Mariana. Mas nesses casos não houve a mesma repercussão da de 1789

» Em Minas, outra revolta memorável contra a cobrança exorbitante de impostos foi a Sedição de Vila Rica, em 1720, que teve à frente Felipe dos Santos

Fonte: www.em.com.br

Categoria: Minas Gerais
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