Avó aprende alemão para conversar com neta: “amor sem distância”

Publicado em 13/08/2019 às 16h50


Aprender um idioma estrangeiro pode ser uma ferramenta de enriquecimento cultural para alguns, ou um instrumento de qualificação profissional para outros. Em todo caso, uma oportunidade única. Para Carmen Rosa da Cunha, nutricionista de 62 anos, aprender um segundo idioma foi uma forma de estar presente na vida e crescimento da neta, Hannah, de 5 anos, que mora na Alemanha.

Em “encontros virtuais” que promovem semanalmente via internet, avó e neta mantém o laço familiar vivo e estreito.

A nutricionista decidiu aprender a língua alemã após superar uma trágica história. Sua filha mais velha, mãe de Hannah, conheceu o marido, que é alemão, pela internet. Eles namoraram virtualmente por alguns anos, até que ela decidiu se mudar para o país europeu, onde casou-se e estabeleceu uma família.

Ela engravidou, mas dias após um parto problemático, faleceu. Desde o ocorrido, Carmen visitou Hannah uma vez na Alemanha, e a neta veio ao Brasil por duas vezes para passar as férias com a avó.

Apesar da distância, a relação entre elas é bastante forte e elas se veem com frequência – por videochamada, nos domingos.

“Eu nem programo nada para o domingo. Um dia antes o meu genro combina de fazermos a chamada em vídeo. A gente sempre fica muito tempo, por mais de duas ou três horas conversando. Ela nunca quer ir embora, sempre quer ficar mais.”

Hannah naturalmente cresceu e aprendeu o idioma alemão, já que o pai fala pouco português. Assim, Carmen começou a aprender o idioma europeu para poder participar e acompanhar o desenvolvimento da menina.

“Eu pensei em aprender alemão, justamente para ensinar ela a falar português já estou fazendo há dois anos e meio e ainda falta mais ou menos o mesmo tempo, contando com a conversação. Estou na fase da gramática, de aprender a gramática para poder falar um alemão correto.”

“O objetivo disso tudo éter um contato cada vez mais próximo, de chegarmos ao ponto de a distância e muito menos a língua serem uma barreira”, disse.

A nutricionista frequenta duas aulas de alemão por semana no Centro de Línguas da UFES. Mesmo depois do trabalho, ela segue para o curso com muita disposição, pensando no futuro com a neta.

“Eu trabalho até às 18h e de lá sigo para a aula à noite. Meu objetivo ê ter a fluência fácil mesmo para a gente se comunicar. Eu tenho em mim que quando ela ficar mais velha, mocinha, vai vir pra cá, passar ferias com a gente, e eu gostaria que ela pudesse falar português, eu pudesse falar alemão, para ter uma comunicação sem barreiras”, contou.

“Apesar de ser a primeira, e a única neta e ela tem um carinho muito grande pela gente, que nos faz amar ela cada vez mais. E a grande importância disso foi não perder o contato. Algumas pessoas ainda perguntam se a gente ainda mantem contato, mesmo depois de tanto tempo. Eles admiram né, porque mesmo com a distância a gente sempre manteve contato”, disse. O próximo encontro da Hannah com a família acontece este ano, quando a menina vem visitar os avós e tios junto com o pai, no mês de dezembro.

Fonte: Razões para Acreditar

Categoria: Dicas
Tags: Avó, Dedicação

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