Minas Gerais

Semana “Saúde na Escola” aborda importância da vacinação

Publicado em 09/04/2019 às 08h29

Ações envolverão estudantes, professores e funcionários para alertar sobre a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada

Entre os dias 8 e 12 de abril, os estudantes de mais de 91 mil escolas espalhadas em todo o país realizarão atividades relacionadas à importância da imunização e do autocuidado. O assunto é o tema da Semana Saúde na Escola 2019, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação. O tema está alinhado com a prioridade do Governo Federal de fortalecer a vigilância para aumentar a cobertura vacinal no país. 

“A imunização é um direito das crianças e adolescentes e o Programa Saúde na Escola estimula que as equipes das unidades de saúde e das escolas realizem atividades para promover que os escolares tenham esse direito garantido”, enfatizou Michele Lessa, Coordenadora-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Na semana, as equipes de saúde e educação trabalharão juntas para informar e desenvolver ações de prevenção à saúde envolvendo os estudantes, professores, pais e funcionários. Além de apresentar o que são as vacinas, para que servem e a importância delas para a saúde, as atividades sensibilizam a comunidade sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Também será trabalhada a importância da vigilância em saúde por todo o ano. “A conscientização é essencial, já que doenças como rubéola, caxumba e sarampo, por exemplo, causam impacto, não só na saúde, mas também na frequência escolar”, completou Michele Lessa.

Criado em 2007, o Programa Saúde na Escola é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação (MEC). Desde 2012, quando foi instituída, a semana já abordou alimentação saudável, combate ao Aedes aegypti, práticas corporais e saúde ocular. O investimento anual do Governo Federal no último ciclo do PSE foi de R$ 89 milhões. Mais de 95% dos municípios brasileiros aderiram ao Programa. As ações envolvem um universo de 22 milhões de estudantes de 91.659 escolas e todas as equipes da atenção básica do SUS.

IMUNIZAÇÃO E VACINAÇÃO

O atual governo iniciou a gestão com taxas de imunização muito baixas, que no geral vêm caindo ano a ano, até chegarem a perto de 80% no ano passado, patamar longe da meta de, no mínimo, 95% na maioria das vacinas. Por isso, pela primeira vez, o Governo Federal estabeleceu a vigilância e vacinação como meta prioritária de governo.

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Começaram hoje as inscrições para designação de professores em 2019

Publicado em 29/10/2018 às 16h30

Todas as etapas serão realizadas pela internet

Começou hoje a inscrição para designação de professores para o ano de 2019. Todas as etapas serão realizadas pelo site www.designaeducacao.mg.gov.br . De acordo com o cronograma, as inscrições poderão ser feitas até o dia 12 de novembro. No dia 20 de novembro será divulgada a lista preliminar e a correção ou alteração de dados, quando necessária, poderá ser feita de 21 a 27 de novembro. A lista definitiva será divulgada no dia 04 de dezembro. A Secretaria Estadual de Educação (SEE) aguarda posicionamento do governador do estado sobre as nomeações, ainda sem nenhuma mudança.

 

Categoria: Geral, Minas Gerais
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Nota do Enem será usada em processo de seleção para Cursos Técnicos Subsequentes do Coltec UFMG

Publicado em 24/10/2018 às 16h32

Modalidade é voltada a estudantes que já concluíram o Ensino Médio, em alternativa aos Cursos Técnicos Integrais


Até 30 de novembro, o Colégio Técnico (Coltec) da UFMG recebe inscrições para os Cursos Técnicos Subsequentes, voltados a pessoas que já concluíram o Ensino Médio ou que estão no último ano desta etapa de ensino. 

Para participar do processo seletivo o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre 2014 e 2018, cuja nota será utilizada no processo de seleção, e preencher formulário disponível no site da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) da UFMG. O valor da taxa de inscrição é de R$ 70. Mais informações pelo edital.

São duas opções de área: Desenvolvimento de Sistemas, com ênfase em programação para dispositivos móveis, e Biotecnologia, com ênfase em análises clínicas. Será ofertado um total de 72 vagas, com entrada em 2019 e aulas no período noturno. 

Os Cursos Técnicos Subsequentes do Coltec são gratuitos e passaram a ser ofertados neste ano como alternativa aos Cursos Integrais, em que os alunos cursam simultaneamente o Ensino Médio e o Ensino Técnico na instituição. Com duração de um ano e meio a dois anos, podem ser aproveitados por estudantes recém-concluintes do Ensino Médio ou por pessoas já inseridas no mercado de trabalho, que desejem aprimorar seus conhecimentos e qualificações profissionais.

Categoria: Geral, Minas Gerais
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Muriaeenses se apresentam durante encontro educacional em BH

Publicado em 28/08/2018 às 17h05

Grupo Força da Raça e crianças e adolescentes do SCFV da Prefeitura participaram de evento na Assembleia Legislativa

Integrantes do grupo muriaeense Força da Raça e crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Santa Terezinha e distrito de Vermelho, serviço da Prefeitura de Muriaé, participaram do Encontro de Educadores e Gestores de Minas Gerais, realizado na última sexta-feira (24), na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. Eles puderam apresentar o trabalho desenvolvido nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade, onde as oficinas acontecem.

Criado em 2013, o “Força da Raça” surgiu como continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Grupo Folclórico Santa Terezinha (GFST). Como as atividades e apresentações do GFST geralmente acontecem entre junho e agosto, os integrantes ficavam com tempo ocioso enquanto aguardavam o retorno dos ensaios. Já o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos funciona nos CRAS, oferecendo a crianças e jovens diversas atividades esportivas e culturais de forma gratuita.

Após a apresentação, eles receberam aplausos e convites de outras cinco cidades, além da Assembleia para outra atividade em novembro. Para a coordenadora do grupo, Shirley Melo, a participação no encontro, que contou com apoio da Prefeitura, foi uma oportunidade de mostrar as ações realizadas em Muriaé, levando cidadania às crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e do “Força da Raça”.

Categoria: Minas Gerais, Muriaé
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Servidores do Estado protestam contra parcelamento de salário em Minas

Publicado em 23/07/2018 às 16h11

Participantes do ato fecharam o trânsito na Praça 7, no Centro de BH, e colocaram fogo em caixão simbolizando o governador Fernando Pimentel (PT)

Um grupo de servidores do estado protesta nesta segunda-feira pedindo o fim do parcelamento dos salários, implantado pela administração estadual. O grupo fechou completamente o trânsito na Praça 7, no Centro da capital. 
Em protesto, eles colocaram fogo em um caixão, simbolizando o governador Fernando Pimentel (PT) e gritam palavras de ordem contra a administração dele, além de pedir sua saída. O protesto é unificado e conta com funcionários civis e militares e, segundo os organizadores, reuniu cerca de 600 pessoas 
"Podemos chamar uma greve geral do Estado, caso a situação não se regularize. Estamos recebendo parcelado há três anos. Vários servidores estão com o nome negativado", afirma Marcelo Armstrong, delegado de polícia e diretor regional do Sindipol-MG.
Os servidores gritam "Pimentel, ladrão" e pedem a saída do governador. O protesto que começou no Ipsemg, interdita o cruzamento mais famoso da cidade, com avenidas Afonso Pena e Amazonas. O Sind-UTE não participa do ato.
Manifestantes protestam que os descontos relativos à previdência pelo Ipsemg e o IPSM e saúde não estão sendo repassados pelo estado. "Estamos ficando sem atendimento médico e odontológico", afirma a servidora Antonieta de Cássia Faria, de 60 anos, 40 deles no Ipsemg.
Ela reforça que o movimento não tem qualquer conotação política. Isso porque parlamentares da oposição ocuparam o microfone. O deputado estadual Sargento Rodrigues e o deputado federal subtenente Gonzaga discursam no carro de som.
Manifestantes afirmam que houve a tentativa de boicotar o movimento, com a retenção do carro de som, que chegou na Praça mais de uma hora depois do início do movimento, por volta das 14h30.
O parcelamento dos salários começou em fevereiro de 2016. O governo de Minas alegou queda na arrecadação e dificuldades em caixa para justificar a medida, feita após a decretação de calamidade financeira.
 
Fonte: www.em.com.br
 
Categoria: Minas Gerais
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UFMG abre 500 vagas em cursos gratuitos a distância

Publicado em 23/06/2018 às 12h03

A Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – lançou um edital com 500 vagas em cursos gratuitos a distância.

As oportunidades podem ser ocupadas por qualquer pessoa interessada. Não haverá processo de seleção. As vagas serão disponibilizadas de acordo com a ordem de inscrição. Porém, segundo o edital, mesmo quando as vagas já tiverem sido preenchidas os interessados vão conseguir se inscrever. A intenção é formar um cadastro reserva para caso haja desistência dos que garantiram a sua vaga.

As 500 oportunidades serão divididas nos seguintes cursos:

Introdução à Educação a Distância, Noções Básicas de Direitos Autorais, Introdução à Acessibilidade na EaD, Formação de Tutores, Produção de Materiais, Didáticos para a EaD, Tecnologias e Mídias Educativas e Mediação e Avaliação em EaD.

Os participantes aprovados receberão certificado digital no próprio ambiente virtual de aprendizagem do respectivo curso.

Como se inscrever nos cursos gratuitos a distância da UFMG

Interessados poderão fazer a inscrição de 25 de junho, às 9 horas, a 02 de julho de 2018, às 17 horas, no site www.ead.ufmg.br. Cada pessoa interessada poderá realizar a inscrição em apenas um dos cursos e em uma de suas ofertas. Depois de a inscrição ser finalizada não será possível alterá-la.

A confirmação do envio do formulário e  o número de ordem de classificação serão enviados por e-mail para o candidato. Mais informações sobre os cursos gratuitos a distância da UFMG podem ser obtidas no edital. 

Fonte: www.horabrasil.com.br

 

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Sind-UTE/MG alerta sobre cartaz falso

Publicado em 15/06/2018 às 15h53

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais se dirige a sua base e também, de maneira pública, a quem possa interessar, para informar que está circulando em redes sociais e em grupos de WhatsApp um cartaz com imagens e logomarca do Sind-UTE/MG, mas, com informações falsas sobre uma suposta atividade no dia 18 de junho.

Alertamos que pessoas estão agindo de má-fé criando materiais com a logomarca da entidade!

O canal oficial de comunicação das ações estaduais para dar esses informes a sua base é o site do Sindicato. O que não estiver no site da entidade deve ser desconsiderado e tratado como informação falsa! 

Informação falsa e criminosa

A informação que circula em cartaz chamando para uma suposta atividade no dia 18 de junho não procede, não é oficial e ainda mais grave: trata-se de uma montagem, em que informações falsas são repassadas à categoria, gerando grandes transtornos. Vale dizer que a distribuição de informações falsas, bem como a utilização sem autorização da logomarca do Sindicato se enquadram em crimes de falsidade ideológica e utilização indevida de marca.

A fim de evitar que essa informação possa continuar gerando efeitos negativos, o Sindicato esclarece que quaisquer informações: mobilizações, paralisações e atos públicos programados pela entidade são distribuídos a sua categoria, em primeira mão, pelo site – www.sindutemg.org.br. 

Portanto, orientamos que  evite reproduzir matérias que não tenham com base referencial o site do Sindicato. Antes de distribuir alguma informação que leve a logomarca do Sind-UTE/MG verifique a fonte e, se tiver dúvida, certifique-se no site. Por fim, o Sindicato informa que já está tomando as providências cabíveis.

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais

Fonte: Sind-UTE/MG



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Estudantes de Contagem (MG) são campeões de torneio de raciocínio na Turquia

Publicado em 13/06/2018 às 16h34

Alunos do Instituto Eros Gustavo, à direita, e da EMEF Visconde de Mauá, à esquerda. À esquerda, Sandra Garcia, diretora pedagógica da Mind Lab

Equipe de quatro alunos do Instituto Eros Gustavo, do município de Contagem (MG), vence torneio internacional que contou com a participação outros 5 países,trazendo o segundo título para o Brasil

Alunos de 9 a 12 anos do Instituto Eros Gustavo, do município de Contagem (MG), venceram nesta quarta-feira (13) a competição internacional The Mind Olympics, realizada pela Mind Lab, líder mundial em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras, na cidade de Antália, na Turquia, competindo com alunos de outros cinco países que utilizam a metodologia com jogos de raciocínio da Mind Lab.

Os alunos Amanda Coura Fernandes, Matheus Henrique Mendes Rodrigues, Emanuel de Paula Santos, Tiago Araújo Vidal, participaram ao lado dos vencedores da categoria de 4º ao 7º ano do Ensino Fundamental da rede pública, a EMEF Visconde de Mauá, do município de Portão (RS), que foi vitoriosa no ano passado e, neste ano, conquistou a segunda colocação.

Ambos os times haviam vencido em maio a etapa nacional da X Olimpíada de Raciocínio Mind Lab, torneio entre estudantes que utilizam o Programa MenteInovadora, metodologia de ensino com jogos de raciocínio integrados à grade de aulas, que busca estimular o desenvolvimento de habilidades metacognitivas e socioemocionais. Durante toda a competição no Brasil, que possui também uma fase classificatória digital, participaram 850 alunos de 142 escolas. Assim como no Brasil, na competição internacional utilizaram os jogos Abalone, Damas Olímpicas, Quoridor e Octi.

Na The Mind Olympics foram realizadas 12 partidas ao longo de dois dias, sendo que cada aluno teve a oportunidade de enfrentar estudantes de todas as outras equipes participantes. Nesta edição, além do Brasil, estiveram presentes estudantes do Panamá, Inglaterra, Austrália, Romênia e Turquia. O torneio é uma oportunidade para que os estudantes exercitem as habilidades desenvolvidas em sala de aula durante a aprendizagem semanal com os jogos de raciocínio da Mind Lab como trabalho em equipe, capacidade analítica e equilíbrio das emoções. A metodologia da empresa envolve a capacitação de professores e aulas dinâmicas, e é pioneira em auxiliar os alunos a traçar métodos e estratégias, lidar com a competitividade e trabalhar a resolução colaborativa de problemas.

À esquerda, diretor geral da Mind Lab Israel, Ehud Schaschar, alunos do Instituto Eros Gustavo e professoras Tomezina Ferreira da Fonseca e Aparecida Maria Boaventura

"É com muito orgulho que vemos os estudantes brasileiros colherem os frutos de seus esforços em equipe durante todo o tempo em que competiram com os jogos de raciocínio. A Olimpíada para a Mind Lab é o momento em que vemos o resultado de nosso trabalho junto aos jovens. É um orgulho levantar nossa bandeira novamente junto a outros países ", explica a diretora pedagógica da Mind Lab, Sandra Garcia

Essa foi a terceira vez que o Instituto Eros Gustavo participou do torneio internacional, tendo competido no último ano, representando as escolas privadas. Em 2017, alunos da Escola Municipal Visconde de Mauá, da cidade de Portão (RS), venceram a etapa internacional da Mind Olympics, realizada na Ilha de Creta, na Grécia.

Sobre o MenteInovadora

O Programa MenteInovadora é uma metodologia pioneira da Mind Lab, com resultados comprovados no desenvolvimento socioemocional de alunos do ensino infantil ao pré-vestibular. O principal diferencial do MenteInovadora é a integração de jogos de raciocínio à grade de aulas, com a mediação de um professor capacitado pelo programa. Os jogos estimulam os alunos a experimentar em um contexto controlado situações da vida real. Desenvolvida por especialistas israelenses e brasileiros que atuam no campo da psicopedagogia, neurociência e educação, a Metodologia da Mind Lab é utilizada em mais de 20 países, como Austrália, China, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido e já atendeu milhões de alunos, garantida e apoiada por importantes instituições nacionais e internacionais, como o Instituto Inade e a Universidade Yale.

Sobre a Mind Lab

Fundada em Israel em 1994, a Mind Lab é líder mundial em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras para o aprimoramento de habilidades e competências cognitivas, sociais, emocionais e éticas. Com a proposta de trabalhar o desenvolvimento humano para uma vida mais harmônica e feliz, as metodologias e aplicações da empresa ampliam os potenciais de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos ao redor do mundo, com a utilização de jogos de raciocínio que provocam a vivência de situações do cotidiano. Com resultados comprovados em mais de 21 países ao longo de mais de 20 anos, a metodologia Mind Lab atende milhões de alunos, sendo reconhecida e apoiada por importantes instituições nacionais e internacionais. No Brasil desde 2006, a Mind Lab é parceira de mais de mil instituições de ensino do setor público e privado e conta com cerca de 20 mil professores certificados para aplicação de suas metodologias, em 17 estados brasileiros.

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Professores das Umeis recusam proposta e mantêm greve em BH

Publicado em 03/05/2018 às 17h18

A categoria decidiu não aceitar a proposta do prefeito Alexandre Kalil (PHS) e manter a paralisação por tempo indeterminado

Professoras das Unidades Municipais de Educação (Umeis) rejeitaram na tarde desta quinta feira a proposta do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), e decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na Praça da Estação. Em seguida, o grupo saiu em passeata em direção a sede da Prefeitura, na Avenida Afonso Pena. Alguns motoristas apoiaram o movimento e fizeram buzinaço. O trânsito ficou lento no Centro durante o trajeto.
 
Nessa quarta-feira, em rodada de negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), o prefeito propôs até 20% de aumento e a retomada do Projeto de Lei 442, que prevê melhorias na carreira. Pelo projeto, professoras com nível superior que assumiram recentemente seus cargos saltariam do nível 1 para o 4. A carreira de docentes da Prefeitura de BH tem 24 níveis.

As professoras exigem equiparação salarial com quem dá aulas para o nível fundamental (crianças a partir de 6 anos de idade). Assim, saem do nível 1 para o 10. O concurso para professor da educação infantil exige formação em nível médio e para o fundamental, curso superior. A própria PBH informou que 70% das professoras das Umeis têm graduação. 

Por meio de nota, divulgada nesta quinta-feira, a Prefeitura explicou os pontos da nova proposta feita aos professores. Segundo a administração municipal, a proposta para os educadores que possuem curso superior em pedagogia ou normal superior e ainda não tiveram progressão por escolaridade, inclusive os que estão em estágio probatório, seria de aumento de até quatro níveis de carreira, e um ganho de 21,55% no vencimento-básico. A proposta anterior era de aumento de três níveis na carreira e ganho de 15,76% no vencimento básico, segundo a PBH. 

Já os professores da educação infantil com curso superior em pedagogia ou normal superior que já tiveram a progressão por escolaridade, inclusive os que estão em estágio probatório, a nova proposta é de aumento de até dois níveis na carreira e um ganho de 10,25% no vencimento básico. A sugestão anterior da PBH era de aumento de um nível e ganho de 5% no vencimento básico. 

Na proposta, a PBH também se comprometeu a retomar o imediatamente a tramitação do Projeto de Lei 442. Os ganhos seriam incorporados ao vencimento básico após a aprovação da matéria da Câmara Municipal. A efetivação da proposta também seria feita apenas com o retorno imediato às aulas. 

Sobre a manutenção da greve por parte dos professores, a Prefeitura informou que não vai se manifestar sobre o assunto. 
 
Fonte: www.em.com.br

 

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Greve dos professores particulares impõe "hora extra" aos pais

Publicado em 30/04/2018 às 08h42

Balanço divulgado na sexta-feira pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep) mostrou que ao menos oito colégios ficaram totalmente sem aula

 

Não tem sido um mar de rosas a vida de pais com filhos e filhas em escolas particulares. Desde que começou a paralisação dos professores, há quatro dias, eles se viram como podem para dar atenção em tempo integral às crianças, desempenhar as funções profissionais e cuidar dos afazeres domésticos, entre outras atividades. “Quando não estou trabalhando, a prioridade é as crianças. Nesse momento, ela dobrou”, disse, na tarde de ontem, Alexandre César de Carvalho Amaral, de 40 anos, morador do Bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste. Cuidando dos pequenos Arthur, de 7, e Pedro, de 4, alunos do Colégio Padre Eustáquio, na casa da mãe dele, no Bairro Floresta, na Região Leste, enquanto a mulher Ivana Cândida trabalhava, ele ainda passou na escola infantil para pegar a caçulinha Sofia, de 1,5 meses, cuja escola está funcionando.
 
Professor de química e biologia de uma escola que não parou, Alexandre diz que apoia a turma de professores em greve, mas tem, junto com a mulher que trabalha numa casa dedicada a idosos, se desdobrado e contado com apoio de familiares. Tem sido assim desde terça-feira, quando a assembleia dos docentes decidiu por cruzar os braços. “Mexi nos horários. Na quarta, eles vieram aqui para a casa de minha mãe e ontem (quinta-feira) ficaram com minha mulher na Casa da Maioridade. “Eu gostei de ficar lá”, afirmou Pedro, que brincava com o irmão no jardim, descalço e bem à vontade. “Hoje eles jogaram bola no quintal”, contou o papai com o tempo contado “no relógio” para chegar à escola de Sofia.
 
Sem ter onde deixar o filho Luís Bernardo, de 3, que estuda no Colégio Magnum, no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste, Bárbara Mascarenhas, de 45, precisa levá-lo em seus compromissos. “Ontem, ele teve que me acompanhar na consulta ao médico. Não temos com quem deixá-lo, então, meu marido e eu negociamos uma troca de horário no trabalho”, conta. Apesar dos transtornos, Bárbara diz que apoia a greve, mas aponta a necessidade de mudar o formato que segue a paralisação do serviço por vários dias corridos. “Se a paralisação prosseguir, terei que colocar meu filho em uma escolinha e será mais um gasto na conta. Seria uma falta de respeito a greve continuar por tempo indeterminado. Eu pago a mensalidade em dia e não é barato”, argumenta.

PARALISAÇÃO

Balanço divulgado ontem pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep) mostrou que ao menos oito colégios estão totalmente sem aula. Outras instituições, como as faculdades Uni-BH, Una e Fumec, funcionam parcialmente. Professores da PUC-MG decidiram aderir ao movimento, mas a reitoria da universidade informou que as atividades seguem dentro da normalidade. Na tarde de ontem, houve nova rodada de negociação com os donos dos estabelecimentos de ensino, cujas propostas serão levadas para assembleia no início da semana que vem. Segunda-feira será dia de nova mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Conforme o Sinep, estavam totalmente paralisados, ontem, os colégios Loyola, Sagrado Coração de Maria, Casa Viva, Escola da Serra, Balão Vermelho, Padre Eustáquio, Pés no Chão e São Paulo. A direção do sindicato afirmou que o total das instituições paradas equivale a 0,9% das escolas da capital.
Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) informou que ainda não fez um levantamento sobre quais escolas estão paralisadas. Porém, a direção ressaltou que o movimento ganhou força e a cada dia novos educadores estão cruzando os braços.

Na noite de quinta-feira, os professores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), por meio da Associação dos Docentes da PUC Minas (Adpuc), decidiram aderir à paralisação. Já ontem a reitoria da universidade afirmou que “todas as atividades acadêmicas prosseguem dentro da normalidade”. E que é “importante considerar que a PUC Minas acompanha com atenção o processo de negociação, entre o sindicato patronal e o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece as condições de trabalho para os docentes da rede particular de ensino. Em nota, a direção da instituição lembrou que “a PUC Minas tem assinado com o Sindicato dos Professores o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que tem vigência até 31 de julho”.

Na quinta-feira, o Sinep-MG e o Sinpro Minas se reuniram para tentar um acordo. O Sinep recuou em pontos polêmicos e manteve na forma em que estão previstos na convenção coletiva atual direitos como bolsas de estudos, adicional por tempo de serviço, adicional extraclasse e o tempo de intervalo entre aulas. Numa das questões mais delicadas, o Sinep sustentou que não tinha a intenção de acabar com as bolsas (concedidas a filhos de professores), mas de regularizar a situação. Foi proposto reajuste seguindo o INPC (1,56%), pouco acima do que havia sido cogitado anteriormente (1%). O Sinpro, por sua vez, disse, depois da reunião da categoria no hall da Assembleia Legislativa, no fim da tarde, que a proposta que saiu da mediação no TR não é oficial, não tendo recebido qualquer documento até então.
 
Fonte_ www.em.com.br
Categoria: Minas Gerais
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