• Professor Elias Santos

Mulher trabalha como lavadora de pratos em asilo ver marido com Alzheimer durante a pandemia



Mary Daniel, 57 anos, nos mostra lindamente que quando amamos uma pessoa, somos capazes de nos reinventar completamente.

Ela estava há 114 dias sem ver o marido por causa da pandemia, pois ele está internado em uma casa de repouso. Foi quando Mary aceitou um emprego de lavadora de pratos no local somente para poder vê-lo todos os dias.

Quem não enche o coração de amor em saber uma notícias dessas, não é?

O marido de Mary está com 66 anos, e teve início precoce de Alzheimer e, por isso, está internado há alguns meses em uma unidade de tratamento para idosos em Jacksonville, na Flórida (EUA).



Mary o visitava todos os dias. Ela o ajudava a trocar roupa, eles assistiam tv juntos e faziam outras atividades.

Antes de tentar o emprego, Mary conseguiu com diretor da casa de repouso uma autorização para ela conversar com o marido de longe, pela janela do quarto. Só que não deu muito certo porque o homem só chorava e isso preocupou ainda mais Mary.

Foi quando o funcionário do local, vendo o seu desespero, disse que havia uma vaga na copa, para lavar pratos. Mary aceitou na mesma hora o cargo.

“Eu disse a eles que seria a melhor máquina de lavar louça que eles já tiveram“, contou a mulher.

Mary seguiu todos os protocolos de segurança, que já é exigido pela casa ao contratar um funcionário. Ela fez exames admissionais e passou por um treinamento online.

Seu marido mora na residência assistida há um ano e o isolamento pesou na decisão de Mary para começar a trabalhar lá.

Agora ela pode ver o marido todos os dias. Mary trabalha meio período e depois vai passar alguns minutos com o seu amado.



Depois de 114 dias, consegui abraçar meu marido hoje. Eu também lavei muitos pratos. Prova de que onde há vontade, há um caminho! Eu te amo Steve Daniel!“, escreveu Mary.

Tudo o que ele sabe é que estou lá e estou na frente dele, e isso traz um sorriso a seu rosto. Ele apenas relaxa.” disse a nova funcionária da casa.

E Mary garante que não há privilégios. “É trabalho duro. Estou limpando o chão e limpando a churrasqueira. Não quero que as pessoas me digam que não estou aqui para trabalhar. Isso é legítimo e precisa ser legítimo. Quero fazer um bom trabalho enquanto estiver lá. E estou feliz em fazê-lo. É diferente, não é o que eu faço há muito tempo. Mas se isso me levar a ele, farei o que for necessário“, finaliza.

Ah as histórias de amor incondicional!